COMPLIANCE
Perfil do Formador
Nome: Manuel André da Silva
Profissão: Gestor Sénior de
Compliance
Área Trabalho: Consultorias de
compliance
Destinatários: Publico geral
Principais razões para participar nesta acção
Entender o conceito e aplicabilidade do compliance nas
empresas.
COMPLIANCE
1OBJECTIVO
2.
.
OBJECTIVO
Actualização dos conceitos Possibilitar melhor
básicos sobre compliance; compreensão sobre o conceito
e seu funcionamento do
compliance nas empresas
COMPLIANCE
1 - Conceito sobre o Compliance;
2 - Papel do Compliance nas empresas;
3 - Programas de Compliance;
4 – Objectivos do Compliance
5 - Surgimento de Compliance nas empresas;
6- Benefícios que o Compliance pode trazer;
7 – Compliance e a Auditoria Interna
8 – Compliance e o Novo Cenário Global
9 – Considerações Finais
COMPLIANCE
CONCEITO SOBRE COMPLIANCE
Compliance vem do verbo em inglês to comply, que nada mais é do que estar em
conformidade com as leis, padrões éticos, regulamentos internos e externos. Sua função é
minimizar riscos e guiar o comportamento de empresas diante do mercado em que actuam.
É o acto de agir ou administrar em concordância com regulamentos, legislações, normas,
entre outros; respeitando os princípios morais e éticos estabelecidos pela sociedade.
Procura evitar toda e qualquer exposição a riscos, sejam eles legais, regulatórios., de
reputação ou de imagem.
Assim, uma definição simples para entender o que é compliance é pensar nele como um
padrão básico de negócios. Ou seja, são ações colocadas em prática voltadas a garantir
relações éticas e transparentes entre empresas e, principalmente (mas não somente) o
Poder Público.
PAPEL DO COMPLIANCE NAS EMPRESAS
O compliance tem o papel de criar mecanismos para evitar problemas maiores para a
empresa no futuro. A prevenção é e sempre será o melhor caminho, evitando: uma longa
briga judicial por conta de uma lei que fora descumprida; multas pesadas da entidade fiscal
por falhas em sua prestação de contas e até multas ambientais e trabalhistas.
As grandes chances de falhas devem ser prevenidas e essa, é justamente a função do
compliance. Através dela as normas são cumpridas e situações como essas deixam de
enfraquecer as empresas no mercado e diminuir sua credibilidade.
PROGRAMAS DE COMPLIANCE
Programa de Compliance:
De forma abragente, um Programa de Compliance é uma estrutura sistematizada, composta
por políticas, processos, regras, controlos e mecanismos de governança, adoptados por uma
organização, para assegurar que opera ou pratica suas actividades em estrita conformidade
com:
Legislação aplicável;
Normas internas;
Padrões éticos e de integridade;
Boas práticas de mercado…
Um programa de compliance eficaz deve ser tão dinâmico quanto o setor em que a
organização actua, equilibrando requisitos legais, riscos operacionais e expectativas éticas.
A flexibilidade é a chave, para definicao do programa de acordo com o sector, por exemplo:
a) Compliance Financeiro – Aplicado em bancos e seguradoras para garantir conformidade
com normas contra o branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e proteção
ao consumidor;
b) Compliance Ambiental – Utilizado em indústrias para assegurar que suas operações
PROGRAMAS DE COMPLIANCE
As empresa iniciam o seu programa de compliance:
1. Elaborando um código de conduta, de linguagem acessível;
2. Disseminando para os funcionários a importância de seguir os padrões estabelecidos no
código de conduta, sempre lembrando que o exemplo vem de cima. Lembrando que é de
suma importância que a direção da empresa proceda de maneira impecável;
3. Criando canais denúncias, nos quais os próprios funcionários possam relatar actividades
em desconformidade com os preceitos da empresa;
4. Deixando claro que a empresa não se envolve em práticas moralmente questionáveis,
embora possam ser aparentemente legais. Passando dessa forma, passa a tão buscada
imagem de uma empresa íntegra e idónea;
5. O monitoramento dos programas de compliance, feito mediante revisão periódica da
análise de riscos jurídicos e socio-ambientais, revisão e adequação do treinamentos de
compliance, ações específicas para áreas sensíveis e de alto risco.
COMPLIANCE
OBJECTIVOS DO COMPLIANCE NA EMPRESA
Objectivos do compliance:
Em termos gerais, o Compliance visa garantir que uma empresa opera/actua em
conformidade com leis, regulamentos internos e externos, normas éticas e boas práticas de
mercado. Seus objetivos incluem:
Prevenção de riscos:
• O Compliance actua na identificação e mitigação de riscos legais, financeiros,
operacionais e de reputação que possam afectar a empresa. Isso inclui riscos
relacionados a corrupção, fraudes, branqueamento de capitais, violações de leis
trabalhistas, ambientais, entre outros.
Conformidade legal:
• Assegurar que a empresa cumpra todas as leis e regulamentos aplicáveis ao seu
sector de actuação de modos a evitar sanções legais, multas e processos judiciais que
podem prejudicar a empresa.
Ética e transparência:
• Promover uma cultura organizacional baseada em valores éticos, integridade e
transparência.
OBJECTIVOS DO COMPLIANCE NA EMPRESA
• Proteger a reputação da empresa, evitando escândalos e crises que possam manchar
Reputação e imagem:
sua imagem perante clientes, investidores e a sociedade em geral.
• Fortalecer a confiança e o bom relacionamento com os stakeholders.
Eficiência e melhoria contínua:
• Optimização de processos internos, identificar falhas e implementar melhorias para
aumentar a eficiência e a produtividade da empresa.
• Promover a cultura de melhoria contínua, adaptando-se às mudanças do mercado e às
novas exigências legais.
O Programa de Compliance e Ética Empresarial, nome dado a sua prática nas organizações,
também se dedica a questões relacionadas à ética, sustentabilidade, cultura corporativa e
diversos outros possíveis riscos.
O Programa, portanto, abrange não somente as obrigações legais da empresa, mas todas as
áreas que possam afectar o seu desempenho e reputação, bem como, as regras e os valores
que compõem cada instituição e que podem ser violadas.
SURGIMENTO DO COMPLIANCE NAS EMPRESAS
Na década de 1970, nos Estados Unidos, foi criada uma lei anticorrupção transnacional, a
Foreing Corrupt Practies Act (FCPA). Tal norma endureceu as penas para organizações
americanas envolvidas com corrupção no exterior.
Os escândalos de corrupção envolvendo empresas privadas e governos, diversas
companhias iniciaram, de maneira espontânea, a adoção de práticas de compliance e
tiveram uma boa recepção no mercado.
O movimento no sentido de integrar a cultura corporativa às práticas de compliance não
teve início a partir da referida Lei. Entretanto, a novidade que esse diploma legal trouxe foi
a inserção de vantagens às empresas que apresentam um sector de compliance estruturado,
caso elas se enquadrem nos crimes previstos.
BENEFICIOS QUE O COMPLIANCE PODE TRAZER
[Link] de vantagem competitiva em relação à concorrência;
[Link]ção de investidores e investimentos;
[Link]ção de riscos e prevenção de problemas;
[Link] de credibilidade;
[Link] da eficiência e qualidade dos serviços/produtos;
[Link] da governança;
[Link]ção de uma cultura organizacional;
[Link];
[Link]ção efectiva de não-conformidades.
COMPLIANCE E AUDITORIA INTERNA
A auditoria interna é realizada de forma contínua ou periódica. Ela pode ser planejada
para ocorrer em intervalos específicos, de acordo com as necessidades da empresa e,
com um escopo e duração previamente definidos, ao passo que uma equipe de
compliance irá actuar a todo o tempo dentro da empresa.
No cenário global, as empresas que apresentam um sector de compliance activo,
independente e bem estruturado, têm se colocado em um patamar diferenciado de
competição. Portanto, a utilização do compliance no meio corporativo é mais que um
mero luxo, é uma necessidade.
Compliance e a Lei
A ideia aqui é mostrar a necessidade de elaboração de programas de compliance que
estejam alinhados com as Leis vigentes.
As normas de compliance que já existem nas empresas devem ser actualizadas de
maneira a seguir os parâmetros definidos na Lei em vigor.
COMPLAINCE E AUDITORIA INTERNA
As empresas necessitam de um profissional para actuar junto ao Comité de Compliance. Ele
será o responsável por cuidar de todos os procedimentos internos relacionados ao
tratamento de dados e segurança das informações, tanto de colaboradores, como dos
fornecedores.
Essas inovações exigem também que os técnicos de compliance se mantenham atualizados e
informados sobre o que acontece no mercado, uma vez que podem actuar na consultoria
jurídica para empresas, garantindo que estejam em conformidade com regulações internas
e externas.
COMPLIANCE E O NOVO CENARIO GLOBAL
No cenário global actual, principalmente com as novas leis de segurança da informação,
as empresas que apresentam um sector de compliance activo, independente e bem
estruturado, têm se colocado em um patamar diferenciado de competição.
As consequências do não compliance, são, dentre outras, a publicação da infracção, com
dano à imagem da empresa, o bloqueio no tratamento de dados, sanções a serem definidas
pela autoridade governamental. Na prática, é a perda de clientes e de contratos .
Profissional de compliance
O profissional de compliance é aquele que actua na implementação e gestão de programas
de conformidade nas empresas e instituições. Ele é responsável por avaliar os riscos do
negócio e estabelecer processos que garantam a conformidade com as normas legais e
regulatórias.
Com uma actuação multidisciplinar, os profissionais de compliance podem ter diferentes
formações, como engenharia, administração, ciências contábeis e direito. Essas formações
diversificadas permitem que o profissional de compliance tenha uma visão ampla das
diversas áreas da empresa, ajudando a criar e monitorar políticas e práticas eficazes de
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O conceito de compliance continua sendo cada vez mais relevante em um mundo de rápidas
mudanças, tanto na legislação quanto nas práticas empresariais.
Investir em programas de compliance não é apenas uma obrigação legal, mas também uma
estratégia inteligente para a sustentabilidade das empresas. Ao adoptar uma postura
proactiva na conformidade, as empresas protegem sua reputação, minimizam riscos de
fraudes e escândalos, e reforçam sua posição no mercado, criando um ambiente ético e
transparente. Portanto, a implementação e gestão adequadas do compliance devem ser
vistas não apenas como uma exigência legal, mas como um diferencial competitivo,
especialmente para fintechs que lidam com questões de confiança e segurança dos dados
dos consumidores.
Com isso, a conformidade vai além de um simples cumprimento das leis; ela se traduz em
uma estratégia sólida para a longevidade, crescimento e sucesso das empresas,
acompanhando as transformações legais e tecnológicas que o mercado exige.
DUVIDAS!