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Abordagem Prática da Sepse em Emergência

A sepse é uma resposta inflamatória sistêmica a infecções, levando à disfunção orgânica e alta mortalidade, especialmente no Brasil. O tratamento envolve identificação rápida da infecção, antibioticoterapia, ressuscitação volêmica e suporte hemodinâmico. A pneumonia é a causa mais comum, e a abordagem deve ser adaptada a condições preexistentes e características do paciente.

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Abordagem Prática da Sepse em Emergência

A sepse é uma resposta inflamatória sistêmica a infecções, levando à disfunção orgânica e alta mortalidade, especialmente no Brasil. O tratamento envolve identificação rápida da infecção, antibioticoterapia, ressuscitação volêmica e suporte hemodinâmico. A pneumonia é a causa mais comum, e a abordagem deve ser adaptada a condições preexistentes e características do paciente.

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SEPSE

Medicina de emergência abordagem prática USP 16ed 2022


CONCEITOS

 Sepse = Resposta inflamatória sistêmica e desregulada e


autossustentável a uma infecção, levando a disfunção no
funcionamento de órgãos e sistemas.
 Bacteremia = Presença de bactérias na corrente sanguínea
 Parte de um continuum:
 Infecção não complicada
 Sepse
 Choque séptico – vasopressor e lactato 18mg/dl
 Síndrome de disfunção de múltiplos órgãos
IMPORTÂNCIA

 No Brasil a mortalidade chega a cerca de 55%


 Associada com declínio cognitivo e funcional
 Redução da capacidade dos sobreviventes de viverem sozinhos
 Doenças psiquiátricas em sobreviventes e seus familiares
 Está aumentando no mundo:
 Imunossupressos
 Microorganismos multirresitentes
 Aumento da expectativa de vida
DEFINIÇÃO
 Infecção presumida ou confirmada e disfunção orgânica (aumento de 2 ou mais
pontos no escore SOFA )
Tabela 1 – Escore SOFA
ETIOLOGIA

 Pneumonia como causa mais comum


 Da comunidade, nosocomial ou associada a cuidados de saúde
 Microrganismos mais frequentes: Staphylococcus aureus, Pseudomonas e
Escherichia coli.
ETIOLOGIA (continuação)

Tabela 2
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
 Sintomas relacionados à infecção (Tabela 2). Pouco específicos para
sepse
 Sintomas relacionados a resposta inflamatória sistêmica
Tabela 3-

 Sintomas relacionados a disfunção orgânica (tabela 1 - SOFA)


 Sinais de choque
APRESENTAÇÃO CLÍNICA (continuação)

 Achados podem ser modificados por doenças ou medicações


preexistentes:
 Frequência cardíaca e betabloqueadores
 Febre e uso de antitérmicos
 Hipoperfusão tecidual em pacientes hipertensos crônicos com PA
mais elevadas
EXAMES COMPLEMENTARES
 Achados complementares são pouco específicos
 Devem ser guiados por suspeita clinica
 Para determinar o foco infeccioso
EXAMES COMPLEMENTARES (continuação)

 Para avaliar disfunção orgânica

Metabólica Lactato

 POCUS tem ganhado importância no diagnóstico etiológico (pneumonia,


pielonefrite, apendicite etc.), presença de complicações (disfunção miocárdica)
e orientar o tratamento (reposição volêmica).
ESCORES
 Para Triagem
7 ≥ 2 pontos

8 ≥ 4 pontos
Tratamento
9

ABC – acesso venoso – volume – vasoativos – SatO


≥ 94%

Em 1h – empírica direcionada
ANTIBIOTICOTERAPIA
 Em 1 hora

1
0
ANTIBIOTICOTERAPIA (continuação)
1
1
ANTIFÚNGICOS

 Indicada para neutropênicos ou com forte suspeita de Candida ou de


Aspergillus
 Equinocandinas – capso, micofungina (para Candida) ou voriconazol (para
Aspergillus)
RESSUSCITAÇÃO VOLÊMICA
 Reposição volêmica inicial 30ml/kg de solução cristaloide.
 500ml aberto. Ideal reavaliar antes de cada infusão
(fluidorresponsividade: debito cardíaco, passive leg-raising...)
(resposta clinico-hemodinâmica ou congestão pulmonar)
 Infundir Bicarbonato de sódio se pH<7,1 ou BIC<7mEq/L

DROGAS VASOATIVAS
 PAM ideal 65mmHg
 Preferência para noradrenalina
 Acesso venoso periférico vs central
 Caso seja necessário uma segunda droga: vasopressina ou
dobutamina
1
2
DEMAIS SUPORTES

 Corticosteroides
 Transfusões Hb ≤ 7 g/dL
 Glicemia <180mg/dl
 Drogas para indução em sequência rápida IOT – Quetamina e
etomidato
 Ventilação protetora
 Suporte renal agudo
 Profilaxia TEV
 Profilaxia de úlcera gástrica?

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