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SDIP
PROFILAXIA PRÉ E PÓS EXPOSIÇÃO PELO HIV.
AUTORA: Márcia Jeteio
2°ANO. Interna complementar de Medicina Inetrna
Agosto, 2020
SUMÁRIO
• Conceitos
• Profilaxia pré exposição
• Profilaxia pós exposição
• Referências Bibliográficas
OBJECTIVOS
• GERAL:
FAZER UMA BREVE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA SOBRE PROFILAXIA PRÉ E PÓS
EXPOSIÇÃO PELO HIV
• ESPECÍFICOS:
Caracterizar a população de risco para profilaxia pré e pós exposição pelo HIV
Descrever as terapias profiláticas usadas na pré e pós exposição pelo HIV
Conceitos
• PrEP – Profilaxia Pré-Exposicão (PrEP, do inglês Pre-Exposure
Prophylaxis) consiste no uso de antirretrovirais (ARV) para reduzir o
risco de adquirir a infecção pelo HIV. Essa estratégia se mostrou eficaz
e segura em pessoas com risco aumentado de adquirir a infecção.
• A PEP – Profilaxia Pós-Exposição – é o uso de medicamentos
antiretrovirais por pessoas após terem tido um possível contato com
o vírus HIV.
Profilaxia pré Exposição
SEGMENTOS POPULACIONAIS DEFINIÇÃO CRITÉRIO DE INDICAÇÃO DE PREP
PRIORITÁRIOS
Gays e outros homens que fazem sexo Homens que se relacionam Relação sexual anal (receptiva ou
com homens (HSH) sexualmente e/ou afetivamente com insertiva) ou vaginal, sem uso de
outros homens preservativo, nos últimos seis meses
Pessoas trans Pessoas que expressam um gênero E/OU
diferente do sexo definido ao Episódios recorrentes de Infecções
nascimento. Nesta definição são Sexualmente Transmissíveis (IST)
incluídos: homens e mulheres
transexuais, transgêneros, travestis e E/OU
outras pessoas com gêneros não Uso repetido de Profilaxia PósExposição
binários (PEP)
Profissionais do sexo Homens, mulheres e pessoas trans que
recebem dinheiro ou benefícios em
troca de serviços sexuais, regular ou
ocasionalmente
Parceiros sorodiscordantes para o HIV Parceria heterossexual ou homossexual Relação sexual anal ou vaginal com uma
na qual uma das pessoas é infectada pessoa infectada pelo HIV sem
pelo HIV e a outra não preservativo
Cont.
• ESQUEMA ANTIRRETROVIRAL PARA PrEP:
Indica-se para a PrEP a combinação de tenofovir associado a
entricitabina, em dose fixa combinada TDF/FTC 300/200mg,
1comprimido por dia, via oral, em uso contínuo.
Profilaxia pós Exposição
• O protocolo para indivíduos expostos consiste em 4 etapas:
(1) avaliação do risco da exposição;
(2) prescrição do esquema ARV;
(3) outras medidas no atendimento à pessoa exposta;
(4) acompanhamento clinicolaboratorial.
Avaliação do risco da exposição
• Temos que esclarecer:
(1) quando ocorreu a exposição;
(2) material biológico a que o paciente foi exposto;
(3) tipo de exposição;
(4) status sorológico do indivíduo exposto;
(5) status sorológico da fonte.
Cont.
1- Quando ocorreu a exposição:
se houver indicação de PEP, o ideal é que esta seja iniciada em até 2
horas após o evento. O período máximo para se iniciar a PEP é de 72
horas após a exposição. Acima de 72h a PEP passa a ser
contraindicada
2- Material biológico a que o paciente foi exposto:
Materiais Biológicos x Risco de
Transmissão do HIV
INFECTANTES NÃO INFECTANTES
• Sangue. • Suor.
• Sêmen. • Lágrima.
• Fluido vaginal. • Fezes.
• Líquidos serosos • Urina.
(pleural, peritoneal, • Vômito.
pericárdico), líquido • Secreção nasal.
amniótico, liquor e • Saliva (exceto
líquido articular. em ambientes
odontológicos).
3- Tipo de exposição
Tipos de Exposição x Risco de
Transmissão do HIV
COM RISCO SEM RISCO
• Percutânea. • Cutânea com pele íntegra.
• Mucosa. • Mordedura sem presença de
• Cutânea com pele não íntegra. sangue.
• Mordeduras com presença de
sangue.
4- Status sorológico do indivíduo exposto:
• A sorologia anti-HIV do paciente exposto SEMPRE deve ser determinada. O
método de escolha é o teste rápido.
5- Status sorológico da fonte:
• Sempre que possível o status sorológico da fonte também deve ser
avaliado, e o método de escolha é igualmente o teste rápido.
• Um resultado negativo contraindica a realização de PEP, a não ser que a
fonte possua história de possível exposição ao HIV nos últimos 30 dias
(neste caso, a PEP passa a ser indicada, devendo-se reavaliar a sorologia da
fonte após esse período).
• Quando o status sorológico da fonte for desconhecido, indica-se a
realização de PEP no paciente com exposição de risco.
Prescrição do esquema ARV
• 1ª Escolha:
TDF + 3TC + ATV/r por 28 dias
• Obs.: TDF = Tenofovir, 3TC = lamivudina, ATV/r = Atazanavir potencializado com ritonavir.
• Esquema alternativo --- quando houver contraindicações. :
TDF contraindicado: AZT + 3TC + ATV/RTV
ATV contraindicado: TDF + 3TC + LPV/RTV ou AZT + 3TC + TDF
• Doses: TDF + 3TC – 300 mg + 300 mg (1 comp), VO, 1x/dia; ATV – 300 mg (1 comp), VO, 1x/dia; RTV –
100 mg (1 comp), VO, 1x/dia; AZT + 3TC – 300 mg + 150 mg (1 comp), VO, a cada 12 horas; LPV/RTV –
200 mg + 50 mg (2 comp), VO, a cada 12 horas.
• 3TC: lamivudina; ATV: atazanavir; AZT: zidovudina; LPV: lopinavir; RTV: ritonavir; TDF: tenofovir
Outras medidas no atendimento à pessoa
exposta
• Cuidados com a Área Exposta
• Anticoncepção de Emergência: levonorgestrel 0,75 mg – 2comp VO,
dose única (até 5 dias após exposição)
• Profilaxia de Outras DST’s
• Imunização Contra o Tétano
• Gestantes e Nutrizes
• Notificação
DST Profilaxia Posologia
Peso > 45 kg Peso < 45 kg
Sífilis Peniciliina G benzatina 1,2 milhão UI, IM, em cada 50 mil UI/kg, IM, dose
glúteo (total = 2,4 milhões única (máx. 2,4 milhões
UI, dose única). UI).
Gonorreia Ceftriaxone 500 mg, IM, dose única. 125 mg, IM, dose única.
Clamídia Azitromicina 1 g, VO, dose única 125 mg, IM, dose única.
Tricomoníase Metronidazol* 2 g, VO, dose única. 15 mg/kg/dia, dividido em
3 doses/dia, por 7 dias
(dose diária máx. 2 g).
Hepatite B Vítima com esquema vacinal completo = nenhuma medida é necessária.
• Agressor com esquema vacinal completo ou uso de preservativo (masculino ou
feminino) = nenhuma medida é necessária.
• Vítima não vacinada ou com esquema vacinal incompleto = vacina + IGHAHB
(Imunoglobulina Hiperimune contra o Vírus B).
Acompanhamento
clinicolaboratorial
• Todo indivíduo exposto ao HIV e submetido à PEP deve ser
acompanhado para:
(1) avaliar surgimento de toxicidade medicamentosa;
(2) testagem para HIV e realização de outros exames;
(3) reforço à manutenção de medidas preventivas contra o HIV.
Cont.
Exames 1º 2ª Semana 4ª Semana 12ª Semana
atendimento
Hemograma, X X
Glicose,Ureia/
Creatinina,
AST/ALT
Testagem HIV X X X
Referências Bibliográficas
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saú[Link]
de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais.
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas
com Infecções Sexualmente Transmissíveis. Brasília, [Link]ível
em:<[Link] Acesso em: 1 ago. 2017.
• Salomão, Reinaldo (2017). Infectologia bases clínicas e tratamento. Brasil:
Guanabara koogan ltda.
• Margon, J. F., Santos, L. F., & Júnior, M. S. (2019). Manual de medicina interna
para o residente/ HIV E AIDS. São Paulo, Rio de Janeiro, Brasil: Atheneu.
• Teixeira Ralcyon, & Lázari Carolina. (2017). Manual do residente de clínica
médica- Infecção por HIV e SIDA. (2ªed.) Brasil: Manole.
OBRIGADA