2° RETIRO
FORMAÇÃO
DO PROGRAMA
NO PACOTE
NACIONAL
INTEGRADO
DE CONTROLO
DE TUBERCULOSE
DA TUBERCULOSE
Tema: Manejo das
situações especiais
Maputo, de 15 a 19 de Maio de 2023
Sumário da apresentação
• TB e gravidez • Contactos
• TB e Diabetes • TB e outras co-morbidades
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Situação da TB no mundo
Incidência estimada, 2019
Estimativa de óbitos, 2019
TB todas as formas 10 milhões 1.2 milhões
TB Pediátrica 1 milhão 233.000
TB/HIV 1.2 milhões 208.000
TB-MR/RR 500,000 190,000
Maior causa de
TB na gravidez morbimortalidade
??? ??? em em idade
reprodutiva
3
Peso da TB durante a gravidez
• Países com alta carga de TB: >60 casos /100 000 pessoas por ano
• ~50% HIV positivas
• Provável sub-diagnóstico
• Fraca suspeita
• Falta de acesso aos cuidados de saúde
Casos de TB na CPN
700 648 652
600 578
603
500
400
300
259
200
100
0
2016 2017 2018 2019 2020
No ano 2020: correspondente a 0.6%
Fonte: MISAU, SIS-MA dos casos de TB notificados.
Transmissão da TB para uma mulher
grávida
• A mulher grávida é infectada pelo Mycobacterium tuberculosis da mesma
forma que as outras pessoas que não tem a condição de gravidez.
• A gravidez constitui um factor de risco para TB?
Consequências da TB na Gravidez
Para a mãe Para o feto/Recém nascido (RN)
Mortalidade materna Prematuridade
Baixo peso ao nascer
Aborto espontâneo Morte perinatal
Morbilidade decorrente da doença TB congénita ou neonatal
A mulher grávida que é diagnosticada e tratada precocemente, terá
menor risco de complicações maternas e neonatais
Avaliação inicial
Sector de TB Pré-natal/Pós parto
Teste de gravidez (ß-HCG) para • Rastreio de TB as grávidas e puerpéras;
todas mulheres em idade fértil • Grávida e lactante até 6º mês pós-
Se negativo, recomenda-se parto avaliar perímetro braquial;
planeamento familiar • Se apresentar tosse: colher
(recomenda-se uso método de espectoração para geneXpert.
barreira, depoprovera ou DIU)
não se aconselha ACO.
Se positivo, avaliação pré-natal Teste de HIV inicial
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Tratamento da TB, TB-MR na grávida (1)
• A gravidez não é contra-indicação para o tratamento da TB ou TB-MR.
• Existe muita experiência com os medicamentos de 1ª linha.
• Informação limitada da segurança/uso dos medicamentos de 2ª linha.
• Então devemos avaliar os riscos/benefícios para o feto e a mãe.
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Segurança dos medicamentos anti-TB durante a
gravidez (1)
Medicamento Comentários
Rifampicina
Isoniazida Experiências em grávidas sugerem que o seu
Etambutol uso é seguro
Pirazinamida
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Segurança dos medicamentos anti-TB durante a
gravidez (2)
Medicamento Comentários
Bedaquilina Podem ser usados durante a gravidez.
Delamanide
Linezolide
Levofloxacina Experiência limitada do uso prolongado em grávidas, mas
Moxifloxacina devido a actividade bactericida, os benefícios podem
superar os riscos.
Cicloserina Sem evidência significativa de toxicidade em grávidas.
Estudos em animais sem toxicidade documentada.
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Segurança dos medicamentos anti-TB durante a
gravidez (3)
Medicamento Comentários
Etionamida Evite o seu uso.
Protionamida Efeitos teratogénicos observados em estudos animais.
Agrava significativamente as náuseas associadas a
gravidez.
Kanamicina Evite o seu uso.
Amikacina Ototoxicidade fetal documentada.
Capreomicina Os riscos e benefícios devem ser cuidadosamente
considerados.
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Tratamento da TB, TB-MR na mulher grávida (2)
Manejo caso a caso.
Envolver a paciente nas decisões terapêuticas.
O tratamento da grávida com TB sensível ou TB resistente é o mesmo que para
qualquer paciente.
Associar piridoxina 50mg/dia (< 150 mg/día)
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Monitoria e seguimento da mulher grávida em tratamento da TB
• A mulher grávida com TB ou TB/HIV, deve ser seguida em 2 sectores:
• Consulta Pré natal: para seguimento da gravidez
• Sector de tratamento da TB: para tratamento da TB e/ou TB/HIV em modelo de
paragem única de TB.
• Durante as consultas de seguimento deve ser feita:
• avaliação clínica
• exames de seguimento
• ajuste da dose da medicação ao peso
• investigação dos efeitos adversos da medicação
Transmissão da TB de Mãe para Filho
A transmissão da TB pode ocorrer:
• Durante a gravidez: por disseminação hematógenea do M.
tuberculosis através da veia umbilical para o fígado fetal;
• Durante o parto: por aspiração ou ingestão de líquido aminiótico
infectado pelo feto ou RN;
• Durante o período Pós-parto: através da inalação de gotículas
infecciosas produzidas pela mãe com TB pulmonar ou laríngea.
Não existem evidências de transmissão do M. tuberculosis através do LEITE
MATERNO
Manejo do recém-nascido de mãe com TB
Atençao especial!!! Sinais de perigo!!
• Recém-nascidos de mães com Tosse
TB nos 2 últimos meses; Febre
Fadiga (bebé hipoactivo)
• Mães que não apresentam boa
Dificuldade em mamar
resposta clínica ao Tto;
• Icterícia
• Sem conversão do BK ao 2º
• Aumento de volume abdominal
mês.
(hepatomegália e/ou esplenomegália
Nota: exame pós-natal da placenta
a procura de calcificações. • Gânglios linfáticos aumentados
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Algorítmo de manejo do recém-nascido de mãe com TB
Fonte: MISAU-PNCT, 2019 17
Lactação
• A TB materna não é indicação de separar a mãe do bebé e nem contra-indicação
para o aleitamento.
Atenção!!
• Se a mãe for BK positivo, ACONSELHA-SE:
• Evitar contacto prolongado com o bebé;
• Máscaras cirúrgicas durante a amamentação até a conversão do BK;
• Uso de fórmulas (aleitamento artificial) – condicional;
• Seguimento estreito do bebe sobretudo se a mãe continua com BK+.
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Manejo da Tuberculose nas
Situações Especiais
TB nas crianças
TB e gravidez
TB e Diabetes
Contactos
TB e outras co-morbidades
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Taxa de incidência estimada da TB, Prevalência da Diabetes ajustada a
2020 idade, 2020
TB e Diabetes DUAS
EPIDEMIAS caminhando juntas
Fonte: WHO, 2021 20
Associação TB e DM: é importante?
DM aumenta o risco de infecção
Impede a função e activação dos macrófagos, monócitos e linfócitos:
primeira barreira contra a TB
Mau controlo glicémico = maior progressão para doença
HbA1c >7% aumenta o risco de doença
Apresentação clínica e Rx atípico (extra-pulmonar)
Maior número de efeitos adversos e complicações
Mais provável no paciente idoso
Neuropatía e insuficiência renal
Interacções entre medicamentos anti-TB (RIF.) e anti-DM
Piores resultados de tratamento: frequentes recaídas e mortes
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TB e Diabetes
DM como um factor de risco
- TB mais difícil de diagnosticar
- Sintomas e apresentação atípica
- Piores resultados de tratamento
DM muito menos potente que o HIV, mas mais frequente a nível mundial (430
milhões de diabéticos estimados em 2030 e 80% em países em desenvolvimento)
Assim como no HIV, o mais importante é a prevenção:
Rastreio de DM durante o tratamento da TB
Rastreio da TB em pacientes com DM
Não há evidência suficiente para o TPT
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TB e DM, o que fazer?
Considerar DM como um factor de risco para TB
(menos potente que HIV)
- Diagnóstico precoce e início de tratamento adequado e atempado de TB e de
DM;
- Considerar risco aumentado de piores prognósticos.
É muito importante controlar a glicemia
- DOT para medicação anti-TB (e anti-DM)
Monitorar a ocorrência dos efeitos adversos e complicações
Educar o paciente a cerca da dieta, controlo de peso, exercício físico, cuidados
dos pés, sintomas de hipo e hiperglicémia
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Manejo da Tuberculose nas
Situações Especiais
TB nas criancas
TB e gravidez
TB e Diabetes
Contactos
TB e outras co-morbidades
24
1. Risco de desenvolver TB por idade, depois da
infecção primária (pré-BCG)
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2. Risco de desenvolver TB por idade, depois da
infecção primária (com BCG)
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3. Risco de desenvolver TB por idade, depois da
infecção primária (com BCG e TPI)
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Seguimento de Contactos de TB (1)
Importante!!
Identificação de populações em risco;
Exclusão de TB activa;
Tratamento preventivo adequado de acordo o tipo de TB do caso
índice;
Monitoria estreita dos contactos em relação ao desenvolvimento de
sintomas;
Fonte: MISAU, PNCT - Directriz Nacional da TB latente, 2020 28
Seguimento de Contactos de TB (2)
Importante!!
Monitoria estreita dos contactos em relação ao desenvolvimento de reacções
adversas;
Seguimento clínico cuidadoso dos contactos assintomáticos (cada 3 meses
durante todo tratamento do paciente índice e de 6 em 6 meses após o término
do tratamento, durante pelo menos 2 anos). Em caso de desenvolvimento de TB,
deve iniciar-se um tratamento com um regime de TB apropiado com base no
paciente índice.
Fonte: MISAU, PNCT - Directriz Nacional da TB latente, 2020 29
Manejo da Tuberculose nas
Situações Especiais
TB nas crianças
TB e gravidez
TB e Diabetes
Contactos
TB e outras co-morbidades
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HIV/SIDA
• Factor de risco importante para desenvolver TB activa;
• Não é factor de risco para a TB-Resistente;
• Nota:
• A TB-R esta associada a elevada taxa de mortalidade em pacientes
HIV+.
• Necessidade de serviços integrados TB/HIV para o manejo adequado
dos pacientes na US e na comunidade.
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Insuficiência renal (IR)
• Alguns medicamentos anti-TB são excretados pelo rim.
• Etambutol, cicloserina e os injectáveis.
• Controlo da bioquímica é essencial no início do tratamento e durante
o seguimento (mensalmente).
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Quando suspeitar de insuficiência renal?
• A pessoa sente-se pesada com cansaço fácil;
• Diminuição da produção da urina;
• Fraqueza muscular;
• Pele esbranquiçada (suor concentrado);
• Formigueiro e prurido;
• Edema generalizado, convulsões, coma - nos casos graves.
Bioquímica
• Aumento da ureia e cretinina.
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Insuficiência renal
Grau 1 Grau 2 Grau 3 Grau 4
leve Moderado severa Periga a vida do
paciente
Creatinina 1.1-1.5 x ULN 1,6-3,0x ULN 3,1-6,0xULN >6,0xULN ou
necessidade de diálise
Clearance de > 90ml/min 60-89ml/min 30-59ml/min 15-29ml/min,
creatinina Nb: < 15 é grau 5
e requer diálise
Acção Continue com o Reduza o injectável para 3 Reduza o injectável Pare os injectáveis.
tratamento vezes por semana na dose para 2 vezes por Monitore a creatinina e
de 12-15mg/kg semana na dose de electrólitos
12/kg semanalmente até a
creatinina voltar ao
normal
*
Pesquisar HBV, NB: ULN= Acima do
HIV,Alcoól… Limite Normal
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Insuficiência renal
Manejo:
Controle os níveis de creatinina (e electrólitos) a cada 1 ou 2 semanas;
Hidratação adequada;
Se a depuração de creatinina está entre 50 e 70ml/min: Km 3 x semana,
12-15mg/kg; E e Z 3 x semana;
Se o clearance de creatinina <50ml/min: Km 2 x semana ,12 mg/kg;
Se Cr Cl < 30: parar o injectável, ajustar a frequência/dosagem de outros
medicamentos (E e Z 3 x semana);
Homem: 85 - 125 mL/min/1,73 m2, Mulher: 75 - 115 35
mL/min/1,73 m2.
Insuficiência renal
Manejo:
Se a creatinina continuar a subir apesar de 2/3 x semana, suspender os
injectáveis e substituir por Lzd (or Bdq/Dlm);
Avalie o uso de CM se um aminoglicosídeo tiver sido previamente usado.
NB: História de Diabetes ou doença Renal não é contra-indicação para o uso
destes medicamentos, ainda que pacientes com co-morbidades possam ter
risco aumentado de falência renal.
A insuficiência renal pode ser permanente!
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Dosagem dos medicamentos de TB na
Insuficiência Renal (1)
Mudança na frequência Mudança na Dose recomendada e frequência em
Droga da toma de dosagem pacientes com clearance da creatinina <30
medicamentos ml/min ou para pacientes em hemodialise
Pirazinamida Sim Sim 25-35 mg/kg/dose 3 vezes por semana
Isoniazida Não Não 150-300 mg/dose diária
Rifampicina Não Não 300-600 mg/dose diária
Etambutol Sim Sim 15-25 mg/kg/dose 3 vezes por semana
Levofloxacina Sim Sim 750 – 1000 mg/dose 3 vezes por semana
Moxifloxacina Não Não 400 mg/dose diária
Bedaquilina (Bdq) Não (nas alterações Não Ajuste não estabelecido em casos de
leves a moderada) insuficiência renal severa (usar com
precaução)
Delamanida Não (nas alterações Não Ajuste não estabelecido em casos de
(Dlm) leves a moderada) insuficiência renal severa (usar com
precaução)
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Dosagem dos medicamentos de TB
na Insuficiência Renal (2)
Mudança na Mudança na Dose recomendada e frequência em
Droga frequência da toma dosagem pacientes com clearance da creatinina
de medicamentos <30 ml/min ou para pacientes em
hemodialise
Cicloserina (Cs) Sim Sim 250 mg diária, ou 500 mg/dose 3 por
semana
Linezolide (Lzd) Não - -
Clofazimina (Cfz) Não - -
Etionamida Não Não 250-500 mg/dose diária
Protionamida Não Não 250-500 mg/dose diária
Kanamicina/Capreomicina Sim Sim 12-15 mg/kg/dose 2 ou 3 vezes por
semana
Ácido para-amino salicílico Não Não 4000 mg/dose, 2 vezes por dia
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Ajuste de doses de medicamentos na IR (1)
Medicamento Dose e frequência recomendadas para pacientes com
ClCr < 30 ou pacientes recebendo hemodiálise
Isoniazida Não precisa de ajuste
Rifampicina Não precisa de ajuste
Pirazinamida 25-35mg/kg, por dose , 3 x semana ( não diário)
Etambutol 15-25 mg, por dose , 3 x semana ( não diário)
Streptomicina 12-15mg/kg,por dose , 2-3 x semana ( não diário)
Capreomicina 12-15mg/kg,por dose , 2-3 x semana ( não diário)
Kanamicina 12-15mg/kg,por dose , 2-3 x semana ( não diário)
Levofloxacina 750-100mg por dose 3 x por semana (não diário)
Moxifloxacina Não precisa de ajuste
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Ajuste de doses de medicamentos na IR (2)
Medicamento Dose e frequência recomendadas para pacientes com ClCr < 30 ou
pacientes recebendo hemodiálise
Cicloserina 250mg, 1x dia ou 500mg/dose 3xsemana
Proteonamida Não precisa de ajuste
Etuionamida Não precisa de ajuste
PAS 4g/dose, 2x dia, dose máxima
Bedaquilina Não precisa de ajuste em pacientes com insuficiência renal leve a
moderada (não foi estipulada a dose na IR grave, use com precaução)
Delamanida Não precisa de ajuste em pacientes com insuficiência renal leve a
moderada (não foi estipulada a dose na IR grave, use com precaução)
Linozelida Não precisa de ajuste
Clofazimina Não precisa de ajuste
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Ajuste de doses de medicamentos na IR (3)
Medicamento Dose e frequência recomendadas para pacientes com ClCr <
30 ou pacientes recebendo hemodiálise
Amoxicilina/Clavulanato Para Cl Cr10-30ml/min dose 1000mg da componente de
amoxicilina 2xdia; para Cl cr < 10 ml/min dose 1000mg da
componente de amoxicilina 1xdia
Imepenem/Cilastina para Cl Cr 20-40ml/min dose 500mg de 8 em 8h; para Cl Cr<
20 ml/min dose 500mg de 12 em 12 h;
Meropenem para Cl Cr 20-40ml/min dose 750mg de 12 em 12h; para Cl
Cr< 20 ml/min dose 500mg de 12 em 12 h;
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Insuficiência hepática
• Os medicamentos de primeira linha: Isoniazida, Rifampicina e a
Pirazinamida são hepatotóxicos. A Pirazinamida é a mais hepatotóxica.
• De entre os medicamentos de 2ª linha, a Etionamida, Proteonamida,
Linezolide, Clofazimina, Bedaquilina e o PAS podem causar
hepatotoxicidade mas em menor escala quando comparados com os
medicamentos de 1ª linha.
• Raramente as fluorquinolonas causam hepatotoxicidade.
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Insuficiência hepática
• Pacientes com doença hepática crônica não devem tomar
Pirazinamida.
• Todos os outros medicamentos podem ser utilizados mas recomenda-se
uma monitorização frequente das enzimas hepáticas
• Se entretanto ocorrer um agravamento significante da lesão hepática
deve-se suspender o medicamento até a situação do doente melhorar.
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Insuficiência hepática e TB/MR
• Pacientes com histórias de doença hepática, podem ser medicados com
os regimes normalmente utilizados para a TB-MR desde que:
• Não haja evidência clínica de doença crônica severa;
• Não tenham história recente de hepatite aguda ou
• Consumo excessivo de álcool.
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Hepatotoxicidade (1)
Manejo:
Se ALT, AST ≥5 x o normal ou ≥ 3 x com icterícia (bilirrubina>3mg/dl)
Pare o tratamento e reavalie as transaminases 1x por semana;
Re-introdução do tratamento: quando estes voltarem a 2x o normal:
1. Re-introduza todos os medicamentos menos hepatotóxicos: Km,
Mfx, Cfz, E , e verifique as transaminases.
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Hepatotoxicidade (2)
Re-introdução do tratamento: quando estes voltarem a 2x o normal:
2. Depois introduza os medicamentos mais hepatotóxicos ,um por
um nesta ordem: Pto, H e Z e observe a evolução, a cada 3 dias.
Verifique os valores das transaminases após a introdução de cada
medicamento por forma a identificar o medicamento responsável.
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Hepatotoxicidade (3)
Re-introdução do tratamento: quando estes voltarem a 2x o normal:
3. Se a introdução levar ao re-aparecimento dos sintomas de hepatotoxicidade,
elimine o medicamento suspeito do tratamento e substitua-o por outro se
este fizer parte essencial do Tratamento.
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Hepatotoxicidade (4)
Re-introdução do tratamento: quando estes voltarem a 2x o normal:
4. Avalie as transaminases mensalmente.
5. A re- introdução progressiva de um medicamento não deve superar
7-10 dias.
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Condições com convulsões
A Cicloserina deve ser evitada em pacientes com distúrbios
convulsivantes activos, que não são devidamente controlados com a
medicação.
Quando a Cicloserina é crucial componente do regime de
tratamento, esta pode ser administrada e a medicação
anticonvulsivante deve ser ajustada de acordo com a necessidade
para controlar as convulsões.
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Doenças psiquiátricas (1)
• A história anterior de doença psiquiátrica não é uma contra-indicação ao uso dos
medicamentos da TB-MR, embora os efeitos secundários psiquiátricos sejam mais
prováveis.
• Alguns pacientes podem precisar de medicamento psiquiátricos durante o
tratamento da TB-MR.
• Os efeitos secundários geralmente são reversíveis com a suspensão do tratamento.
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Doenças psiquiátricas (2)
A história anterior de depressão pode aumentar o risco de desenvolvimento da
doença durante o tratamento:
Mas não é uma contra-indicação para a utilização de medicamentos.
Pacientes que desenvolvem depressão devem ser seguidos por psicólogos,
educadores de saúde, assistentes sociais, conselheiros.
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