CURSO DE AGREGAÇÃO PEDAGOGICA PARA
DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR
MÓDULO: V – TENDÊNCIAS
PEDAGÓGICAS CONTEMPORÂNEAS
MÓDULO: V – TENDÊNCIAS
PEDAGÓGICAS CONTEMPORÂNEAS
DOUTOR, ALFREDO SANGO
JULHO DE 2025
TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS
CONTEMPORÂNEAS
Doutor Alfredo Sango (Prof. Associado)
alfsango22@[Link]/ 923720177
916490985
INTRODUÇÃO
• As Tendências Pedagógicas são teorias que visam
direcionar o trabalho educacional, orientando o
professor, através de metodologias que tem por
objetivo concretizar o processo de ensino e
aprendizagem.
• Dentre as Tendências Pedagógicas encontramos
propostas diferenciadas e também as que
apresentam semelhanças, mas com outra
denominação, de acordo com o autor.
INTRODUÇÃO
• Antes de iniciar a nossa exposição em primeiro lugar,
vamos fazer reflexão de duas questões que achamos
pertinentes:
• Será que existe uma única teoria que possa
responder a todas as situações vividas na escola?
cada teoria procura responder a determinadas
questões, abordando alguns aspectos do acto de
educar. Cada professor precisará conhecer os limites
e alcances de cada teoria para refletir sobre o seu
próprio trabalho pedagógico.
INTRODUÇÃO
• A partir do lugar onde se está há muitas
formas diferentes de perceber a realidade.
Não há um único ponto de vista isolado, que
possa explicar esta realidade.
• Assim, também, ocorre com as teorias
voltadas para a educação. Nenhuma sozinha
poderá dar respostas à diversidade de
questões que se apresentam no ato de
educar.
INTRODUÇÃO
• Há algum caminho específico que se deve
seguir em educação?
• Quando o Presidente do ISDERO pergunta ao
Professor que caminho deveria seguir, recebe
como resposta uma outra pergunta. O
Professor lhe diz que o caminho a ser seguido
dependerá do lugar para onde queremos ir.
Em educação, todos os professores precisam
ter clareza sobre o lugar para onde querem ir.
INTRODUÇÃO
• Isto significa que é preciso que cada educador se
indague sobre o tipo de homem que pretende
ajudar a constituir e para o tipo de sociedade que
se deseja construir. H-W-6h? H-Cert- [Link]?
• No mundo de hoje, numa sociedade cada dia mais
voltada para a tecnologia, em processo de
mudança acelerado, é preciso refletir sobre se
queremos constituir sujeitos activos,
transformadores ou meros sujeitos passivos,
receptores de conhecimentos.
INTRODUÇÃO
• É importante fazer uma abordagem
comparativa entre as grandes
correntes da pedagogia. Para fins
didácticos, vamos dividir em dois
blocos: liberais, que têm relação com
o pensamento liberal e as mais
progressistas.
INTRODUÇÃO
• As Tendências Pedagógicas Liberais surgiram
no século XIX, sob forte influência das idéias
da Revolução Francesa (1789), de “igualdade,
liberdade, fraternidade”. Receberam também,
contribuições do liberalismo no mundo
ocidental e do sistema capitalista. Para os
liberais, a educação e o saber já produzidos
(conteúdos) são mais importantes que a
experiência vivida pelos educandos no
processo pelo qual ele aprende.
INTRODUÇÃO
• O termo liberal não tem sentido de “avançado”,
“democrático”, “aberto”, como costuma ser usado.
As tendências pedagógicas liberais mais importantes
são: Liberal Tradicional e Tendência Liberal
Renovada. A doutrina liberal apareceu como
justificaçãodo sistema capitalista que, defende a
predominância da liberdade e dos interesses
individuais da sociedade, estabeleceu uma forma de
organização social baseada na propriedade privada
dos meios de produção denominada sociedade de
classes.
As tendências pedagógicas
• No Brasil, as tendências pedagógicas estão
classificadas em dois grupos: as de cunho
liberal e as de cunho progressista.
• A primeira engloba a Pedagogia Tradicional, a
Pedagogia Renovada e a Pedagogia Tecnicista.
• A segunda, a Pedagogia Libertadora e a
Pedagogia Crítico Social dos Conteúdos.
As tendências pedagógicas
• Libâneo (1985), apresentou a seguinte
classificação:
• Pedagogias Liberais, sendo subdivididas em:
Tradicional, Renovada Progressista, Renovada
Não Diretiva e Tecnicista.
• Pedagogias Progressistas que se subdividem
em: Libertadora, Libertária e Crítico-Social dos
Conteúdos.
As tendências pedagógicas
• Saviani(1985), propôs a classificação das
Tendências em: Teorias Não-Críticas:
Pedagogia Tradicional, Pedagogia Nova e
Pedagogia Tecnicista, As teorias Crítico-
Reprodutivistas: Teoria do Sistema de Ensino
como Violência Simbólica, Teoria da Escola
como Aparelho Ideológico de Estado (AIE) e
Teoria da Escola Dualista;
• Teoria Crítica: Tendência Histórico-Crítica.
As tendências pedagógicas
• Na tendência tradicional, a pedagogia liberal se caracteriza
por acentuar o ensino humanístico, de cultura geral, no qual o
aluno é educado para atingir, pelo prório esforço, sua plena
realização como pessoa. Os conteúdos , os procedimentos
didácticos, a relação professor-aluno não têm nenhuma
relação com o cotidiano do aluno e muito menos com as
realidades sociais.
• A tendência liberal renovada acentua, o sentido da cultura
como desenvolvimento das aptidões individuais. A educação
é um processo interno, não externo, ela parte das
necessidades e interesses individuais necessárias para a
adaptação ao meio. A educação é a vida presente, é a parte
da própria experiência humana. A escola renovada valoriza a
auto-educação (o aluno como sujeito do conhecimento)…
As tendências pedagógicas
• Tendência liberal tecnicista subordina a educação à
sociedade, tendo como função a preparação de “
recursos humanos” (mão-de- obra para aindústria). A
sociedade industrial e tecnológica estabelece
(cientificamente) as metas económicas, sociais e
políticas, a educação treina (cientificamente) nos
alunos os comportamentos de ajustamento a essas
metas. Tecnologia (aproveitamento ordenado dos
recursos, com base no conhecimento científico)….
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tradicional ou tendência liberal tradicional.
• Sua organização inspirou-se no princípio de que a
educação é um direito de todos e dever do Estado. Era
necessário atender aos interesses da nova classe que
se consolidava no poder: a burguesia.
• Neste momento da história, a intenção era a de
incentivar uma sociedade democrática, livre para
contrapor ao “Antigo Regime”, mas para alcançar esta
sociedade era necessário vencer a ignorância já que o
marginalizado é o indivíduo que não é
esclarecido.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tradicional ou tendência liberal
tradicional.
• O principal objectivo da escola era preparar os
alunos para assumir papéis na sociedade, já que
quem tinha acesso às escolas eram os filhos dos
burgueses e a escola tomava como seu papel
principal, fazer o repasse do conhecimento moral
e intelectual porque através deste estaria
garantida a ascensão dos burgueses e,
consequentemente, a manutenção do modelo
social e político vigente.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tradicional ou tendência liberal
tradicional.
• A proposta de educação era absolutamente
centrada no professor, figura incontestável, único
detentor do saber que deveria ser repassado
para os alunos.
• O papel do professor estava focado em vigiar os
alunos, aconselhar, ensinar a matéria ou
conteúdo, que deveria ser denso e livresco, e
corrigir.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tradicional ou tendência liberal
tradicional.
• Suas aulas deveriam ser expositivas, organizada
de acordo com uma sequência fixa, baseada na
repetição e na memorização.
• Aulas de memorização de conteúdos (retirados
dos livros), em que os alunos eram
considerados como um papel em branco, nos
quais era impresso o conhecimento, cabendo
a eles concordar com tudo sem questionar.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tradicional ou tendência liberal
tradicional.
• Eram formados para ser sujeitos acríticos e
passivos.
• Nessa concepção de ensino o processo de
avaliação carregava o carácter de punição,
muitas vezes, de redução de notas em função
do comportamento do aluno em sala de aula.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tradicional ou tendência liberal
tradicional.
• Caracteriza-se por considerar que o ensino
consiste na transmissão de conteúdos e que a
capacidade de aprender da criança é igual à do
adulto, sem considerar as características
próprias de cada idade.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• O professor tem poder decisório quanto à metodologia,
conteúdo e avaliação.
• Procura a retenção das informações e conceitos através
da repetição de exercícios sistemáticos (tarefas).
• Há a tendência de tratar a todos os alunos igualmente:
todos deverão seguir o mesmo ritmo de trabalho,
estudar os mesmos livros-texto, no mesmo material
didáctico e adquirir os mesmos conhecimentos.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• O ensino é centrado no professor, que usa a
aula expositiva como a única forma de ser
passado o conteúdo a ser aprendido, sendo o
único detentor do conhecimento científico. Os
alunos são vistos como receptores passivos,
resultante de uma disciplina rígida.
Após exercícios de repetição, os alunos
reproduzem-no através de provas orais e
escritas.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Ao longo da história da educação, a tendência
liberal tradicional, sofreu/sofre várias críticas, a
saber: os conhecimentos adquiridos fora da
escola não eram considerados como primeiro
passo para a construção de novos
conhecimentos, como um caminho importante
para a construção de saberes dotados de
significado; era extremamente burocratizado
(conteúdos, memorização, provas) com normas
rígidas.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Dentre todas, a maior crítica advém da
ausência de sentido, já que o conhecimento
repassado não possuía/possui relação com a
vida dos alunos.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Mas não é isto que se vê ainda hoje? O ensino
tradicional ainda prevalece no quotidiano
escolar: as aulas são expositivas, no sentido
da transmissão de conhecimentos, os
assuntos são ministrados sem
questionamento sem significado, sem
vinculação com a realidade e o que se espera
do aluno é que memorize sem compreendê-
los.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Papel da escola: A actuação da escola consiste na
preparação intelectual e moral dos alunos para assumir
sua posição na sociedade.
• O compromisso da escola é com a cultura, os problemas
sociais pertencem à sociedade.
• O caminho cultural em direcção ao saber é o mesmo
para todos os alunos, desde que se esforcem. Os menos
capazes devem lutar para superar suas dificuldades e
conquistar su lugar junto aos mais capazes. Caso não
consigam, devem procurar o ensino mais
profissionalizante.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Conteúdos de Ensino: são os conhecimentos e valores sociais
acumulados pelas gerações adultas e repassados aos alunos
como verdades.
• As matérias de estudo visam preparar o aluno para a vida, são
determinadas pela sociedade e ordenadas na ligislação.
• Os conteúdos são separados da experiência do aluno e das
realidades sociais, valendo pelo valor intelectual, razão pela
qual a pedagogia tradicional é criticada como intelectualista
e, às vezes, enciclopédica.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Método:Exposição verbal da matéria ou
demonstração. Passos a seguir:1. Preparação do aluno
(definição do trabalho,recordação da matéria anterior,
despertar interesse); 2. apresentação (realce de
pontos- chaves, demonstração); 3. associação
(combinação do conhecimento novo com o já
conhecido por comparação e abstração); 4.
generalização (dos aspectos particulares chega-se ao
conceito geral, é a exposição sistematizada); aplicação
(explicação de factos adicionais ou resolução de
exercícios).
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Relacionamento professor-aluno: Predomina a
• Autoridade do professor que exige atitude receptiva
dos alunos e impede qualquer comunicação entre
eles no decorrer da aula.
• O professor transmite o conteúdo na forma de
verdade a ser absorvida, em consequência, a
disciplina imposta é o meio mais eficaz para
assegurar a atenção e o silêncio.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pressupostos de aprendizagem: a idéia de que o ensino
consiste em repassar os conhecimentos para o espírito da
criança é acompanhada de uma-outra a de que a capacidade
de assimilação de uma criança é idêntica a do adulto.
• Os programas devem ser dados numa progressão lógica,
estabelecido pelo adulto, sem levar em conta as
caracteristicas próprias de cada idade.
• A aprendizagem é receptiva e mecânica, recorre-se
frequentemente a coação. A retenção do material ensinado é
garantida pela repetição de exercícios sistemáticos e
recapitulação da matéria. A transferência da aprendizagem
depende do treino, é indispensável a retenção, para que o
aluno possa responder às situações novas de forma
semelhante às respostas dadas em situações anteriores.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• A avaliação se dá por verificação de cursto
prazo(interrogatórios orais, exrecícios de casa) e de
prazo mais longo (provas escritas, trabalhos de
casa). O esforço é negativo ( punição, notas baixas,
apelo aos pais), as vezes é positivo ( emulação,
classificações).
• Manifestação na teoria escolar: A pedagogia
tradicional é viva e actuante em nossas escolas.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Em resumo podemos destacar o seguinte:
• Papel da Escola: Preparar o intelectual;
• Papel do aluno: Receptor passivo. Inserido em
um mundo que irá conhecer pelo repasse de
informações;
• Relação professor-aluno: autoridade e
disciplina;
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Conhecimento: Dedutivo. São apresentados
apenas os resultados, para que sejam
armazenados;
• Metodologia: aulas expositivas, comparações,
exercícios, lições/ deveres de casa;
• Conteúdos: passados como verdades
absolutas - separadas das experiências;
• Avaliação: centrada no produto do trabalho.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia nova ou tendência liberal renovada
Educação nova entendemos a corrente que
trata de mudar o rumo da educação
tradicional, intelectualista e livresca, dando-
lhe sentido vivo e activo. Por isso se deu
também a esse movimento o nome de “escola
activa” (LUZURIAGA, 1980, p. 227). A
pedagogia liberal renovada defende a
formação do indivíduo como ser livre, activo e
social.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia nova ou tendência liberal renovada
• Essa tendência retira o professor e os
conteúdos disciplinares do centro do processo
pedagógico e coloca o aluno como centro, que
deve ter sua curiosidade, criatividade,
inventividade, estimulados pelo professor,
que deve ter o papel de facilitador do ensino.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia nova ou tendência liberal renovada
• Defende uma escola que possibilite a
aprendizagem pela descoberta, focada no
interesse do aluno, garantindo momentos
para a experimentação e a construção do
conhecimento, que devem partir do interesse
do aluno.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia nova ou tendência liberal renovada
• Caracteriza-se por considerar que o ensino consiste no
estímulo que é dado ao aluno para buscar, por si mesmo,
conhecimentos e experiências, partindo dos seus interesses
e necessidades.
• Muda-se o foco do processo de ensino: em vez de centrar-
se no professor, agora tem o aluno como eixo para o qual
convergem todas as atividades facilitadoras da
aprendizagem.
• Passa-se a ideia de que o aluno aprende fazendo, e não, só
ouvindo e vendo. O professor é quem promove as
situações de aprendizagem capazes de atender às
individualidades dos alunos.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia nova ou tendência liberal renovada
• O aluno é o centro do processo e começa a exercer
um papel activo, participativo, a iniciativa de
aprendizagem parte dos alunos e não do professor.
• O professor age como orientador, propicia momentos
de desafios a partir do interesse dos alunos que são
organizados em pequenos grupos.
• o método de ensino está baseado em Dewey (1859-
1952), no aprender a aprender ou aprender fazendo,
partindo do concreto para o abstrato.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia nova ou tendência liberal renovada
• A escola deixa de ser um local sombrio e passa a ser
alegre, disciplinado para movimentado, silencioso
para barulhento e opaco para colorido, mas segundo
SAVIANI (1983, p.9) a “Escola Nova” qualidade do
ensino destinado às elites.
• Portanto, o professor deixa de ser o centro do
processo, dando o lugar ao aluno. O professor deixa
de ser o transmissor dos conteúdos, passando a
facilitador da aprendizagem. Os conteúdos
programáticos passam a ser selecionados a partir dos
interesses dos alunos
•
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia nova ou tendência liberal renovada
• Em resumo destacamos:
• Papel da escola: Adequar as necessidades
individuais ao meio, propiciar experiências,
cujo o centro é o aluno.
• Papel do aluno: Buscar, conhecer,
experimentar.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia nova ou tendência liberal renovada
• Relação professor-aluno: Clima democrático,
o professor é um auxiliar na realização das
experiências.
• Conhecimento: Algo inacabado, a ser
descoberto e reinventado, baseado em
experiências cognitivas de modo progressivo
em consideração aos interesses.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia nova ou tendência liberal renovada
• Metodologia: Aprender experimentando,
aprender a aprender, aprender fazendo.
• Conteúdos: Estabelecidos pela experiência.
• Avaliação: Foco na qualidade e na quantidade,
no processo e não no produto.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tecnicista ou tendência liberal
tecnicista
• A Tendência Liberal Tecnicista ou tecnicismo
educacional começa a se destacar no final dos
anos 60 e firma-se nos anos 70 e 80 e tem
influência ainda hoje.
• Tendo como principal objetivo atender aos
interesses da sociedade capitalista. o sistema
capitalista, que vê a escola como uma produtora
de indivíduos competentes para o mercado de
trabalho.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tecnicista ou tendência liberal
tecnicista
• Caracteriza-se por considerar que o ensino
consiste em um processo de
condicionamento. O comportamento
aprendido é uma resposta a estímulos
externos. O aluno aprende quando muda
de comportamento.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tecnicista ou tendência liberal tecnicista
• Na "Pedagogia Tecnicista", segundo Saviani
(1983,p.12) o aluno e o professor ocupam uma
posição secundária, têm a condição de executores
de um processo cuja a concepção, planificação,
coordenação e controlo fica a cargo de
especialistas supostamente habilitados, neutros,
objectivos, imperciais.
• o elemento principal é o sistema técnico de
organização da aula e do curso.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tecnicista ou tendência liberal
tecnicista
• Faz parte ainda desse contexto tecnicista o
uso abundante de recursos tecnológicos e
audiovisuais, sugerindo uma "modernização"
do ensino.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tecnicista ou tendência liberal
tecnicista
• O chamado “tecnicismo educacional”, inspirado
nas teorias da aprendizagem e da
abordagem do ensino de forma sistêmica. As
práticas educacionais da época definiram uma
prática pedagógica altamente burocrática
controlada e dirigida pelo professor, com um
currículo pouco flexível aliado a actividades
mecânicas, com proposta educacional rígida,
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tecnicista ou tendência liberal
tecnicista
• Conteudista e passível de ser programada em
detalhes.
A supervalorização da tecnologia programada de
ensino trouxe consequências:
• 1. A sociedade passou a atribuir a escola e a sua
tecnologia toda a responsabilidade do processo
de aprendizagem, negando os saberes trazidos
pelos alunos e pelos professores;
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tecnicista ou tendência liberal
tecnicista
• 2. Incutiu a idéia errada de que aprender não
é algo natural ao ser humano, mas que
depende exclusivamente de especialistas e
técnicas (ou um processo que ocorre apenas a
partir de técnicas específicas e pré-definidas
por especialistas);
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tecnicista ou tendência liberal
tecnicista
• 3.O professor passou a ser refém da técnica,
repassada pelo manuais e o aluno a ser um mero
reprodutor de respostas pré-estabelecidas pela
escola. Se o aluno quisesse obter sucesso na vida
e na escola, precisava apenas responder ao que
lhe foi ensinado e reproduzir, sem questionar
e/ou criar algo novo;
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tecnicista ou tendência liberal
tecnicista
• 4. O bom professor deveria observar o
desempenho do aluno, apenas com o intuito
de ajustar seu processo de aprendizagem ao
programa vivenciado;
• 5. Cada atividade didática passou a ter
momento e local próprios para ser realizada,
dentre outras.
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tecnicista ou tendência liberal
tecnicista
• Em resumo:
• Papel da escola: Produzir indivíduos competentes
para o mercado do trabalho;
• Papel do aluno: copiar bem, produzir o que foi
instruido fielmente; o professor apenas é elo de
ligação entre a verdade científica e o aluno.
• Relação professor-aluno: Professor é o técnico e
responsável pela eficiência do ensino e o aluno é
o treinando;
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tecnicista ou tendência liberal
tecnicista
• Conhecimento: Experiência planificada, o
conhecimento é resultado da experiência;
• Metodologia: Excessivo uso da técnica para
atingir objectivos instrucionais, aprender-
fazendo, cópia, repetição, treino;
As tendências pedagógicas
Teorias não-críticas
• Pedagogia tecnicista ou tendência liberal
tecnicista
• Conteúdos: Baseado nos princípios científicos,
manuais e módulos de auto-instrução. Vistos
como verdades insquestionáveis;
• Avaliação: Uso de vários instrumentos de
medição mais pouco fundamentada,
confiança apenas nas informações trazidas
nos livros didácticos.
As tendências pedagógicas
• As Tendências progressistas surgem em
França apartir de 1968 e no Brasil coincide
com o início da abertura política e com a
efervescência cultural.
•
As tendências pedagógicas
• Tendências progressistas
• Libâneo (1994), divide a pedagogia progresista
em três tendências: A pedagogia progressista
libertadora, A pedagogia progressista
libertária e a pedagogia progressista crítico-
social dos conteúdos.
As tendências pedagógicas
• Pedagogia Libertadora ou tendência progressista
libertadora
• No final dos anos 70 e início dos 80, a abertura política
decorrente do final do regime militar incentivou uma
intensa mobilização dos educadores para buscar uma
educação crítica, com objectivo de superar as
desigualdades existentes no interior da sociedade.
Surge, então a “pedagogia libertadora” que é oriunda
dos movimentos de educação popular que se
confrontavam com o autoritarismo e a dominação
social e política.
As tendências pedagógicas
• Pedagogia Libertadora ou tendência
progressista libertadora
• Nesta tendência pedagógica, a actividade
escolar deveria centrar-se em discussões de
temas sociais e políticos e em acções
concretas sobre a realidade social imediata. O
professor deveria agir como um coordenador
de actividades, aquele que organiza e actua
conjuntamente com os alunos.
As tendências pedagógicas
• Pedagogia Libertadora ou tendência
progressista libertadora
• Termo baseado na “pedagogia do oprimido” do
educador Paulo Freire, que propõe uma
educação crítica a serviço das transformações
sociais, econômicas e políticas para a superação
das desigualdades existentes no interior da
sociedade.
As tendências pedagógicas
• Pedagogia Libertadora ou tendência
progressista libertadora
• O objectivo desta tendência era propor uma
prática de sala de aula que pudesse
desenvolver a criticidade dos alunos,
• Paulo Freire condenava o ensino oferecido
pela ampla maioria das escolas (as "escolas
• burguesas"), que ele qualificou de educação
bancária.
As tendências pedagógicas
• Pedagogia Libertadora ou tendência
progressista libertadora
• Para Freire, o professor age como quem
deposita conhecimento num aluno apenas
receptivo, dócil. O saber é visto como uma
doação dos que se julgam seus detentores.
• "Sua tônica reside em matar nos educandos a
curiosidade, o espírito investigador, a
criatividade"
As tendências pedagógicas
• Pedagogia Libertadora ou tendência progressista
libertadora
• As tendências pedagógicas de cunho progressista
caracterizam-se por considerar que o ensino
consiste numa actividade onde professores
retiram da experiência dos alunos, os conteúdos
de aprendizagem que contribuem para
questionar a realidade das relações do homem
visando transformá-la. O maior expoente da
Pedagogia Libertadora é Paulo Freire.
As tendências pedagógicas
• Pedagogia Libertadora ou tendência
progressista libertadora
• Essa pedagogia começou a ser empregada nos
movimentos sociais, como sindicatos,
associações comunitárias e comunidades
religiosas, cujos alunos já vivenciavam uma
prática política.
As tendências pedagógicas
• Pedagogia Libertadora ou tendência progressista
libertadora
• A tendência libertadora funciona como abertura para
uma sociedade democrática, preocupando-se
também com o que está fora da escola em busca da
emancipação do homem.
• É uma perspectiva transformadora da educação
onde o foco sai do conteúdo e se dirige para a
relação e onde o aluno desloca-se do papel passivo e
passa para o activo.
As tendências pedagógicas
• Pedagogia Libertadora ou tendência progressista
libertadora
• Em resumo destacamos:
• Papel da Escola: É uma escola crítica, que
questiona as relações do homem no seu meio;
• Papel do aluno: Refletir sobre sua realidade,
sobre a opressão e suas causas, resultando daí o
engajamento do homem na luta por sua
libertação;
As tendências pedagógicas
• Pedagogia Libertadora ou tendência
progressista libertadora
• Relação professor-aluno: Relação horizontal,
posicionamento como sujeitos do ato de
conhecer;
• Conhecimento: O homem cria a cultura na
medida em que, integrando-se nas condições
de seu contexto de vida, reflete sobre ela e dá
respostas aos desafios que encontra;
As tendências pedagógicas
• Pedagogia Libertadora ou tendência
progressista libertadora
• Metodologia: participativa, busca pela
construção do conhecimento;
• Conteúdos: Temas geradores extraídos da
vida dos alunos, saber do próprio aluno;
• Avaliação: Auto-avaliação ou avaliação mútua.
Tendência progressista crítico social dos
conteúdos ou histórico-crítica
• Essa tendência se constituiu no final da
década de 70 e início dos 80 com o propósito
de ser contrária à “pedagogia libertadora”,
por entender que essa tendência não dá o
verdadeiro e merecido valor ao aprendizado
do chamado “saber científico”.
• Surge no cenário educacional um corpo de
teorias, denominadas crítico-reprodutivistas.
Tendência progressista crítico social
dos conteúdos ou histórico-crítica
• A “pedagogia crítico-social dos conteúdos”
defende que a função social e política da
escola deve ser assegurado, através do
trabalho com conhecimentos sistematizado, a
inserção nas escolas, com qualidade, das
classes populares garantindo as condições
para uma efetiva participação nas lutas
sociais.
Tendência progressista crítico social
dos conteúdos ou histórico-crítica
• Caracteriza-se por considerar que o ensino
consiste na mediação de objetivos-conteúdos-
métodos que assegure o encontro formativo
entre os alunos e os conteúdos de ensino.
• A pedagogia está no trabalho docente, que
relaciona a prática vivida pelos alunos com os
conteúdos apresentados por eles de forma
crítica.
• A aula inicia-se com a constatação da prática a
qual é confrontada com o conteúdo proposto, no
sentido de compreender a realidade social.
Tendência progressista crítico social
dos conteúdos ou histórico-crítica
• Esta tendência prioriza, o domínio dos conteúdos
científicos, a prática de métodos de estudo, a
construção de habilidades e raciocínio científico,
como modo de formar a consciência crítica para
fazer frete à realidade social injusta e desigual.
• Entende que não basta repassar conteúdo
escolar que aborde às questões sociais. Mas é
necessário, que os alunos tenham o domínio dos
conhecimentos, das habilidades e capacidades
para interpretar suas experiências de vida e
defender seus interesses de classe.
Tendência progressista crítico social
dos conteúdos ou histórico-crítica
• Em resumo:
• Papel da Escola: Prepara o aluno para
participação ativa na sociedade;
• Papel do aluno: Sujeito no mundo e situado
como ser social, ativo;
Tendência progressista crítico social
dos conteúdos ou histórico-crítica
• Relação professor-aluno:Professor é
autoridade competente que direciona o
processo [Link]
entre conteúdos e alunos;
• Conhecimento: construído pela experiência
pessoal e subjetiva;
• Metodologia: Contexto cultural e social;
Tendência progressista crítico social
dos conteúdos ou histórico-crítica
• Conteúdos: São culturais, universais, sempre
reavaliados frente à realidade social;
• Avaliação: A experiência só pode ser julgada a
partir de critérios internos do organismo, os
externos podem levar ao desajustamento.
Avaliação: Trabalho em grupo
• 1. Teorias crítico-reprodutivas:
a. Teoria do Sistema de Ensino Enquanto
Violência Simbólica.
b. Teoria da Escola Enquanto aparelho
Ideológico do Estado.
PSICOPEDAGOGIA DO PROFESSOR
• A pedagogia. Etimologicamente significa acção de
conduzir (agogê) a criança (pais), (J.H. Barros e A.M.
Barros(1999,p.14)
• Segundo Piletti (2003,p.39), a palavra pedagogia vem
do grego(pais, paidós= criança, agein= conduzir,
logos=tratado, ciência).
• Na antiga Grécia, chamava-se “pedagogo”, (os
escravos que levavam as crianças a escola).
• O pedagogo hoje é o especialista em assuntos
educacionais e pedagogia o conjunto de
conhecimentos sistemáticos relativos ao fenómeno
educativo.
PSICOPEDAGOGIA DO PROFESSOR
• Pedagogia é a ciência da educação
• Pedagogia é a ciência e a arte da educar
• Pedagogia é a arte de educar
• É uma reflexão metódica sobre a educação
para esclarecer e orientar a prática educativa.
• O conceito moderno da pedagogia é a a
filosofia, a ciência e a técnica da educação.
PSICOPEDAGOGIA DO PROFESSOR
• Educação em latim, é sinónimo de “ pedagogia”, em
grego, que significa “condução da criança”.
• Na antiga Grécia, o escravo (pedagogo) conduzia a
criança à escola.
• Na Roma, a deusa Éduca ajudava as crianças nos
primeiros passos.
• Em alemão, Erziehung, tem um sentido semelhante;
“puxar” esforçadamente e com êxito ( pela criança).
• Em inglês education significa mais propriamente
ensino ou instrução.
• A educação do grego Edutcher conduzir, guiar.
PSICOPEDAGOGIA DO PROFESSOR
• Investiga as bases psicológicas e pedagógicas
da actividade profissional da personalidade do
professor.
• O professor tem uma tarefa de relevância
social (grandiosa) tanto na educação como na
formação do homem novo.
• Para levar acabo esta tarefa com êxito deve
reunir os seguintes requisitos:
PSICOPEDAGOGIA DO PROFESSOR
• Possuir conhecimentos científicos e morais
sólidos.
• Ter facilidade de compreender os alunos e
fazer-se compreender (não ser arrogante).
• Gostar da sua profissão.
• Saber transmitir conhecimentos, dirigir e
orientar a actividade do aluno (ser criativo)
• Ter autodomínio.
PSICOPEDAGOGIA DO PROFESSOR
• Actualizar-se constantemente, deve assimilar
os novos princípios metodológicos.
• Conhecer sempre as implicações
socioeconómicas, culturais e políticas que
decorram no desempenho das suas funções.
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• Exigente (obriga os alunos a trabalhar)
• Pouco nervoso
• Saber manter uma distância correcta entre aluno e o
professor.
• Ser um bom orador, comunicador
• Saber estabelecer um clima favorável de aprendizagem
• Possuir informações actualizadas sobre a sua profissão.
• Conhece o sistema educativo e as politicas vigentes
PSICOPEDAGOGIA DO PROFESSOR
CARACTERISTICAS DO PROCESSO DE ENSINO
• O P.E é multilateral, devemos considerar 3
elementos professor, aluno e meio social.
• É complexo porque participam muitos
professores e cada um tem as suas exigências,
participam muitos alunos com diferentes
particularidades psicológicas, intelectuais e
sociais o que muitas vezes dificulta o trabalho
do professor e dos alunos.
PSICOPEDAGOGIA DO PROFESSOR
CARACTERISTICAS DO PROCESSO DE ENSINO
• É activo, o prof. E aluno devem empenhar-se
activamente.
• É dirigido, o prof. dirige, organiza, orienta e
controla. Dirigem indirectamente o ensino a
direcção da escola, as repartições municipais,
as direcções provinciais e o MED E MES.
• É consciente, os alunos recebem
conhecimentos e acumulam experiência
humana de forma consciente e voluntária.