UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA
CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE CAXIAS – CESC
PROF. Me. BENILTON LACERDA
DISCIPLINA: HISTÓRIA MEDIEVAL
Sexo, desvio e danação: as minorias da
Idade Média
ANA BEATRIZ
CARLOS EDUARDO
GERLANNE
KAIRO KAUAN
CAXIAS-MA
2022
CAPÍTULO 4 - BRUXOS
• A expressão “caça as bruxas”
• As pessoas do período medieval viviam num
mundo com medo.
• A bruxaria satânica era assim a imagem refletida,
inversa e abrangente do cristianismo uma
alternativa.
• O que é talvez mais interessante do ponto de vista
deste estudo é o aspecto Central ocupado pelo
sexo.
• O Canon Episcopi, todavia, detalhava claramente
dois fenômenos separados: bruxaria e folclore.
• Russell acredita que eles tenham se misturado
após o século IX para formar a bruxaria
medieval, e que a crença nos demônios também
fazia parte dessa mistura.
• A demonolatria era a expressão máxima do
estatuto criminal da bruxaria. Ela tornava o
bruxo o oposto do bom cristão (COHN)
• Até o século XIII quando da instituição da
inquisição pelo papa Gregório IX, em 1231, as
bruxas e bruxos eram considerados meras
vitimas do poder do diabo. Todavia , a partir da
citada data progressivamente, a igreja passou a
condenar tais bruxos como hereges e culpados
de seus crimes religiosos.
• Antagonismo entre facções e lutas internas
formaram um plano de fundo no papado de
Avigor.
• Conspirações mágicas contra Papa João XXII.
Acusava seus adversários de hereges. Bispo Hugo
Geraud de Cahors, queimado em 1317, por
praticar maleficium.
• Felipe VI assume o governo da França – Estável.
• Acusações: Magias e Bruxaria.
Estudos de Richard Kieckhefer(1976):
• XVI e XVII, em relação poucos julgamentos de bruxaria entre 1300
e 1500.
• 1375 – Magia e invocação de demônios as principais.
• 1375-1435 – Aumento de bruxaria e medo de satanismo.
• Aumento de satanismo: casos de sexo com o diabo e contra orgias
sexuais.
• 54% tribunais eclesiásticos. 11% juízes seculares.
• Kieckhefer conclui que o Satanismo foram introduzidos pelos
juristas e eclesiásticos.
• Acusações séculos XV e XVI: Supostos bruxos, vizinhos
descontentes com o resultado de algo.
• No século XIII: Huberto Romano, mestre-geral dos
dominicanos, queixava que as mulheres camponesas
eram muito dadas as práticas “mágicas”.
• Em 1425 são Bernardino de Siena estava pregando em
Arezzo, bosque dedicado a Apolo, onde aviam fontes
curativas usadas por bruxos e magos pra cura de
bebês e doentes. Plantou uma Cruz no local e não
teve efeito algum a ele e se tornou superior.
Abandonar as crenças nas fontes.
• Casos de bruxarias:
• Por volta de 1300 casos ligados a mudanças climáticas
geradas pela “Pequena Era Glacial”.
• Buscava causas e ajudas sobrenaturais. Pandemia da Peste.
• 84 julgamentos por bruxarias entre 1365 e 1428.
• 354 nos 72 anos seguintes = suspeitos.
• Intelectuais envolvidos com bruxos.
• 1430 grande aumento nos tratados que lidam com bruxaria.
O primeiro livro impresso e publicado em 1464.
• Cohn destaca 2 julgamentos especiais, para mostrar o processo do qual os
intelectuais criaram a imagem compósita da bruxa.
1. Copulação feminina com o Diabo: Lady Alice Kyteler, seu filho e
companheiros em Kilkenny, Irlanda, julgados em 1324-5. Maleficium,
veneno, magia e invocação do demônio, acusada de copular com
demônios. Primeiro caso que essas ideias foram associadas.
2. 1397-1406, suíço realizado em Boltigem, diante de um juiz secular de
nome Pedro de Grayerz. Os acusados confessaram vários atos de
maleficium ligados a invocação de demônios cadáveres de crianças
usados na preparação de veneno e a renúncia a Cristo: manhã de
domingos; seita anticristã de bruxos.
• Cohn, ressalta que a elite influenciava nas ideias de cada caso, para haver
ligações aos adoradores do Diabo.
• Nos trabalhos de Cohn, Kieckhefer e Peters, a ideia de que
bruxas existiam é rejeitada.
• Assim como a de Russell, que era uma forma de heresia.
• A tese de Margaret Murray, sobre religião clandestinas de
bruxas que sobreviveram desde o século XVII.
• "Por outro lado, podemos Aceitar a existência bruxas, mas
não como mulheres isoladas, não aceitas e não Adoradores
do diabo.” (RICHARDS,1993, p.94)
• “No fim da Idade Média, as bruxas satânicas eram entre
“bode expiatórios perfeitos, uma minoria inventada”.
”(RICHARDS,1993, p.94)
REFERÊNCIAS
RICHARDS, Jeffrey. Sexo, desvio e danação: as minorias da
Idade Média/ Tradução: Marco Antonio Esteves da Rocha e
Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1933.(p. 82-94)
GALEANO, Bruno. O MAL DA BRUXARIA. Anais do XXVI
Simpósio Nacional de História – ANPUH. São Paulo, julho de
2011.