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Assistência de Enfermagem na DIP em Benguela

O documento aborda a assistência de enfermagem a pacientes com doenças inflamatórias pélvicas internadas na Maternidade do Hospital Geral de Benguela, destacando a importância do diagnóstico e tratamento adequados. A pesquisa revela a necessidade de um protocolo de assistência padronizado e sugere melhorias na formação contínua dos profissionais de enfermagem. Conclui-se que, apesar da boa assistência prestada, a falta de um protocolo específico pode comprometer a qualidade do atendimento.
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Assistência de Enfermagem na DIP em Benguela

O documento aborda a assistência de enfermagem a pacientes com doenças inflamatórias pélvicas internadas na Maternidade do Hospital Geral de Benguela, destacando a importância do diagnóstico e tratamento adequados. A pesquisa revela a necessidade de um protocolo de assistência padronizado e sugere melhorias na formação contínua dos profissionais de enfermagem. Conclui-se que, apesar da boa assistência prestada, a falta de um protocolo específico pode comprometer a qualidade do atendimento.
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DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS DA SAÚDE

CURSO DE LICENCIATURA EM ENFERMAGEM

DOENÇAS INFLAMATÓRIAS PÉLVICAS: ASSISTÊNCIA DE


ENFERMAGEM A PACIENTES INTERNADAS NA
MATERNIDADE DO HOSPITAL GERAL DE BENGUELA

Adelaide Sebastião De Oliveira

TUTORA: VANUZA TRINDADE


ESTRUTURA DO TRABALHO
Introdução

Capitulo I - Fundamentação Téorica

Capitulo II - Metodologia

Capitulo III - Apresentação ,Análise e Interpretação dos Resultados

Conclusões
INTRODUÇÃO
As doenças inflamatórias pélvicas é um processo inflamatório de natureza infecciosa que
pode atingir estruturas do trato genital superior, como, útero, tubas uterinas, ovário e
estruturas anexas, provocando endometrite, salpingite, oforite, abscesso tubo-ovariano e
peritonite.(Judlin, 2009).

A doença inflamatória pélvica é uma das mais importantes afecções sexualmente


transmissíveis, sendo na grande maioria uma das principais causas de cirvicites. A falta
de rápido diagnóstico e tratamento ou tratamento inadequado dos casos de doença,
aumentam o risco de severas complicações, com consequências extremamente negativas
para saúde da mulher além dos custos económicos e sociais (Brasil, 2018).
JUSTIFICATIVA

Durante o estágio na maternidade do hospital geral de Benguela verificamos casos da mesma patologia de
modo isolado como também associada em outras patologias em um numero significativo de pacientes, com
isto, vimos a necessidade de estudar de forma minunciosa a assistencia de enfermagem a pacientes
acometidas com as doenças inflamatorias pelvicas afim de avalia-las, com intiuto de trazer novidades
cientificas e possiveis recomendações praticas para o melhoramento da assistencia.
PROBLEMA DE INVESTIGAÇÃO

• De que forma tem sido a assistencia de enfermagem a pacientes com doenças inflamatórias pélvicas
internadas na maternidade do hospital geral de Benguela?
OBJECTIVOS

Geral

• Analisar a assistência de enfermagem prestada a pacientes com doenças inflamatórias pélvicas, no


Hospital Geral de Benguela.

Específicos:

• Identificar a fundamentação teórica que sustentam a assistencia de enfermagem a pacientes com doenças
inflamatórias pélvicas;

• Descrever a assistencia de enfermagem a pacientes com doenças inflamatórias pélvicas;

• Identificar o protocolo de assistencia de enfermagem a pacientes com doenças inflamatórias pelvicas.


Capítulo I - Fundamentação Teórica
.
A incidência da DIP é maior em mulheres jovens com idade entre 15 a 25 anos, sexualmente ativas e
que possuem múltiplos parceiros sexuais (Tamarelle et al., 2017).

Pesquisas evidenciaram que uma das maiores taxas de prevalências da DIP ocorre entre as
adolescentes, podendo representar até 20% de todos os casos, enquanto as mulheres em pós-
menopausa correspondem a apenas 11%. Tal fato pode ser explicado, principalmente, por não
possuírem múltiplos parceiros sexuais, não realizarem instrumentação uterina com frequência e pela
diminuição da colonização bacteriana comum nessa idade (Scheer et al., 2021).
FISIOPATOLOGIA
A DIP representa um conjunto de inflamações da área do trato genital superior, essa
infecção polimicrobiana pode ser referida pela ascensão de microrganismos do trato
genital inferior. (Darville t, 2021).

Quando os patógenos se alojam, ocorre o estágio 0, esse sendo chamado de pré-DIP,


uma vez que é nessa fase que é possível tratar e prevenir realmente. Seguido dessa fase,
essencialmente no período menstrual ou pós imediato, esses patógenos passam pelo
endométrio e assim causam uma endometrite fugaz. (Matorras R, et al., 2021).
Os patógenos irão ascender pela via canalicular até as tubas uterinas, assim
inicia uma reação tecidual, onde ocorre formação de conteúdo purulento,
que pode chegar ao peritônio pélvico, causando assim a pelviperitonite.
Todo esse conteúdo purulento pode atingir os ovários, acarretando um
abscesso tubo - ovariano. Em um cenário ainda mais grave, esse abscesso
pode se romper e extravasar para o peritônio e causar um choque
séptico, podendo levar a paciente a óbito (Darville T, 2021).
CLASSIFICAÇÃO
Segundo (Romanelli, 2013) A classificação clínicolaparoscópica de DIP pode ser dividida
nos seguintes estágios:

• a) Estágio I: Endometrite/salpingite sem peritonite;

• b) Estágio II: Salpingite aguda com peritonite;

• c) Estágio III: Salpingite aguda com oclusão tubária ou abscesso tubo- - ovariano;

• d) Estágio IV: Abscesso tubo ovariano roto


CAUSAS

Quanto à sua gênese, a DIP ocorre a partir de uma infecção ascendente do colo uterino.

• Neisseria gonorrhoeae

• Chlamydia trachomatis, sendo responsáveis por cerca de 85%

• Mycoplasma genitalium,
QUADRO CLÍNICO

segundo o (Menezes Mlb, et al., 2021), O quadro clínico da doença inflamatória


pélvica pode se manifestar de maneira assintomática ou ser oligossintomático, por volta
de 65 % dos casos em geral o curso da doença é agudo
Os principais sinais e sintomas são:
febre
dor abdominal ou dor pélvica ou ambas com intensidade durante o coito
corrimento vaginal e disúria ou polaciúria
sangramento uterino anormal, pós-coital, intermenstrual e menorragia em um terço ou
mais dos casos .
FACTORES DE RISCO

• Idade
• Múltiplos parceiros sexuais;
• Início precoce da vida sexual;
• Uso de DIU,
• Manipulações do canal cervical e endométrio,
• Vulvovaginites e/ou cervicites concomitantes,
• Baixa situação socioeconômica
COMPLICAÇÕES

De acordo Goje (2021) As doença inflamatória pélvica pode causar outros problemas, incluindo:
• Bloqueio das trompas de Falópio Peritonite (uma infecção abdominal séria)
• Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis (uma infecção séria dos tecidos ao redor do fígado)
• Abscesso (um acúmulo de pus)
• Adesões (faixas de tecido cicatricial)
• Uma gravidez em uma das trompas de Falópio (gravidez ectópica)
• infertilidade.
TRATAMENTO

O tratamento da DIP inclui antimicrobianos para os agentes etiológicos sexualmente transmissíveis e não
sexualmente transmissíveis, e, por isso, devem ser de amplo espectro. No caso da DIP leve ou moderada, a
via parenteral ou oral parece ser próxima em termo de eficácia. O esquema terapêutico recomendado no
caso do tratamento ambulatorial é ceftriaxona associado com doxiciclina e metronidazol. A segunda linha
de tratamento consiste na substituição da ceftriaxona pela cefotaxima, mantendo doxiciclina e
metronidazol (Menezes MLB, et al., 2021).
PREVENÇÃO E AÇÃO DE ENFERMAGEM

Assim como em outras IST, a prevenção e controle da doença inflamatória pélvica deve incluir o
aconselhamento centrado na pessoa e suas práticas sexuais, visando seu autorreconhecimento e a
minimização de fatores de risco para IST e novos episódios de doença inflamatória pélvica. Recomenda-
se testagem para HIV, sífilis e hepatites B e C. Em casos indicados, deve-se oferecer vacinação contra
hepatite A, hepatite B e HPV. Todas as parcerias sexuais devem ser aconselhadas e avaliadas, com oferta
de testagem e vacinação (Curry 2019).
Capítulo II - Metodologia
METODOLOGIA

Tipo de Estudo: Descritivo com abordagem quantitativa.

Técnicas e/ou Instrumento de recolha de dados: inquérito por questionário.

Os dados foram tratados por análise estatística de dados através do aplicativo SPSS v20.

População alvo: 50 Profissionais enfermagem da maternidade do hospital geral de Benguela.

Amostra: 25 Profissionais.

Criterio de seleção de amostra: Probablistica aleatoria simples.


Capítulo III – Apresentação, Interpretação e
Análises dos Resultados
Neste capítulo é realizada a descrição dos dados obtidos, que estão apresentados sob
a forma de Graficos, e são relacionados os resultados obtidos com o problema
confrontando-se com o enquadramento teórico. Apresentamos os resultados dos
dados estatísticos representando-os em tabelas, cumprindo os elementos
simplicidade, clareza e veracidade.
Distribuição quanto ao Tempo de serviço
25
25

20
20

15
Frequencia
Percentagem

10

4
5

80% 1 100%
16% 4%
0
1-5 anos 10-20 anos + 20 anos Total
Distribuição quanto ao grau académico
25
25

19
20

15
Frequencia
Percentagem
10

4
5
2
76% 100%
16% 8%
0
Tecnico medio Licenciado Tecnico base Total
Há algum protocolo de assistencia de enfermagem a pacientes com doenças
inflamatorias pelvicas?
25
25 23

20

15
Frequências
Percentagem

10

5
2
92% 100%
8%
0
Sim Não Total
Tem tido formações continuas sobre a assistencia de enfermagem a pacientes
com as doenças inflamatórias pélvicas?
10000%
100

90

80

70

60
Frequências
50 Percentagem

40
25
30 20
20
5
10 20% 80%

0
Sim Não Total
Há algum Protocolo de assistência de enfermagem a pacientes com DPs

25
25
22

20

15 Frequências
Percentagem

10

5 3
88% 100%
12%
0
Sim Não Total
Como avalias o tempo de recuperação das pacientes com doenças inflamatorias
pelvicas?
25
25

21

20

15
Frequências
Percentagem

10

4
5

84% 100%
16% 0 0%
0
Muito bom Bom Mau Total
CONCLUSÃO
Em relação ao estudo realizado aos enfermeiros da maternidade Hospital geral de Benguela,
consideramos pertinente relatar as seguintes conclusões:
• Foi possivel identificar fundamentos sobre a tematica, permintindo assim realizar discussões aos dados
colhidos.
• A equipe de enfermagem prima-se necessariamente no alivio da dor, porem de acordo os resultados
colhidos cuncluimos que a maternidade do Hospital Geral de Benguela prestam uma boa assistencia de
enfermagem a pacientes internadas com o diagnostico de doenças inflamatorias pelvicas, tido como
base as repostas quanto ao nivel de satisfação das pacientes e o tempo de recuperação das mesmas.
• Verificou-se a inexistencia de um protocolo de assistencia de enfermagem a pacientes internadas na
Maternidade do Hospital Geral de Benguela com doeças inflamátorias pélvicas ,isso leva-lhes a não
seguir um protocolo ou ter uma assistência padronizada.
RECOMENDAÇÕES
• Recomendamos respeitosamente a comunidade acádemica pesquisar mais sobre a tématica uma vez que
ainda tem assolado a vida de muitas mulheres.

• Recomendamos a utilização desta pesquiza para possíveis projectos de intervenção visto que pouco se fala
sobre o tema e com isto proporcionará melhor bem estar da população.

• Que a coordenação da maternidade junto com chefes das enfermarias trabalhem mais na divulgação dos
resultados para que a sociedade tenha a noção da gravidade e do elevado índice da patologia
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• A, C. GIL, (2019), Como elaborar projecto de pesquisa. 7ª Ed. São Paulo: Atlas.

• A, C. GIL, (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social (6ª ed.) São Paulo: S.A editora.

• BRASIL. Ministério da saúde. Portaria gm/ms nº 822, de 6 de junho de 2008. Institui, no âmbito do sistema único
de saúde, o programa nacional de saúde materna.

• BRASIL, M.S. Manual Técnico: Pré-natal e Puerpério. Brasília. DF, 2006. - GOMES, M. L.. Enfermagem
obstétrica: diretrizes assistenciais. Centro de Estudos da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, RJ. 2010. 168p. Disponível em: [Link]
[Link]/1.0. Acesso em 13 marc 202.

• CERVO, A BERVIAN, P. A; DA SILVA, R. Metologia Cientifica 6ª ed. São paulo; Pearson, 2002

• CERVO, A,L Berviane, Da Silva, R. Metologia cientifica. 6 ed. São Paulo: pearson prentice Hall, 2007).
Muito Obrigado
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