RELEVO
Prof. Daniela Moreira
Relevo
Trata-se do conjunto das formas da crosta terrestre,
manifestando-se desde o fundo dos oceanos até as
terras emersas. Encontramos formas diversas de
relevo: montanhas, planaltos, planícies,
depressões, cordilheiras, morros, serras,
inselbergs, vulcões, vales, escarpas, abismos,
Cuestas, etc.
O relevo é o resultante da ação de dois
agentes:os internos e externos.
O Relevo e Seus Agentes
A formação do relevo e a constante
transformação de suas formas ocorrem devido à
ação de:
Agentes internos ou Agentes externos ou
endógenos exógenos
São as forças internas do Existem agentes externos, na
planeta, causadas pelas superfície terrestre, que
pressão e altas temperaturas modificam o relevo, não tão
das camadas mais profundas. rapidamente como os vulcões
Geralmente essas ou terremotos, mas sua ação
manifestações são violentas e contínua transforma lenta e
rápidas, como é o caso dos ininterruptamente todas as
terremotos e vulcões. Esses paisagens da Terra. A ação dos
movimentos são construtores e ventos, do intemperismo e da
modificadores do relevo água sobre a crosta terrestre
terrestre, podendo levar determinam a erosão.
milhões de anos ou apenas um
dia.
Agentes Formadores do Relevo
(Endógenos)
São responsáveis pela formação do relevo. Os agentes
Internos ou endógenos são processos estruturais que
atuam do interior para o exterior do planeta :
Tectonismo
Vulcanismo
Abalos sísmico
Os Agentes Internos (Endógenos)
São processos que têm sua origem no interior da
Terra, como o vulcanismo, o tectonismo e os
abalos sísmicos.
Vulcanismo
É a atividade pela qual os
materiais vindos do
manto atingem a
superfície.
Lavas, cinzas e
gases.
Através de fendas ou
aberturas da crosta terrestre.
A acumulação e consolidação da lava
expelida pelos vulcões podem dar
origem a montanhas e ilhas. Vulcão Stromboli, na
Itália.
Tectonismo:
O movimento das placas tectônicas traz, em
sua dinâmica, resultados que podem ser
observados na superfície. Os terremotos, o
vulcanismo, as rochas dobradas e falhadas são
exemplos claros de que toda a crosta esteve e
está em constante movimento.
Esses movimentos são denominados tectônicos
Abalos Sísmicos
Terremoto ou abalo sísmico é uma vibração
da superfície terrestre produzida por
forças naturais situadas no interior da crosta
a profundidades variáveis. Podem ser
também associados à ação humana quer
direta ou indiretamente nas atividades de
extração de minerais, água ou petróleo.
Quando esses abalos ocorrem
nos continentes são chamados de
terremotos; já quando acontecem
nos oceanos correspondem aos
maremotos, que podem resultar
na formação de ondas
gigantescas
denominadas tsunamis.
O tsunami destruiu a cobertura vegetal que havia no litoral sudoeste da
Tailândia (acima, fotos de satélite de 2003 e de 2004, três dias após as
ondas). O padrão de distribuição de sedimentos submarinos também foi
alterado. O depósito arenoso na ponta da praia, por exemplo, foi erodido.
Agentes Externos de Relevo
(Exógenos)
O relevo terrestre encontra-se em permanente
evolução, pois os agentes externos trabalham
contínua e incessantemente modelando a
paisagem terrestre.
Principais agentes externos:
Intemperismo
Antropica
Intemperismo
É o conjunto de processos químicos e físicos,
(ação da água, do vento, do calor, do frio e
dos seres vivos) que provocam o desgaste e a
decomposição das rochas. Podem ser físicos,
químicos e biologicos.
Agentes Externos: Esculpidores
da Paisagem
As formas de relevo criadas pelas forças do interior da Terra sofrem
constantes modificações provocadas por agentes externos do relevo.
Água Vento Seres vivos
O desgaste das rochas causado pelo intemperismo
origina as rochas sedimentares.
Antropica
Consiste na atuação direta ou indireta do ser
humano sobre o planeta.
Agentes modeladores
A incrível força da natureza
esculpindo as rochas
Parque Nacional Grand Canyon, no Arizona, Estados Unidos (2006).
Formas de Relevo
PRINCIPAIS ESTRUTURAS DE RELEVO:
PLANALTO
PLANÍCIE
DEPRESSÃO
MONTANHAS
Formas de Relevo Continentais
Montanhas: formadas pela ação de forças
tectônicas
Jovens: formadas em épocas Velhas: formadas em eras mais
geológicas recentes. remotas. Tendo sido afetadas pela
Apresentam maiores altitudes. erosão, apresentam altitudes mais
moderadas.
Montanhas jovens
no Parque Nacional
Los Glaciares, na
região
patagônica
(Argentina, 2000)
Formas de Relevo Continentais
Planalto: superfícies onde predomina intenso
processo de erosão.
Situam-se entre 200 metros Apresentam forma aplainada
e 2 mil metros de altitude. ou morros, serras ou
elevações íngremes de topo
plano (chapadas).
Morro do Pai Inácio, na Chapada
Diamantina (Bahia, 2008)
Formas de Relevo Continentais
Planícies: poucas irregularidades e forma quase plana
Baixas altitudes Sedimentação constante devido
(até 100 metros) aos movimentos das águas do
mar, de rios, de lagos etc.
Planícies Planícies fluviais Planícies lacustres
litorâneas
Depressões
Relativa: Partes mais baixas em relação
às formas de relevo que as circundam.
Apresentam uma leve inclinação e são
também caracterizadas por um processo
de erosão, que é um aspecto
determinante na sua formação.
Quando as depressões se encontram
abaixo do nível do mar, recebem o
nome de depressões absolutas.
O mar Morto, na Ásia,
é um exemplo de
depressão absoluta. Depressão Sertaneja
Ele está metros /São Francisco
abaixo do nível do
mar.
As Diferentes Classificações do Relevo Brasileiro
Professor Aziz Ab’Saber / anos 60
Professor Aroldo
de Azevedo Anos
40/50
Professor Jurandyr Ross Anos 90
Classificação de Aroldo de Azevedo:
elaborada na déc. De 40, levou em consideração as cotas altimétricas (altitude)
do relevo. Planalto: superfície levemente ondulada com mais de 200 m de
altitude. Planície: superfície aplainada com menos de 200 m de altitude.
Classificação de Aziz AB Sáber:
Classificação publicada em 1958, onde se definia: Planalto : superfície
suavemente ondulada, onde se verifica o domínio do processo
erosivo(desgaste). Planície: superfície onde o processo de sedimentação é
mais atuante e independe do nível altimétrico.
Classificação de Ross
Proposta pelo professor Jurandyr Ross, divulgada em 1989.
Utiliza os processos geomorfológicos para elaborar a sua
classificação, porem diferente das classificações anteriores, Ross,
usa recursos mais modernos como a aerofotogrametria , (fotos
aéreas, projeto Radam Brasil) e reformulou a classificação do
relevo brasileiro, elevando para 28 o número de grandes
unidades de relevo.
Além disso, ao invés de se prender às divisões anteriores entre
planaltos e planícies, introduziu um novo conceito, o de
depressão.
Destaca três formas principais de relevo: planaltos, planícies e
depressões. Define cada macro unidade da seguinte forma:
PLANALTO, superfície irregular, com altitude acima de 300
metros e produto de erosão;
PLANÍCIE, área plana, formada pelo acúmulo recente de
sedimentos;
DEPRESSÃO, superfície entre 100 e 500 metros de altitude,
com inclinação suave, mais plana que o planalto e formada por
processo de erosão.
O relevo brasileiro
Características Mapa Relevo brasileiro
Predominam os planaltos de baixa
altitude ( até 1200m ) e as planícies.
O relevo brasileiro não possui
grandes altitudes . Este fato pode
ser explicado pela antiguidade de
seus terrenos (em geral, pré-
cambrianos ) que vem sofrendo o
ataque dos agentes de erosão há
milhões de anos.
Planalto, Planícies e Depressões são
as principais formas de relevo .
Segundo alguns pesquisadores o
Brasil não apresenta cadeias de
montanhas ou dobramentos
modernos Porém, de acordo com o
Conselho Nacional de Meio As Cores variam de acordo com níveis de
altitude indo dos mais baixos ( verde) aos
Ambiente, a legislação brasileira mais elevados ( marrom)
considera que há sim esse tipo de
formação no Brasil.
Classificação de Aroldo de Azevedo
Primeira classificação.
Recursos limitados.
4 grandes planícies.
2 grandes planaltos.
Subdivide o planalto
brasileiro em 3 sub-
unidades.
Classificação de Aziz Ab’Saber
Feita por um discípulo
de Aroldo de Azevedo.
Número de planícies
permanece a mesma.
2 grandes planaltos.
Subdivide o planalto
brasileiro em 6 sub-
unidades.
Classificação de Jurandyr Ross
Realizada na déc. 80.
Resultado do Projeto
RADAM-Brasil.
Divide o país em 28
unidades de relevo.
Predomina planaltos
baixos e depressões.
Planícies com áreas
pequenas e limitadas.
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