O Outubro Rosa surgiu nos Estados
Unidos na década de 1990, quando a
fundação Susan G. Komen for the
Cure distribuiu laços cor-de-rosa na
primeira "Corrida pela Cura" em Nova
York. O movimento cresceu e se
espalhou pelo mundo, tornando a
iluminação de monumentos na cor
rosa um símbolo global da
conscientização sobre o câncer de
mama. No Brasil, a primeira ação
registrada foi em 2002, com a
iluminação do Obelisco do
Ibirapuera, em São Paulo
Ações globais: A iniciativa se expandiu
internacionalmente, incluindo a iluminação
de monumentos e prédios históricos com a
cor rosa para conscientizar a população.
Chegada ao Brasil
Primeira ação: Em 2002, a primeira ação significativa no
Brasil aconteceu quando o Obelisco do Parque do
Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado de rosa.
Crescimento: A campanha ganhou mais força no Brasil a
partir de 2008, quando outras cidades começaram a
aderir, iluminando monumentos e organizando corridas
e outros eventos.
Legislação: A mobilização foi oficializada por lei federal
em 2018, com campanhas anuais de conscientização.
O câncer de mama é o tipo de tumor mais frequente em mulheres em todo o
mundo e o segundo no Brasil, depois do câncer de pele não-melanoma, o que
corresponde a 28% dos novos casos e à primeira causa de mortalidade por
câncer em mulheres. Tudo isso torna o Outubro Rosa fundamental para a
prevenção da doença.
O sucesso da campanha no nosso país pode ser medido por dados
compartilhados pelo Ministério da Saúde, em 2020, informando que
aumentou em 37% o número de mamografias realizadas no país. Além disso,
durante o período, ocorre um maior compartilhamento de informações que
promovem maior conscientização sobre a relevância do controle da doença.
O que é câncer de mama?
DEFINIÇÃO: O câncer de mama é um tumor
maligno que se origina nas células
mamárias
FATORES DE RISCO: Incluem idade, histórico
familiar, alterações genéticas e hábitos de
vida
IMPORTÂNCIA DA CONSCIENTIZAÇÃO:
Diagnóstico precoce aumenta
significativamente as chances de cura.
Sinais e Sintomas
do Câncer de
Mama
Cinco sinais de alerta
• Segundo a mastologista, quando o câncer de mama já se encontra com
manifestações clínicas, em 90% das vezes ele se apresenta como
nódulo palpável na mama. Mas existem outros quatro sintomas que
também podem indicar a presença da doença, sendo geralmente sinais
inflamatórios que não respondem a tratamentos tópicos (cremes
dermatológicos, por exemplo).
• São eles: retrações de pele e do mamilo que deixam a mama com
aspecto de casca de laranja;
• saída de secreção aquosa ou sanguinolenta pelo mamilo, chegando
até a sujar o sutiã;
• vermelhidão da pele da mama;
• pequenos nódulos palpáveis nas axilas e/ou pescoço.
Outros sinais possíveis são a inversão do mamilo, inchaço da mama e
dor local.
A importância do conhecimento
Todos os sinais listados acima devem sempre ser
investigados por uma equipe médica, não só a partir da
avaliação em consultório, mas também por meio de
exames específicos para diagnosticar ou descartar o
câncer. Porém, uma importante etapa antecede esse
momento da consulta: o conhecimento e a percepção de
sinais e sintomas. Essa é uma estratégia fundamental
para reconhecer quando algo não vai bem em si mesmo,
e o próprio INCA reforça isso. Independentemente da
idade, mulheres e homens devem ser estimulados a
conhecer o próprio corpo para saber o que é e o que não
é normal, inclusive nas mamas. A maior parte dos
cânceres é descoberta pelos próprios pacientes
casualmente.
• Sendo assim, os indivíduos devem ser conscientizados
quanto ao conhecimento e a percepção de alterações
suspeitas. Isso significa estar consciente e alerta acerca dos
sinais e sintomas das mamas, a fim de identificar possíveis
anormalidades. Paula lembra que, segundo dados da
Sociedade Brasileira de Mastologia, o Brasil possui cerca de
20% de cobertura mamográfica, que é um exame radiológico
realizado nas mamas. Isso quer dizer que de cada 100
mulheres com indicação de realização de mamografia,
somente 20% estão fazendo.
• “Nesse cenário, a prática do autoconhecimento se torna
além de um autocuidado um hábito importante na detecção
de lesões, uma vez que a grande maioria dos tumores de
mama se apresentam como nódulos palpáveis. Vale ressaltar
que a prática não exclui o exame clínico”, complementa a
profissional.
Tipos mais
comuns de
câncer de
mama
Os tipos mais comuns de
câncer de mama são três:
carcinoma ductal: este é o
tipo mais comum e ocorre
quando o tumor se forma no
revestimento de um ou mais
ductos mamários, que levam
leite materno do lóbulo aos
mamilos
Carcinoma lobular: o segundo tipo
mais comum está associado às
estruturas que formam a mama,
conhecidas como lóbulos.
Obs: "Ulo" é uma digitação incorreta
para nódulo na mama, que é um caroço ou
massa com consistência diferente do tecido
ao [Link] benignos (a maioria) ou,
em alguns casos, malignos, sendo
essencial a avaliação médica para
determinar a causa e o tratamento
adequado através de exames como
ultrassonografia e mamografia
Tecidos conjuntivos: este tipo
de câncer se inicia em algumas
camadas da mama, compostas
por músculos, gordura e vasos
sanguíneos.
Outros tipos menos comuns
da doença são:
Câncer de mama inflamatório
Doença de Paget
Tumor filoide
Angiossarcoma
Câncer de mama masculino
Diagnóstico
A realização de exames de imagem é fundamental para
o diagnóstico do câncer de mama. A mamografia
(radiografia das mamas feita por aparelho de raio-x) é o
principal para a detecção da doença, capaz de mostrar
alterações suspeitas antes mesmo do tumor ser sentido
ao toque.
Com base no resultado, é realizada uma biópsia, que
consiste na retirada de uma pequena parte do nódulo para
análise em laboratório, chamada de exame
histopatológico.
A junção dos dados coletados nos exames de imagem e
na biópsia são a base para o médico confirmar a
existência do câncer de mama.
Tratamento
O tratamento deste câncer varia conforme:
As características do tumor.
A localização do(s) nódulo(s).
Presença de metástases (outros pontos de
tumor no corpo).
As características biológicas do(a) paciente.
As condições do(a) paciente, como idade,
presença de comorbidades (como obesidade
e cirrose hepática) e proximidade da
menopausa, no caso de pacientes do sexo
feminino.
As modalidades de terapia do câncer de
mama podem ser divididas em:
Tratamento local: cirurgia e radioterapia (além de
reconstrução mamária)
Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia
e terapia biológica
Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento
tem maior chance de cura. A depender agressividade do
câncer de mama no corpo do ou da paciente, o tratamento
pode ter como objetivo prolongar a sobrevida e melhorar a
qualidade de vida.
Em alguns casos, a terapia de reposição hormonal (TRH)
pode ser indicada. Contudo, deve ser feita sob rigoroso
controle médico e pelo mínimo de tempo necessário.