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Ética e Revolta na Educação Brasileira

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A REVOLTA CAMUSIANA E OS LIMITES ÉTICOS

DA EDUCAÇÃO INSTRUMENTALIZADA
Samuel Assis Donato Peixoto; Ermínio de Sousa Nascimento.

INTRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO
A educação pública brasileira enfrenta desafios Em O Homem Revoltado, Camus compreende a
estruturais que comprometem sua função revolta como a recusa diante daquilo que
formadora e emancipatória. Segundo Cara ultrapassa o limite do valor humano, expressando
(2019), observa-se a crescente inserção da lógica uma afirmação da dignidade e da solidariedade
do capital nas escolas, orientando-as à formação entre os homens. Essa concepção oferece uma
de sujeitos voltados ao mercado de trabalho e à via de reflexão sobre a resistência ética e coletiva
produção de mão de obra barata. Paralelamente, do educador frente à mercantilização do ensino e
a educação instrumentalizada prioriza resultados às tentativas de controle político. Assim, o
imediatos em avaliações e vestibulares, em professor é visto como agente de resistência,
detrimento de uma formação integral e cidadã. capaz de reafirmar o valor humano da educação
Soma-se a isso o avanço de movimentos e promover espaços de liberdade e reflexão
autoritários que tentam impor controle crítica dentro da escola. Nessa perspectiva, o ato
ideológico ao ensino, sob a narrativa de uma de ensinar ultrapassa a dimensão técnica e torna-
suposta “doutrinação”. se uma prática ética, comprometida com a
formação integral do sujeito e com a defesa da
autonomia do pensamento.

METODOLOGIA
O trabalho adota uma abordagem filosófica e
analítica, fundamentada na leitura e CONCLUSÃO
interpretação crítica das obras O Mito de Sísifo A revolta camusiana inspira uma postura ética e
(2022) e O Homem Revoltado, de Albert Camus solidária na docência, reafirmando a importância
(2025), e em referenciais teóricos da filosofia da do professor como sujeito ativo na defesa de uma
educação. A análise articula conceitos educação crítica e emancipadora. Resistir às
camusianos de REFERÊNCIAS
revolta, valor humano e imposições do capital e aos discursos autoritários
solidariedade à prática docente contemporânea, torna-se um gesto de preservação da dignidade
buscando compreender o papel ético e político humana e da função social da escola: formar
do educador diante das pressões do sistema cidadãos conscientes, livres e comprometidos
educacional. com a transformação do mundo.

REFERÊNCIAS
CAMUS, Albert. O mito de Sísifo. Tradução de Ari Roitman; CARA, Daniel. Contra a barbárie, o direito à educação. In:
Paulina Watch. 26. ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 2022. CÁSSIO, Fernando (org.). Educação contra a barbárie: por
escolas democráticas e pela liberdade de ensinar. 1. ed. São
CAMUS, Albert. O homem revoltado. Tradução de Valerie Paulo: Boitempo, 2019. p. 25–31.
Rumjanek. 18. ed. Rio de Janeiro: Record, 2025.

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