Universidade Santo Amaro – UNISA
Faculdade de Medicina
Disciplina de Pneumologia
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
DPOC
Prof: Cristiano Rabelo Nogueira
G lobal initiative for chronic
O bstructive
L ung
isease
D
Aspectos práticos - 2017
Objetivos GOLD
Alertar autoridades de saúde, profissionais de
saúde , governantes e o público sobre a DPOC.
Melhorar diagnóstico, controle e prevenção.
Reduzir morbidade e mortalidade.
Estimular pesquisas.
Saudi Arabia Bangladesh
Slovenia Germany Ireland
Australia Yugoslavia Croatia
Brazil Canada
Austria Taiwan ROC
United States
Thailand Portugal
Greece Malta
Moldova Mexico China
Syria
South Africa
United Kingdom Hong Kong
Italy New Venezuela Chile
Zealand
Argentina Lebanon Pakistan Israel
Japan
Poland Korea Assembléia Netherlands
Switzerland Russia Macedonia Georgia
Czech France
Turkey Republic Slovakia Denmark
Belgium
Romania Colombia Ukraine Singapore Spain
India
Sweden Albania Kyrgyzstan Vietnam
Epidemiologia DPOC
Maior causa de morbidade e mortalidade no mundo
DPOC é a 3a maior causa de morte globalmente
3 milhões de morte / ano – este número está
384 milhões de DPOC ao redor do mundo ( 2010)
Definição DPOC
1959 – CIBA Symposium Consenso dos termos ”asma”,
”enfisema” e ”bronquite crônica”
1966 – Burrows e cols. Proposto termo Doença Pulmonar
Obstrutiva Crônica- DPOC
Limitação crônica das vias aéreas
1968 – Hogg e coles. periféricas ( < 2mm) criando conceito
“doença de pequenas vias aéreas”
Blue Bloater Pink Puffer
Atualizações de Definição DPOC (GOLD)
”Doença caracterizada por limitação
crônica ao fluxo aéreo. Geralmente
progressiva, não totalmente reversível e
associada à uma resposta inflamatória
anormal dos pulmões à partículas e gases
nocivos.”
Atualizações da Definição DPOC (GOLD)
DPOC é uma doença comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas
respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo, devido a anormalidades das
vias aéreas e ou alveolares, usualmente causado por exposição a gases e
partículas tóxicas.
Os sintomas mais comuns são: dispnéia, tosse com ou sem produção se secreção.
Muitas vezes os pacientes não valorizam os sintomas
A exposição a tabagismo é o principal fator de risco, mas a queima de biomassa, e
poluição ambiental contribuem. Fatores individuais contribuem com a DPOC.
Fatores genéticos, desenvolvimento anormal do pulmão e envelhecimento precoce
fazem parte.
Exacerbações podem ocorrer na evolução da doença.
Doenças associadas podem aumentar a morbidade e mortalidade
Associação de doenças
Hipertensão Arterial
Doenças Doenças
Hipertensão Pulmonar Pulmonares Cardiovaculares
DAC
Apnéia do Sono Doença vascular periférica
Doença cerebrovascular
DPOC
DRGE
Depressão/ ansiedade
Oteoporose Outros
Anemia Câncer Câncer de pulmão
Obesidade
Insuficiência Renal
História natural da DPOC
Hipersecreção muco
Doença
Pequenas
vias aéreas
Partículas e gases
nocivos
Destruição
parênquima
Fatores individuais
Inflamação Inflamação
Anti-oxidantes Anti-proteinases
Sistêmica
Stress oxidativo Proteinases
Disfunção
Mecanismos de reparo
Autoimunidade HRB Endotelial
Patologia da DPOC
Eur Respir J 2009;33:1165-85
Fisiopatologia DPOC
• DPOC é uma doença inflamatória
crônica das vias aéreas, com aumento
das células inflamatórias (macrófagos,
neutrófilos e linfócitos) e citocinas
(IL-06, IL-08, IL-1 beta, TNF-alfa), que
acentuam a resposta normal do trato
respiratório a irritantes crônicos.
• Resposta inflamatória Crônica
sistêmica
Hipersecreção de muco
Disfunção ciliar
Limitação ao fluxo aéreo
Hiperinsuflação pulmonar
Hipóxia/descondicionamento /desnutrição/ processo sistêmico
DPOC
Pink Puffer
Sinais e sintomas: ”soprador rosado”
Enfisematoso
Principais
Tosse crônica
Produção de
muco
Blue Bloater Dispnéia
”pletórico azul”
Bronquítico
BRONQUITE CRÔNICA
Clinicamente
Tosse produtiva Produção excessiva de muco
pela árvore brônquica
crónica
3 meses por ano
por pelo menos 2 anos
consecutivos
tendo sido excluídas
outras causas
Com ou sem Dispnéia
ENFISEMA
Histologicamente
alargamento Zonas de Hiperinsuflação
permanente dos
espaços aéreos
distais ao
bronquíolo
terminal
acompanhado por
destruição das
suas paredes
sem fibrose óbvia
DIAGNÓSTICO HISTÓRIA CLÍNICA
Anamnese
Sintomas
Tosse
Expectoração
Dispnéia
História de exposição a fatores de risco
ESPIROMETRIA
DIAGNÓSTICO HISTÓRIA CLÍNICA
Tosse
primeiro sintoma a desenvolver-se
normalmente produtiva
de predomínio matutino no início
torna-se progressivamente
presente durante todo o dia
DIAGNÓSTICO HISTÓRIA CLÍNICA
Expectoração
normalmente mucosa e em pequena
quantidade
de predomínio matutino no início, tornando-
se progressivamente presente durante todo
o dia
tosse com expectoração num período ≥3
meses em 2 anos consecutivos – definição
epidemiológica de Bronquite Crônica
alteração na cor (purulenta) ou no volume
da expectoração sugerem exacerbação
infecciosa
DIAGNÓSTICO HISTÓRIA CLÍNICA
Dispnéia
inicialmente ausente
agravada com esforço/agudizações
progressiva e com a evolução do doença
torna-se persistente
devido ao sedentarismo é valorizada apenas
quando compromete atividades do cotidiano,
conduzindo a um atraso no diagnóstico
fator prognóstico
DIAGNÓSTICO HISTÓRIA CLÍNICA
Exame Objetivo
Identificação tabagismo/ fator de risco
frequentemente normal no início da doença
com a progressão da doença - > visitas ao PS
nos estádios mais avançados - > exacerbações e internações
Fatores de Risco DPOC
• Fumaça cigarro (charuto/cachimbo/ narguile/ cigarro eletrônico/maconha)
• Poluição (queima de biomassa)
• Exposição Ocupacional ( carvão/mineração/ agentes químicos)
• Fatores genéticos (deficiência de alfa 1 anti tripsina)
• Idade e sexo (sexo femino e envelhecimento)
• Desenvolvimento e crescimento pulmonar ( baixo peso, prematuridade etc)
• Estado sócio econômico ( relação inversa quanto melhor estado-menos DPOC)
• Asma e hiperreatividade brônquica
• Bronquite crônica ( aumento das crises de exacerbação)
• Infecções ( infecções na infância estão relacionadas redução função pulmonar)
Propedêutica na DPOC
Inspeção
Ausculta Propedêutica Palpação
Percussão
Propedêutica na DPOC
Inspeção
tórax em tonel
dispnéia/taquipnéia
tempo expiratório prolongado
respiração com lábios semicerrados
uso dos músculos respiratórios acessórios
Sinal de Hoover *
* Retração dos espaços intercostais inferiores durante inspiração
Propedêutica na DPOC
Inspecção
cianose central
ingurgitamento jugular
edema dos membros inferiores
emagrecimento/caquexia
Propedêutica na DPOC
Percussão pulmonar Auscultação pulmonar
Hipersonoridade Sibilos, sobretudo na expiração forçada
Tempo expiratório prolongado
Diminuição global do MV
Palpação
Roncos/Crepitações inspiratórias
Expansibilidade reduzida
FTV reduzido
Auscultação cardíaca
Bordo hépatico palpável
Sinais de cor pulmonale
Deslocamento devido à hiperinsuflação
Hepatomegália devido a cor pulmonale Hipofonese de bulhas cardíacas
Propedêutica na DPOC
Rx de Tórax
Alterações radiológicas
espessamento da parede brônquica Bronquite Crónica
hipertransparência pulmonar
retificação do diafragma
Enfisema
verticalização da sombra cardíaca
aumento diâmetro AP
aumento dos espaços intercostais
Geralmente só são visíveis numa fase mais avançada da doença
Útil na exclusão de outras patologias
neoplasia, tuberculose, doença intersticial pulmonar, insuficiência cardíaca
Propedêutica na DPOC
Rx de Tórax
Pôstero anterior (PA) Perfil
Propedêutica na DPOC
TC de Tórax
Maior sensibilidade e
especificidade que RX
Não é necessário na
rotina
Útil no diagnóstico
diferencial quando
existem dúvidas no
diagnóstico de DPOC
Necessário na
programação cirúrgica
Propedêutica na DPOC
TC de Tórax
Centrolobular Parasseptal Panlobular
enfisema central, comum no enfisema periférico, Destruição uniforme dos
tabagista, predomina nos lobos comum no tabagista, lóbulos pulmonares, pode estar
superiores geralmente adjacente aos adjacente a pleura, predomina assoaciado a deficiência de alfa 1
vasos pulmonares sem paredes definidas. em LLSS podendo ter paredes anti tripsina
definidas
Diagnóstico DPOC
Sintomas
Tosse
Fatores de
Risco Espirometria
Tabagismo Pós-broncodilatador de
Falta de ar FEV1/CVF<0,7 (índice de
Exposição
ambiental Tiffeneau) caracteriza
Secreção Genética presença de obstrução
Outros exames – RX de Tórax/ Gasometria arterial
Diagnóstico DPOC
Sintomas
Tosse
Fatores de
Risco Espirometria
Tabagismo Pós-broncodilatador de
Falta de ar FEV1/CVF<0,7 (índice de
Exposição
ambiental Tiffeneau) caracteriza
Secreção Genética presença de obstrução
OBS: Se tiver obstrução sem sintomas não é DPOC
Classificação GOLD 2017
Espirometria GOLD Classificação
VEF1 > 80% GOLD 1 Leve
VEF1 >50% e
VEF1/CVF < 0,7 GOLD 2 Moderado
<
80%
VEF1 < 50% e >
GOLD 3 Grave
30%
VEF1<30% GOLD 4 Muito
Grave
Diagnóstico DPOC Espirometria
Diagnóstico DPOC Espirometria
Diagnóstico DPOC Espirometria
1º Passo – identificacão/ nome/ idade / sexo
Diagnóstico DPOC Espirometria
2º Passo Padrão das Curvas – normal/ obstrutivo/ restritivo ou não sei
º
as s o / CV
P F1
F
Diagnóstico DPOC Espirometria
3 VE
ção
la
Re
3º Passo Relação VEF1/ CVF – normal/ reduzida = Obstrução
º
as s o / CV
P F1
F
Diagnóstico DPOC Espirometria
3 VE
ção
la
Re
3º Passo Distúrbio Ventilatório Obstrutivo
º
as s o VF
P C
Diagnóstico DPOC Espirometria
4 liar
a
Av
4º Passo Avaliar CVF – normal/ reduzida
º
as s o VF
P C
Diagnóstico DPOC Espirometria
4 liar
a
Av
4º Passo Distúrbio Ventilatório Obstrutivo com CVF – normal
º
a
P V
sso EF1 Diagnóstico DPOC Espirometria
5 iar
v al
A
5º Passo Distúrbio Ventilatório Obstrutivo leve (com CVF – normal)
Sem resposta após uso de broncodilatador
Glória a Deusxxxx
Classificação GOLD 2017
Espirometria GOLD Classificação
VEF1 > 80% GOLD 1 Leve
VEF1 >50% e
VEF1/CVF < 0,7 GOLD 2 Moderado
<
80%
VEF1 < 50% e >
Obstrução 30%
GOLD 3 Grave
VEF1<30% GOLD 4 Muito
Grave
Mas existe uma fraca correlação entre VEF1, sintomas e o estado de
incapacidade física do paciente → heterogenidade DPOC
“Heterogenidade dos pacientes DPOC”
PT # 1 PT # 3
58 a 69 a
VEF1 : 28 % VEF1: 35%
MRC: 2/4 1 2 3 4 MRC: 3/4
PaO2: 70 mmHg PaO2: 66
TC 6M : 540 mt mmHg
IMC : 30 TC 6M: 230 m
BODE: 3 IMC: 34
BODE: 7
PT # 2
PT # 4
62 a
72 a
VEF1 : 33%
VEF1 : 34%
MRC: 2/4
MRC: 4/4
PaO2: 57 mmHg
PaO2: 60 mmHg
TC 6M : 400 m
TC 6M : 154 m
IMC : 21
IMC : 24
BODE: 6
VEF1 < 35% BODE: 9
Courtesy of Claudia Cote, M.D.
Classificação de Risco da DPOC
Espirometria
- Diagnóstico
Sintomas • mMRC
• CAT
Exacerbações • Ano anterior
• Internação
GOLD 2014
O estádio da DPOC é utilizado com os sintomas e o risco de
exacerbações para uma avaliação mais ampla da gravidade da doença
Índice do mMRC
0 -Dispnéia somente ao realizar exercício intenso
1 - Dispneia ao subir escadas ou ladeira ou andar
apressadamente no plano
2 - Dispnéia no próprio passo no plano ou dificuldade
para acompanhar o passo de outra pessoa da mesma idade
3 - Dispnéia no plano em menos de 100m ou após
alguns minutos
4 - Muito dispneico para sair de casa ou dispneia para se
vestir ou se despir
CAT
Portuguese-Português - COPD Assessment Test
[Link]/english/index_Portugal.htm
Classificação de Risco da DPOC
Espirometria classifica o grau de obstrução.
Sintomas e exacerbações compõe o grau de
intensidade clinica, que orienta o tratamento
• A – poucos sintomas, sem exacerbação
• B – muitos sintomas, sem exacerbação
• C – Poucos sintomas , com exacerbação
• D – Muitos sintomas, com exacerbação
(mais um passo para uma medicina
personalizada)
Como Classificar?
Confirme Avalie sintomas e presença de
Avalie o grau Classificação
Obstrução de obstrução exacerbações ultimo ano
espirométric
Espirometri
a
a
Pós-BD História de
VEF1 > 80%
GOLD 1
Exacerbações
VEF1/CVF
< 0,7
VEF1Ryan G et al. Decline VEF1 >50% e < ≥ 2/ano , ou
in lung function and
mortality: the Busselton
80%
GOLD 2
1 C D
Health Study. J Epidemiol internação
A B
Community Health.
1999;53(4):230–4. VEF1 < 50% e 0 ou 1,sem
> 30% GOLD 3 internação
Stavem K et al. Lung
function, smoking and
mortality in a 26-year follow-
up of healthy middle-aged
mMR mMR
males. Eur Respir J. VEF1 < 30% GOLD 4 C 0-1 C≥2
2005;25(4):618–25
CAT < 10 CAT≥ 10
Sintomas
Classificação GOLD 2017
Sintomas+
Espirometria GOLD
Exacerbaçã
o
VEF1 > 80% GOLD 1 A,B,C,D
VEF1 >50% e
VEF1/CVF < 0,7 GOLD 2 A,B,C,D
<
80%
VEF1 < 50% e >
GOLD 3 A,B,C,D
30%
VEF1 < 30% GOLD 4 A,B,C,D
A classificação de A-D tem implicação na escolha terapêutica e prognóstica, já que
exacerbações estão associadas a perda mais acelerada da função pulmonar e pior prognóstico
A presença de sintomas acentuados também sugerem a existência de comorbidades graves
Outros Exames
• Radiografia, afasta outros diagnósticos
Imagem • TC – suspeita de bronquiectasias e
câncer de pulmão
Volumes pulmonares e • Estudar discrepância entre sintomas e
capacidade de difusão espirometria
Oximetria e gasometria • Avaliar necessidade de suplementar oxigênio
arterial • Se SpO2 ≤ 92% a gasometria é necessária
Testes de exercício e • Avaliar estado de saúde, serve como
atividade física. preditor de mortalidade
Escores compostos
• Preditores de sobrevida
–
BODE
Como tratar:
Educação Vacinação Broncodilatador Antiinflamatórios
Reabilitação Exercício físico Antiinfluenza Tipo inalador Inalatórios
Retirada fator de
Auto manejo Antipneumococic Classe de ação Oral
risco
a
Tempo de ação
Educação
• reduz falta de ar, melhora Estado de
Reabilitação: saúde e tolerância ao exercício. (A)
• Reduz exacerbações. (B)
Exercícios físicos • Estimular programas de exercícios regulares
Auto-manejo – • Reduz exacerbações e hospitalizações. (B)
contato
com equipe
• Parar tabagismo.(A)
Retirada do fator de • Retirar poluição ocupacional.(A)
risco
Vacinação
Vacina anti-influenza
Anualmente para reduzir risco de infecções graves
Vacina anti-pneumocócica
Recomendado para todos ≧ 65 anos
Pneumo 23 reduz PAC < 65 anos com comorbidades e VEF1 <40%
Pneumo 13 reduz: > 65 anos reduz Bacteremia e Doença
pneumocócica invasiva
Tratamento da DPOC GOLD 2017
Objetivos do tratamento
Reduzir sintomas Reduzir risco futuro
Melhorar Melhorar Redução da
Redução queda da Redução das Redução da
capacidade qualidade de exacerbações
dispnéia função mortalidade
exercício vida pulmonar
A gravidade da limitação do fluxo aéreo fornece um guia geral para o uso de alguns tratamentos, mas a
escolha da terapia é determinada predominantemente pelos sintomas do paciente e da apresentação clínica.
LEGENDA DE MEDICAMENTOS
• SABA – Beta-agonista de curta duração
• SAMA – Anti-colinérgico de curta duração
• LABA – Beta-Agonista de longa duração
• LAMA- Anti-colinérgico de longa duração
• ICS – Corticosteroides inalatórios.
• PDE-4 inib.- Inibidores fosfodiasterase 4
Broncodilatador
Pedra básica do tratamento, reduzindo e LABA + LAMA melhora sintomas,
prevenindo sintomas, quando usado exacerbações e melhoram a função
regularmente.(A) pulmonar e estado de saúde. (A)
LABA+LAMA reduz sintomas e
Os BD de curta duração (SAMA e SABA)
exacerbações, melhora o VEF1 quando
usadas em resgate melhoram o VEF1 e
comparados a monoterapia ou
sintomas. (A) associação
LABA+CI. (B)
A combinação de
SAMA+SABA é superior LAMA são melhores que LABA e LABA+CI
aos componentes isolados. (A) em reduzir exacerbações (B)
Escolha do Inalador
A via inalatória é a preferida.
A técnica de uso deve ser ensinada e observado
o treino do uso.
A escolha do inalador deve ser personalizada,
observar custos, técnica de uso e habilidade do paciente.
O uso correto e aderência ao tratamento deve
ser observado nas visitas de controle
Conduta na DPOC estável:
• Nenhuma das medicações existentes para o
tratamento da DPOC se mostrou capaz de modificar
o declínio da função pulmonar a longo prazo, que é
a característica fundamental da doença (Evidência
A).
• No entanto, o tratamento farmacológico da DPOC é
utilizado para reduzir os sintomas e/ou as
complicações, melhorar o nível de saúde e a
tolerância ao exercício.
Conduta na DPOC estável:
• A via inalatória deve ser a preferida.
• Os principais tratamentos broncodilatadores são:
– Beta2 agonistas,
– Anticolinérgicos
– Metilxantinas
– Corticóides
Broncodilatores em DPOC
estável
• Beta2 agonistas
• ação principal do β2-agonista é de relaxar o músculo liso das vias
aéreas por estímulo dos receptores β2-adrenérgicos, o que
aumenta o AMP cíclico e produz antagonismo funcional à
broncoconstrição.
• São classificados como:
– Curta duração ( < 6 horas salbutamol, fenoterol, terbutalina)
– Longa duração ( > 12 horas salmeterol, formoterol, vilanterol, indacaterol)
Broncodilatores em DPOC
estável
• Indicações: podem ser usados como monoterapia de alívio ou em associação
com anticolinérgicos de curta duração
• Efeitos colaterais: palpitações, tremores de extremidades, hipocalemia e
alteração do sono, essa última associada aos BD de longa
• Contra indicações: sem contra indicação absoluta, devendo ser usado com
cautela em pacientes com história dea taquiarritmia e DAC
Broncodilatores em DPOC
estável
• Anticolinérgicos
• ação se dá pelo bloqueio dos receptores colinérgicos muscarínicos. Existem 5 tipos
de receptores, sendo que 3 deles estão nas vias aéreas (M1, M2 e M3). O M1
localizado no gânglio parassimpático , facilita a neurotransmissão colinérgica,
estimulando, assim, a broncoconstrição. Os receptores M3, encontrados na
musculatua lisa e nas glândulas das vias aéreas induzem aumento do tônus
broncomotor e maior produção de muco.
• São classificados como:
– Curta duração ( < 6 horas ipratrópio)
– Longa duração ( > 12 horas tiotrópio)
Broncodilatores em DPOC
estável
• Indicações: podem ser usados como monoterapia de alívio ou em associação
com beta 2 agonista de curta duração
• Efeitos colaterais: boca seca, hálito metálico e fechamento do ângulo no
glaucoma; broncoconstrição paradoxal em alguns asmáticos
• Contra indicações: sem contra indicação absoluta, devendo ser usado com
cautela em pacientes com prostatismo, obstrução do colo vesical e glaucoma.
Broncodilatores em DPOC
estável
• Os broncodilatores são prescritos com base nas
necessidades, ou de forma regular, a fim de prevenirem
ou reduzirem os sintomas.
• Os broncodilatadores de ação prolongada são mais
convenientes, e podem serem utilizados para casos
mais avançados
• Em comparação com o aumento da dosagem de um
único broncodilatador, a combinação de
broncodilatores pode melhorar a eficácia e reduzir o
risco de efeitos colaterais.
Broncodilatores em DPOC
estável
Broncodilatores em DPOC
estável
• Metilxantinas
• Bloqueadores inespecíficos da fosfodiesterase, levando a um
aumento do AMP cíclico na musculatura lisa das vias aéreas. Outro
mecanismo de melhora, além da broncodilatação , seria uma possível
ação ergogênica sobre a musculatura respiratória e periférica
• Cuidado pois pode existir interação com outras substâncias,
existem algumas situações clínicas que reduzem a depuração
hepática aumentando o risco de toxicidade (idade avançada,
hipoxemia, acidose, ICC, cirrose hepática e viroses)
Broncodilatores em DPOC
estável
Metilxantinas
Aminofilina 100-200mg 12-15mg/Kg/dia 8 hs
Teofilina 100, 200, 300mg 15-20mg/Kg/dia 12 hs
Bamifilina 300 e 600mg 600 a 600mg 12hs
• Indicações: baixa margem terapêutica(relação dose broncodilatadora/dose
tóxica) relegou esta classe a um papel secundário na terapêutica atual da DPOC
• Efeitos colaterais: taquiarritmias, náuseas, vômito, cefaléia, insônia, pirose, azia,
convulsões do tipo grande mal
• Contra indicações: devendo ser evitado em pacientes com arritmias atriais ou
ventriculares, além de história de convulsões e intolerância gástrica
Antiinflamatórios
• Combinado ao LABA; exacerbação, função e [Link]úde. (A)
CI • Aumenta risco de Pneumonia (graves). (A)
• LABA+CI+LAMA: exacerbação, sintomas, função e [Link]úde.
(B)
• Reduz exacerbações e melhora função pulmonar
IPDE4 • Pacientes com bronquite crônica e de grau grave e
exacerbações
• Associado a LABA+CI (B)
Azitromicina
• Reduz exacerbação (A) Baixa resposta em fumantes.
Eritromicina • Aumenta risco de surdez (B) , Aumenta resistência a
macrolídeo. (A)
NAC –
Carbocist • Reduz exacerbações. (B)
eina
Broncodilatores em DPOC
estável
• Indicações uso de CI na DPOC:
– pacientes exacerbadores sem resposta satisfatória com uso de LABA + LAMA;
– DPOC associada a Asma e
– fenótipo exacerbador com eosinofilia periférica (>3%)
• Efeitos colaterais: sensação de irritação garganta, rouquidão, disfonia, candidíase
orofaríngea, hematomas, risco de PNM, reducão cortisol basal e densidade
mineral osséa,
Broncodilatores em DPOC
estável
Tratamento Grupo A
Independe do grau de obstrução
• Poucos sintomas, sem exacerbação
Melhorou Continue
Broncodilatador
Tentar outra
Não melhorou classe de BD
Maior facilidade de
obtenção
Qual escolher?
Maior facilidade de
uso
Grupo B
Independe do grau de obstrução
Sintomas importantes, sem exacerbação
Não existe evidência para escolha da classe de BD, a
escolha depende da percepção do paciente de melhora dos
sintomas.
Se o uso de um BD não obteve resposta associar
LABA+LAMA pode ser melhor.
Observar e tratar as comorbidades
Grupo B
Independe do grau
de obstrução
LABA ou LAMA
Sintomas persistentes
LAMA + LABA
Grupo C
Independe do grau
de
Poucos sintomas
obstrução
• LAMA ou LABA
– LAMA > LABA reduzir exacerbações
Exacerbações
• LAMA+LABA se sintomas persistem
– LABA +CI *Risco de Pneumonia (segunda opção)
Exacerbação posterior
LAMA LAMA + LABA
LABA + CI
Muitos sintomas Grupo D
≥ 2 Exacerbações
Iniciar terapia com LAMA+LABA
Superior a monoterapia Se apenas monoterapia- escolha LAMA
Casos selecionados pode ser iniciado LABA+CI
Asma. Eosinofilia parece ser um indicador do uso Pacientes graves tem maior possibilidade de pneumonia
Caso exacerbações continuem, iniciar tríplice terapia
Estudos iniciais indicam melhor resposta
Não respondeu a tríplice terapia: acrescentar
Parar o CI devido ao risco de
Roflumilaste Macrolídeos NAC e Carbocisteina pneumonia.
Grupo D
Considere : Roflumilast PARE CI Considere : Macrolídeo
VEF1 < 50% e Bronquite Risco de Apenas em ex-tabagista
Pneumonia
crônica
Exacerbação
persiste
LAMA+LABA+CI Exacerbação
Persiste
sintomas
Exacerbação
Persiste
sintomas
LAMA LAMA+LABA LABA+CI
Asma
Eosinofi
lia
Broncodilatores em DPOC
estável
LABA: β2-agonista de longa duração; LAMA: anticolinérgico de longa duração; mMRC: escala de dispneia do Medical
Research Council modi cada; CAT: Teste de Avaliação da DPOC; VEF1%: VEF1 em % do predito; BD: broncodilatador; CI:
corticoide inalatório; e NAC: N-acetilcisteína
Tratamento da DPOC estável:
• O tratamento crônico com corticóides sistêmicos deve ser
evitado devido a uma relação risco-efetividade
desfavorável (Evidência A ).
Todos os pacientes com DPOC se beneficiam de programas
de treinamento físico, melhorando a tolerância ao
exercício, os sintomas de fadiga e dispnéia (Evidência A ).
Outras medicações
Antitussígenos: não existe evidencia. (C)
Vasodilatadores: podem agravar a hipoxemia.(B)
HAP
Reposição de alfa1- antitripsina
reduz progressão do enfisema. (B)
Tratamento da DPOC estável:
• Pelo menos 15-18 horas por dia
• Tem por objetivo manter SaO2>90%
– Durante o exercício, o repouso e o sono
• Deve ser feita reavaliação da quantidade de O2 30-90
dias após exacerbação
• Geralmente introduzido em doentes com DPOC muito
grave – estádio IV que apresentam:
– PaO2<55mmHg ou SaO2<88% em repouso com ou sem
hipercapnia
– PaO2=55-60 mmHg com evidência de cor pulmonal e
policitemia
Tratamento intervencionista
Cirurgia e Endoscópico
• Melhora sobrevida em casos com enfisema
Cirurgia redutora em lobos superiores e baixa resposta a
reabilitação. (A)
• Casos selecionados, melhora função,
Bulectomia sintomas e exercício. (B)
Transplante de • Pacientes grau muito grave, melhora
pulmão sobrevida e capacidade funcional. (C)
• Casos selecionados com enfisema, melhora
Broncoscópico sintomas, estado de saúde e função
pulmonar. Valvulas e “Coils”. (B)
GOLD Relatório do Painel de Estudo
Quatro componentes da conduta na DPOC
1. Avaliação e monitorização da
doença
2. Redução dos fatores de risco
3. Conduta na DPOC estável
Educação
Farmacológica
Não - farmacológica
4. Conduta nas exacerbações
Conduta nas exacerbações DPOC
• A Exacerbação é um evento no curso natural da doença,
caracterizada por sustentada piora dos sintomas
respiratórios habituais do paciente além das variações
normais do dia a dia e que resulta na necessidade de alterar
a medicação regular do paciente.
• Anthonisen et [Link] como E-DPOC a presença de pelo
menos duas das seguintes alterações:
– aumento da dispnéia,
– aumento da expectoração e
– aumento da purulência do escarro.
Conduta nas exacerbações DPOC
• As causas mais comuns de uma exacerbação são
a infecção das vias aéreas e a poluição do ar; no
entanto, a causa de um terço dos casos das
exacerbações graves não pode ser identificada.
Conduta nas exacerbações DPOC
ANTIBIÓTICO na presença de:
- Aumento do volume do catarro
- Aumento da intensidade da falta de ar
- Mudança de coloração do catarro para purulento
BRONCODILATADOR INALATÓRIO
- Iniciar ou aumentar frequência da “bombinha”
CORTICÓIDE
- Prednisona ou equivalente oral
SUPORTE
- Oxigênio/ Suporte Ventilatório/Fisioterapia
Nutrição/ Condições associadas
Oxigênio para manter SpO2 > 90%
Conduta nas exacerbações DPOC
Ventilação Mecânica Não Invasiva
• Considerado o tratamento de primeira linha na DPOC.
Está associado com a melhora dos seguintes desfechos clínicos:
↓ da PaCO2 com consequente melhora do pH sérico;
Melhora dos sintomas decorrentes da fadiga muscular;
↓ do tempo de internação;
↓ da necessidade de intubação orotraqueal;
↓ das complicações e da mortalidade hospitalar.
Conduta nas exacerbações DPOC
Uso da Ventilação não invasiva
Conduta nas exacerbações DPOC
Uso da Ventilação invasiva (VI)
Conclusão
O projeto “GOLD” tem proporcionado um aumento do
conhecimento sobre a DPOC.
A DPOC permanece, apesar disto, desconhecida e sub-
diagnosticada.
A morbidade e mortalidade, associado ao envelhecimento
da população, continua elevada.
Maior divulgação sobre esta doença é necessária.
Novos documentos poderão via a modificar as orientações
atuais.
[Link]
Muito Obrigado