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Lei de Bases do Sistema Financeiro CV

A Lei n.º 61/VIII/2014 estabelece um marco regulatório para o sistema financeiro de Cabo Verde, visando garantir segurança, estabilidade e eficiência. A legislação abrange instituições financeiras e auxiliares, promovendo a confiança e a proteção dos participantes do mercado, além de prever mecanismos de resolução de conflitos e sanções para infrações. Com a supervisão do Banco de Cabo Verde, a lei busca alinhar o sistema financeiro às melhores práticas internacionais, contribuindo para o crescimento econômico sustentável do país.

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Lei de Bases do Sistema Financeiro CV

A Lei n.º 61/VIII/2014 estabelece um marco regulatório para o sistema financeiro de Cabo Verde, visando garantir segurança, estabilidade e eficiência. A legislação abrange instituições financeiras e auxiliares, promovendo a confiança e a proteção dos participantes do mercado, além de prever mecanismos de resolução de conflitos e sanções para infrações. Com a supervisão do Banco de Cabo Verde, a lei busca alinhar o sistema financeiro às melhores práticas internacionais, contribuindo para o crescimento econômico sustentável do país.

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A LEI DE BASE DO SISTEMA FINANCEIRO EM

CABO VERDE:

LEI NO 61/VIII/2014

DISCIPLINA DE FINANÇAS PÚBLICAS E DIREITO


FINANCEIRO

DOCENTE: MARCELINA CRUZ


DISCENTE: ALEINA SPENCER, LISIANE LUZ E SIVIANA MELO
INTRODUÇÃO
O presente trabalho realizado no âmbito da disciplina de Ciência das Finanças
Públicas e Direito Financeiro, sob orientação da Professora Marcelina Cruz.
Tema: Análise da Lei de Bases do Sistema Financeiro de Cabo Verde – Lei nº
61/VIII/2014
Objetivos: Compreender o papel da Lei nº 61/VIII/2014 no desenvolvimento
económico de Cabo Verde.
 Analisar os princípios, agentes, instituições e mecanismos reguladores do
sistema financeiro.
 Avaliar como a legislação promove a estabilidade, segurança e eficiência no
setor.
Importância do Tema:
 A lei estabelece um quadro normativo robusto, assegurando a confiança no
sistema financeiro e a proteção dos seus participantes.
CAPÍTULO I – ENQUADRAMENTO GERAL OBJETO E
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DA LEI N.º 61/VIII/2014

Objeto da Lei (Art.º 1):Define as bases, princípios orientadores e o quadro normativo


do sistema financeiro cabo-verdiano.
Objetivo: Garantir um sistema seguro, estável e eficiente, que promova o crescimento
económico.
Âmbito de Aplicação (Art.º 3)
Aplica-se a : Instituições financeiras (bancos, seguradoras, sociedades de investimento,
gestoras de fundos de pensões, etc.)
 Instituições auxiliares (mediadores financeiros, auditores, sociedades de notação de
risco, etc.
 Residentes não financeiros envolvidos em operações ou contratos financeiros em
Cabo Verde.
PRINCÍPIOS ORIENTADORES DO SISTEMA FINANCEIRO
LEI N.º 61/VIII/2014 – ARTIGOS 4.º Á 6.º

Três Pilares Fundamentais (Art.º 4):


 Confiança – Segurança nas operações financeiras.
 Solidez – Instituições com capitalização adequada.
 Estabilidade – Supervisão pelo BCV e AGMVM.

Concorrência (Art.º 5):


 Garantia de um ambiente de sã concorrência, com regras equitativas para todas
as instituições.

Adequação de Fundos Próprios (Art.º 6):


 Instituições devem manter fundos próprios compatíveis com os riscos,
assegurando a solvência.
CAPÍTULO II: REGULAÇÃO E SUPERVISÃO DO SISTEMA
FINANCEIRO

Base Legal: Artigo 9.º da Lei n.º 61/VIII/2014


 Regulação em conformidade com a Constituição da República de
Cabo Verde
 Intervenção das autoridades competentes, nos termos da lei

Autoridades de Regulação : Governo – Define políticas financeiras


(Art. 14.º)
 Banco de Cabo Verde (BCV) – Principal regulador e supervisor com
autonomia normativa e fiscalizadora (Art. 15.º)
 Auditoria Geral do Mercado de Valores Mobiliários – Supervisiona o
mercado de valores (Art. 16.º)
Objetivos da Regulação (Art. 11.º)
 Estabilidade Financeira
 Prevenção de Riscos Sistémicos
 Proteção de Consumidores e Investidores
 Combate à Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo

Instrumentos de Regulação e Supervisão


 Normas Regulamentares do BCV (Art. 17.º) – Publicadas no
Boletim Oficial
 Decisões do BCV (Art. 18.º) – Atos administrativos sujeitos a
impugnação judicial
CAPÍTULO III: INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Autorização e Atividade (Art. 20.º a 24.º)


 Apenas instituições devidamente habilitadas podem exercer
atividades financeiras
 Autorização obrigatória do Banco de Cabo Verde (BCV)
 Requisitos: Fundos próprios mínimos, Boa governança, Métodos de
gestão adequados

Princípio da Exclusividade (Art. 27.º)


 Só instituições financeiras podem exercer, a título profissional, as
atividades listadas no Art. 20.º, nº 2
 A atividade bancária (receção de depósitos) é exclusiva dos bancos
Outras instituições só atuam se autorizadas
Deveres das Instituições Financeiras
 Controlo Interno (Art. 29.º):Sistemas adequados sob responsabilidade
da administração
 Sigilo Bancário (Art. 32.º):Proteção de dados e identidade dos
clientes
 Confiança e Ética (Art. 35.º):Evitar conflitos de interesse e proteger
relações com clientes
CAPÍTULO IV: MERCADOS FINANCEIROS E SISTEMAS DE
GARANTIA

Supervisão dos Mercados (Art. 46.º e 47.º)


 Mercados sujeitos à regulação e supervisão
 Mercados regulamentados:
a) Mercado Monetário Interbancário
b) Mercado Interbancário de Valores Mobiliários
c) Mercado Cambial
d) Mercado de Títulos de Dívida Pública
e) Bolsas de Valores
Regulação a cargo do BCV e do Código do Mercado de Valores Mobiliários
Transformação de Mercados (Art. 48.º)
O BCV pode transformar mercados não regulamentados em mercados
organizados, com o objetivo de:
 Assegurar a estabilidade financeira
 Prevenir práticas irregulares
 Garantir segurança nas transações

Sistemas de Garantia (Art. 51.º a 54.º)


 Proteção de investidores e depositantes
 Cobre perdas patrimoniais causadas por crises financeiras
 Financiado pelas próprias instituições financeiras
 Indemnizações asseguradas em caso de insolvência, dentro dos
limites definidos
CAPÍTULO V: RESOLUÇÃO DE CONFLITOS MECANISMOS
DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS – LEI N.º 61/VIII/2014

Mediação Voluntária (Art. 58.º):


 Serviço gratuito e imparcial oferecido pelo BCV
 Destinado a conflitos entre instituições financeiras e clientes
 Mediadores podem propor soluções ou formalizar acordos
extrajudiciais

Arbitragem Voluntária (Art. 57.º)


 Aplicada a conflitos civis no setor financeiro
 BCV presta apoio técnico no processo arbitral
Sanções (Art. 61.º a 64.º)
O BCV pode aplicar sanções:
 Advertências
 Coimas
 Suspensões
 Encerramento de atividades

Distribuição das multas:


 80% para o Sistema de Garantia
 20% para o BCV

Estas medidas reforçam a integridade do sistema financeiro,


protegendo tanto instituições como clientes.
CONCLUSÃO
A Lei n. 61/VIII/2014 constitui um marco regulatório essencial para o sistema
financeiro cabo-verdiano, estabelecendo um conjunto de normas e princípios
que visam assegurar a sua solidez, estabilidade e eficiência. Ao definir o
âmbito de aplicação, a lei abrange não apenas as instituições financeiras e
auxiliares, mas também as operações realizadas no território nacional,
garantindo que todas as atividades estejam sujeitas a um quadro jurídico claro
e supervisionado. Os princípios orientadores – confiança, solidez, estabilidade,
concorrência e adequação de fundos próprios – servem como pilares
fundamentais para um sistema financeiro seguro e resiliente. A regulação e
supervisão, exercidas principalmente pelo Banco de Cabo Verde (BCV) e pela
Auditoria Geral do Mercado de Valores Mobiliários (AGMVM), reforçam a
proteção dos investidores e a prevenção de riscos sistémicos, contribuindo para
a credibilidade do mercado.
Além disso, a lei estabelece mecanismos de proteção, como os
sistemas de garantia para depositantes e investidores, e prevê formas
eficazes de resolução de conflitos, incluindo mediação e arbitragem,
assegurando que as disputas sejam resolvidas de forma célere e
imparcial. As sanções aplicáveis às infrações reforçam o
cumprimento das normas, garantindo a integridade do sistema. Em
síntese, a Lei n.o 61/VIII/2014 reflete o compromisso de Cabo Verde
em promover um sistema financeiro moderno, transparente e seguro,
alinhado com as melhores práticas internacionais. Ao proporcionar
um ambiente regulado e estável, a lei não só protege os participantes
do mercado, mas também fortalece a confiança no sistema financeiro
nacional, favorecendo o crescimento económico sustentável do país.

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