ARTE ROCOCÓ
SÉCULO XVIII
a paixão pelo pormenor
O Rococó é o estilo que predomina nas artes européias durante o século
XVIII, mas precisamente entre 1710 e 1780.
É eminentemente francês, a começar pela denominação, que surgiu da
palavra francesa rocaille (concha), elemento na época muito usado e
estilizado pelos decoradores.
É chamado de estilo Luís XV, e chega ao Brasil com o nome [Link]ão V.
Mesa console esculpida em carvalho sólido com
tampo de mármore. Meados do século XVIII.
Trata-se de natural desenvolvimento do Barroco, porém, enquanto no século XVII este traduzira sua
energia, o Rococó expressou, no seu delicado decorativismo o espírito da aristocracia palaciana,
ociosa e parasitária.
Estendeu-se a alguns países da Europa, sobretudo à Áustria e à Alemanha. E vários exemplos são
encontrados na Rússia, Espanha e Portugal.
O Palácio Real de Queluz (também chamado de Palácio Nacional)
localizado no distrito de Lisboa, Portugal, 1747.
Houve uma verdadeira revolução nos costumes palacianos que
influenciaram hábitos do cidadão, usuais até os dias de hoje e por
todo o mundo ocidental, como regras de decoro, conforto e etiqueta.
Valorização das formas sinuosas e
relativa assimetria. Elementos
decorativos realizados em estuque ou
madeira, sobre fundos claros.
Palácio de Charlottenburg, Berlim, Alemanha.
Escrivaninha de Jean-François Oeben, 1775.
O marceneiro que fez inúmeros móveis para a
Mme. de Pompadour.
Sala das Porcelanas, Palácio de Charlottenburg, Berlim, Alemanha.
Dominikus Zimmermann (1685-1766),
Igreja de Wies, Steingaden, Bavária, Alemanha.
Pintura
O claro-escuro e as cores intensas do Barroco foram substituídas
por pinceladas rápidas, leves e curtas, desenho decorativo,
tonalidades claras e luminosas em que predominam os rosas, azuis,
verdes e lilases.
Transformou-se os ornamentos, tornando-os mais leves e com uma
tendência para as formas assimétricas, menos excessivas e mais
graciosas.
Os temas são frívolos, mundanos e galantes. São cenas de boudoir,
de alcova, de salão ou de parques e jardins, resumindo, o cotidiano
da aristocracia ociosa.
ANTOINE WATTEAU (1684-1721)
Primeiro pintor do período, as suas
paisagens campestres bucólicas
são palco de festas, encontros e
representações teatrais onde a
sua pincelada livre representa os
prazeres cotidianos da sociedade.
Esteve associado a representação
de uma grande variedade de trajes
que fizeram a moda do inicio do
século XVIII.
Antoine Watteau, O Jogo do Amor, 1720
FRANÇOIS BOUCHER (1703-1770)
Pintor francês, conhecido por suas cenas pastorais e mitológicas, cujo trabalho
personifica a frivolidade e a sensibilidade do estilo rococó. Ele criou centenas de
pinturas, painéis de boudoir, desenhos de tapete de parede, desenhos de teatro e
ilustrações de livros.
Em 1765 ele foi feito o primeiro pintor do rei, o diretor da Academia Real, e
desenhista dos Trabalhos de Porcelana Reais. O seu êxito foi estimulado por sua
patronesse, Marquesa de Pompadour, amante de Louis XV.
Seus retratos delicados e alegres de divindades clássicas e pastoras franceses
bem vestidas encantaram o público, que o considerou o pintor da moda na sua
época.
François Boucher,
Pastoral,
1761
François Boucher,
Cristo e João Batista como Crianças,
1758
François Boucher, Diana saindo do Banho, 1742.
JEAN-HONORÉ FRAGONARD (1732-1806)
Foi um dos discípulos mais notáveis de
Boucher. Foi um dos últimos expoentes
do período rococó, caracterizado por
uma arte alegre e sensual, e devido a
sua sensibilidade na representação da
luz, foi considerado um precursor do
impressionismo.
Fragonard, O Beijo Furtivo, 1780
Jean Honoré Fragonard,
O Balanço, 1767. 81 × 64 cm.
Fragonard, A leitora, c.1770. 82 × 65 cm, National Gallery of Art Washington.
MAURICE QUENTIN DE LA TOUR
Em 1737 começou a expor retratos com
grande sucesso no Salão de Paris,
mostrando seus modelos com graça e
vivacidade.
Em 1746 foi aceito na Académie royale
de peinture et de sculpture, sendo
promovido a conselheiro em 1751. Um
ano antes fora indicado retratista do rei,
mantendo essa posição até 1773,
quando sofreu um colapso mental,
forçando sua retirada da cena.
De La Tour, Retrato do Rei Louis XV, 1748.
MARQUESA DE POMPADOUR (1721-1764)
Jeanne-Antoinette Poisson, mais conhecida como
Madame de Pompadour, filha de um rico e
influente mercador, foi criada e educada para ser
amante do rei Luís XV. Tornou-se amante real e
chegou a conselheira do rei, tornando-se uma das
mulheres mais poderosas da França.
Teve influência em todo o espectro artístico e político
da época, inclusive com os líderes do Iluminismo Jean-Marc NATTIER,
Retrato da Madame de Pompadour ,
francês: Voltaire, Rousseau e Diderot. 1748.
François Boucher,
retrato de Madame de Pompadour, 1750.
212 × 164 cm.
Maurice-Quentin Delatour, La Marquise de Pompadour
1755.
François Boucher,
Retrato da Madame de Pompadour , 1758
Prof. Flávio Bragança