CURSO BACHARELADO EM ENFERMAGEM
Érica da Silva Santos
Manuseios da Enfermagem na Assistência
a Doença Hipertensiva Específica da
Gestação Durante o Pré-natal
Orientador: Enf. Esp. MALLONY COSTA DE JESUS
Dom Eliseu – PA
2025
INTRODUÇÃO
A Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG) é caracterizada pelo aumento
da Pressão Arterial (PA) após a 20ª semana de gestação (Coutinho et al., 2023).
Hipertensão
Gestacional
Pré-
DHEG
Pós 20ª semana
Eclâmpsia
Eclâmpsia
PAS> 140mmhg
e/ou PAD> Síndrome de
90mmhg em pelo HELLP
menos 4 horas
(Brasil, 2019)
INTRODUÇÃO
o Assistência da Enfermagem durante o acompanhamento pré-natal possibilita a identificação
dos fatores de risco e a aplicação de medidas baseadas em evidências científicas a fim de
contribuir para a redução das consequências da doença (Ferreira et al., 2021).
o Objetivo geral: compreender as ações preventivas de enfermagem associadas ao cuidado da
gestante com DHEG durante a consulta de pré-natal.
o Objetivo específico: discutir as principais abordagens assistenciais voltadas à DHEG,
descrever os fatores relevantes para a prevenção da doença no pré-natal e demonstrar as
práticas adotadas pelos enfermeiros no cuidado de gestantes com predisposição à DHEG.
INTRODUÇÃO
Questionament
Quais foram as os
principais ações preventivas de
enfermagem associadas ao cuidado da gestante com
Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG)
durante a consulta de pré-natal?
METODOLOGIA
A seleção das fontes utilizadas baseou-se na busca por artigos
científicos publicados entre os anos de 2015 e 2025, garantindo a
inclusão de materiais atualizados e pertinentes ao contexto da
assistência de enfermagem à gestante com DHEG. Os critérios de
inclusão adotados para a seleção dos estudos contemplaram artigos
originais e de revisão, publicações em português, pesquisas
qualitativas e quantitativas, além de estudos indexados que
abordassem diretamente o papel da enfermagem na prevenção e
manejo da DHEG durante o pré-natal.
Resultados e discussões
Doença Hipertensiva Específica da
Gestação
Segundo Nascimento, Bocardi e Santa Rosa (2015), a elevação da pressão arterial após a 20ª
semana de gestação é um dos principais indicadores da doença, estando acompanhada pela
tríade:
HIPERTENSÃO EDEMA
PROTEINÚRIA
Resultados e discussões
Doença Hipertensiva Específica da
Gestação
A assistência de enfermagem é uma ferramenta indispensável para garantir o
monitoramento adequado das gestantes com DHEG, onde a prática de protocolos
assistenciais bem estruturados permite que os enfermeiros identifiquem precocemente
fatores de risco (Rocha et al.,2016).
• Gravidez na adolescência
• Fatores biológicos
• Fatores socioeconômicos
• Falta de conhecimento dos riscos
Resultados e discussões
Doença Hipertensiva Específica da
Gestação
A falta de informação impacta diretamente na capacidade da gestante de reconhecer
os sinais de alerta e buscar assistência oportuna ( Nour et al., 2015)
Resultados e discussões
Ações da enfermagem para prevenção da DHEG e utilizadas no manejo durante o pré-natal
12,5%
6,25%
25%
18,75%
12,5%
25%
12,5%
25%
37,5
Fonte: Cuidados de enfermagem para prevenção e manejo da Hipertensão Arterial em gestantes na
Atenção Primária (Sousa et al., 2021)
Resultados e discussões
• A necessidade de um pré-natal bem estruturado é um importante alerta para o
acompanhamento regular da gestante para reduzir taxas de complicações
associados a DHEG Fassarella et al. (2020)
• A capacitação dos profissionais de saúde e a atualização constante das diretrizes assistenciais
A suplementação de Cálcio que antes era protocolado para gestantes com pré-
natal de alto risco, agora toda a gestante atendidas no Sistema Único de Saúde
(SUS), deverá iniciar a suplementação do Cálcio a partir da 12ª semanas, visto
que estudos mostraram que a suplementação de Cálcio diminuem em 55%o risco
de pré-eclâmpsia, recomenda-se que ingiram 2 comprimidos de carbonato de
cálcio 1.250 mg (500 mg de cálcio elementar cada) ao dia, totalizando 1.000 mg
de cálcio elementar/dia, podendendo ser prescrito por Médicos, enfermeiros e
nutricionistas da Atenção Primária à Saúde (Brasil, 2025).
Resultados e discussões
• A necessidade de um pré-natal bem estruturado é um importante
alerta para o acompanhamento regular da gestante para reduzir
taxas de complicações associados a DHEG (Fassarella et al., 2020).
• A adoção de protocolos clínicos padronizados permite que a equipe de
enfermagem realize avaliações periódicas de sinais vitais (SSVV) e outros
parâmetros relevantes, como a ausculta do Batimento Cardíaco Fetal (BCF),
assegurando um controle rigoroso da condição materna (Campos, 2017).
Resultados e discussões
A hospitalização faz-se necessário, pois, durante a internação a
enfermagem atua no manejo de adoção de protocolos como:
• Aferição de SSVV de 4/4h ou se necessário, a fim de notar
quaisquer alterações drásticas principalmente da Pressão
Arterial (PA);
• Auscultar BCF 4/4 para identificação bradicardia ou
taquicardia fetal;
• Fornecer ingestão de líquidos e avaliar o balanço hídrico
dessa gestante para fins de avaliação da atividade renal e
retenção de líquidos;
• Orientar repouso no leito, pois provoca o aumento de
diurese fazendo com que regule a PA;
• Orientar sobre alimentação adequada e rica em proteínas,
já que a gestante pode apresentar quadro de proteinúria;
• Avaliar sinais de trabalho de parto;
• Investigar ocorrências de cefaleia, turbulência visual, nível
de consciência e epigastralgia, pois esses sintomas podem
revelar piora de quadro clínico.
Rezk (2024),
Resultados e discussões
Drogas usadas nas
emergências hipertensiva
obstetrícia
Fonte: Brasil (2022).
Resultados e discussões
Drogas usadas nas emergências hipertensiva
obstetrícia
DROGA APRESENTAÇÃ DOSE ESQUEMA DE
O ADMINISTRAÇ
ÃO
1ª Hidralazina 1 5mg IV Diluir 01 ampola
escolha ampola=1ml=2 até de 20 em 09 ml de
0mg em 20 água destilada
minutos – (AD) e aplicar
máximo 2,5 ml (5 mg) ou
de 06 Diluir 01 ampola
doses em 19 ml de AD
e aplicar 05 ml
(5 mg)
2ª Nifedipina Comprimidos 10 10mg VO 01 comprimido
escolha e 20 mg cada de 10 mg a
30min- cada 30 minutos
máximo
Fonte: Brasil (2019).
de 60 mg
Resultados e discussões
No entanto, Campos (2017) destaca que, em muitos serviços de saúde, a falta de adesão
a protocolos padronizados compromete a efetividade desse acompanhamento,
resultando em maior incidência de complicações.
A abordagem da enfermagem na prevenção das complicações decorrentes da DHEG deve
levar em consideração não apenas os aspectos clínicos da gestação, mas também os
fatores emocionais e sociais que podem influenciar no desfecho da doença (Ferreira et
al., 2021).
CONCLUSÃO
Diante das informações analisadas, verificou-se que:
• Inconsistência a aplicação de
protocolos;
• Escassez de medicamentos
essenciais;
• Falta de adesão às estratégias de
prevenção da doença;
• informação sobre a doença e a
falta do autocuidado da gestante
Obrigado a
todos pela
atenção
Referências
BRASIL, Síndrome Hipertensiva na Gestação – Manejo na Emergência. 2019. Disponível em : [Link]
Hipertensiva+na+Gestação+–+Manejo+de+Emergê[Link]/319ffc90-c613-0894-e716-d8e12a87289e?t=1648648001781. Acesso em: 19 Abr. 2025.
BRASIL, Manual de gestação de alto risco. 1ª edição versão preliminar. Brasília. 2022. Disponível em: [Link]
/manual_gestacao_alto_risco.pdf. Acesso em: 27 Abr. 2025.
BRASIL, Saúde materna em estratégia contra a pré-eclâmpsia, suplementação de cálcio passa a ser universal para gestantes. Ministério da Saúde. 2025.
Disponível em: [Link]
-para-gestantes. Acesso em: 17 Abr. 2025
CAMPOS, Thais Capelli. Implantação de rotinas assistenciais de enfermagem para pacientes apresentando síndrome hipertensiva específica da gestação.
2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Enfermagem Obstétrica) – Universidade Federal de Minas Gerais, Porto Velho, 2017. Disponível em:
[Link] Acesso em: 19 mar. 2025.
COUTINHO, Alexandra. et al. Pré-eclâmpsia - uma revisão abrangente sobre a etiologia, epidemiologia, fatores de risco, placenta anormal, síndrome materna,
diagnóstico e classificação, tratamento, prognóstico e prevenção. 2023. Disponível em: [Link]
/372672621_Pre-eclampsia_uma_revisao_abrangente_sobre_a_etiologia_epidemiologia_fatores_de_risco_placenta_anormal_sindrome_materna_diagnostico_e_classificacao_trat
amento_prognostico_e_prevencao
. Acesso em 10 Abr. 2025.
FASSARELLA, B. P. A. et al. Cuidados de enfermagem direcionados à gestante portadora de doença hipertensiva específica da gravidez. Research, Society and
Development, [S. l.], v. 9, n. 9, p. e343996768, 2020. DOI: 10.33448/rsd-v9i9.6768. Disponível em: [Link] Acesso em: 15 mar.
2025.
FERREIRA, Jessica Saturnino. et al. Assistência de enfermagem na prevenção das complicações decorrentes da síndrome hipertensiva específica da gestação .
Cadernos de Graduação - Ciências Biológicas e da Saúde Unit, Alagoas, v. 6, n. 3, p. 95-107, maio 2021. Disponível em:
[Link] Acesso em: 10 mar. 2025.
NASCIMENTO, Thiago Luis Cardoso; BOCARDI, Maria Inês Brandão; SANTA ROSA, Maria Pureza Ramos de. Doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) em
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[Link] Acesso em: 10 mar. 2025.
NOUR, Guilherme Frederico Abdul. et al. Mulheres com síndrome hipertensiva específica da gravidez: evidências para o cuidado de enfermagem. Sanare - Revista
de Políticas Públicas, [s. l.], v. 14, n. 1, 2015. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 mar. 2025.
REZK, Alan Queiroz. Assistência de enfermagem a gestantes portadoras da Doença Hipertensiva Específica da Gestação. Revista ciências da saúde, v.28, n.131,
2024. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 Abr.