Universidade Federal Rural de Pernambuco
Unidade Acadêmica do Cabo de Santo Agostinho
GESTÃO DA PRODUÇÃO
PROGRAMAÇÃO E CONTROLE DA
PRODUÇÃO
Professor: Me. Jovenilson Rocha de
Oliveira [Link]@[Link]
E-mail:
O PLANO MESTRE DE
PRODUÇÃO
Plano Mestre de Produção
• Conforme vimos nas aulas anteriores, o Planejamento Agregado procura
emparelhar a produção com a demanda, ao menor custo possível.
• Determina-se quanto será́ produzido em cada período, contando com
quais recursos, quanto se deixará em estoque, e assim por diante.
Dessa forma, o Planejamento Agregado fornece um quadro de referência
para a busca e alocação de recursos: mão-de-obra, equipamentos,
materiais, máquinas, horas extras, subcontratações, etc.
??????
Plano Mestre de Produção
• Não obstante, o Planejamento Agregado fornece apenas medidas
consolidadas para todos os produtos ou para algumas linhas
individualizadas; a implementação efetiva exige que haja uma desagregação
do planejamento em produtos individuais.
• Dá-se o nome de Plano de Produção ou Plano Mestre de Produção
(PMP) ao documento que diz quais itens serão produzidos, e quanto de
cada um, para um determinado período. Geralmente, este período cobre
algumas poucas semanas.
??????
Plano Mestre de Produção
•O Plano Mestre de Produção é a base para que se possa elaborar a
programação detalhada das necessidades de materiais e de
capacidade, além das ordens diárias de produção.
•O PMP pode ser gerado a partir da nossa previsão de demanda e dos
pedidos em carteira (pedidos já efetuados pelos clientes).
??????
Plano Mestre de Produção
• Para se obter o PMP pode-se utilizar uma tabela denominada “Registro
Básico do MPS”.
ITEM Períodos
------- 0 1 2 3 4 5 6 7 8
Previsão de
demanda
independente
Pedidos em Carteira
Demanda
Estoque
PMP
??????
Exemplo: Plano Mestre de Produção
•A seguir é demonstrado o PMP de uma empresa para as próximas 8 semanas
considerando :
• Estoque Inicial= 55 unidades
Fatores que influenciam no PMP
• Tamanho do lote de fabricação= 150 unidades
ITEM Períodos
• Estoque de segurança= 0
------- 1 2 3 4 5 6 7 8
Previsão de 30 30 30 30 30 30 30 30
demanda
independente
Pedidos em Carteira 38 27 24 8 0 0 0 0
Demanda
Estoque Final ??????
PMP
Exemplo: Plano Mestre de Produção
•A seguir é demonstrado o PMP de uma empresa para as próximas 8 semanas
considerando :
• Estoque Inicial= 55 unidades
Fatores que influenciam no PMP
• Tamanho do lote de fabricação= 150 unidades
ITEM Períodos
• Estoque de segurança= 0
------- 1 2 3 4 5 6 7 8
Previsão de 30 30 30 30 30 30 30 30
demanda
independente
Pedidos em Carteira 38 27 24 8 0 0 0 0
Demanda 38 30 30 30 30 30 30 30
Estoque Final 17 137 107 77 47 17 137 ??????
107
PMP 0 150 0 0 0 0 150 0
PLANEJAMENTO DAS
NECESSIDADES DE
MATERIAIS (MRP)
Planejamento das necessidades de
materiais (MRP I)
•O MRP surgiu da necessidade de se planejar o atendimento da demanda
dependente, isto é, aquela que ocorre a partir da demanda
independente.
•A demanda independente decorre das necessidades do mercado e se refere
basicamente aos produtos acabados, ou seja, àqueles que são efetivamente
entregues ao consumidor. Exemplo de demanda dependente: O número
de pneus depende do número de carros a serem fabricados.
??????
Planejamento das necessidades de
materiais (MRP I)
• Como a maioria das empresas fabrica mais de um produto, os quais
muitas vezes utilizam um grande número de peças ou componentes
comum, é fácil perceber a extensão do problema que seria controlar todo
esses itens sem o auxílio computacional.
• O MRP foi criado com o objetivo de executar computacionalmente a
atividade de planejamento das necessidades de materiais para
manufatura, permitindo, assim, determinar, precisa e rapidamente, as
prioridades das ordens de compra e fabricação.
??????
Enterprise Resource Planning- ERP
• Com o desenvolvimento da capacidade de processamento dos
computadores, expandiu-se o conceito do MRP até então utilizado. Assim,
além dos materiais que já eram tratados, passou-se a considerar também
outros insumos, como mão de obra, equipamentos, espaços
disponíveis para estocagem, instalações, etc.
• Os softwares com tais capacidades de processamento passaram a ser
denominados sistemas de planejamento dos recursos de manufatura
( Manufacturing resources planning –MRP II) ou planejamento dos
recursos da empresa (Enterprise Resource Planning- ERP). ??????
Enterprise Resource Planning- ERP
• Quando se trata de um software baseado no MRP II, é fornecida uma
quantidade bem maior de dados sobre o produto, como preço unitário,
fornecedores, processo de fabricação, equipamentos, roteiros de
fabricação, centro de custos, mão de obra utilizada por categoria
profissionais, dentre outras.
1. SAP ERP
2. Oracle ERP
3. TOTVS
??????
Enterprise Resource Planning- ERP
??????
Enterprise Resource Planning- ERP
??????
CONTROLE DO SISTEMA DE
PRODUÇÃO
ESTOQUE
Entende-se por estoque quaisquer quantidades de bens físicos
que sejam conservados, de forma improdutiva, por algum
intervalo de tempo; constituem estoques tanto os produtos acabados
que aguardam venda ou despacho, como matérias-primas e
componentes que aguardam utilização na produção.
TIPOS DE ESTOQUE
1. matérias-primas;
2. peças e outros itens comprados de terceiros;
3. peças e outros itens fabricados internamente;
4. material em processo (produtos semiacabados ou montagens
parciais);
5. produtos acabados.
6. Estoque de segurança
ESTOQUE DE SEGURANÇA
É mantido em um sistema para a proteção contra a incerteza na
demanda e no ciclo de atividades, atuando como um “pulmão” para
lidar com a variabilidade na demanda e nos prazos de reposição.
Estrutura de Custos em Estoques
Custo do item
• Também chamado de custo unitário ou preço unitário;
• É o custo de comprar ou produzir internamente uma unidade do item,
dependendo do caso.
•O custo do item será medido em R$ e indicado pela letra p.
Estrutura de Custos em Estoques
Custo do pedido
• É o custo de se encomendar a mercadoria, no caso de que seja comprada externamente.
• Será́ indicado por Cp e medido em R$/pedido.
• O custo por pedido é a soma de todos os custos incorridos desde o momento em que o
pedido é feito até́ o momento em que a mercadoria é estocada. Esses custos incluem:
• A manutenção de toda a estrutura da área de compras, como os custos de pessoal,
aluguel, despesas de escritório etc.;
• Custos de transporte da mercadoria;
• Custos de inspecionar a mercadoria antes de remetê-la ao estoque.
Estrutura de Custos em Estoques
Custo unitário de manutenção
• É o custo de se manter uma unidade de uma dada mercadoria em estoque
por um tempo determinado, geralmente um ano. Os componentes do
custo unitário de manutenção são os seguintes:
• Custo de capital.
• Custo de armazenagem.
• O custo unitário de manutenção será indicado por Cm e a sua unidade de
medida expressa-se em R$ por unidade da mercadoria e por unidade de tempo
considerada.
Estrutura de Custos em Estoques
Custo de falta de estoque
• Reflete as consequências econômicas da falta de estoque, tais como
as vendas perdidas ou a perda de imagem e futuros negócios
quando o material não está́ disponível ou demorar a ser entregue ao
consumidor.
• Nas noções introdutórias sobre estoques, geralmente o custo de falta
de estoque não é considerado. É indicado por Cf e medido em R$ por
unidade não disponível ou ordem não cumprida.
Sistemas de Controle de Estoques
• Um sistema de controle de estoques é fundamentalmente um
conjunto de regras e procedimentos que permite responder a
algumas perguntas e tomar algumas decisões sobre os
estoques. No caso de um sistema montado para controlar itens de
demanda independente, contam-se, entre as mais importantes
•perguntas e decisões,
Quanto existe as aseguintes:
em estoque, cada momento, de cada item sob controle?
• Qual é o investimento em estoque?
• Para cada item, existe alguma quantidade já encomendada para compra ou
fabricação? Quanto?
• Para cada um dos itens em estoque, quanto deve ser encomendado?
Sistemas de Controle de Estoques
• Entre outras informações, portanto, um sistema de controle de estoques deve
responder quando e quanto se deve adquirir de cada mercadoria, por compra
ou fabricação. Essas são as chamadas funções básicas do sistema.
• Entre outros, três sistemas são muito encontrados e considerados fundamentais
para o controle de estoques de itens de demanda independente:
1. O Sistema do Lote Econômico de Compra, que se desdobra no Lote Econômico de
Fabricação.
2. O Sistema de Revisão Contínua ou simplesmente Sistema Q.
3. O Sistema de Reposição Periódica ou Sistema P.
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA-LEC
• Gestão de itens comprados fora da empresa.
• Estamos sempre interessados em saber quando comprar e quanto
comprar.
• Simplificamos considerando que a taxa de consumo é constante e
que o tempo de espera para receber a mercadoria também o
é.
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA-LEC
• QUANDO
GRÁFICO DENTE DE SERRA
COMPRAR?
ESTOQUE
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA-LEC
• Ora, se tanto a taxa de consumo como o tempo de espera são
constantes, é possível calcular com exatidão quanto de mercadoria
será́ consumido durante o tempo de espera, bastando efetuar-se o
produto:
(Taxa de Consumo) × (Tempo de
Espera)
Assim, por exemplo, se a taxa de consumo de um item é de 200 unidades por dia e
o tempo de espera é de 12 dias, enquanto se espera pela mercadoria, serão
consumidas (200) × (12) = 2.400 unidades de mercadoria. Sabendo com certeza
que serão consumidas essas 2.400 unidades durante o tempo de espera, basta
efetuar o pedido quando o estoque remanescente atingir essa quantidade.
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA-LEC
• QUANTO
COMPRAR?
Respondida a questão de “quando comprar”, a outra indagação básica,
referente à quantidade a comprar, é resolvida por meio de uma minimização dos
custos associados aos estoques (daí a denominação de lote econômico). As
hipóteses necessárias, conservando aquelas já́ feitas para o comportamento
do item em estoque, são as seguintes:
1. o preço unitário da mercadoria é constante;
2. o custo para se fazer um pedido do item em questão é constante e
independe da quantidade comprada;
3. o custo unitário de manutenção do item em estoque é constante.
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA-LEC
• QUANTO
COMPRAR?
Definamos agora duas classes de custos totais:
• a) Custo Total Anual em estoque, levando em conta somente os
custos de pedir e de manter a mercadoria em estoque durante o ano,
desconsiderando, portanto, quaisquer custos de falta de mercadoria.
Indicaremos esse custo por CT;
• b) Custo Total do Sistema, que nada mais é do que a soma do
Custo Total Anual com o preço da mercadoria comprada durante o
ano. Esse custo será́ indicado por Cs.
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA-LEC
• QUANTO
COMPRAR?
O Lote Econômico de Compra será exatamente a quantidade que
tornar CT mínimo.
CT = (custo de pedir) + (custo de
manter)
CUSTO DE PEDIR = (custo do pedido) × (nº de
pedidos no ano)
(Para todo ano)
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA-LEC
• QUANTO
COMPRAR?
O Lote Econômico de Compra será exatamente a quantidade que
tornar CT mínimo.
CT = (custo de pedir) + (custo de
manter)
custo de manter = (custo de manter uma unidade por ano) × (Nº médio de =
unidades em estoque)
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA-LEC
• QUANTO
COMPRAR?
Somando agora os custos de pedir e de manter, vem finalmente a
equação que fornece o cálculo do Custo Total Anual em estoque:
LOTE ECONÔMICO DE COMPRA-LEC
• QUANTO
COMPRAR?
• Definiremos através do LEC que visa encontrar a quantidade para
tornar mínimo o custo de pedir com o custo de manter itens em
estoque.
𝐿𝐸𝐶=
√
2𝐶𝑃 𝐷
𝐶𝑚
Onde:
Cp = Custo de pedir
Cm= Custo de
manter
D= demanda
• PARA QUEM FICOU INTERESSADO NA DEDUÇÃO DA FÓRMULA DO LEC
EXEMPLO
Para um item em estoque, a demanda anual é de 144.000 unidades. Estima-se
que, para emitir um pedido, contando-se também os custos de transporte e
inspeção até́ colocar a mercadoria no estoque, são gastos cerca de R$ 1.000,00.
Manter o item em estoque acarreta um custo de R$ 200,00 por unidade e por
ano.
a) Adotando quantidades compradas de 400, 700, 1.000 e 1.500 unidades,
calcular o custo anual de pedir e de manter o item em estoque, bem como o
Custo Total Anual correspondente. Assumir que o estoque de reserva é zero.
b)Calcular o LEC.
c) Calcular o Custo Total Anual mínimo.
EXEMPLO
a)
Como se vê̂, o Custo Total Anual é decrescente até́ a quantidade comprada de 1.000
unidades, aumentando novamente para 1.500 unidades. Encontramo-nos, pois, diante de
dois comportamentos da curva, a fase descendente, a passagem pelo mínimo e a fase
ascendente, significando que entre as quantidades compradas de 1.000 e 1.500 unidades
está o Lote Econômico de Compra.
EXEMPLO
b)
𝐿𝐸𝐶=
√
2𝐶𝑃 𝐷
𝐶𝑚
𝐿𝐸𝐶=
√
2(𝑅$ 1.000 ( 144 .000 ))
𝑅$ 200
c) De posse do LEC, é também imediato o cálculo do Custo Total Anual
mínimo que lhe corresponde:
O ASSUNTO SERÁ COBRADO ATÉ O SLIDE ANTERIOR...
NO ENTANTO, SEGUE MATERIAL ADICONAL
Uma Expressão para o Custo de
Manutenção Cm
• Como vimos, o custo unitário de manutenção Cm resulta de dois
grupos de custos, a saber, os custos de capital e os custos de
armazenagem. Para se conservar o estoque médio durante o ano,
existe, pois, um custo anual de capital e um custo anual de
armazenagem. Como Cm é o custo de manter uma simples unidade
durante o ano, pode-se então escrever que:
Uma Expressão para o Custo de
Manutenção Cm
• O custo anual de capital é, na verdade, um custo de
oportunidade; a manutenção do item em estoque impede que o
investimento correspondente seja aplicado à taxa de juros de
mercado. Esse raciocínio nos dá uma maneira de calcular o custo de
capital. Designando por i a taxa de juros anual média que a
empresa poderia obter se aplicasse o seu dinheiro, em vez de
colocá-lo em estoque na forma de mercadoria, o custo anual de
capital será́ custo
o produto
anualdessa taxa =
de capital i (colocada na forma decimal)
i x investimento
pelo investimento médio durante
médioo no
ano:item
Uma Expressão para o Custo de
Manutenção Cm
• Fazendo a suposição de que o preço unitário da mercadoria seja
constante, o investimento médio será o produto do estoque médio
por esse preço unitário e, portanto:
custo anual de capital = i x p x
(estoque médio)
Uma Expressão para o Custo de
Manutenção Cm
Custo Anual De Armazenagem = a x (investimento
médio no item)
• onde “a” designa uma taxa chamada de taxa de armazenagem.
Custo Anual De Armazenagem = a x p x (estoque
médio)
Uma Expressão para o Custo de
Manutenção Cm
O Lote Econômico com Descontos por
Quantidade
O Lote Econômico com Descontos por
Quantidade
• Em não raras ocasiões, o fornecedor de determinada mercadoria
pode oferecê-la com variações no preço, dependendo da
quantidade que o cliente pretenda comprar: quanto maior a
quantidade, menor o preço, dentro de certos limites.
• Para o vendedor, trata-se de girar estoques e/ou aproveitar
economias de escala; para o comprador, quantidades maiores
significam:
1. um menor custo de pedir, já́ que, para uma dada demanda, diminui o número
anual de pedidos;
O Lote Econômico com Descontos por
Quantidade
O Lote Econômico com Descontos por
Quantidade
• Ao analisar uma situação de descontos por quantidade, é preciso que
se leve em conta todos os custos resultantes da oferta de
diferentes quantidades a diferentes preços. Isso é feito
comparando-se o Custo Total do Sistema, que considera também
o preço da mercadoria.
• Às vezes, CT pode ser compensado por uma despesa menor na
compra, devido a um preço unitário menor.
O Lote Econômico com Descontos por
Quantidade
• Existe um algoritmo de solução do problema, que consiste dos seguintes passos:
PASSO “a”
Calcule o LEC considerando o menor dos preços oferecidos. Geralmente a faixa
do menor preço é aberta à direita, ou seja, a compra deve ser feita em quantidades
superiores a certo valor. Duas circunstâncias podem ocorrer:
• a1) O LEC se encontra dentro da faixa na qual o preço é oferecido; neste caso, o
problema já́ está resolvido. O LEC encontrado é a quantidade na qual se deve
comprar a mercadoria.
• a2) O LEC é menor que a quantidade mínima que inicia a faixa. Nesse caso,
calcular o Custo Total do Sistema considerando que a compra será́ feita na
quantidade mínima da faixa. Passar então ao passo b.
O Lote Econômico com Descontos por
Quantidade
PASSO “B”
Calcule o LEC, considerando, de cada vez, o segundo menor preço, o
terceiro menor etc., até́ encontrar um valor do LEC que esteja dentro
da faixa na qual o preço respectivo é oferecido.
Sempre que o LEC não estiver dentro da faixa de quantidade que
corresponde ao preço usado no cálculo, proceda à determinação de Cs
usando o valor mínimo da faixa.
Calcule Cs também para o caso do LEC possível, isto é, para aquele
que caiu dentro da faixa que corresponde ao preço usado no seu
O Lote Econômico com Descontos por
Quantidade
PASSO “C”
Compare os valores de Cs calculados no passo a2 e no passo b. Opte
pela quantidade que fornecer o menor valor de Cs.
Repare que, pelo algoritmo, não há obrigatoriedade de calcular o
LEC para todos os preços: começando pelo menor preço, pára-se no
momento em que dado LEC resulta possível. A menos que
corresponda ao menor preço, é necessário que se compare os
valores de Cs como explicado.
EXEMPLO
O departamento de compras de uma empresa está́ estudando um esquema de
descontos por quantidade, proposto por um dos fornecedores para um componente
utilizado na montagem de certo produto. Esse esquema prevê̂ que, se a compra for
feita em quantidade igual ou inferior a 2.000 unidades, o preço unitário será́ de R$
70,00; para quantidades compradas acima de 2.000 e abaixo ou iguais a 3.000
unidades, o preço unitário passa a R$ 69,00 e, finalmente, para quantidades acima
de 3.000 unidades, o preço baixa a R$ 68,50.
O custo de processar o pedido para o item em questão é de R$ 1.500,00. A demanda
anual é estimada em cerca de 20.000 unidades e as taxas de juros e armazenagem,
juntas, sobem a 50%. Qual é a quantidade a ser encomenda de cada vez? Qual o
Custo Total Anual em estoque que acarreta? E o Custo Total do Sistema?
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
Observa-se, pois, que a compra em quantidades de 2.000 unidades continua sendo a melhor opção,
conduzindo ao menor Custo Total do Sistema Cs.
ESTRATÉGIAS PARA GESTÃO DE ESTOQUE
Curva ABC ou classificação ABC
A curva ABC é um método de classificação de informações para que se
separem os itens de maior importância ou impacto, os quais são
normalmente em menor número.
Classifica o estoque com base no Diagrama de Pareto , ou seja, de maior
importância econômica para a menor, onde 80% do capital empregado em
estoque está em 20% dos itens.