ESQUIZOFRENIA:
UM OLHAR
NEUROCIENTÍFICO
Trabalho de:
Ana Beatriz Severo Teran
Caroline de Oliveira Lima
Professora: Monica
O QUE É A ESQUIZOFRENIA E
QUAIS SEUS SINTOMAS MAIS
COMUNS?
• A Esquizofrenia é um transtorno mental crônico que afeta a
percepção da realidade.
• Na definição dos sintomas temos positivos e negativos
(positivos quando um comportamento é adicionado e
negativo quando esse comportamento é subtraído).
• Alguns dos seus sintomas positivos são: alucinações
(percepções sensoriais que não estão presentes na
realidade), delírios (crenças e estigmas irreais), fala ou
pensamento desorganizados (associados muitas vezes a
confusões mentais) e comportamentos incoerentes
(inapropriados, infantilizados, repetidos, etc)
• Alguns dos seus sintomas negativos são: isolamento social,
deficiencia cognitiva, diminuição da motivação e deficit de
atenção.
O CIRCUITO DE
RECOMPENSA E A
DOPAMINA
• Areas 1, 2 são os locais onde a
dopamina é produzida, ambas
localizadas no mesencéfalo (o núcleo
Accumbens também é uma parte
fundamental nesse circuito, pois ele
processa a recompensa);
• Após a produção da dopamina, essas
áreas projetam esse neurotransmissor
para o corpo estriado localizado logo
abaixo do corpo caloso e para o córtex
pré-frontal para que eles planejem e
tomem decisões (filtro);
ALTERAÇÕES FÍSICAS E QUÍMICAS DO TRANSTORNO
•Perda de massa cinzenta na região
do córtex pré-frontal, hipotálamo,
temporal, parietal e hipocampo.
•Absorção elevada dos níveis de
dopamina sem motivos
recompensatórios aparentes.
•Com essa perda de massa
cinzenta, a pessoa apresenta uma
dificuldade de controlar impulsos
comportamentais.
TRATAMENTO E
RISCOS:
• Os tratamentos mais comuns para essa patologia é
através de antipsicóticos. Os antipsicóticos de
primeira geração, como haloperidol e
clorpromazina, são eficazes no controle dos
sintomas positivos, mas podem ter efeitos colaterais
como rigidez muscular e tremores (extrapiramidal).
• Para lidar com uma pessoa em crise, devemos
manter em mente que ela realmente acredita
naquilo que esta alucinando, ou seja, dizer que "são
perspectivas irreais" ou "não precisa ter medo", não
vão ajudar, pelo contrário, talvez fomentem essas
perspectivas.
DSM-5
Características associadas: Afeto
inadequado, Humor disfórico, padrão de sono
perturbado, falta de interesse alimentar,
despersonalização, preocupações somáticas de
proporções delirantes. Ansiedade e fobias são
comuns.
Alguns indivíduos com psicose podem carecer da
consciência sobre o seu transtorno. A grande
maioria não é agressiva.
DSM-5
Desenvolvimento: Costuma surgir entre o fim da
adolescência e meados dos 30 anos. Maioria manifesta
de forma lenta e gradativa, metade se queixa de
sintomas depressivos. Prejuízo cognitivo é comum.
Necessário apoio na vida cotidiana. Sintomas tendem
a reduzir ao longo da vida, talvez em associação ao
declínio da atividade dopaminérgica.
Início tardio mais comum em mulheres (após 40 anos,
que podem ter casado), com preservação do afeto e
funcionamento social.
DSM-5
Fatores de risco:
Ambientais: Mais alta para crianças que
crescem em ambiente urbano e grupos
minoritários.
Genéticos e fisiológicos: Forte
contribuição genética, por conta de alelos de
risco, que também são associados a outros
transtornos mentais (bipolar, depressão TEA).
Complicações na gestação e no
nascimento, como hipoxia e idade
avançada dos pais, entre outros (estresse,
infecções, desnutrição).
DSM-5
Questões diagnósticas relacionadas à
Cultura: Ideias que parecem delirantes em
uma cultura (ex: bruxaria) podem ser
comuns em outras. E experiências religiosas.
Questões diagnósticas relacionadas ao
Gênero: Maior incidência em homens, mais
tardio em mulheres (com pico na meia-
idade), mulheres com mais sintomas
psicóticos. Funcionamento social mais bem
preservado em mulheres.
DSM-5
Riscos de Suicídio:
5 a 6% morrem por suicídio.
20% tentam o suicídio, uma ou mais vezes,
geralmente ao comando das alucinações.
CASOS REAIS:
O Pink Floyd não teria existido se
não houvesse Syd Barrett, o
fundador da banda. Cantor, poeta,
produtor e guitarrista.
Vencedor do Prêmio Nobel de 1994 por seu
trabalho sobre a Teoria dos Jogos, John
Nash é considerado um verdadeiro gênio da
matemática. Dono de uma mente brilhante,
foi retratado por Russell Crowe no cinema, no
filme Uma Mente Brilhante.