Suporte Básico de
Vida e Primeiros
Socorros
O que vamos aprender nessa aula?
• Técnicas de transporte
• Restrição dos movimentos da coluna
• Movimentação em bloco
Transporte de apoio
Técnicas de transporte
Transporte de apoio: 1
socorrista
Transporte de apoio: 2
socorristas
Por cadeira
Cadeirinha
Fonte da imagem: Freepik 10442148
Transporte de apoio com 1 socorrista
Vítimas Capazes de
conscientes andar
Indicação
Este tipo de transporte é usado para as vítimas de:
• Lipotimia.
• Desmaio.
• Ferimentos leves.
• Pequenas perturbações que não os tornem
inconscientes e que lhes permitam caminhar.
Técnica
• A vítima deve estar consciente.
• As vítimas capazes de andar podem ser apoiados
pelo socorrista.
• Passar o braço da vítima sobre os ombros do
socorrista por trás de seu pescoço.
• Segurar firmemente o braço da vítima.
• Com o outro braço, o socorrista envolve por trás a
cintura da vítima.
Transporte de apoio com 2 socorristas
Vítimas Capazes de
conscientes andar
Indicação
Este tipo de transporte é usado para as vítimas:
• Obesas.
• Lipotimia.
• Desmaio.
• Ferimentos leves.
Técnica
• A vítima coloca seus braços sobre a nuca dos
socorristas, que a seguram passando um dos
braços pelo seu dorso em diagonal.
• Passar o braço da vítima sobre os ombros de cada
socorrista por trás de seu pescoço.
• Segurar firmemente o braço da vítima.
• Com o outro braço, os socorristas envolvem por
trás a cintura da vítima.
Transporte por cadeira
Vítimas Vítimas
conscientes inconscientes
Técnic
a
Com a vítima deitada de costas, levantar os joelhos, até que
estejam em conjunto com as nádegas e costas, a uma
altura que permita deslizar a cadeira sob o seu corpo.
Técnic
a
Colocar a cadeira sob a vítima
Técnic
a
Içar a vítima e a cadeira em ângulo de 45 graus.
Técnic
a
Transportar a vítima, segurando pelos pés e pelas costas da
cadeira.
Transporte cadeirinha
Vítimas Incapazes
conscientes de andar
Técnica
1. Os socorristas se posicionam de pé, ficando de
frente um para o outro.
2. Seguram firmemente o seu próprio punho direito
com a mão esquerda.
3. Com a mão direita seguram o punho esquerdo do
companheiro.
Técnic
a
Colocar a vítima na posição sentada, cruzar e unir os
braços, nas costas da vítima.
Técnic
a
Colocar as mãos sob os joelhos da vítima de modo a formar
um assento, preparar e levantar para transportar.
Restrição dos
movimentos da coluna
Trauma Raquimedular
(TRM)
• Lesão muito grave na medula espinhal
• Repercussões transitórias ou irreversíveis
• Danos neurológicos, sensitivos e motores
• Paraplegia e tetraplegia
Fonte da imagem: Shutterstock 327502145
Sinais e sintomas
• Dor na região lesionada
• Alteração da sensibilidade, formigamento
• Deformidade da região
• Fraqueza, dificuldade de mover os membros
• Cefaleia, vertigem, tontura, nível de consciência alterado
• Náusea, vômito
• Perda do controle da bexiga e do intestino
• Ereção involuntária e prolongada (priapismo)
Colisão automobilística com impacto
frontal
• Crânio • Tórax
• Coluna cervical • Abdome
• Joelho e fêmur
Fonte das imagens: Abib e Perfeito, 2012.
Colisão automobilística lateral e posterior
• Clavícula e ombro • Crânio
• Tórax • Coluna cervical
• Baço ou fígado
• Pelve
• Fêmur e bacia
Fonte das imagens: Abib e Perfeito, 2012.
Atropelamento
A. Impacto contra o para-choque dianteiro: lesões de membros
inferiores.
B. Impacto contra o capô e para-brisas: lesões em tronco e
crânio.
C. Impacto contra o solo: lesões em crânio, coluna vertebro-
medular e membros superiores.
Fonte das imagens: Abib e Perfeito, 2012.
Capotamen
to
O ocupante pode chocar-se contra qualquer parte do
interior do veículo.
Ausência de cinto de segurança: grande probabilidade de
lesões graves e alta mortalidade.
Fonte: Pixabay 3146193
Queda de
altura
Grandes chances de múltiplas lesões. Avaliar altura da
queda e impacto contra anteparos.
Colisão com motocicleta
A. O motociclista é lançado contra o tanque de combustível e o
guidão: lesões em pelve.
B. É ejetado e sofre trauma decorrente do impacto com o solo ou
outro veículo.
Fonte: Adaptado de [Link] Acesso em: 11 Fev. 2022.
Nunca é demais repetir...
Não movimentar a vítima de forma desnecessária,
mantendo-a ao solo e realizando alinhamento da
cabeça na posição neutra, além de estabilização
manual.
Fonte: [Link] [Link] [Link] Acesso em 28 jan 2020.
coluna
Restrição de movimentos da
Movimentação em
bloco
Movimentação em bloco 90 graus
Vítimas com
Necessitam
suspeita de
lateralização
trauma
Técnica
• Profissional 1 se posiciona atrás da cabeça da
vítima, realizando a estabilização manual da
cabeça, mantendo joelhos e cotovelos apoiados
para melhor estabilidade.
• Mantendo a estabilização manual da cabeça, os
profissionais 2 e 3 se posicionam à altura do tórax e
à altura dos joelhos da vítima, respectivamente
Técnica
• Os braços da vítima são posicionados junto ao
corpo e as pernas são colocadas em posição
anatômica.
• O profissional 2 posiciona suas mãos na altura da
escápula e do quadril da vítima.
• O profissional 3 posiciona suas mãos na altura do
quadril e dos joelhos da vítima.
Técnica
• O profissional 1 confirma o posicionamento dos
demais e efetua a contagem para início do
rolamento da vítima em bloco à 90º.
• Após o posicionamento correto da prancha, o
profissional 1 efetua novamente a contagem para
posicionar da vítima de volta à posição original.
Movimentação em bloco 180 graus
Necessitam
Vítimas
ser
com
colocadas
suspeita de
em posição
trauma
dorsal
Técnica
• O profissional 1 se posiciona atrás do paciente e
efetua o alinhamento e a estabilização manual da
cabeça prevendo a posição final após a rotação
completa.
• Os profissionais 1 e 2 posicionados à altura do
tórax e dos joelhos, devem alinhar os braços
considerando a rotação completa.
Técnica
• O profissional 2 posiciona uma das mãos em
concha na região escapular e a outra no quadril, ao
mesmo tempo em que segura o punho da vítima.
• O profissional 3 posiciona uma das mãos no quadril
e a outra próximo ao joelho.
• O profissional 1 confirma o posicionamento dos
demais e efetua a contagem para o rolamento do
paciente em bloco à 90º.
Técnica
• Nesse rolamento, a cabeça do paciente sofre uma
rotação discretamente menor e mais lenta que o
tronco até que à 90º cabeça e tronco estejam
alinhados.
• Com o paciente posicionado à 90º, o
profissional 1 confirma o posicionamento dos
demais e efetua a contagem para complementar o
rolamento do paciente em bloco à 180º.