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Revisão de Operações com Números Reais

O documento aborda conceitos fundamentais de matemática, incluindo operações com números reais, conjuntos numéricos e suas propriedades. São discutidos números não negativos, não positivos, fracionários, dízimas, e a representação de conjuntos, além de operações como adição, subtração, multiplicação e divisão. Também são apresentados exemplos práticos e métodos de resolução de problemas envolvendo números naturais e racionais.

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Revisão de Operações com Números Reais

O documento aborda conceitos fundamentais de matemática, incluindo operações com números reais, conjuntos numéricos e suas propriedades. São discutidos números não negativos, não positivos, fracionários, dízimas, e a representação de conjuntos, além de operações como adição, subtração, multiplicação e divisão. Também são apresentados exemplos práticos e métodos de resolução de problemas envolvendo números naturais e racionais.

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MATEMÁTICA

Revisão para o exame seletivo do IFAL


– INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS
Operações com números
reais
Noções Básicas
A princípio, há a necessidade de se compreender o que é
conjunto... Digamos, então, que alguém peça para você comprar
um conjunto de panelas... Sabe-se então que ao se falar conjunto
ela se referia a união de panelas.
Quando se entra na matemática, o conjunto a que se fala trata-se
de união de números, cujos mesmos podem ser não negativos, não
positivos, fracionários e/ou até mesmo uma dízima.
Números não negativos

Os números não negativos,


como próprio nome indica, são
os que não são negativos, ou
seja, são positivos, partindo do
número 1 em diante.
OBS: O 0 não é um número
nem positivo e nem negativo,
o 0 é um número neutro.
Números não positivos

Como próprio nome indica, os


números não positivos não
são positivos, ou seja, são
negativos. Esses números são
infinitos e partem do -1.
OBS: Lembrem-se que o 0
não é um número positivo,
nem negativo, é, portanto, um
número neutro.
Números fracionários

Números fracionários são


números que podem ser
representados por fração, que,
em geral, pode resultar uma
divisão. Observe: ½ = 0,5
(quociente resultado da
divisão do número 1 pelo 2).
Dízimas

As dízimas nada mais são que resultados de frações que podem ou


não resultar números infinitos. Quando são infinitas essas dízimas
podem gerar ou não os períodos, mas o que são períodos? Tratam-
se da repetição variável de um ou mais números. Portanto uma
dízima pode ser periódica ou não periódica. Quando há uma
repetição periódica, ou seja, a cada determinada quantidade de
números um se repete, há a possibilidade de encontrar sua fração
geratriz... Quando não, o processo não é possível. Observe:

0,333... = 3/9 = 1/3


33,333... = 33 3/9 = 99 = 300/9 = 100/3
Encontrando a fração geratriz

Digamos que haja a dízima 0,2777... Como encontrar sua fração


geratriz? Observe:
Conjuntos numéricos

Os principais tipos de conjuntos são:


1. Conjunto dos números naturais;
2. Conjunto dos números inteiros;
3. Conjunto dos números racionais;
4. Conjunto dos números irracionais;
5. Conjunto dos números reais.
Conjunto dos números naturais

O conjunto dos números


naturais é composto por
números não negativos e o 0.
O conjunto dos números
naturais é representado pela
letra N.
Conjunto dos números inteiros

O conjunto dos números


inteiros é composto pelos
números não positivos, não
negativos e pelo número 0. O
mesmo conjunto é
representado pela letra Z.
Conjunto dos números racionais

O conjunto dos números


racionais é composto por
números que podem ser
representados por fração.
Desde então, não pertence a
ele dízimas não periódicas,
como √2. O conjunto dos
racionais é representado pela
letra Q.
Números irracionais

O conjunto dos números irracionais é composto, como próprio


nome deduz, por números que não são racionais, assim como:

O mesmo conjunto é representado pelas letras I.


Conjunto dos números reais

O conjunto dos números reais


é o conjunto onde se abriga
todos os conjuntos, isto é, os
conjuntos dos números
naturais, inteiros, racionais e
irracionais pertencem ao
conjunto dos números reais.
Representação de um conjunto

Para representarmos um conjunto, é necessário escrever seus


conteúdos entre chaves e nomear esse conjunto com uma letra
maiúscula.
Propriedades

Na utilização de conjuntos podem ser utilizados uma série de


símbolos:
Utilizações

Pertence e não pertence


Os símbolos de pertence e
não pertence são geralmente
utilizados na comparação de
números de um conjunto, por
exemplo, o número 2 pertence
a tal conjunto? E é aí onde o
candidato deve estar
atualizado sobre o conteúdo.
Contém, está contido, não contém e não está
contido

Os símbolos de contém, está contido, não contém e não está


contido são utilizado em comparações entre conjuntos... Observe o
exemplo abaixo:
Tal que

Tal que é utilizado em especificações, por exemplo, quando nos


referimos a conjuntos. Veja o exemplo abaixo:
Conjunto vazio

O símbolo de conjunto vazio é


um dos símbolos de mais fácil
compreensão, pois ele indica
que determinado conjunto não
possui nenhum elemento, ou
seja, é vazio.
Operações com números reais

Adição
A adição nada mais é que o acréscimo de elementos. Seu sinal é +, e suas
propriedades são a comutativa, fechamento, associativa e elemento neutro.
1. Comutativa: alterando-se a ordem de suas parcelas o resultado não sofre alteração.
2. Fechamento: a adição de números naturais resulta em um número natural.
3. Associativa: alterando-se a posição de parêntesis existentes não altera o resultado.
4. Elemento neutro: adicionando-se qualquer número ao 0 não se altera o resultado.
• Exemplos:
Subtração

A subtração trata-se da retirada Exemplos:


de elementos de um número.
Seu sinal é o -. É nela que o
resultado pode ser um número
negativo, se houver, por
exemplo 4-7, observa que há
uma subtração. Conserva-se o
sinal do maior e efetua
normalmente uma subtração, o
resultado seria -3.
Seu elemento neutro é o mesmo
que da adição: o 0. Subtraindo-
se 0 elementos de determinado
número o resultado não se
altera.
Multiplicação

Multiplicar trata-se de adicionar por algumas vezes valores iguais a um


elemento. Seu sinal é o x. Suas propriedades são: associativa, comutativa,
elemento neutro e distributiva.
1. Associativa: alterando-se a ordem e trocando-se o valor existente nos
parêntesis o valor não muda.
2. Comutativa: alterando-se a ordem dos produtos o resultado não se altera.
3. Elemento neutro: ao multiplicar qualquer valor por 1, esse valor não se
altera.
4. Distributiva: ao multiplicar qualquer valor pela soma e/ou subtração de
dois ou mais valores, multiplica-se um de cada vez pelo que se encontra
fora do parêntesis.
• Exemplos:
Divisão

Trata-se da distribuição Exemplos:


igualitária de elementos. Seu
sinal é :. Seu elemento neutro
é o mesmo utilizado na
multiplicação: o 1. Uma divisão
pode ser representada por
uma fração, ou melhor, uma
fração é equivalente a uma
divisão.
“Jogo de sinais”

O famoso jogo de sinais ocorre nas operações de multiplicação e


divisão, onde há a “colisão”, ou melhor, o encontro de sinais
diferentes. Quando isso ocorre na multiplicação e/ou na divisão
deve-se levar em consideração que em sinais diferentes prevalece
o de menos, e em sinais iguais prevalece o de mais.
União e intercessão

Em conjuntos, uma das coisas mais cobradas em concursos é a


união e intercessão dos mesmos...
A união de conjuntos (símbolo U) trata-se de unir dois ou mais
conjuntos. Observe o exemplo:
A = {0,3,6,9}; B = {1,2,7,8}; A U B = {0,1,2,3,6,7,8,9}
A interseção (símbolo ∩), por sua vez, trata-se da repetição de
números comuns entre os dois ou mais conjuntos. Observe os
exemplos:
A = {0,3,6,9}; B = {0,2,4,6}; A ∩ B = {0,6}
Detalhes finais

Quando não se quer representar o 0 em determinado conjunto basta expor o *


depois do número... Observe:
N* = {1,2,3,4,5,6,7,8,9,...}
Z* = {...-4,-3,-2,-1,1,2,3,4...}
Outro detalhe muito importante, que pode,inclusive, ser observado nos exemplos
anteriores, é que quando um conjunto obtém infinitos elementos há a necessidade
de expor a reticências.
Ao representar um número negativo ao efetuar uma conta de multiplicação ou
divisão exponha-o entre parêntesis.
Mais um detalhe:
Resolução de problemas com números
naturais e com números racionais
O conteúdo que será repassado agora é bastante simples,
entretanto é necessário saber tudo e mais um pouco acerca de
conjuntos, o que seria, no caso, números naturais e números
racionais.
Para quem não lembra, números naturais são números não
negativos (os números positivos), e os números racionais são
números que podem ser representados por fração.
Quando eu trabalho com problemas envolvendo esse tipo de
números eu trabalho com problemas do estilo a seguir:
Minha avó tem 84 anos, sabendo-se que minha idade é o dobro do
terço da idade dela, qual é a minha idade.
Quando houver uma questão semelhante a dada acima, o
ideal é que o candidato recolha todas as informações
possíveis. Então, seguindo esse exemplo, ao recolher
informações teríamos:
A avó obtém atualmente 84 anos
Minha idade é 2 x o 1/3 da idade dela
Ao reunir essas informações podemos resolver pelo método de uma
simples equação de 1° grau, levando em consideração que a questão
envolve números naturais e números racionais. Leve também em
consideração que há dois métodos de resolução de questões, entretanto é
vamos iniciar pela forma de equação de 1° grau. Observe:
X = 2.(1/3).84
X = 2.(84/3)
X = 2.28
X = 56
Ou seja, a minha idade é de 56 anos. Mas para você que irá fazer alguma
prova importante, eu recomendo que sempre prove o resultado, teste-o
para ter certeza de que ele está certo. Substitua o resultado pelo valor de x.
56 = 2.(1/3).84
56 = 2.(84/3)
56 = 2.28
56 = 56
Isso quer dizer que a conta estava correta!
Como já havia dito, há dois tipos de resolução da expressão pela
qual se chega ao mesmo resultado, além de ir pelo método de
equação de 1° grau, pode-se resolver através de raciocínio lógico,
observe:
A avó obtém atualmente 84 anos
Minha idade é 2 x o 1/3 da idade dela
Se minha idade é igual ao dobro de um terço da idade da avó (que
é de 84 anos), então posso descobrir primeiro quanto é um terço da
idade dela, e para isso há:
1/3 de 84 anos.
Quando se há esses tipos de situações há o seguinte
procedimento:
1/3.84 = 84/3
Ou seja, para se saber um terço de 84 basta
dividir 84 por três, mas, em raciocínio lógico,
uma divisão pode ser uma representação,
observe:
Note que há no slide anterior 84 quadrinhos, cada quadrinho representa um
ano da avó, até se chegar a 84 anos. Na divisão em raciocínio lógico
agrupa os quadros, onde, no caso, seriam agrupados em diferentes grupos
a cada 3 quadrinhos (representando assim, cada grupo, um ano “meu”), já
que a divisão é de oitenta e quatro por três. No caso, cada grupo será
diferenciado pela numeração, para facilitar na hora da contagem de grupos
(como é feito na hora de descobrir o resultado).

Perceba que houve, exatamente, vinte e oito grupos, todos com


três quadrinhos cada um. Ou seja, ao total existem 28 é a metade
da minha idade, portanto basta multiplicar por 2: 28 . 2 = 56.
NÚMEROS DECIMAIS
Os números decimais são números que apresentam décimos.
Esses números encontram-se depois da vírgula, é por isso que a
primeira definição que vem à cabeça é que o número decimal é um
número que tem vírgula, que, de certa forma, não deixa de está
correto, entretanto não seria a melhor definição possível.
Um número decimal é composto por duas partes: a parte inteira
(presente antes da vírgula) e a parte decimal (presente depois da
vírgula). Observe o exemplo que representa melhor o que já foi
dito:
Fração geratriz

Algo muito importante incluído em números decimais é encontrar a


fração que gerou o número. O processo é muito simples e prático,
observe todo o processo utilizado para encontrar a fração geratriz
do número 13,55:
Operações com números decimais

Adição: Como se sabe, a


adição trata-se de adicionar
elementos. Na adição com
números decimais há um
único detalhe que se
diferencia da adição comum: a
adição com números decimais
exige que as vírgulas
existentes entre as parcelas
devam ficar uma abaixo da
outra, ocorrendo o mesmo no
total (o resultado). Observe:
Subtração: Como se sabe,
subtração trata-se de
reduzir elementos. Nela
ocorre-se a mesma coisa
que ocorre na adição,
diferenciando-se da
subtração comum por um
único detalhe: as vírgulas
existentes no minuendo e
no subtraendo devem ficar
abaixo uma da outra, e no
resto (o resultado) ocorre o
mesmo. Observe:
Multiplicação: Como se sabe, multiplicação trata-se de adicionar
várias vezes um elemento igual. Na multiplicação com números
decimais efetua-se normalmente (sem preocupar-se com o
posicionamento das vírgulas). A única diferença chega no
resultado: conta-se o total de décimos existentes entre o
multiplicando e o multiplicador e conta-se no produto da esquerda
para a direita, ou melhor, da sua direita para sua esquerda, onde se
põe a vírgula. Observe o exemplo para melhor compreensão do
conteúdo:
Divisão: Como se sabe,
divisão trata-se da
distribuição igualitária de
elementos. Na divisão com
números decimais é
necessário, primeiramente,
tirar os décimos dos
divisores e dividendos, e,
com isso, efetua-se
normalmente a divisão.
Observe o exemplo:
Sistema métrico decimal
O sistema métrico decimal, embora aparente difícil não é nada
complicado.
Como próprio nome já diz, o sistema métrico decimal nada mais é
do que um sistema padrão de medidas na forma metro, ou seja,
seria uma forma padrão de medidas de comprimento.
Para se compreender e entrar nas propriedades, é
necessário identificar e memorizar uma tabela
extremamente importante:
km hm dam m dm cm mm

Nesse momento você deve estar pensando: nossa, o


professor errou e pôs tudo minúsculo. Não, SI (Sistema
Internacional de medidas), propôs que ao escrever o nome
das unidades nada deve ser maiúsculo.
Vamos agora falar da sequência: por que a sequência é
propriamente essa, nunca varia? É absolutamente simples, embora
nem todos saibam, mas é devido a que aí está em uma sequência,
sequência essa decrescente (do maior para o menor). Isto é, o
quilômetro (km) é 10 vezes maior que o hectômetro (hm), que é 10
vezes maior que o decâmetro (dam), e assim sucessivamente. É
como se escrevêssemos uma escada, observe:
Entendeu? Creio que sim, certamente o que foi
dado agora a pouco facilitou. Então ficou bem
mais fácil fazer conversões... Conversões, o que
vem a ser isso? Trata-se, simplesmente de
converter a medida de uma unidade para outra
unidade. Então olhe:
Certamente, assim de cara, você candidato ainda não entendeu
muito bem, mas é bem simples... Digamos que a banca ponha uma
questão semelhante à questão a seguir:
Paulo tem 1,5 metros de comprimento, ele nota que faltam 2 metros
para alcançar a altura de uma árvore próxima a ele. Quanto mede a
árvore (em mm).
Como você certamente já viu, deve-se, primeiramente, recolher as
informações, informações essas dadas a seguir:
Paulo = 1,5 m
Árvore = 1,5 + 2 m
Questão quer em = mm
Certamente basta somar 2 metros com 1,5 metros para obter o
valor em metros da árvore, entretanto a banca pede em mm.
Observe o procedimento:
1,5 + 2 = 3,5 m

3,5 x 10 = 35 dm.
35 x 10 = 350 cm.
350 x 10 = 3500 mm.
Note que o procedimento é bastante simples, o que ocorre
é uma multiplicação por 10 até se chegar à unidade
desejada. Partindo de metro, pois é em metro que se
encontrava a altura da árvore, e repetindo-se o processo
até se chegar à unidade desejada, no caso milímetro.
Entra-se também em unidades de comprimento medidas de área,
uma propriedade muito semelhante dessa que acabamos de
analisar.
Em medidas de comprimento com área, ao invés de multiplicar ou
dividir um valor por 10, multiplica-se ou dividi-se por 100, isso é
devido a que seria o quadrado de 10, ou seja, 10 2 = 100. Observe o
exemplo:
Seu João deseja comprar azulejos para sua morada. Ele sabe que
a área que deverá ser coberta por azulejos é de 12,7 hm 2,
entretanto, ao chegar na loja em que desejara comprar soube que a
venda era apenas em metros quadrados. Qual o valor da área que
seu João deve informar ao lojistas para comprar os azulejos?
Como sempre, primeiramente recolhe as informações passadas
pela banca:
Área que deverá ser coberta de azulejos = 12,7 hm2
Área que deverá ser coberta em m2 = x

12,7 x 100 = 1.270 dam


1270 x 100 = 127.000 m
Ou seja, ele deve informar ao lojista que a área que deverá ser
coberta por azulejos em sua casa é de 127.000 m2.
Note que a multiplicação partiu-se do hm (unidade passada pela
banca), e repetiu-se o processo de multiplicação até se chegar à
unidade desejada (m).
Expressões numéricas
Certamente você já ouviu falar em expressões algébricas.
Expressões algébricas são expressões que envolvem álgebra, que
são letras. Essas expressões são as famosas equações de 1° grau
e expressões de 2° grau.
Então, as expressões numéricas, como próprio nome indica, são
expressões que envolvem apenas números, e não letras.
Há, então, duas sequências a serem memorizadas, observe à
primeira:
1. Potenciação e radiciação;
2. Multiplicação e divisão;
3. Adição e subtração.
Observe a segunda sequência, levando em consideração que uma
expressão numérica pode ter parêntesis, colchetes e chaves:
1. Operações contidas em parêntesis;
2. Operações contidas em colchetes;
3. Operações contidas em chaves.
Levando em consideração o (3 + 5) + 8 – 3 + 5
que foi posto anteriormente, 8+8–3+5
uma expressão numérica pode 16 – 3 + 5
vir completa ou incompleta,
21 – 3
então vamos começar por uma
expressão numérica mais fácil: 18
(3 – 8) + 4 x (5/2) + 8 – (-3 – 5)
-5 + (20/2) + 8 – (-8)
-5 + 10 + 8 + 8
5 + 16
21
(2 + 1) – 15 + 13 : 13 x 4
-12 + 1 x 4
-8
3 – {5 – 8 x [3 – 5 + 4 x (8 – 5) x 3 + (8/4)] – 5} + 8
3 – {5 – 8 x [3 – 5 + (32 – 20) x 3 + 2] – 5} + 8
3 – {5 – 8 x [3 – 5 + 12 x 3 + 2] – 5} + 8
3 – {5 – 8 x [3 – 5 + 36 + 2] – 5} + 8
3 – {5 – 8 x [3 + 31 + 2] – 5} + 8
3 – {5 – 24 – 248 – 16 – 5} + 8
3 – {- 19 – 248 – 21} + 8
3 – {- 40 – 248} + 8
3 – {- 288} + 8
3 + 288 + 8
3 + 296
299
4 + 8 x [√16 – 80 + 41 x 52 : √4 – (4 x 82)] – 3
4 + 8 x [4 – 1 + 100 : 2 – (4 x 64)] – 3
4 + 8 x [3 + 50 – 256] – 3
4 + 8 x [3 – 206] – 3
4 + 8 x (- 203) – 3
4 – 1624 – 3
4 – 1627
-1623
Equações e Sistemas de
1° grau
Equações de 1° grau
Olá! Já estamos prestes a analisar o conteúdo de expressões
algébricas, um conteúdo que você pode ter certeza que estará
incluso na prova. Esse é um assunto muito fácil, muito bom,
analise-o.
Equações de 1° grau é um assunto que pode ser incluído em
expressão algébrica. Mas o que é isso? Expressão algébrica é uma
expressão que envolve álgebra, que geralmente são x e y, ou seja,
álgebra tem relação com letras.
As expressões algébricas não contêm apenas letras, há, entretanto
uma mistura entre letras e números.
No caso da equação de 1° grau, a letra passa a ser chamada de
incógnita, onde é uma letra que representa um determinado valor,
que, de acordo com as regras de realização do cálculo vai sendo
aos poucos descoberto.
Então, uma equação de 1° grau costuma vim da seguinte maneira:
X=A+B
Observe que, na fórmula passada, há duas partes: a parte que vem
antes do sinal de igualdade e a parte que vem depois do sinal de
igualdade. Cada uma dessas partes denominam-se primeiro
membro e segundo membro, respectivamente.
No primeiro membro deve-se isolar as incógnitas, enquanto no
segundo membro deve-se efetuar cálculos com os números até se
encontrar um resultado fixo para o valor da incógnita.
Para o desenrolar dos cálculos é necessário seguir as duas
sequências existentes em expressões numéricas. Observe:
1ª sequência:
1. Potenciação e radiciação;
2. Multiplicação e divisão;
3. Adição e subtração.
2ª sequência:
1. Operações contidas em parêntesis;
2. Operações contidas em colchetes;
3. Operações contidas em chaves.
Entretanto são raros os casos de
que, numa equação de 1° grau,
venham colchetes e chaves (é pouco
mais comum a presença de
parêntesis).
Observe os exemplos, iniciando
pelos mais simples, para melhor
prática e melhoria na capacidade de
calcular esse tipo de expressão
(lembrando que sempre é bom fazer
uma prova real, que nesse caso é
substituindo o valor encontrado pela
incógnita na prova real):
Sistema de 1° grau

Estamos sob um novo assunto, semelhante à equação de 1° grau.


Em sistemas de equações de 1° grau há duas ou mais equações
de 1° grau, entretanto, em cada equação que há no sistema há
duas ou mais incógnitas, em que a quantidade de incógnita que há
em cada equação define quantas equações haverá em cada
sistema, por exemplo, se uma equação obtém três incógnitas, no
sistema deve haver 3 equações.
Para resolução de um sistema de equações de 1° grau há duas
formas de resolução: o processo de adição e o processo da
substituição. Através de exemplos você entenderá melhor:
1°- Método da substituição:
2°- Método da adição:
Inequações de 1° grau
Inequações... O que vem a ser Quanto aos sinais utilizados
isso? Inequação nada mais é numa inequação de 1° grau,
que uma comparação de eles podem ser:
equações. Essas inequações >- Maior que;
não são nada de “bicho de < - Menor que;
sete cabeças”. A forma de
>- Maior ou igual a;
resolução das mesmas são
idênticas à forma de resolução < - Menor ou igual a.
de equações de 1° grau. O
que diferencie são alguns
poucos detalhes que nada
complicam.
Então, vamos a algumas contas para praticar e aprender mais e
melhor:
4x – 5 + 3 > 3 + x – 15
3x > 5 + 3 -15 – 3
3x > 10
X > 10/3

5x -8x + 9 + 6 – 8 < 3
-3x < 3 – 9 – 9 + 8
-3x < -7 . (-1)
X > 7/3
OBSERVAÇÃO: Note que no primeiro membro da segunda conta,
quando havia -3x < -7, houve uma multiplicação por -1, pois o
primeiro membro estava negativo. Na outra linha, note que o sinal
inverteu a posição... Isso não foi um erro, é uma regra da
inequação que toda vez que se multiplicar a equação por -1 devido
a que o primeiro membro esteja negativo deve-se inverter o sinal,
se for >, passa a ser <, e vice versa, se for >, passa a ser <, e vice
versa.
Problemas de 1°grau
Problema de 1° grau pode Em problemas o candidato
envolver: equações de 1° deve diferenciar e identificar o
grau; sistemas de equação de tipo de problema que a banca
1° grau; inequações de 1° tenha posto. Após isso o
grau. Certamente você, candidato deve recolher todas
candidato, já deve estar bem as informações possíveis para
aprofundado dos assuntos. por na fórmula, e depois de
Entretanto isso pode recair em encontrar o resultado deve
contextos denominados investigar se é esse resultado
problemas. mesmo que pede a questão.
A forma de resolução é a Observe o próximo slide:
mesma, entretanto exige um
bom aperfeiçoamento mental
do concorrente.
(IFAL – 2012) A soma da minha idade, em fevereiro de 2011, com a
idade do meu filho era 83 anos. Em fevereiro de 2012, eu terei o
dobro da idade do meu filho, menos dois anos. Sabendo que eu
nasci em janeiro, assinale a alternativa que corresponde ao ano em
que eu nasci.
a) 1955
b) 1956
c) 1957
d) 1982
e) 1983
Primeiramente vamos buscar identificar a que tipo de conta a
questão exige... Note que há duas situações:
Situação: Em fevereiro de 2011 = A soma da minha idade com a
idade de meu filho era 83 anos.
Situação: Em fevereiro de 2012 = Eu terei o dobro da idade do meu
filho, menos 2 anos.
Isso faz tornar possível a possibilidade de formar duas equações de
primeiro grau. Sabemos também que não há a informação da idade
do filho, com isso temos que descobrir a idade minha e a do meu
filho. Com isso teremos duas incógnitas. Ou seja, a questão exige
conhecimento em sistema de equações de 1° grau.
Agora vamos reunir as informações:
 2011 (2012 - 1) = minha idade + idade de meu filho = 83
 2012 (2011 + 1) = minha idade = dobro da idade de meu filho – 2
anos
 Nasci em Janeiro
Já que não conhecemos a idade de ninguém, (nem a idade de meu
filho e tampouco a minha), vamos nomear cada uma das nossas
idades:
 Minha idade = x
 Idade de meu filho = y
Agora vamos “jogar” essas informações na
fórmula:

Na primeira equação nota a presença do -1, ele representa o que


seria 2012 – 1, o ano de 2011.
Como você já sabe há duas maneiras de resolver um sistema:
 Pelo método da adição;
 Pelo método da substituição.
Para melhor aperfeiçoamento no conteúdo vamos resolver pelos
dois métodos:
Método da adição:
Método da substituição:
Das duas maneiras de resolução de sistemas conseguimos provar
que a idade de x = 56 e a idade de y = 29. Entretanto quem é x e
quem é y? Lembre-se que minha idade é x, e a idade de meu filho
é y. Sendo assim minha idade é de 56 anos e a idade de meu filho
é de 29 anos.
O próximo passo é saber se são as idades que pede a questão...
Note que ela pede o ano em que eu nasci. Chegamos ao mais fácil,
perceba que o ano utilizado nas equações foi 2012 (a primeira
equação há uma subtração 2012 – 1, para transformar em 2011, o
que requer dizer que o ano “original” é o de 2012), com isso posso
realizar a subtração de 2012 menos minha idade encontrada.

Ou seja, eu nasci em 1956, alternativa b.


Razão e proporção
Razão
Razão nada mais é do que o A porcentagem é um tipo de
quociente da divisão do razão, por exemplo:
primeiro elemento pelo Quanto é 30% de R$ 80,00?
segundo elemento, estando 30/100*80 = 2400/100 = 24
ambos na mesma unidade de reais.
medida.
30% é a mesma coisa que
Na razão há: a/b, contudo B 30/100, que é a mesma coisa
deve ser diferente de 0. O A que 0,30. Ou seja:
chama-se antecedente e o B
30% = 30/100 = 0,30
chama-se consequente.
Isto é, há diversas
maneiras de representar
um determinado
percentual.
A escala (representação de algo através da escala em desenho)
também é um tipo de razão:
Em uma escala gráfica, 1 cm equivale a 30 km. Qual a escala
numérica desse mapa?
Lembre-se de que na razão o antecedente e o consequente devem
estar na mesma unidade de medida, ou seja, 30 km equivalem a
3.000.000 cm. Ou seja, a escala é de 1:3.000 .000.
Proporção

Proporção nada mais é do que Esse tipo de produto é


a comparação entre duas ou geralmente utilizado em
mais razões. provas para descobrir um valor
Através dela obtemos o oculto. Observe:
famoso produto dos meios (IFAL – 2011) A razão entre
pelo produto dos extremos. dois números naturais é 1/3.
Observe: Encontre esses dois
a:b = c:d números, sabendo-se que o
O a e o d se chamam quadrado do menor é igual
extremos, enquanto o b e o c ao maior mais 10 unidades.
se chamam meios.
Vamos então formar a proporção:
1/3 = x/y sendo que x2 = y + 10
Fazendo o produto dos meios pelo produto dos extremos temos:
Y = 3x
Note que obtemos duas equações, sendo uma do 1° grau e outra
do 2° grau, reunindo ambas em um só sistema de equações
obteremos um sistema de equações de 2° grau. Resolve-se o
sistema de 2° grau da mesma maneira que a da equação de 2°
grau, seguindo princípios de uma equação de 2° grau. Observe:
Perceba que ainda não conseguimos achar o que pede a questão.
Ela pede o valor de dois números naturais, sabendo que a razão
entre os mesmos é 1/3. Então torna evidente que os valores não
são negativos, sendo então 5 e 15 os valores exigidos pela
questão, onde o antecedente é o 5 e o consequente é o 15.
Regra de três simples e
composta
Regra de três simples
Regra de três simples envolve duas grandezas fracionárias,
entretanto uma dessas grandezas fracionárias é incompleta,
obtendo, portanto, um numerador ou um denominador.
Dependendo da situação mais que uma unidade entre as frações
podem estar ausentes, quando isso ocorre numa questão de
concurso (e se trata de encontrar valores desconhecidos) sempre
vêm outras informações contidas no problema.
Para resolvê-lo é necessário utilizar um processo conhecido como
produto dos meios pelo produto dos extremos. Observe:
Uma regra de três simples pode ser diretamente proporcional ou
inversamente proporcional. Observe:
Um carro percorre um percurso de 3 km em 4h 30min, então
quanto tempo levaria o mesmo automóvel, com a mesma
velocidade, fazendo um trajeto de 17 km?
a) 25h 5min
b) 20h 3min
c) 25h 3min
d) 20h 5min
e) 25h 20min
Vamos agora unir as informações:
 Uma estrada de 3 km é percorrida em 4h 30min.
 Uma estrada de 17 km é percorrida em quanto tempo?
Vamos agora analisar essas informações: se numa estrada de 3 km
o tempo de percurso é de 4h 30min, então, numa estrada de 17 km
o tempo é bem maior... Sendo assim, note que há uma regra de
três simples diretamente proporcional.
Pondo na tabela a seguir as informações, em cada coluna
ficam unidades iguais e em cada linha unidades diferentes,
isto é, em uma coluna ficará o tamanho do percurso (sendo
quilômetros a unidade igual), e na outra ficará o tempo do
percurso (sendo a unidade o minuto).
TAMANHO PERÍODO
3 km 4h 30 min
17 km X
Para melhorar o desempenho da questão é recomendado
transformar horas em minutos:
4.60 + 30
240 + 30
270min
TAMANHO PERÍODO
3 km 270 min
17 km X

• É agora onde se encaixa o produto dos meios pelo produto


dos extremos, observe:
3x = 4590
x = 4590/3 = 1530 min
Entretanto observe que a questão não pede o tempo em minutos,
então basta transformar minutos em horas, observe:

Ou seja, o percurso é de 25h 3min, alternativa C.


Então surge a dúvida, se a regra de três simples for inversamente
proporcional? Bastaria inverter a grandeza inversa e faria o mesmo
procedimento do que foi feito anteriormente.
Certamente você já viu e analisou este conteúdo em razões e
proporções, entretanto não tão detalhadamente. Vamos então
analisar uma questão em que há duas incógnitas, mas trabalha
também com outro conteúdo já passado anteriormente... Veja:
A razão entre dois números naturais é 2/5. O dobro do menor
número é igual ao maior menos quatro unidades. Então quais
são esses números na ordem crescente?
a) 20 e 8
b) 8 e 20
c) -8 e 20
d) -20 e 8
e) 8 e -20
Vamos reunir as informações:

O dobro de x = y menos 4 unidades.


Observe que há como formar um sistema de equações de 1° grau:

Perceba também que na primeira equação há a comparação entre


duas frações, a proporção, e aí se utiliza o produto dos meios pelo
produto dos extremos:
Então acabamos de simplificar a 1° equação, podendo substituir as
frações pela simples equação:

Como você já sabe há duas maneiras de resolver um sistema de


equações do 1° grau:
1. Método da adição.
2. Método da substituição.
Para não perder muita prática em nenhum dos métodos vamos
resolver através dos dois na ordem dada acima.
Método da adição:
Método da substituição:

Perceba que 8 e 20 são dois números naturais e ambos estão na


ordem crescente, o que indica-nos a alternativa B.
Regra de três composta

Como você sabe em regra de três simples ocorre à proporção de


apenas duas razões. Porém, em regra de três composta a
proporção ocorre entre três ou mais razões. A forma mais comum
em regra de três composta é de haver apenas três razões.
Para a resolução há apenas poucas (uma ou duas) diferenças da
regra de três simples.
Uma regra de três composta, assim como regra de três simples,
pode ser diretamente ou inversamente proporcional. Observe a
diferença:
Diretamente proporcional:

Inversamente proporcional:

Observe o procedimento para descobrir o valor de uma incógnita de


uma das razões de uma regra de três composta, sendo uma
diretamente proporcional e outra inversamente proporcional.
Diretamente proporcional:
Inversamente proporcional:
Geralmente em questões de exames seletivos, regra de três
composta vem em problemas... Observe:
(IFAL – 2012) Seis homens fabricam 100 pares de sapatos por
dia, trabalhando 8 horas por dia. Para fabricar 125 pares dos
mesmos sapatos, trabalhando apenas 5 horas por dia...
a) será preciso dobrar a quantidade de homens.
b) serão precisos mais dois homens.
c) serão precisos três homens a menos.
d) serão precisos mais três homens.
e) serão precisos mais quatro homens.
Vamos então reunir as informações:
 6 homes = 100 pares de sapatos = 1 dia = 8 horas diárias
 X homens = 125 pares de sapatos = 1 dia = 5 horas diárias
Vamos agora jogar essas informações na tabela:
Q. De homens Q. De pares Horas diárias
6 100 8
x 125 5

Analise, se 100 pares de sapatos são feitos com 6 homens,


então 125 pares de sapatos são feitos por mais homens. Se
6 homens fabricam 100 pares de sapatos com 8 horas
diárias, então com cinco horas diária e para serem feitos
125 pares de sapatos aumenta-se a quantidade de homens,
mas reduz-se a carga horária. Ou seja, nossa regra de três
é inversamente proporcional. Observe:
Vamos aos cálculos:

Ou seja, a quantidade de homens deve ser dobrada, de 6 para 12


homens fabricando sapatos, o que nos indica a alternativa A.
Porcentagem
Porcentagem é algo muito
conhecido atualmente por
poder ser utilizado por todos
de modo tão fácil.
Ela geralmente é utilizada em
estabelecimentos comerciais:
“hoje tem 50% de desconto!”.
Para fazer cálculos de
porcentagem utiliza-se uma
fórmula simples:
Por exemplo: Uma TV foi comprada por Sr. Marcos à vista. Ela
custaria R$ 750,00, mas como o pagamento foi à vista foi
concebido 12% de desconto. Quanto ele pagou?
 Vamos unir as informações:
 Pagamento à vista = com desconto
 Custaria R$ 750,00
 Pagou R$ 750,00 – 12%
Vamos agora utilizar os valores na fórmula:
Ou seja, o valor descontado será de R$ 90,00, entretanto não é o
que a questão busca, a questão busca o valor que será pago, e não
o valor que será descontado:

O que nos indica que o valor a ser pago é de R$ 660,00.


Lembrando também que há outras maneiras de responder esse
cálculo. Vamos analisá-los, primeiro vamos notar que há mais duas
maneiras de representar 12%, observe:
Então perceba que naquela fórmula poderia ter sido utilizado outros
métodos:

Desde então bastaria efetuar normalmente uma subtração: 750 –


90 = 660.
Há ainda fórmulas que chegam direto ao resultado, a qual vamos
brevemente mostrar, mas para isso analise:
Eu já sei que . Então qual seria o
valor do inteiro subtraído de 12%? Eu sei que
12% é , então sei que o inteiro é . Se eu
subtrair o inteiro de 12% é a mesma coisa que
fazer , ou 88%, ou 0,88.
Se eu quisesse chegar ao resultado sem efetuar a subtração,
bastaria que eu multiplicasse:
Vamos lembrando o que foi feito de forma mais simples:
nós apenas subtraímos 100% - 12% que resultou em 88%,
e assim pude efetuar a multiplicação por 750 e encontrar
660. Isto nos leva a crer que a nova fórmula a ser utilizada
para (e somente) DESCONTOS é:
Vamos agora modificar um pouco a estrutura do exemplo:
Dona Regina foi a uma loja de eletrodomésticos e se deparou com
uma geladeira com o custo de R$ 2500,00. Ao ser atendida pelo
vendedor foi informada que após dois dias de atraso no pagamento
à vista, o valor aumentaria 25%. Se ela cometesse esse erro, por
quanto ficaria a geladeira?
Vamos àquela velha fórmula, mas primeiramente vamos reunir as
informações:
 Custo: R$ 2500,00
 Dois dias de atraso R$ 2500 + 25%
Vamos à fórmula:

Ou seja, o valor que pagaria seria de R$ 625,00 + R$ 2500,


resultando em R$ 3125,00:

Ainda sim, há outras maneiras de resolvermos a conta utilizando,


para isso, a mesma fórmula. Basta lembrar que:
Observe que para cada tipo de situação, a fórmula segue com o
mesmo resultado:

Depois de feito isso basta somar R$ 2500,00 + R$ 625,00, que


resultaria em R$ 3125,00.
Há ainda outra fórmula que logo chega ao resultado sem a
necessidade de haver uma soma, que posteriormente será posto,
mas para isso basta acertar alguns detalhes.
Vamos lembrar que 25% é igual a , que é igual a 0,25.
Vamos somar o inteiro da porcentagem com 25%? Para isso
basta pegar o dh e somar com seu inteiro que, no caso
da porcentagem é , ou seja: , resultando em
1,25 ou 125% ou . Para o quê fizemos isto? A resposta
para esta pergunta surge quando multiplicarmos 125% por
2500:

Vamos agora fazer por outros métodos:


O que fizemos de maneira breve? Somamos 25% + o
inteiro 100% e multiplicamos por 2500. Observe a fórmula:
Valor numérico de uma
expressão algébrica
Expressão algébrica, para Vejamos alguns exemplos:
início de conversa, são
expressões que envolvem
álgebra. Mas surge então a
pergunta: o que é álgebra?
Álgebra nada mais é que
letras: a, b, c, d, e, ... Uma
expressão algébrica pode
envolver equação ou
expressões que o candidato
deva apenas organizar.
A resolução do que foi posto acima é muito difícil, já que a questão
pode envolver diversos valores ao mesmo tempo.
No caso da prova do IFAL, você pode formar uma conta através
das alternativas, já que poderia haver um exemplo do que foi dado
acima até em equação de 2° grau.
Certamente, entre as alternativas vão dizer os valores para
substituir, basta você substituir e conferir se a alternativa está
correta.
Operações algébricas com
polinômios
Você deve estar se perguntando que troço é esse, mas, na
realidade é muito fácil... Operações algébricas, com polinômios:
operações = contas; algébricas = com letras; com polinômios =
envolvendo várias letras.
Quando isso ocorre, a menos que a questão indique “dicas”, é
impossível, através de determinada conta, encontrar o valor de uma
incógnita entre duas ou mais.
Foi pensando nessa impossibilidade que foi criado sistema de
equações. No caso de operações com polinômios não se trata de
encontrar o valor em si, mas sim de organizar e simplificar ao
máximo, isto é, se for possível dividir, deve-se dividir, se for
possível tirar evidência, deve-se tirá-la.
Há ainda outra organização pela qual eu falo. O ideal é que ponha-
se as letras em ordem alfabética.
Mas não ache que nesse tipo de operação necessita apenas de
organização. Ela pode vim acompanhada de uma expressão
numérica, pela qual você já deva mostrar prática, e até mesmo,
pode vim soma entre letras, ou melhor, incógnitas comuns, onde
você deve diferenciar as comuns das incomuns.
As comuns são incógnitas iguais (ambas elevadas ao mesmo valor;
são a mesma letra).
As incomuns são incógnitas diferentes (elevadas à diferentes
valores ou são diferentes letras).
Produtos notáveis
• Produtos notáveis são produtos de expressões algébricas que
possuem uma forma geral para sua resolução.
Os produtos abaixo são exemplos, em forma geral, de produtos
notáveis:
 (a + b) . (a + b) = (a + b)2 Quadrado da soma
 (a – b) . (a – b) = (a – b)2 Quadrado da diferença
 (a + b) . (a – b) Produto da soma pela diferença
 (x + p) . (x + q) Produto do tipo
 (a + b) . (a + b) . (a + b) = (a + b)3 Cubo da soma
 (a – b) . (a – b) . (a – b) = (a – b)3 Cubo da diferença
Casos Especiais envolvendo Produtos
Notáveis
Produtos notáveis são multiplicações entre binômios muito
frequentes na Matemática, envolvendo cálculos algébricos. Os
produtos entre binômios mais conhecidos são:
Quadrado da soma entre dois termos
(a + b)² = a² + 2ab + b²
Quadrado da diferença entre dois termos.
(a – b)² = a² – 2ab + b²
Cubo da soma entre dois termos.
(a + b)³ = a³ + 3a²b + 3ab² + b³
Cubo da diferença entre dois termos.
(a – b)³ = a³ – 3a²b + 3ab² – b³
Produto da soma pela diferença.
(a + b) * (a – b) = a² – b²
O caso mais especial: Quadrado da soma
entre três termos

(a + b + c)² = (a + b + c) * (a + b + c) = a² + ab + ac + ab + b² + bc +
ac + bc + c² =a² + b² + c² + 2ab + 2ac + 2bc
Nesse caso temos a possibilidade de aplicar a seguinte regra
prática:
O somatório entre,
O quadrado do 1º termo.
O quadrado do 2º termo.
O quadrado do 3º termo.
O dobro do 1º termo pelo 2º termo.
O dobro do 1º termo pelo 3º termo
O dobro do 2º termo pelo 3º termo.
As seguintes multiplicações também são consideradas casos
especiais, pois a resolução pode ser realizada aplicando uma regra
prática.
(a + b) * (a² – ab + b²) = a³ – a²b + ab² + a²b – ab² + b³ = a³ + b³
(a – b) * (a² + ab + b²) = a³ + a²b + ab² – a²b – ab² – b³ = a³ – b³

A criação de novas regras práticas relacionadas ao


desenvolvimento de determinados produtos notáveis é um ramo
aberto na Matemática. Dessa forma, ao manipular os termos
algébricos podemos criar novas regras práticas na resolução de
situações algébricas.
Cubo da soma e Cubo da diferença

As técnicas resolutivas de produtos notáveis são de grande


importância na resolução de expressões onde o expoente possui
valor numérico igual a 3. As expressões (a + b)³ e (a – b)³ podem
ser resolvidas pelo método da distribuição ou pelo método da
resolução prática. Demonstraremos as duas situações, deixando a
critério do estudante optar pela melhor forma de resolução.
Cubo da Soma

Temos que a expressão (a + b)³ pode ser escrita da seguinte forma:


(a + b)² * (a + b). A decomposição permite aplicarmos o quadrado
da soma na expressão (a + b)², multiplicando o resultado pela
expressão (a + b). Veja:

(a + b)² = a² + 2ab + b² → (a² + 2ab + b²) * (a + b) = a²*a + a²*b +


2ab*a + 2ab*b + b²*a + b²*b
a³ + a²b + 2a²b + 2ab² + ab² + b³ → a³ + 3a²b + 3ab² + b³

(2x + 3)³ = (2x + 3)² * (2x + 3)


(2x + 3)² = (2x)² + 2*2x*3 + (3²) = 4x² + 12x + 9
(4x² + 12x + 9) * (2x + 3) =
4x²*2x + 4x²*3 + 12x*2x + 12x*3 + 9*2x + 9*3 =
8x³ + 12x² + 24x² + 36x + 18x + 27 = 8x³ + 36x² + 54x + 27
Regra Prática

“O cubo do primeiro termo mais três vezes o quadrado do primeiro


termo vezes o segundo termo mais três vezes o primeiro termo
vezes o quadrado do segundo termo mais o cubo do segundo
termo.”

(x + 3)³ = (x)³ + 3*(x)²*3 + 3*x*(3)² + (3)³ = x³ + 9x² + 27x + 27

(2b + 2)³ = (2b)³ + 3*(2b)²*2 + 3*2b*(2)² + (2)³ = 8b³ + 24b² + 24b +


8
Cubo da Diferença

O cubo da diferença pode ser desenvolvido de acordo com os


princípios resolutivos do cubo da soma. A única alteração a ser
efetuada é quanto à utilização do sinal negativo.
Regra Prática

“O cubo do primeiro termo menos três vezes o quadrado do


primeiro termo vezes o segundo termo mais três vezes o primeiro
termo vezes o quadrado do segundo termo menos o cubo do
segundo termo.”

(x – 3)³ = (x)³ – 3*(x)²*3 + 3*x*(3)² – (3)³ = x³ – 9x² + 27x – 27

(2b – 2)³ = (2b)³ – 3*(2b)²*2 + 3*2b*(2)² – (2)³ = 8b³ – 24b² + 24b –


8
Produto da soma pela diferença

Uma situação interessante envolvendo expressões algébricas se apresenta na


seguinte forma:
(a + b)(a – b), sendo denominada Produto da Soma pela Diferença, podendo ser
resolvida através da propriedade distributiva da multiplicação ou através de uma
regra prática. Essa expressão pode ser considerada um produto notável, pela
característica regular apresentada na resolução de situações semelhantes.

Aplicando a propriedade distributiva na resolução da expressão (a + b)(a –


b).

(a + b)(a – b) = a*a – a*b + b*a – b*b = a² – b²


Note que os termos – ab e + ba são opostos, por isso se anulam.

(2x + 4)(2x – 4) = 2x*2x – 2x*4 + 4*2x – 4*4 = 4x² – 8x + 8x – 16 = 4x² – 16

(7x + 6)(7x – 6) = 7x*7x – 7x*6 + 6*7x – 6*6 = 49x² – 42x + 42x – 36 = 49x² – 36

(10x³ – 12)(10x³ + 12) = 10x³*10x³ + 10x³*12 – 12*10x³ –12*12 = 100x6 + 120x³ –


120x³ – 144 = 100x6 – 144

(20z + 10x)(20z – 10x) = 20z*20z – 20z*10x + 10x*20z – 10x*10x = 400z² – 200zx +


200xz – 100x² = 400z² – 100x²
Aplicando a regra prática

A aplicação da regra prática se dá através da seguinte


situação: “o primeiro termo elevado ao quadrado menos o
segundo termo elevado ao quadrado”

(4x + 7)(4x – 7) = (4x)² – (7)² = 16x² – 49

(12x + 8)(12x – 8) = (12x)² – (8)² = 144x² – 64

(11x² – 5x)(11x² + 5x) = (11x²)² – (5x)² = 121x4 – 25x²

(20b – 30)(20b + 30) = (20b)² – (30)² = 400b² – 900


Quadrado da diferença

Algumas multiplicações envolvendo expressões algébricas revelam


certos padrões matemáticos em suas resoluções. Essas
expressões são conhecidas como produtos notáveis, que se
dividem em quadrado da soma, quadrado da diferença, produto da
soma pela diferença, cubo da soma e cubo da diferença. Desses,
destacaremos a nossa atenção para o quadrado da diferença e seu
desenvolvimento.

As expressões que possuem a forma (a – b)2 podem ser resolvidas


de duas formas distintas: aplicando a propriedade distributiva da
multiplicação ou a regra prática.
Utilizando a propriedade distributiva na expressão (a – b)2.
Pela definição de potenciação sabemos que (a – b)2 pode ser
escrito na forma
(a – b)* (a – b).

(a – b)* (a – b) = a*a – a*b – b*a + b*b = a² – 2ab + b²

(x – 4)² = (x – 4) * (x – 4) = x*x – 4*x – 4*x + 4*4 = x² – 8x + 16

(2y – 5)² = (2y – 5) * (2y – 5) = 2y*2y – 2y*5 – 5*2y + 5*5 = 4y² –


20y + 25

(5a – 2b)² = (5a – 2b) * (5a – 2b) = 5a*5a – 5a*2b – 2b*5a + 2b*2b
= 25a² – 20ab + 4b²
Utilizando a regra prática na expressão (a – b) 2.

“O quadrado do primeiro termo menos, duas vezes o primeiro


termo vezes o segundo termo, mais o quadrado do segundo
termo.”

(y – 6)² = (y)² – 2*y*6 + (6)² = y² – 12y + 36

(4b – 9)² = (4b)² – 2*4b*9 + (9)² = 16b² – 72b + 81

(7y – 6x)² = (7y)² – 2*7y*6x + (6x)² = 49y² – 84xy + 36x²

(10x – 2z)² = (10x)² – 2*10x*2z + (2z)² = 100x² – 40xz + 4z²


Quadrado da soma

Tem duas formas de provar como resolver o quadrado da soma.


A primeira é resolvendo algebricamente, veja como:
(a + b)2 é o mesmo que (a + b) . (a + b)
Então, utilizando a propriedade distributiva vamos calcular:
(a + b) . (a + b) ------ utilizando a propriedade distributiva.

a 2 + ab + ab + b 2 ------ operar os termos semelhantes.


a 2 + 2ab + b 2
Concluímos que:
(a + b) . (a + b) = (a + b)2
A segunda forma é geometricamente, veja como:
Observe o quadrado de lado (a + b) e calculemos a sua área.
Da igualdade entre as áreas das figuras, temos:
Concluimos que (a + b)2 = a 2 + 2ab + b 2
(a + b)2 = quadrado do primeiro termo mais duas vezes o
primeiro vezes o segundo mais o quadrado do segundo termo.
Fatoração
Dentre os vários artigos publicados neste site, temos um que trata
a decomposição de números naturais em fatores primos. Neste
artigo denominamos fatoração a decomposição de um número
natural em um produto de fatores primos.
Vemos agora ver um outro tipo de fatoração.
Definição de Fatoração

A fatoração é a transformação da soma e/ou subtração de vários


termos em um produto de diversos fatores.
Vejamos alguns exemplos onde temos alguns dos principais tipos
de fatoração:
Na sequência vemos como tratar cada um destes tipos de
fatoração em particular.
A fatoração é um recurso que utilizamos na simplificação
de sentenças matemáticas. Quando for o caso, podemos
utilizá-la na simplificação de uma fração ou de uma
equação, por exemplo.
Fator Comum: ax + bx = x(a + b)

A forma mais básica de fatoração é a colocação de fatores comuns


em evidência.
No exemplo abaixo o fator 5 é comum a todos os termos e por isto
é possível colocá-lo em evidência:

Colocamos o fator 5 em evidência o destacando e o multiplicando


pela a expressão quociente da divisão da sentença original por tal
fator, inserida entre parênteses:

Exemplos:
Agrupamento: ax + bx + ay + by = (a + b)(x +
y)

No tipo de fatoração por agrupamento não temos um fator que é


comum a todos os termos, no entanto temos fatores que são
comuns a alguns termos e outros fatores que são comuns a outros
termos.
Vejamos o exemplo abaixo:

Note que o fator x é comum aos dois primeiros termos, assim como
o fator y é comum aos dois últimos termos, então podemos colocá-
los em evidência:
Veja que ainda temos o fator (4 + 6) em comum e que também
pode ser colocado em evidência:

Assim sendo:

Obviamente, como mostrado abaixo, podemos continuar os


cálculos somando 4 com 6, mas o foco aqui é a fatoração em si:

No lugar dos fatores x e y, poderíamos evidenciar os fatores 4 e 6,


visto que ambos são comuns ao fatores 4x e 4y, no caso do 4 e 6x
e 6y, no caso do 6:
E ao colocarmos o fator (x + y) em evidência, chegamos ao mesmo
resultado obtido anteriormente, apenas com uma mudança na
ordem dos fatores, que como sabemos não altera o produto:

Exemplos:
Diferença de Dois Quadrados: a2 - b2 = (a + b)
(a - b)
Este os próximos quatro tipos de fatoração que veremos estão
relacionados aos produtos notáveis. Aos estudá-los vimos que o
produto da soma pela diferença de dois termos nos leva à diferença
de dois quadrados, então podemos utilizar de forma inversa este
conhecimento na fatoração da diferença de dois quadrados.
Vejamos este exemplo na sequência:

Visto que a2 - b2 = (a + b)(a - b), podemos realizar a fatoração como


a seguir:

Tal fatoração foi realizada se encontrando o valor de a e b, que são


respectivamente a raiz quadrada do primeiro e do segundo termo e
então os substituindo em (a + b)(a - b).
Logo:

Exemplos
Trinômio Quadrado Perfeito - Soma: a2 + 2ab + b2
= (a + b)2
Quando desenvolvemos o quadrado da soma de dois termos
chegamos a um trinômio quadrado perfeito, que é o que
demonstra a sentença acima, só que temos os membros em ordem
inversa. Então o quadrado da soma de dois termos é a forma
fatorada de um trinômio quadrado perfeito.
Como fatorar o trinômio abaixo?

Se o pudermos escrever como a2 + 2ab + b2 estaremos diante de


um trinômio quadrado perfeito, que fatorado é igual a (a + b)2.
Obtemos o valor de a extraindo a raiz quadrada de x2 no primeiro
termo e o valor de b extraindo a raiz quadrada de 49 no terceiro
termo, portanto a = x e b = 7.
Ao substituirmos a por x e b por 7 nos termos do trinômio a2 + 2ab
+ b2 devemos chegar a uma variação do trinômio original:

Realizando a substituição de a e b, vamos então analisar a2 + 2ab


+ b2 termo a termo para verificar se o polinômio obtido é igual ao
polinômio original.
Quando substituímos a por x em a2 chegamos ao x2 original.
Ao substituirmos a por x e b por 7 em 2ab obtivemos 2 . x . 7,
equivalente ao 14x original.
E finalmente substituindo b por 7 em b2 chegamos a 72, equivalente
ao 49 do terceiro termo do polinômio original.
Como foi possível escrever x2 + 14x + 49 na forma a2 + 2ab + b2,
então estamos mesmo diante de um trinômio quadrado perfeito que
pode ser fatorado assim:

Portanto:

Se o polinômio em questão não fosse um trinômio quadrado


perfeito, não poderíamos realizar a fatoração desta forma, visto
que a conversão de x2 + 14x + 49 em a2 + 2ab + b2 levaria a um
polinômio diferente do original. Por exemplo, se o trinômio fosse x2
+ 15x + 49, o segundo termo 15x iria diferir do segundo termo
obtido via substituição de a e b que é 14x, portanto não teríamos
um trinômio quadrado perfeito.
Note que realizamos uma verificação termo a termo para verificar
se realmente tínhamos um trinômio quadrado perfeito, mas você
não precisará fazer tal verificação quando no enunciado da questão
estiver explícito que os polinômios realmente são trinômios
quadrados perfeitos.
Exemplos:
Trinômio Quadrado Perfeito - Diferença: a2 - 2ab + b2
= (a - b)2

Assim como o caso da soma visto anteriormente, de forma análoga


temos o caso da diferença.
Vejamos este outro trinômio:

Como 2x é a raiz quadrada de 4x2, do primeiro termo, e 5 é


a raiz quadrada de 25 do terceiro termo, podemos
reescrevê-lo como a seguir, substituindo a por 2x e b por 5
temos:

Como os respectivos termos do polinômio original e do


polinômio acima são iguais, temos um trinômio quadrado
perfeito:
Portanto, temos realmente um trinômio quadrado perfeito que
pode ser escrito na forma a2 - 2ab + b2 = (a - b)2:

Logo:

Exemplos:
Cubo Perfeito - Soma: a3 + 3a2b + 3ab2 + b3 =
(a + b)3
Na sentença acima temos um polinômio e a sua forma
fatorada, que nada mais é que o
cubo da soma de dois termos.
Se temos um polinômio a3 + 3a2b + 3ab2 + b3 podemos
fatorá-lo como (a + b)3.
Vamos analisar o polinômio abaixo:

Nosso objetivo é escrevê-lo na forma a3 + 3a2b + 3ab2 + b3,


substituindo a por 7 que é a raiz cúbica de 343 e substituindo b por
3y que é a raiz cúbica de 27y3:
Como visto nos dois tipos anteriores, também neste tipo e no
próximo, se não estiver claro no enunciado da questão que
realmente se trata de um cubo perfeito, precisamos verificar se
todos os membros do polinômio original são iguais aos termos do
polinômio obtido via substituição de a e b em a3 + 3a2b + 3ab2 + b3.
Como os respectivos termos do polinômio original e do polinômio
acima são iguais temos de fato um cubo perfeito:
Então temos um cubo perfeito que é fatorado como:

Exemplos:
Cubo Perfeito - Diferença: a3 - 3a2b + 3ab2 - b3
= (a - b)3
A forma fatorada do polinômio no primeiro membro da sentença
acima é o cubo da diferença de dois termos.
O polinômio a3 - 3a2b + 3ab2 - b3 é fatorado como (a - b)3.
Vamos fatorar a sentença abaixo de forma análoga a que fizemos
no tipo de fatoração anterior:

Extraímos a raiz cúbica de 8a3 que é 2a e de 343b3 que é


7b e então substituímos a e b respectivamente por 2a e
7b em a3 - 3a2b + 3ab2 - b3:
Como os respectivos termos do polinômio original e do polinômio
acima são iguais, temos um cubo perfeito:
Então:

Exemplos:
MMC & MDC

Os cálculos envolvendo MMC e MDC são relacionados com múltiplos e


divisores de um número natural. Entendemos por Múltiplo, o produto
gerado pela multiplicação entre dois números. Observe:
Dizemos que 30 é múltiplo de 5, pois 5 * 6 = 30. Existe um número
natural que multiplicado por 5 resulta em 30. Veja mais alguns números
e seus múltiplos:
 M(3) = 0, 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, ...
 M(4) = 0, 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28, 32, ...
 M(10) = 0, 10, 20, 30, 40, 50, 60, ...
 M(8) = 0, 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, ...
 M(20) = 0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, ...
 M(11) = 0, 11, 22, 33, 44, 55, 66, 77, 88, 99, ...
Os múltiplos de um número formam um conjunto infinito de elementos.
Sobre a divisibilidade

Em algumas situações precisamos apenas saber se um número


natural é divisível por outro número natural, sem a necessidade de
obter o resultado da divisão. Neste caso utilizamos as regras
conhecidas como critérios de divisibilidade. Apresentamos as
regras de divisibilidade por 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 13, 16, 17,
19, 23, 29, 31 e 49.
Alguns critérios de divisibilidade
Divisibilidade por 2

Um número é divisível por 2 se ele é par, ou seja, termina em 0, 2,


4, 6 ou 8.
Exemplos: O número 5634 é divisível por 2, pois o seu último
algarismo é 4, mas 135 não é divisível por 2, pois é um número
terminado com o algarismo 5 que não é par.
Divisibilidade por 3

Um número é divisível por 3 se a soma de seus algarismos é


divisível por 3.
Exemplos: 18 é divisível por 3 pois 1+8=9 que é divisível por 3, 576
é divisível por 3 pois: 5+7+6=18 que é divisível por 3, mas 134 não
é divisível por 3, pois 1+3+4=8 que não é divisível por 3.
Divisibilidade por 4

Um número é divisível por 4 se o número formado pelos seus dois


últimos algarismos é divisível por 4.
Exemplos: 4312 é divisível por 4, pois 12 é divisível por 4, mas
1635 não é divisível por 4 pois 35 não é divisível por 4.
Divisibilidade por 5

Um número é divisível por 5 se o seu último algarismo é 0


(zero) ou 5.
Exemplos: 75 é divisível por 5 pois termina com o
algarismo 5, mas 107 não é divisível por 5 pois o seu último
algarismo não é 0 (zero) nem 5.
Divisibilidade por 6

Um número é divisível por 6 se é par e a soma de seus algarismos


é divisível por 3.
Exemplos: 756 é divisível por 6, pois 756 é par e a soma de seus
algarismos: 7+5+6=18 é divisível por 3, 527 não é divisível por 6,
pois não é par e 872 é par mas não é divisível por 6 pois a soma de
seus algarismos: 8+7+2=17 não é divisível por 3.
Divisibilidade por 7

Um número é divisível por 7 se o dobro do último


algarismo, subtraído do número sem o último algarismo,
resultar um número divisível por 7. Se o número obtido
ainda for grande, repete-se o processo até que se possa
verificar a divisão por 7.
Exemplo: 165928 é divisível por 7 pois:

Repete-se o processo com este último número.


Repete-se o processo com este último número.

Repete-se o processo com este último número.

A diferença é divisível por 7, logo o número dado inicialmente


também é divisível por 7.
Divisibilidade por 8

Um número é divisível por 8 se o número formado pelos seus três


últimos algarismos é divisível por 8.
Exemplos: 45128 é divisível por 8 pois 128 dividido por 8 fornece
16, mas 45321 não é divisível por 8 pois 321 não é divisível por 8.
Divisibilidade por 9

Um número é divisível por 9 se a soma dos seus algarismos é um


número divisível por 9.
Exemplos: 1935 é divisível por 9 pois: 1+9+3+5=18 que é divisível
por 9, mas 5381 não é divisível por 9 pois: 5+3+8+1=17 que não é
divisível por 9.
Divisibilidade por 10

Um número é divisível por 10 se termina com o algarismo 0 (zero).


Exemplos: 5420 é divisível por 10 pois termina em 0 (zero), mas
6342 não termina em 0 (zero).
Divisibilidade por 11

Um número é divisível por 11 se a soma dos algarismos de ordem


par Sp menos a soma dos algarismos de ordem ímpar Si é um
número divisível por 11. Como um caso particular, se Sp-Si=0 ou se
Si-Sp=0, então o número é divisível por 11.
Exemplo: 1353 é divisível por 11, pois:

O primeiro e o terceiro algarismos têm ordem impar e a sua soma


é: Si=1+5=6, o segundo e o quarto algarismos têm ordem par e a
sua soma é: Sp=3+3=6, assim a soma dos algarismos de ordem
par Sp é igual à soma dos algarismos de ordem ímpar Si, logo o
número é divisível por 11.
Divisibilidade por 13

Um número é divisível por 13 se o quádruplo (4 vezes) do último


algarismo, somado ao número sem o último algarismo, resultar um
número divisível por 13. Se o número obtido ainda for grande,
repete-se o processo até que se possa verificar a divisão por 13.
Este critério é semelhante àquele dado antes para a divisibilidade
por 7, apenas que no presente caso utilizamos a soma ao invés de
subtração.
Exemplo: 16562 é divisível por 13? Vamos verificar.
Repete-se o processo com este último número.

Repete-se o processo com este último número.

Como a última soma é divisível por 13, então o número dado


inicialmente também é divisível por 13.
Divisibilidade de 16

Um número é divisível por 16 se o número formado pelos seus


quatro últimos algarismos é divisível por 16.
Exemplos: 54096 é divisível por 16 pois 4096 dividido por 16
fornece 256, mas 45321 não é divisível por 16 pois 5321 não é
divisível por 16.
Divisibilidade por 17

Um número é divisível por 17 quando o quíntuplo (5 vezes)


do último algarismo, subtraído do número que não contém
este último algarismo, proporcionar um número divisível
por 17. Se o número obtido ainda for grande, repete-se o
processo até que se possa verificar a divisão por 17.
Exemplo: 18598 é divisível por 17 pois:

Repete-se o processo com este último número.


Repete-se o processo com este último número.

A diferença, embora negativa, é divisível por 17, logo o número


dado inicialmente também é divisível por 17.
Divisibilidade 19

Um número é divisível por 19 quando o dobro do último algarismo,


somado ao número que não contém este último algarismo,
proporcionar um número divisível por 19. Se o número obtido ainda
for grande, repete-se o processo até que se possa verificar a
divisão por 19.
Exemplo: 165928 é divisível por 19? Vamos verificar.

Repete-se o processo com este último número.


Repete-se o processo com este último número.

Repete-se o processo com este último número.

Como a última soma não é divisível por 19, então o número dado
inicialmente também não é divisível por 19.
Divisibilidade por 23

Um número é divisível por 23 quando o héptuplo (7 vezes) do


último algarismo, somado ao número que não contém este último
algarismo, proporcionar um número divisível por 23. Se o número
obtido ainda for grande, repete-se o processo até que se possa
verificar a divisão por 23.
Exemplo: 185909 é divisível por 23? Vamos verificar.

Repete-se o processo com este último número.


Repete-se o processo com este último número.

Como a última soma é divisível por 23, então o número


dado inicialmente também é divisível por 23.
Divisibilidade por 29

Um número é divisível por 29 quando o triplo (3 vezes) do último


algarismo, subtraído do número que não contém este último
algarismo, proporcionar um número divisível por 29. Se o número
obtido ainda for grande, repete-se o processo até que se possa
verificar a divisão por 29.
Exemplo: O número 8598 é divisível por 29?

Repete-se o processo com este último número.


Repete-se o processo com este último número.

A diferença, embora negativa, não é divisível por 29, logo o número


dado inicialmente também não é divisível por 29.
Divisibilidade por 31

Um número é divisível por 31 quando o triplo (3 vezes) do último


algarismo, somado ao número que não contém este último
algarismo, proporcionar um número divisível por 31. Se o número
obtido ainda for grande, repete-se o processo até que se possa
verificar a divisão por 31.
Exemplo: 8598 é divisível por 31?

Repete-se o processo com este último número.


Repete-se o processo com este último número.

A soma não é divisível por 31, logo o número dado inicialmente


também não é divisível por 31.
Divisibilidade por 49

Um número é divisível por 49 quando o quíntuplo (5 vezes) do


último algarismo, somado ao número que não contém este último
algarismo, proporcionar um número divisível por 49. Se o número
obtido ainda for grande, repete-se o processo até que se possa
verificar a divisão por 49.
Exemplo: 8598 é divisível por 49?

Repete-se o processo com este último número.


Repete-se o processo com este último número.

A soma não é divisível por 49, logo o número dado inicialmente


também não é divisível por 49.
Divisores

Um número é considerado divisível por outro quando o resto da


divisão entre eles é igual a zero. Observe alguns números e seus
divisores:
 D(10) = 1, 2, 5, 10.
 D(20) = 1, 2, 4, 5, 10, 20.
 D(25) = 1, 5, 25.
 D(100) = 1, 2, 4, 5, 10, 20, 25, 50, 100.
Mínimo Múltiplo Comum (MMC)

O mínimo múltiplo comum entre dois números é representado pelo


menor valor comum pertencente aos múltiplos dos números.
Observe o MMC entre os números 20 e 30:
 M(20) = 0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, ....
 M(30) = 0, 30, 60, 90, 120, 150, 180, ...
O MMC entre 20 e 30 é equivalente a 60.
Outra forma de determinar o MMC entre 20 e 30 é através da
fatoração, em que devemos escolher os fatores comuns de maior
expoente e os termos não comuns. Observe:
 20 = 2 * 2 * 5 = 2² * 5
 30 = 2 * 3 * 5 = 2 * 3 * 5
 MMC (20; 30) = 2² * 3 * 5 = 60
A terceira opção consiste em realizar a decomposição simultânea
dos números, multiplicando os fatores obtidos. Observe:
Máximo Divisor Comum (MDC)

O máximo divisor comum entre dois números é representado pelo


maior valor comum pertencente aos divisores dos números.
Observe o MDC entre os números 20 e 30:
D(20) = 1, 2, 4, 5, 10, 20.
D(30) = 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30.
O maior divisor comum dos números 20 e 30 é 10.
Podemos também determinar o MDC entre dois números através
da fatoração, em que escolheremos os fatores comuns de menor
expoente. Observe o MDC de 20 e 30 utilizando esse método.
20 = 2 * 2 * 5 = 2² * 5
30 = 2 * 3 * 5 = 2 * 3 * 5
MDC (20; 30) = 2 * 5 = 10
Exemplo
Vamos determinar o MMC e o MDC entre os números 80 e 120.
MMC
80 = 2 * 2 * 2 * 2 * 5 = 24 * 5
120 = 2 * 2 * 2 * 3 * 5 = 2³ * 3 * 5
MMC (80; 120) = 24 * 3 * 5 = 240
MDC (80; 120) = 2³ * 5 = 40
Encontrando divisores através da fatoração

• Divisores de um número natural são todos os números


naturais que ao dividirem tal número, resultarão em uma divisão
exata, isto é, com resto igual a zero.
O conjunto dos divisores de um número é um conjunto finito, mas
como determinar quantos divisores um número natural possui?
Tanto para a identificação da quantidade de divisores de um
número, assim como para que possamos encontrar tais divisores,
iremos recorrer à fatoração ou decomposição em fatores primos
.
Tomemos como exemplo o número 200 para aprendermos a
identificar quantos e quais são os seus divisores.
Fatorando através da decomposição de
números em fatores primos

Primeiramente iremos decompor o número 200 em fatores primos:

Temos então que 200 fatorado é igual a 23 . 52.


Quantidade de divisores de um número
natural
O número 200 decomposto possui dois fatores primos. Um com
expoente 3 (23) e outro com expoente 2 (52). A multiplicação destes
expoentes adicionados em uma unidade cada um deles, irá nos
fornecer a informação procurada:
(3 + 1) . (2 + 1) = 12
Portanto o número natural 200 possui um total de 12 divisores
naturais.
Conjunto dos Divisores de um Número Natural

Mas quais são estes 12 divisores naturais do número 200?


Analisemos a figura abaixo:

Notamos que à direita da fatoração do número 200, executada mais


acima no início deste tópico, foi traçada uma outra linha vertical e
colocado o número 1 no topo. Ele foi considerado, pois todos os
números naturais são divisíveis por ele.
Temos então que { 1 } é o primeiro subconjunto obtido dos divisores
de 200.
A partir daí, todos os outros divisores serão obtidos através da
multiplicação do fator da linha em questão, por todos os divisores
das linhas acima, até então calculados, ou em outras palavras,
obtidos através da multiplicação do fator da linha em questão por
todos os elementos do atual subconjunto de divisores, mas há uma
exceção: Quando o fator da linha em questão for igual ao fator da
linha anterior, ao invés de o multiplicarmos por todos os divisores já
encontrados, o multiplicamos apenas pelos divisores encontrados
na linha anterior, pois caso contrário iremos obter vários divisores
que já foram encontrados anteriormente. Se quisermos seguir a
regra geral, o único problema, além do desperdício de tempo, é que
teremos que eliminar as duplicidades, considerando cada divisor
apenas uma vez.
Multiplicando-se o primeiro fator 2 por cada elemento do
subconjunto atual (2 . 1 = 2), obteremos o novo subconjunto { 1, 2 }
que conta agora com dois divisores.

Multiplicando-se o segundo fator 2 por cada elemento do


subconjunto atual (2 . 1 = 2, 2 . 2 = 4), obteremos um novo
subconjunto { 1, 2, 4 }, que conta agora com três divisores.
Podemos notar que o divisor 2 que já fazia parte do subconjunto
anterior foi considerado apenas uma vez.
Neste caso poderíamos ter calculado apenas o produto (2 . 2 = 4),
pois o fator 2 em questão é o mesmo fator da linha anterior, então o
multiplicamos apenas por 2, que é o único divisor encontrado na
linha anterior, evitando assim a perda de tempo em cálculos que
resultarão em valores já obtidos.
Como o terceiro fator 2 é novamente uma repetição do fator acima,
vamos apenas multiplicar (2 . 4 = 8), obtendo o novo subconjunto
{ 1, 2, 4, 8 }, que conta agora com quatro divisores. Note que se
tivéssemos multiplicado por todos os divisores acima,
encontraríamos 2 e 4 em duplicidade.
Multiplicando-se o primeiro fator 5 pelos elementos do subconjunto
atual (5 . 1 = 5, 5 . 2 = 10, 5 . 4 = 20, 5 . 8 = 40), obteremos um
novo subconjunto { 1, 2, 4, 5, 8, 10, 20, 40 }, que conta agora com
oito divisores.

Finalmente multiplicando-se o segundo fator 5 pelos


elementos da linha acima, já que ele se repete, (5 . 5 =
25, 5 . 10 = 50, 5 . 20 = 100, 5 . 40 = 200), obteremos
um novo subconjunto { 1, 2, 4, 5, 8, 10, 20, 25, 40, 50,
100, 200 }, que conta agora com os doze divisores de 200
como já era de se esperar.
Portanto os doze divisores naturais de 200 são: 1, 2, 4, 5, 8, 10, 20,
25, 40, 50, 100 e 200.
Simplificação de Frações
Algébricas
A simplificação de frações é feita dividindo o numerador e o
denominador pelo mesmo número, isto seria o mesmo que eliminar
todos os fatores comuns, obtendo uma fração mais simples e
equivalente. Observe os exemplos:
Com base nesse mesmo procedimento, simplificamos frações
algébricas que apresentam fatores em comum. Veja exemplos:

Para serem desenvolvidas, algumas simplificações requerem,


primeiramente, o uso de técnicas de produtos notáveis e fatoração.
Fator comum em evidência
Diferença entre dois quadrados

Agrupamento e fator comum em evidência

Trinômio quadrado perfeito


Efetuando operações antes de simplificar

A simplificação de frações algébricas é um processo que facilita a


resolução de equações algébricas, pois a redução da equação a
outra equivalente simplificada torna o processo de resolução mais
simples, evitando cálculos excessivos e diminuindo o risco de erros.
Potenciação e radiciação
Potenciação
Potenciação trata-se de uma propriedade pela
qual, se torna possível resumir, na escrita, uma
multiplicação pela qual, tanto o multiplicando
quanto o multiplicador obtenham valores iguais.
Certamente até agora não ajudei muito, mas
preste atenção nos seguintes casos:
103 = 10 . 10 . 10 = 1000
22 = 2 . 2 = 4
44 = 4 . 4 . 4 . 4 = 156
Porém, em potenciação há algumas propriedades pela qual não se
devem passar por despercebidas:
 “x elevado a 0” = Qualquer número elevado a 0 resulta em 1.
 “x elevado a 1” = Qualquer número elevado a 1 resulta nele
mesma.
 Potência de 10 = Ocorre potência de 10 quando o 10 estar elevado
a determinado valor (sendo ele que indicará quantos “zeros” obterá
o resultado): 102 = 100, note que após o 1 há 2 “zeros”, note
também que o 10 está elevado a 2ª potência.
Na potenciação há a base e o expoente, observe:
Radiciação

Radiciação nada mais é que o contrário de potenciação. Na


radiciação deve-se descobrir o número que, multiplicado por ele
mesmo, gera o radicando.
 Observe um exemplo:
 √16 = 4, pois 4 . 4 = 16.
Então qual é a raiz quadrada de 625?
Para descobrir a raiz quadrada de um número, o ideal é decompor
o radicando em fatores primos:
Após feito isso o que faremos? Já que a raiz é essencialmente
quadrada, então devemos igualar os expoentes ao índice, observe:

Após igualados basta “cortar” os expoentes IGUAIS com o índice,


retirando do radicando as bases (havendo entre eles uma
multiplicação) com seus expoentes cortados:

A presença do 1 como radicando explica-se ao dizer-se que a raiz


quadrada de 1 é ele mesmo, sabendo-se que a multiplicação entre
um e um é 1.
Observe agora como é composta a radiciação:
Estudo dos radicais
O estudo dos radicais consiste em entender para o quê serve, em
que tipo de situações é utilizada e como é formada uma raiz.
Primeiramente observe a imagem a seguir:

Certamente você já sabe como se é calculada a raiz quadrada, pelo


menos um método.
A radiciação é exatamente o contrário de potenciação. Quando se
pede, numa questão, por exemplo, a raiz quadrada de 144 se pede
o valor do número que, multiplicado por ele mesmo resulta em 144.
De mente você tem a ideia que seja ele o número 12. Pois 12 . 12 =
122 = 144.
Radiciação, embora seja pouco utilizado na prática, pode ser
utilizado para determinar o valor do lado do quadrado, tendo em
mãos o valor da área.
Equação de 2° grau
Geralmente, quando um aluno pensa neste conteúdo, acredita que
ele é difícil e ruim. Entretanto este conteúdo é simples, prático e
rápido.
Certamente você já ouviu falar em fórmula de Bháskara. Então é
esta a fórmula utilizada para descobrir o valor da incógnita.
Observe as duas fórmulas a seguir, onde, na verdade, ambas são
as mesmas fórmulas, só que escritas de modos diferentes:
Agora veja como vem estruturada uma equação de 2° grau:

A partir das fórmulas dadas no slide anterior e a estrutura da


equação vamos resolver a seguinte equação:

Vamos resolver primeiramente pela 1ª fórmula dada acima:


Note a presença do sinal “ ” (lê-se: mais ou menos) entre o “-4” e o
“16”. Ele indica que será necessário encontrar o X 1 e o X2, sendo
que efetua-se a adição de “-4” e “16” em um, e no outro efetua-se
a subtração. Observe:

Ou seja, os valores para que 2x2 + 4x – 30 seja 0 são iguais a “3” e


“-5”.
Uma equação de 2° grau pode estar incompleta, com a ausência
do valor de “b” ou “c”. Observe os casos:
1. Ausência de B: Uma equação com “b” escasso é escrito da
seguinte forma:
Ax2 + c = 0
Veja o exemplo:
Ausência de C: Uma equação com o “c” escasso é escrito da
seguinte forma:

Veja o exemplo:
Sistema de equações de
2° grau
O sistema de equações de 2° grau, diferenciando-se do sistema de
equações de 1° grau, trata-se de um sistema em que pode estar
contidos uma equação de 1° grau e uma equação de 2° grau, ou
pode estar contidos todas equações de 2° grau.
Como se é de se saber, há dois métodos de resolução de sistema
de equações: o método da adição e o método da substituição.
Observe o sistema a seguir e siga os procedimentos para
resolvê-lo através dos dois métodos:
Método da adição: Como você já sabe, o método da adição
consiste em anular uma incógnita através da adição. Observe:
Método da substituição: Certamente você, candidato por uma vaga
no IFAL, já deve saber como se resolve sistema de equações de 2°
grau por este método, ele consiste em isolar uma incógnita da
equação mais simples, e substituir na equação oposta. Observe:
Problemas de 2° grau
Quando falamos em problemas, nos referimos a quando surge,
numa questão, aquele texto que o candidato deve ler, interpretar,
raciocinar, descobrir a que tipo de conteúdo se refere e lembrar-se
da fórmula (se houver).
Perceba que é, realmente, muito difícil de raciocinar essas
questões. Mas, dependendo da capacidade de raciocínio da
pessoa é possível organizar melhor a mente e saber a que tipo de
conteúdo a questão se refere.
Em problemas de segundo grau não é diferente. Esse tipo de
problemas pode estar relacionado a equações de 2° grau e sistema
de equações de 2° grau. O ideal, portanto, é que o candidato, ao ler
a questão, exponha e reúna todas as informações possíveis.
Portanto observe:
Minha idade ao quadrado é igual à idade de meu irmão. Sabendo-
se que minha idade é 12 vezes menor que a de meu irmão, e que
completo ano no dia 24 de janeiro de 2013, qual foi o ano em que
nascemos?
Como sempre deve ser feito, e como é o recomendado,
primeiramente vamos reunir as informações:
Minha idade = x
Idade de meu irmão = y
Idade de meu irmão = x2
Minha idade = 12 vezes menos que a idade de meu irmão
Completo ano em 24 – 01 - 2013
Agora vamos perceber que teríamos duas incógnitas, portanto,
para descobrir os valores da mesma é necessário que haja duas
equações, então observe:

Note então que conseguimos formar as duas equações e, portanto,


a questão exige conhecimentos em sistema de equações de 2°
grau.
Como você já sabe há duas maneiras de se resolver sistema de
equações, vamos então resolver pelas duas maneiras:
Método da adição:
Método da substituição:
Entretanto lembre-se que a questão não pede conjunto solução,
mas sim o ano em que nasci. Se sei que minha idade é x, portanto
não deve ser – 3, então é 4 anos.
Desde então fica fácil de descobrir o ano em que nasci:

Ou seja, nasci em 2009.


Portanto, futuros alunos do IFAL, mostrando na prática e na
ideologia como resolver um sistema de equações de 2° grau é fácil
aprender a resolver esses problemas.
Teorema de tales
Tales de Mileto foi um importante filósofo, astrônomo e matemático
grego que viveu antes de Cristo. Ele usou seus conhecimentos
sobre Geometria e proporcionalidade para determinar a altura de
uma pirâmide. Em seus estudos, Tales observou que os raios
solares que chegavam à Terra estavam na posição inclinada e
eram paralelos, dessa forma, ele concluiu que havia uma
proporcionalidade entre as medidas da sombra e da altura dos
objetos, observe a ilustração:
Com base nesse esquema, Tales conseguiu medir a altura de uma
pirâmide com base no tamanho da sua sombra. Para tal situação
ele procedeu da seguinte forma: fincou uma estaca na areia, mediu
as sombras respectivas da pirâmide e da estaca em uma
determinada hora do dia e estabeleceu a proporção:
O Teorema de Tales pode ser determinado pela seguinte lei de
correspondência:
“Feixes de retas paralelas cortadas ou intersectadas por segmentos
transversais formam segmentos de retas proporcionalmente
correspondentes”.
Para compreender melhor o teorema observe o esquema
representativo a seguir:
Pela proporcionalidade existente no Teorema, temos a seguinte
situação:.
Exemplo 1:
Aplicando a proporcionalidade existente no Teorema de Tales,
determine o valor dos segmentos AB e BC na ilustração a seguir:
AB = 2x – 3
BC = x + 2
A’B’ = 5
B’C’ = 6

AB = 2x – 3 → 2*4 – 3 = 5
BC = x + 2 → 4 + 2 = 6
Exemplo 2
Determine o valor de x na figura a seguir:
O Teorema de Tales é muito útil para calcular a medida de
determinado segmento. Para entender o teorema é importante
saber o que é um feixe de retas paralelas e uma transversal. Para
isso veja a imagem abaixo.

As retas pretas são chamadas de “feixe de retas paralelas“, pois


são um conjunto de retas paralelas entre si.
As retas azuis recebem o nome de “transversal“, pois ela
intersecta todas as retas do feixe.
O Teorema de Tales diz o seguinte: quando duas retas
transversais cortam um feixe de retas paralelas, as medidas dos
segmentos delimitados pelas transversais são proporcionais. Para
entender o teorema é importante que o leitor saiba um pouco sobre
razão e proporção.
No entanto, como o exemplo é a melhor forma de explicar algo
vamos usar a imagem acima e o teorema para descobrir o valor de
x.
Aplicando o teorema de Tales temos o seguinte problema:
Como foi resolvido.
Multiplicamos cruzado e obtemos o seguinte: 5x = 8. Partindo daí
bastou resolver como uma equação de primeiro grau chegando ao
seguinte resultado x = 8/5, o qual foi mostrado na figura dada no
slide anteiror.
Triângulos semelhantes
A semelhança de triângulos existente na matemática é surgida
antigamente para descobrir as medidas das pirâmides:

Houve a curiosidade de se descobrir as medidas: altura, lado, área,


enfim.
Através dessa propriedade é possível descobrir lados de um
triângulo:

Observe que, nessa comparação entre triângulos, as medidas dos


lados devem ser proporcionais, equivalentes.
Note também que não há a necessidade de obter todos os valores
dos lados, bastam dois valores, onde, no triângulo oposto, deve os
valores dos lados, sendo os mesmos do outro.
Observe:

Ou seja, o valor da base é de 48. Note que o número 24 é oito


vezes maior que 3, assim como 48 é oito vezes maior que 6.
Relações métricas no
triângulo retângulo
O triângulo é o polígono com menor número de lados, mas é uma
das formas geométricas mais importantes no estudo da geometria.
Sempre intrigou matemáticos desde a Antiguidade. Triângulo
retângulo é aquele que apresenta um ângulo interno medindo 90o.
Esse tipo de triângulo apresenta propriedades e características
muito relevantes. Faremos o estudo das relações entre as medidas
dos lados do triângulo retângulo.
Todo triângulo retângulo é composto por dois catetos e uma
hipotenusa. A hipotenusa é o maior lado do triângulo retângulo e
está oposto ao ângulo reto.
Observe a figura abaixo.

Temos que:
a → é a hipotenusa
b e c → são os catetos.

A perpendicular a BC, traçada por A, é a altura h, relativa à


hipotenusa do triângulo.
BH = n e CH = m são as projeções dos catetos sobre a hipotenusa.

Os três triângulos são semelhantes


Da semelhança de triângulos obtemos as seguintes relações:

Daí segue que:

b2 = am e ah = bc

Temos, também, as seguintes relações:


E a mais famosa das relações métricas no triângulo retângulo:

a2 = b2 + c 2

Que é o teorema de Pitágoras.

Observe que temos cinco relações métricas no triângulo retângulo:

1. b2 = am
2. ah = bc
3. c2 = an
4. h2 = mn
5. a2 = b2 + c2

Todas elas são de grande utilidade na resolução de problemas que


envolvem triângulos retângulos.
Exemplo. Determine as medidas da altura relativa à hipotenusa e
dos dois catetos do triângulo abaixo.
Solução: Temos que

n = 2 cm
m = 3 cm

Utilizando a quarta relação descrita anteriormente, obtemos:

h2 = mn
h2 = 3∙2
h2 = 6
h = √6
Segue que:

a = 2 + 3 = 5 cm

Daí, utilizando a primeira relação, obtemos:

b2 = am
b2 = 5∙3
b2 = 15
b = √15

Da terceira relação, obtemos:

c2 = an
c2 = 5∙2
c2 = 10
c = √10
Razões trigonométricas nos
triângulos retângulos
Razões trigonométricas, ou trigonometria, nada mais é que uma
maneira matemática de encontrar determinado valor em um
triângulo retângulo, observe:
Quando uma questão envolve trigonometria no triângulo indica-se o
valor do ângulo, ou melhor, de um dos ângulos, e através dele
pode-se diferenciar os catetos:
 Ângulo definido: O ângulo definido nunca será o ângulo reto (o
ângulo de 90°)
 Hipotenusa: Maior lado do triângulo retângulo
 Cateto adjacente: Localiza-se ao lado do ângulo definido pela
questão.
 Cateto oposto: Localiza-se no lado oposto do ângulo definido pela
banca.
Para quem já estudou razões trigonométricas não é novidade o
seno, cosseno e tangente.
Em questões de concursos, e no caso da prova do IFAL
(INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS), nunca será “deixado de
lado” o valor de seno, cosseno e tangente que NÃO sejam de 30°,
40° e/ou 60°. Com isso é necessário você saber apenas o seno,
cosseno e tangente, cada um de 30°, 45° e 60°.
Primeiramente observe as utilizações do seno, cosseno e tangente
quanto ao valor da medida do ângulo cedido pela questão:
 Seno: Valor do cateto oposto
Valor da hipotenusa
 Cosseno: Valor do cateto adjacente
Valor da hipotenusa
 Tangente: Valor do cateto oposto
Valor do cateto adjacente
Agora olhe os valores de seno, cosseno e tangente para 30°, 45° e
60°:
30° 45° 60°
Seno ½ √2/2 √3/2
Cosseno √3/2 √2/2 ½
Tangente √3/3 1 √3
Para tornar mais fácil há uma cantiga para memorizar acerca dos
conteúdos:
Observe um caso:
POLÍGONOS REGULARES
Triângulo e região triangular
No desenho abaixo, o triângulo ABC é a reunião dos segmentos de
reta AB, BC e AC. A reunião de todos os pontos localizados no
triângulo e também dentro do triângulo é chamada uma região
triangular. A região triangular ABC é limitada pelo triângulo ABC. Os
pontos dos lados do triângulo ABC bem como os pontos do interior
do triângulo ABC são pontos da região triangular.
Duas ou mais regiões triangulares não são sobrepostas, se a
interseção é vazia, é um ponto ou é um segmento de reta. Cada
uma das regiões planas abaixo é a reunião de três regiões
triangulares não sobrepostas.
O conceito de região poligonal

Uma região poligonal é a reunião de um número finito de regiões


triangulares não sobrepostas e coplanares (estão no mesmo
plano). Na gravura abaixo, apresentamos quatro regiões poligonais.
Observe que uma região triangular é por si mesmo uma região
poligonal e além disso uma região poligonal pode conter "buracos".

Uma região poligonal pode ser decomposta em várias regiões


triangulares e isto pode ser feito de várias maneiras
Duas ou mais regiões poligonais são não sobrepostas quando a
interseção de duas regiões quaisquer, é vazia, é um conjunto finito
de pontos, é um segmento de reta ou é um conjunto finito de
pontos e um segmento de reta.
O estudo de área de regiões poligonais depende de alguns
conceitos primitivos:
A cada região poligonal corresponde um único número real positivo
chamado área.
Se dois triângulos são congruentes então as regiões limitadas por
eles possuem a mesma área.
Se uma região poligonal é a reunião de n regiões poligonais não
sobrepostas então sua área é a soma das áreas das n-regiões.
Observação: Para facilitar o estudo de regiões poligonais,
adotaremos as seguintes práticas:
Os desenhos de regiões poligonais serão sombreadas apenas
quando houver possibilidade de confusão entre o polígono e a
região.
Usaremos expressões como a área do triângulo ABC e a área do
retângulo RSTU no lugar de expressões como a área da região
triangular ABC e a área da região limitada pelo retângulo RSTU.
Exemplo: A área da figura poligonal ABCDEFX pode ser obtida pela
decomposição da região poligonal em regiões triangulares.

Após isto, realizamos as somas dessas áreas triangulares.


Área(ABCDEFX)=área(XAB)+área(XBC)+...+área(XEF)
Unidade de área

Para a unidade de medida de área, traçamos um quadrado cujo


lado tem uma unidade de comprimento.

Esta unidade pode ser o metro, o centímetro, o quilômetro,


etc.
Área do Retângulo

A figura ao lado mostra o retângulo ABCD, que mede 3 unidades de


comprimento e 2 unidades de altura. O segmento horizontal que
passa no meio do retângulo e os segmentos verticais, dividem o
retângulo em seis quadrados tendo cada um 1 unidade de área.

A área do retângulo ABCD é a soma das áreas destes seis


quadrados. O número de unidades de área do retângulo coincide
com o obtido pelo produto do número de unidades do comprimento
da base AB pelo número de unidades da altura BC.
O lado do retângulo pode ser visto como a base e o lado adjacente
como a altura, assim, a área A do retângulo é o produto da medida
da base b pela medida da altura h.
A=b×h
Área do quadrado

Um quadrado é um caso particular de retângulo cuja medida da


base é igual à medida da altura. A área do quadrado pode ser
obtida pelo produto da medida da base por si mesma.
Esta é a razão pela qual a segunda potência do número x, indicada
por x², tem o nome de quadrado de x e a área A do quadrado é
obtida pelo quadrado da medida do lado x.
A = x²
Exemplo: Obter a área do retângulo cujo comprimento da base é 8
unidades e o comprimento da altura é 5 unidades.
A = b×h
A = (8u)x(5u) = 40u²
No cálculo de áreas em situações reais, usamos medidas de
comprimento em função de alguma certa unidade como: metro,
centímetro, quilômetro, etc...
Exemplo: Para calcular a área de um retângulo com 2 m de altura e
120 cm de base, podemos expressar a área em metros quadrados
ou qualquer outra unidade de área.
Transformando as medidas em metros
Como h=2m e b=120cm=1,20m, a área será obtida através de:
A = b×h
A = (1,20m)×(2m) = 2,40m²
Transformando as medidas em centímetros
Como h=2m=200cm e b=120cm, a área do retângulo será dada
por:
A = b×h
A = (120cm)×(200cm) = 24000cm²
Área do Paralelogramo

Combinando os processos para obtenção de áreas de triângulos


congruentes com aqueles de áreas de retângulos podemos obter a
área do paralelogramo.
Qualquer lado do paralelogramo pode ser tomado como sua base e
a altura correspondente é o segmento perpendicular à reta que
contém a base até o ponto onde esta reta intercepta o lado oposto
do paralelogramo.
No paralelogramo ABCD abaixo à esquerda, os segmentos verticais
tracejados são congruentes e qualquer um deles pode representar
a altura do paralelogramo em relação à base AB.
No paralelogramo RSTV do slide anterior à direita, os dois
segmentos tracejados são congruentes e qualquer um deles pode
representar a altura do paralelogramo em relação à base RV.
A área A do paralelogramo é obtida pelo produto da medida da
base b pela medida da altura h, isto é, A=b×h. Demonstração da
fórmula
Área do Triângulo

A área de um triângulo é a metade do produto da medida da base


pela medida da altura, isto é, A=b.h/2. Demonstração da fórmula

Exemplo: Mostraremos que a área do triângulo equilátero cujo lado


mede s é dada por A=s²R[3]/2, onde R[z] denota a raiz quadrada de
z>0. Realmente, com o Teorema de Pitágoras, escrevemos h²=s²-
(s/2)² para obter h²=(3/4)s² garantindo que h=R[3]s/2.
Como a área de um triângulo é dada por A=b.h/2, então segue que:
A = s × R[3] s/2 = ½ R[3] s²
Observação: Triângulos com bases congruentes e alturas
congruentes possuem a mesma área.
Comparação de áreas entre triângulos
semelhantes

Conhecendo-se a razão entre medidas correspondentes quaisquer


de dois triângulos semelhantes, é possível obter a razão entre as
áreas desses triângulos.

Propriedade: A razão entre as áreas de dois triângulos semelhantes


é igual ao quadrado da razão entre os comprimentos de quaisquer
dois lados correspondentes.
Área do losango

O losango é um paralelogramo e a sua área é também igual ao


produto do comprimento da medida da base pela medida da altura.

A área do losango é o semi-produto das medidas das


diagonais, isto é, A=(d1×d2)/2. Demonstração da fórmula
Área do trapézio

Em um trapézio existe uma base menor de medida b1, uma base


maior de medida b2 e uma altura com medida h.

A área A do trapézio é o produto da média aritmética entre as


medidas das bases pela medida da altura, isto é, A=(b1+b2).h/2.
Polígonos regulares

Um polígono regular é aquele que possui todos os lados


congruentes e todos os ângulos congruentes. Existem duas
circunferências associadas a um polígono regular.

Circunferência circunscrita: Em um polígono regular com n lados,


podemos construir uma circunferência circunscrita (por fora), que é
uma circunferência que passa em todos os vértices do polígono e
que contém o polígono em seu interior.
Circunferência inscrita: Em um polígono regular com n lados,
podemos colocar uma circunferência inscrita (por dentro), isto é,
uma circunferência que passa tangenciando todos os lados do
polígono e que está contida no polígono.
Elementos de um polígono regular

Centro do polígono é o centro comum às circunferências inscrita e


circunscrita.
Raio da circunferência circunscrita é a distância do centro do
polígono até um dos vértices.
Raio da circunferência inscrita é o apótema do polígono, isto é, a
distância do centro do polígono ao ponto médio de um dos lados.
Ângulo central é o ângulo cujo vértice é o centro do polígono e
cujos lados contém vértices consecutivos do polígono.

Apótema: OM,
Raios: OA,OF
Ângulo central: AOF
Apótema: OX,
Raios: OR,OT
Ângulo central: ROT
Medida do ângulo central de um polígono com n lados é dada por
360/n graus. Por exemplo, o ângulo central de um hexágono
regular mede 60 graus e o ângulo central de um pentágono regular
mede 360/5=72 graus.
Áreas de polígonos regulares

Traçando segmentos de reta ligando o centro do polígono regular a


cada um dos vértices desse polígono de n-lados, iremos decompor
este polígono em n triângulos congruentes.

Assim, a fórmula para o cálculo da área da região poligonal regular


será dada pela metade do produto da medida do apótema a pelo
perímetro P, isto é:
A = a × Perímetro / 2
Demonstração da fórmula

Hipótese: Polígono regular de vértices R, T, U, V,..., apótema a, lado


de comprimento s, perímetro P e área A.
Tese: Área = a×P/2
Demonstração: Seja o polígono regular RTUV,..., a o apótema e s o
comprimento de cada lado do polígono. Traçando raios OR, OT,
OU,... o polígono fica decomposto em n triângulos congruentes.
A área de cada triângulo é At=s×a/2. Assim a área A do polígono
será:
A = n At = n(s×a)/2 = n×s×a/2
mas, ns=P, assim a área do polígono com n lados é:
A=a×P/2
Comparando áreas entre polígonos
semelhantes

Apresentamos abaixo dois pentágonos irregulares semelhantes.


Dos vértices correspondentes A e L traçamos diagonais
decompondo cada pentágono em três triângulos.

Os pares de triângulos correspondentes ABC e LMN, parecem


semelhantes, o que pode ser verificado diretamente através da
medição de seus ângulos com um transferidor. Assumiremos que
tal propriedade seja válida para polígonos semelhantes com n
lados.
Observação: Se dois polígonos são semelhantes, eles podem ser
decompostos no mesmo número de triângulos e cada triângulo é
semelhante ao triângulo que ocupa a posição correspondente no
outro polígono.

Este fato e o teorema sobre razão entre áreas de triângulos


semelhantes são usados para demonstrar o seguinte
teorema sobre áreas de polígonos semelhantes.
Teorema: A razão entre áreas de dois polígonos semelhantes é
igual ao quadrado da razão entre os comprimentos de quaisquer
dois lados correspondentes.
POLÍGONOS REGULARES INSCRITOS E
CIRCUNSCRITOS NUMA CIRCUNFERÊNCIA

Polígonos inscritos
O cálculo de algumas medidas de polígonos regulares, como lado e
apótema, pode ser realizado com a ajuda de uma circunferência.
Para eventuais cálculos o polígono deve estar inscrito na
circunferência, onde determinaremos a medida do lado e do
apótema em função da medida do raio.

Quadrado inscrito na circunferência


Aplicando o Teorema de Pitágoras temos as seguintes relações:
Lado Apótema
Hexágono inscrito na circunferência:
Lado
Observe pela figura que foram formados 6 triângulos, todos
equiláteros. Para verificarmos essa afirmação basta lembrarmos
que o giro completo na circunferência possui 360º, dividindo esse
valor entre os seis triângulos criamos ângulos com vértice no centro
da circunferência iguais a 60º. Dessa forma, os ângulos da base de
cada triângulo também medem 60º, assim concluímos que são
equiláteros. Nesse caso temos que a medida do raio da
circunferência é igual à medida do lado do hexágono.
Apótema:

Para o cálculo da medida do apótema e do lado em relação a


outros polígonos, devemos utilizar como referência as
demonstrações realizadas, estabelecendo dependência com a
medida do raio da circunferência.
Volume

O pi é também usado na fórmula do volume de um cilindro. A


fórmula é:
V = Π r2 h
V = Π r r h, em que r é o raio da base e h é a altura do cílindro
Suponhamos que:

Logo,
V=Πrrh
V = 3.14 6 6 8
V = 904.32 cm3
Perímetro

O pi é usado em fórmulas para achar o perímetro de círculos. Por


exemplo, se nos é dado o diâmetro (d) de um círculo, podemos
achar o seu perímetro usando a fórmula:
C=Πd
Por exemplo, se tivermos:

Logo,
C = 3.14 12
C = 37.68 cm
Outra fórmula usada para achar o perímetro do círculo é:
C = 2 Π r, com r sendo o raio do círculo
Se,

Logo,
C = 2 3.14 6
C = 37.68 cm
Como se pode ver, o diâmetro é duas vezes o raio. Então se nos é
dado a medida do diâmetro, usamos a fórmula C = Π d. Se tivermos
a medida do raio, usamos a fórmula C = 2Πr.
Pensa agora nisto:
Lembra-te que o p é aproximadamente igual a 3.14, 3.1416, ou
31/7.
1. Acha o perímetro do circulo se1.d = 14 cm, para as anteriores
aproximações de p.
2. E se soubermos que 2.d = 8 cm?
Recorda que o perímetro de um círculo é aproximadamente três
vezes a medida do diâmetro . No nosso primeiro exemplo, o
diâmetro era de 12 cm, e 3 Ž 12 = 36 mas a nossa resposta tinha
sido 37.68 cm, no entanto, 36 é uma estimativa razoável.
Se precisarmos de uma resposta mais precisa para o nosso
problema devemos então usar
Π = 3.1416.
Exemplo:
C=Πd

Logo,
C = 3.1416 12
C = 37.6992
Se estamos a trabalhar com frações para o diâmetro podemos usar
uma aproximação de 31/7 para Π.
Exemplo:
C=Πd

Logo:
21/3 . Π
7*3,14
~21, 98
Comprimento

Considere uma circunferência de centro O e raio R, como na


figura:

Essa circunferência possui um comprimento. Para


determiná-lo basta medir o contorno da região circular com
um barbante.
Feita a medida, relaciona-se o comprimento da circunferência
(medida do barbante) com o seu diâmetro (2*R), dessa forma, nota-
se que o comprimento possui um valor pouco superior ao diâmetro.
Realizando esses cálculos em qualquer região circular, o resultado
dessa relação é proporcionalmente o mesmo. Isso ocorre porque
quando se divide o comprimento de uma circunferência pelo seu
diâmetro, encontra-se um valor fixo, um número irracional
denominado pi (representado pela letra grega π), que possui valor
aproximado de 3,141592... . Com base no valor constante de π,
para encontrar o comprimento de uma circunferência basta aplicar
a seguinte definição:
É possível optar por duas expressões matemáticas no cálculo do
comprimento da circunferência:

Com base no diâmetro: C = d * π

Com base no raio: C = 2 * r * π


Área

Para determinar a área de uma circunferência, parte-se da


definição de circunferências concêntricas, que são regiões
circulares que possuem o mesmo centro, observe a ilustração:

Vamos supor que as circunferências concêntricas sejam fios


(barbantes). Traçando um corte do centro até a extremidade do
maior círculo, tem-se a figura a seguir:
Esticando os fios, a figura formada lembra um triângulo. Se
calcularmos sua área, determinaremos a área da circunferência,
mas vale ressaltar que a altura desse triângulo corresponde ao raio
da maior circunferência; e a base do triângulo, ao comprimento da
circunferência.

Lembrando que a área do triângulo é calculada de acordo com a


seguinte expressão:

Assim, a área da circunferência será:


Aplicações do Cálculo da Área de uma
Circunferência
Existem muitos objetos e construções que lembram a forma de uma
circunferência ou que possuem contorno na forma de uma
circunferência, como as rodas de uma bicicleta ou de um
automóvel, anéis, placas de trânsito, tampas de panelas, contornos
de praças circulares, volante de um automóvel, entre outros.

Calculamos a área de uma região limitada por uma circunferência


aplicando a seguinte fórmula:
Onde:

∏ (pi) = aproximadamente 3,14


r = raio da circunferência
Exemplo 1

Qual a área de uma praça que tem raio medindo 12 metros?


A = ∏r²

A = 3,14 * 12²
A = 3,14 * 144
A = 452,16 m²

A área da praça é de 452,16 m²


Exemplo 2

Se a área de uma região circular é de 379,94 m², qual o valor do


seu raio?
A = ∏r²

379,94 = 3,14 * r²
r² = 379,94 / 3,14
r² = 121 (aplicar raiz quadrada)
r = 11 m
O raio da praça mede 11 metros.
Número de Diagonais de um Polígono Convexo

Denominamos polígono uma figura formada por segmentos de reta


que delimitam uma região. Os polígonos precisam ser figuras
fechadas. Observe:

Os polígonos possuem os seguintes elementos: vértices,


lados, ângulos internos, ângulos externos e diagonais. Dos
elementos citados vamos estudar o significado de
diagonais e como calcular o número de diagonais de um
polígono qualquer.
Denominamos por diagonal o segmento de reta que une um
vértice ao outro. O número de diagonais de um polígono é
proporcional ao número de lados.

Note que na figura A temos quatro vértices, então traçamos quatro


diagonais, cada uma partindo de um vértice. Mas observe que a
diagonal PR é a mesma RP, e a diagonal SQ é a mesma QS, então
sempre dividiremos o número de diagonais por 2. Para cálculos
envolvendo o número de diagonais, utilizamos a seguinte fórmula:
A fórmula n indica o número de lados e n – 3 determina o número
de diagonais que partem de um único vértice e a divisão por dois
elimina a duplicidade de diagonais ocorridas em um polígono.
Exemplo

Determine o número de diagonais de um polígono com:


a) 8 lados (octógono)

O octógono possui 20 diagonais.


b) 12 lados (dodecágono)

O dodecágono possui 54 diagonais.


c) 20 lados (icoságono)

O número de diagonais de um icoságono é igual a 170.


d) 3 lados (triângulo)

O triângulo é o único polígono que não possui diagonais.


Polígonos circunscritos

Um polígono é chamado de eqüiângulo quando possui todos os


ângulos internos congruentes, e eqüilátero quando possui todos os
lados congruentes.
Exemplos:

a) O retângulo tem todos os ângulos internos congruentes.


Logo, o retângulo é eqüiângulo.
Propriedade dos polígonos regulares

• Se uma circunferência for dividida em três ou mais arcos


congruentes, então as cordas consecutivas formam um polígono
regular inscrito na circunferência.

• Se uma circunferência for dividida em três ou mais arcos


congruentes, então as tangentes aos pontos consecutivos de
divisão formam um polígono regular circunscrito à circunferência.

Na circunferência ao lado, traçamos dois diâmetros perpendiculares


entre si. A circunferência ficou dividida em quatro arcos
congruentes.
As cordas consecutivas
formam um quadrado
inscrito na circunferência

As tangentes pelos pontos de divisão formam um quadrado


circunscrito à circunferência.
Desse modo, podemos dizer que, se um polígono é regular, então
existe um circunferência que passa por todos os seus vértices e
uma outra que tangencia todos os seus lados.

• Todo polígono regular é inscritível numa circunferência.

•Todo polígono regular é circunscritível a uma circunferência.

• Dizemos que polígono é circunscrito quando ele admite


uma circunferência inscrita. Seja A sua área, p o seu semi-
perímetro e r o raio da circunferência inscrita ou o apótema
então: A = p * r
Áreas de figuras planas
Imagine a seguinte situação:
Aproveitando uma promoção de uma loja de materiais para construção, u
ma família resolve trocar o piso da sala de sua residência. Sabem que a sa
la mede 4 metros de largura e possui um comprimento de 5,5 metros. Sab
em também que o ladrilho desejado é quadrado, com 25 cm de lado. Quan
tos ladrilhos serão necessários para ladrilhar o piso da sala inteira?
Área é a denominação dada à medida de uma superfície. Na situação acima
estamos nos referindo às áreas da sala e do ladrilho.
Partindo-se deste princípio, o nosso problema se resume ao cálculo da razão
entre as áreas da sala e do ladrilho.
Para que você saiba solucionar, dentre outros, o problema acima, vamos então
nos atentar ao método de cálculo da área das figuras geométricas planas mais
comuns.
De qualquer forma, no final dos slides você encontra a
resolução detalhada do problema acima.
Cálculo da Área do Triângulo

Denominamos de triângulo a um polígono de três lados.


Observe a figura ao lado. A letra h representa a medida da altura do
triângulo, assim como letra b representa a medida da sua base.
A área do triângulo será metade do produto do valor da medida da
base, pelo valor da medida da altura, tal como na fórmula abaixo:

A letra S representa a área ou superfície do triângulo.


No caso do triângulo equilátero, que possui os três ângulos internos
iguais, assim como os seus três lados, podemos utilizar a seguinte
fórmula:
Exemplos
A medida da base de um triângulo é de 7 cm, visto que a medida da
sua altura é de 3,5 cm, qual é a área deste triângulo?
Do enunciado temos:

Utilizando a fórmula:

A área deste triângulo é 12,25 cm2.


Os lados de um triângulo equilátero medem 5 mm. Qual é a área
deste triângulo equilátero?
Segundo o enunciado temos:

Substituindo na fórmula:

A área deste triângulo equilátero é de aproximadamente


10,82 mm2.
Cálculo da Área do Paralelogramo

Um quadrilátero cujos lados opostos são iguais e paralelos é


denominado paralelogramo.
Com h representando a medida da sua altura e com b
representando a medida da sua base, a área do paralelogramo
pode ser obtida multiplicando-se b por h, tal como na fórmula
abaixo:
Exemplos
A medida da base de um paralelogramo é de 5,2 dm, sendo que a
medida da altura é de 1,5 dm. Qual é a área deste polígono?
Segundo o enunciado temos:

Substituindo na fórmula:

A área deste polígono é 7,8 dm2.


Qual é a medida da área de um paralelogramo cujas medidas da
altura e da base são respectivamente 10 cm e 2 dm?
Sabemos que 2 dm equivalem a 20 cm, temos:

Substituindo na fórmula:

A medida da área deste paralelogramo é 200 cm2 ou 2 dm2.


Cálculo da Área do Losango

O losango é um tipo particular de paralelogramo. Neste caso além


dos lados opostos serem paralelos, todos os quatro lados são
iguais.
Se você dispuser do valor das medidas h e b, você poderá utilizar a
fórmula do paralelogramo para obter a área do losango.
Outra característica do losango é que as suas diagonais são
perpendiculares.
Observe na última imagem do slide anterior, que a partir das
diagonais podemos dividir o losango em quatro triângulos
iguais.
Consideremos a base b como a metade da diagonal d1 e a
altura h como a metade da diagonal d2, para calcularmos a
área de um destes quatro triângulos. Bastará então que a
multipliquemos por 4, para obtermos a área do losango.
Vejamos:

Realizando as devidas simplificações chegaremos à


fórmula:
Exemplos
As diagonais de um losango medem 10 cm e 15 cm. Qual é a
medida da sua superfície?
Para o cálculo da superfície utilizaremos a fórmula que envolve as
diagonais, cujos valores temos abaixo:

Utilizando na fórmula temos:

A medida da superfície deste losango é de 75 cm2


Qual é a medida da área de um losango cuja base mede 12 cm e
cuja altura seja de 9 cm?
Neste caso, para o cálculo da área utilizaremos a fórmula do
paralelogramo, onde utilizamos a base e a altura da figura
geométrica, cujos valores temos abaixo:

Segundo a fórmula temos:

A medida da área do losango é de 108 cm2.


Cálculo da Área do Quadrado

Todo quadrado é também um losango, mas nem todo losango


vem a ser um quadrado, do mesmo modo que todo quadrado é um
retângulo, mas nem todo retângulo é um quadrado.
O quadrado é um losango, que além de possuir quatro lados iguais,
com diagonais perpendiculares, ainda possui todos os seus
ângulos internos iguais a 90°. Observe ainda que além de
perpendiculares, as diagonais também são iguais.
Por ser o quadrado um losango e por ser o losango um
paralelogramo, podemos utilizar para o cálculo da área do
quadrado, as mesmas fórmulas utilizadas para o cálculo da área
tanto do losango, quanto do paralelogramo.
Quando dispomos da medida do lado do quadrado,
podemos utilizar a fórmula do paralelogramo:

Como h e b possuem a mesma medida, podemos substituí-


las por l, ficando a fórmula então como sendo:

Quando dispomos da medida das diagonais do quadrado,


podemos utilizar a fórmula do losango:
Como ambas as diagonais são idênticas, podemos substituí-las por
d, simplificando a fórmula para:

Exemplos
A lateral da tampa quadrada de uma caixa mede 17 cm. Qual a
superfície desta tampa?
Do enunciado temos que a variável l é igual a 17:

Substituindo na fórmula temos:

Portanto a superfície da tampa desta caixa é de 289 cm 2.


A medida do lado de um quadrado é de 20 cm. Qual é a sua área?
Como o lado mede 20 cm, temos:

Substituindo na fórmula temos:

A área do quadrado é de 400 cm2.


A área de um quadrado é igual a 196 cm2. Qual a medida
do lado deste quadrado?
Temos que S é igual a 196.

Utilizando a fórmula temos:

Como a medida do lado não pode ser negativa, temos que


o lado do quadrado mede 14 cm.
Cálculo da Área do Retângulo

Por definição o retângulo é um quadrilátero equiângulo (todo os


seus ângulos internos são iguais), cujos lados opostos são iguais.
Se todos os seus quatro lados forem iguais, teremos um tipo
especial de retângulo, chamado de quadrado.
Por ser o retângulo um paralelogramo, o cálculo da sua área é
realizado da mesma forma.
Se denominarmos as medidas dos lados de um retângulo como na
figura ao lado, teremos a seguinte fórmula:
Exemplos
Um terreno mede 5 metros de largura por 25 metros de
comprimento. Qual é a área deste terreno?
Atribuindo 5 à variável h e 25 à variável b temos:

Utilizando a fórmula:

A área deste terreno é de 125 m2.


A tampa de uma caixa de sapatos tem as dimensões 30 cm por 15
cm. Qual a área desta tampa?
Podemos atribuir 15 à variável h e 30 à variável b:

Ao substituirmos as variáveis na fórmula teremos:

Portanto a área da tampa da caixa de sapatos é de 450 cm 2.


Cálculo da Área do Círculo

A divisão do perímetro de uma circunferência, pelo seu diâmetro


resultará sempre no mesmo valor, qualquer que seja circunferência.
Este valor irracional constante é representado pela letra grega
minúscula pi, grafada como:

Por ser um número irracional, o número pi possui infinitas casas


decimais. Para cálculos corriqueiros, podemos utilizar o valor
3,14159265. Para cálculos com menos precisão, podemos utilizar
3,1416, ou até mesmo 3,14.
O perímetro de uma circunferência é obtido através da fórmula:

O cálculo da área do círculo é realizado segundo a fórmula abaixo:

Onde r representa o raio do círculo.


Exemplos
A lente de uma lupa tem 10 cm de diâmetro. Qual é a área da lente
desta lupa?
Como informado no enunciado, o diâmetro da circunferência da
lupa é igual a 10 cm, o que nos leva a concluir que o seu raio é
igual a 5 cm, que corresponde à metade deste valor:

Substituindo-o na fórmula:

A área da lente da lupa é de 78,5 cm2.


Um círculo tem raio de 8,52 mm. Quantos milímetros quadrados ele
possui de superfície?
Do enunciado, temos que o valor do raio r é:

Ao substituirmos valor de r na fórmula teremos:

A superfície do círculo é de 228 mm2.


Cálculo da Área de Setores Circulares

O cálculo da área de um setor circular pode ser realizado


calculando-se a área total do círculo e depois se montando uma
regra de três, onde a área total do círculo estará para 360°, assim
como a área do setor estará para o número de graus do setor.
Sendo S a área total do círculo, Sα a área do setor circular e α o
seu número de graus, temos:

Em radianos temos:
A partir destas sentenças podemos chegar a esta fórmula em
graus:

E a esta outra em radianos:

Onde r representa o raio do círculo referente ao setor e α é


o ângulo também referente ao setor.
Exemplos
Qual é a superfície de um setor circular com ângulo de 0,5 rad e
raio de 8 mm?
Aplicando a fórmula em radianos temos:

A superfície do setor circular é de 16 mm2.


Cálculo da Área de Coroas Circulares

O cálculo da área de uma coroa circular pode ser realizado


calculando-se a área total do círculo e subtraindo-se desta, a área
do círculo inscrito. Podemos também utilizar a seguinte fórmula:

Onde R representa o raio do círculo e r representa o raio do círculo


inscrito.
Resolução Detalhada do Problema no Começo
do conteúdo
Para resolvermos tal problema, primeiramente vamos calcular a
área da sala.
Para podermos utilizar a fórmula do cálculo da área de um
retângulo, vamos atribuir os 4 m da largura à letra h e os 5,5 m do
comprimento à letra b:

Resolvendo através da fórmula:

Agora que sabemos que a sala tem uma área de 22 m2,


precisamos conhecer a área do ladrilho.
Como o ladrilho é quadrado, precisamos calcular a área de um
quadrado, só que devemos trabalhar em metros e não em
centímetros, pois a área da sala foi calculada utilizando-se
medidas em metros e não medidas em centímetros. Poderíamos
ter convertido as medidas da sala em centímetros, para
trabalharmos apenas com centímetros. O importante é que
utilizemos sempre a mesma unidade (múltiplo/submúltiplo).
A transformação de 25 cm em metros é realizada dividindo-se tal
medida por 100:

Então a medida dos lados dos ladrilhos é de 0,25 m.


Se tiver dúvidas sobre como realizar tal conversão, por favor
acesse a página que trata sobre as unidades de medidas, lá você
encontrará várias informações sobre este assunto, incluindo vários
exemplos e um link para uma calculadora sobre o tema.
Voltando ao problema, como o ladrilho é quadrado, a área do
ladrilho com lado l = 0,25 é igual a:

Como dito no começo da página, a resolução do problema se


resume ao cálculo da razão entre a área da sala e a área do
ladrilho.
Como a sala tem uma área de 22 m2 e o ladrilho de 0,0625 m2,
temos a seguinte razão:

Ou seja, para ladrilhar o piso da sala inteira serão necessários


ladrilhos 352.
Cálculo da Área do Trapézio

O trapézio é um polígono, isto é, uma figura plana fechada formada


por segmentos de retas que recebem o nome de lado. O encontro
dos lados recebe o nome de vértices. Por ser uma figura fechada
possui superfície que também é chamada de área. Vamos
conhecer os tipos de trapézios existentes de acordo com a
Geometria plana: Trapézio retângulo, Trapézio isósceles e Trapézio
escaleno.
No trapézio dois lados opostos serão sempre paralelos, isto é, são
lados que ao serem prolongados nunca possuirão ponto em
comum. Observe:

Dizemos que os lados AB e DC são paralelos e constituem


as duas bases do trapézio, considerando nesse caso que:

AB: menor base.


DC: maior base.
Para calcularmos a área de uma figura na forma de um trapézio
devemos realizar as seguintes operações:

1º passo: somar as bases.


2º passo: multiplicar o resultado da soma das bases pela altura
do trapézio.
3º passo: dividir o resultado da multiplicação por dois.

Podemos utilizar também a seguinte expressão Matemática:


Nessa expressão temos que:

A: área.
B: base maior.
b: base menor.
h: altura.
Vamos calcular a área dos seguintes trapézios:

O trapézio possui 66 unidades de área.


O trapézio tem área igual a 29 unidades de área.
OBRIGADO PELA ATENÇÃO!!!
BOA PROVA

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