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Hipertensão e Diabetes: Riscos e Tratamento

O documento aborda doenças crônicas não transmissíveis, destacando a hipertensão arterial e o diabetes mellitus como problemas de saúde pública que podem ser prevenidos e controlados. A hipertensão é caracterizada por pressão arterial elevada, enquanto o diabetes mellitus é uma condição metabólica relacionada à insulina, com diferentes tipos e fatores de risco. A interação entre hipertensão e diabetes pode levar a complicações graves, como nefropatia diabética, que afeta a função renal.

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Evelyn Campos
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Hipertensão e Diabetes: Riscos e Tratamento

O documento aborda doenças crônicas não transmissíveis, destacando a hipertensão arterial e o diabetes mellitus como problemas de saúde pública que podem ser prevenidos e controlados. A hipertensão é caracterizada por pressão arterial elevada, enquanto o diabetes mellitus é uma condição metabólica relacionada à insulina, com diferentes tipos e fatores de risco. A interação entre hipertensão e diabetes pode levar a complicações graves, como nefropatia diabética, que afeta a função renal.

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Doenças Crônicas não-transmissíveis

HIPERTENSÃO ARTERIAL E
DIABETES MELLITUS

[Link] HENRIQUE COSTA


Doenças Crônicas – Uma visão
Geral
 Doenças crônicas são aquelas normalmente de desenvolvimento
lento, que duram períodos extensos – mais de 6 meses – e
apresentam efeitos de longo prazo, difíceis de prever.

 A maioria dessas doenças não tem cura, como diabetes, asma,


doença de Alzheimer e hipertensão. Entretanto, várias delas podem
ser prevenidas ou controladas por meio da detecção precoce,
adoção de dieta e hábitos saudáveis, prática de exercícios e
acesso a tratamento adequado recomendado pelo profissional de
saúde.

 As doenças crônicas não transmissíveis constituem uma das


principais causas de morte nos países desenvolvidos e nas
grandes cidades brasileiras.
Hipertensão
Arterial
Hipertensão Arterial é o aumento da pressão
arterial que pode ter como causas a
hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo,
o alcoolismo, o estresse, o fumo etc.

 É considerada um problema de saúde pública por


sua magnitude, risco e dificuldades no seu
controle. É também reconhecida como um dos
mais importantes fatores de risco para o
desenvolvimento do acidente vascular cerebral e
infarto do miocárdio.
Hipertensão
Arterial
 Considera-se hipertenso o indivíduo que mantém
uma pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg
ou 14x9, durante seguidos exames, de acordo
com o protocolo médico.

 Pressões arteriais elevadas provocam alterações


nos vasos sanguíneos e na musculatura do
coração. Pode ocorrer hipertrofia do ventrículo
esquerdo, acidente vascular cerebral (AVC),
infarto do miocárdio, morte súbita, insuficiência
renal e cardíacas, etc.
Rim x Hipertensão
O rim e a hipertensão arterial interagem de maneira
íntima e complexa.
 Enquanto a hipertensão primária tem sido
atribuída, em parte, a alterações intrínsecas no
manuseio renal de sódio, a hipertensão
secundária é mais comumente causada por
doença renal parenquimatosa.
🞑 Hipertensão sistêmica, seja primária ou secundária, é o
fator de risco mais importante para a perda progressiva
da função renal. Ademais, a grande maioria dos
pacientes com doença renal desenvolve ou agrava a
hipertensão sistêmica à medida que a função renal
diminui.
DIABETES MELLITUS
 Diabetes Mellitus é uma doença do
metabolismo da glicose causada pela falta
ou má absorção de insulina, hormônio
produzido pelo pâncreas e cuja função é
quebrar as moléculas de glicose para
transformá-las em energia a fim de que seja
aproveitada por todas as células.
 A ausência total ou parcial desse hormônio
interfere não só na queima do açúcar como na
sua transformação em outras substâncias
(proteínas, músculos e gordura).
Diabetes Mellitus
 Na verdade, não se trata de uma doença única, mas de um conjunto de
doenças com uma característica em comum: aumento da
concentração de glicose no sangue provocado por duas diferentes
situações:

🞑 a) Diabetes tipo I – o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A


instalação da doença ocorre mais na infância e adolescência e é
insulinodependente, isto é, exige a aplicação de injeções diárias de
insulina;
🞑 b) Diabetes tipo II – as células são resistentes à ação da insulina. A
incidência da doença que pode não ser insulinodependente, em
geral, acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade;
🞑 c) Diabetes gestacional – ocorre durante a gravidez e, na maior
parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da
mãe;
🞑 d) Diabetes associados a outras patologias como as pancreatites
alcoólicas, uso de certos medicamentos, etc.
Fatores de Risco e Sintomas
FATORES DE RISCOS SINTOMAS

A. Obesidade (inclusive a A. Poliúria – a pessoa urina demais e,


obesidade infantil); como isso a desidrata, sente muita
B. Hereditariedade; sede (polidpsia);
C. Falta de atividade física B. Aumento do
D. regular; Hipertensão; C. apetite;
E Níveis altos de colesterol D. Alterações
. e E Visuais;
F. triglicérides; .
Impotência
Medicamentos, como os à F.
Sexual;
base de
G.
cortisona Infecções fúngicas na pele e nas
G. Neuropatias diabéticas provocada
unhas;
Idade acima dos 40 anos pelo comprometimento
H. Feridas,
terminaçõesque demoram
(para o diabetes tipo II); das
a
nervosas;
Distúrbios
Estresse emocional H.
cicatrizar; cardíacos e
renais.
Nefropatia Diabética
 Constitui-se por alterações nos vasos dos rins,
fazendo com que haja a perda de proteína na
urina. É uma situação em que o órgão pode
reduzir sua função lentamente, porém de forma
progressiva, até a paralisação total.
 A nefropatia diabética se desenvolve em 35 a 45%
dos pacientes com diabete tipo I (DMI) e
acomete uma proporção variável entre 6 e 20%
daqueles com diabete do tipo II (DMII) podendo
nestes últimos atingir uma prevalência de 50%,
na dependência do grupo étnico considerado.
 Embora não se tenha estabelecido se a hipertensão é
causa ou conseqüência da lesão renal, não existem
dúvidas de que a elevação da pressão arterial
acelera a evolução da nefropatia diabética e que o
tratamento anti hipertensivo efetivo reduz de forma
marcante a velocidade de queda da filtração
glomerular.

 Uma vez iniciado, o processo de lesão renal e


elevação dos níveis pressóricos tendem a se
perpetuar e estima-se que sem tratamento anti
hipertensivo a pressão arterial se eleva a uma taxa
anual de 5 a 8% e a filtração glomerular se reduz a
uma taxa de 10ml/min por ano.

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