Doença
Pulmonar
Obstrutiva
Crônica
Definição
• DPOC = Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
É uma condição patológica caracterizada
pela obstrução do fluxo aéreo.
Scanlan CL. Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan. Manole, 2000.
Características
• Segundo a American Thoracic Society:
– Usualmente é progressiva
– Pode ser acompanhada por uma hiper-
reatividade das vias aéreas
– Pode ser parcialmente reversível
Scanlan CL. Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan. Manole, 2000.
DPOC
Bronquite Enfisema
crônica Condição caracterizada por
aumento anormal e
Condição na qual a tosse permanente dos espaços
produtiva crônica está presente aéreos além (abaixo) dos
por no mínimo 3 meses/ano bronquíolos terminais,
durante pelo menos 2 anos acompanhada pela
consecutivos. destruição das paredes dos
espaços aéreos sem fibrose.
Scanlan CL. Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan. Manole, 2000.
Epidemiologia
• A prevalência de DPOC no Brasil é de 17% entre
adultos maiores de 40 anos.
• A região de maior prevalência é o Centro-
Oeste (25%), seguida pela Região Sudeste
(23%).
• A Região Sul registrou a menor prevalência (12%).
Cruz MM, Pereira M. Epidemiology of Chronic Obstructive Pulmonary Disease in Brazil: a systematic review and
meta-analysis. Cien Saude Colet. 2020 Nov;25(11):4547-4557
Epidemiologia
II Consenso Brasileiro sobre DPOC. 2004
Fatores de risco
• Tabagismo:
– Principal fator!
– Responsável por 80-90% de todas as mortes
relacionadas com a DPOC
• Deficiência da alfa 1 – antitripsina
O que é a alfa 1-antitripsina?
É uma enzima produzida pelo fígado, que inibe a ação de outras enzimas
chamadas proteases. As proteases quebram proteínas como parte da reparação
do tecido normal. A alfa 1-antitripsina protege os pulmões dos efeitos
prejudiciais das proteases.
Scanlan CL. Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan. Manole, 2000.
Fatores de risco
Também pode estar relacionada a :
• Poeira ocupacional
• Irritantes químicos
• Fumaça de lenha
• Hiper-responsividade brônquica
• Prematuridade
• Infecções respiratórias graves na infância
• Desnutrição
II Consenso Brasileiro sobre DPOC. 2004
Fisiopatologia
Os mecanismos de obstrução do fluxo aéreo na DPOC incluem:
Inflamação e obstrução das pequenas vias (diâmetro < 2mm)
Perda da elasticidade
•• Mantendo as pequenas vias aéreas abertas quando
a elastina é destruída no enfisema
Broncoespasmo
Scanlan CL. Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan. Manole, 2000.
Fisiopatologia
• O processo inflamatório crônico pode produzir
alterações dos:
– Brônquios (bronquite crônica),
– Bronquíolos (bronquiolite obstrutiva) e
– Parênquima pulmonar (enfisema pulmonar).
II Consenso Brasileiro sobre DPOC. 2004
Fisiopatologia
II Consenso Brasileiro sobre DPOC. 2004
Sinais e sintomas
Tosse Produção de
escarro
Sibilos Dispneia
(tardiamente)
Scanlan CL. Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan. Manole, 2000.
Exame físico
• Sinais de hiperinsuflação pulmonar:
Tórax em tonel ou em
barril: aumento
do diâmetro
ântero-posterior
Scanlan CL. Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan. Manole, 2000.
Exame físico
• Uso dos músculos acessórios O que é cor pulmonale?
É o aumento do
• Edema decorrente da cor ventrículo direito
secundário à
pulmonale
pneumopatia, o qual
provoca hipertensão
• Alteração do estado mental arterial pulmonar,
devido a hipóxia e/ou sucedida por
hipercapnia insuficiência ventricular
direita.
Scanlan CL. Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan. Manole, 2000.
Espirometria
• A espirometria com obtenção da curva expiratória volume-tempo
é obrigatória na suspeita clínica de DPOC, devendo ser realizada
antes e após administração de broncodilatador, de preferência
em fase estável da doença.
II Consenso Brasileiro sobre DPOC. 2004
Espirometria
• Os parâmetros mais importantes que devem ser avaliados
são:
– CVF (capacidade vital forçada)
– VEF1 (volume expiratório forçado no primeiro segundo)
– relação VEF1/CVF
• A existência de limitação do fluxo aéreo é definida pela
presença da relação VEF1/CVF abaixo
de 0,70 pós-broncodilatador.
II Consenso Brasileiro sobre DPOC. 2004
[Link]
eudos/acp-medicine/6413/doenca_pulmonar_obstrutiva_cronica.htm
Alça expiratória
Radiografia de tórax
Largura semelhante de base
e ápice pulmonares
Costelas
horizontalizadas
Achatamento do diafragma
Radiografia de tórax
Sem doença pulmonar DPOC
Gasometria
• A avaliação da oxigenação pode ser feita,
inicialmente, de maneira não invasiva pela oximetria
de pulso.
• Se for identificada uma saturação periférica de
oxigênio (SpO2) igual ou inferior a 90%, está
indicada a realização de gasometria arterial para
avaliação da PaO2 e da PaCO2.
II Consenso Brasileiro sobre DPOC. 2004
Gasometria
• Os pacientes com DPOC podem apresentar acúmulo
de CO2 (PaCO2> 45 mmHg), a chamada
hipercapnia
• Devido :
– diferenças na mecânica pulmonar,
– controle centralizado da ventilação,
– distúrbios respiratórios durante o sono,
– propriedades intrínsecas da estimulação respiratória.
[Link]
Gasometria
• Consequentemente, os pacientes com desenvolvimento de
hipercapnia podem apresentar defeitos intrínsecos que
produzem respostas ventilatórias relativamente deprimidas a
elevações agudas na PaCO2, quedas na PaO2 ou ambas as
condições.
• Manifestações clínicas da hipercapnia:
– Sonolência
– Cefaléia
– Fala arrastada
– Tremor
[Link]
Estadiamento
• Global Initiative of Obstructive Lung Disease (GOLD)
Celli BR, MacNee W; ATS/ERS Task Force. Standards for the diagnosis and treatment of patients with COPD: a summary
of the ATS/ERS position paper. Eur Respir J. 2004 Jun;23(6):932-46.
Objetivos de tratamento
• Otimizar a função pulmonar;
• Maximizar o estado funcional do paciente;
• Prolongar a sobrevida.
No tratamento da exarcebação aguda:
• Proporcionar o mais rápido possível o retorno a
condição inicial.
Scanlan CL. Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan. Manole, 2000.
Estudo de caso
• Acesse o link
[Link]
ntaneous-pneumothorax-seconda
ry-to-copd?lang=us ou o QR code
ao lado.
• Responda:
– Quais as características da
DPOC na radiografia de tórax?
Por que apresenta este
aspecto?
– Localize o pneumotórax no RX.