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Nutrição Enteral: Sonda Nasogástrica e Cuidados

O documento aborda a nutrição enteral por sonda nasogástrica, definindo conceitos, vias de administração, fórmulas nutricionais e cuidados de enfermagem. Destaca as indicações e vantagens da nutrição enteral, além de detalhar os materiais e procedimentos necessários para a inserção da sonda. Também menciona as complicações potenciais associadas ao uso da sonda nasogástrica.

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Suelly Pedro
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Nutrição Enteral: Sonda Nasogástrica e Cuidados

O documento aborda a nutrição enteral por sonda nasogástrica, definindo conceitos, vias de administração, fórmulas nutricionais e cuidados de enfermagem. Destaca as indicações e vantagens da nutrição enteral, além de detalhar os materiais e procedimentos necessários para a inserção da sonda. Também menciona as complicações potenciais associadas ao uso da sonda nasogástrica.

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Faculdade de Ciências da Saúde

Coordenação do Curso de Enfermagem

Unidade Curricular: Fundamentos de Enfermagem II

1º Ano

Turmas: A, B, C e D

NUTRIÇÃO ENTERAL POR SONDA NASOGÁSTRICA

Docentes: Dr. Adão Chimuanji, Dr. Carlos Sebastião, Dr. Boace Boaventura e Dr. Mayingi Cortezão

Mulenvos, Junho de 2025


OBJECTIVOS

1) Definir nutrição enteral e sonda nasogástrica;

2) Conhecer as vias de administração, indicações e vantagens da nutrição


enteral;

3) Classificar as fórmulas nutricionais para NE;

4) Citar os materiais necessários para a introdução de uma sonda


nasogástrica;

5) Descrever os cuidados de enfermagem antes, durante e após a aplicação


da sonda.
NUTRIÇÃO ENTERAL POR SONDA

A nutrição enteral é uma forma de alimentação para pacientes que


não devem ou conseguem se alimentar por via oral (boca).

A ingestão dos alimentos pode ser feita por meio de uma sonda
(passagem naso/orogástrica) posicionada ou implantada no estômago e
no intestino delgado.
NUTRICÃO ENTERAL POR SONDA

Nutrição enteral (NE) tem a função de levar os nutrientes ao trato GI.

É o método preferencial para satisfazer as necessidades nutricionais


caso o paciente não consiga engolir ou ingerir os nutrientes VO, mas
cujo trato GI funcione normalmente.
A NE oferece suporte nutricional fisiológico, seguro e econômico.
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE NE

Nasogástrica

Via
Nasoduodenal
Nasoenteral

Nasojejunal
Vias de NE

Gastrostomia
Outras vias
Jejunostomia
A via selecionada para a realização da terapia de apoio nutricional deve ser
adequada ao estado clínico ou à condição do paciente, sendo periodicamente
avaliada em relação à sua adequação para o alcance dos objetivos do plano
de cuidados centrado na nutrição (Ukleja et al., 2018).

Pacientes com baixo risco de refluxo gástrico recebem sondas gástricas;


porém, se houver risco de refluxo gástrico, o que leva à broncoaspiração, a
nutrição jejunal é preferível.
FÓRMULAS NUTRICIONAIS UTILIZADOS NA NE

Fórmula polimérica (de 1 a 2 kcal/mℓ): inclui alimentos triturados preparada


pelo pessoal do hospital ou na casa do paciente. Para que esse tipo de fórmula
seja eficaz, o trato GI do paciente precisa ser capaz de absorver os nutrientes
integrais.

Fórmulas modulares (de 3,8 a 4 kcal/mℓ): consiste em preparações à base de


um único macronutriente (p. ex., proteína, glicose, polímeros ou lipídios) É uma
fórmula considerada nutricionalmente incompleto, portanto, podem ser
acrescentados outros alimentos para a satisfação nutricional do paciente.
Fórmulas elementares (de 1 a 3 kcal/mℓ): contém nutrientes pré-
digeridos que facilitam a absorção por um trato GI parcialmente
disfuncional.

Fórmulas especiais (de 1 a 2 kcal/m ℓ ): se destinam a satisfazer


necessidades nutricionais específicas em certas doenças.
INDICAÇÕES DA NE
Câncer: cabeça e pescoço, GI superior

Doença crítica/trauma

Transtornos neurológicos e musculares: neoplasia cerebral, AVC, demência,


miopatia e doença de Parkinson
Distúrbios GI: fístula enterocutânea, doença inflamatória intestinal e pancreatite
leve
Insuficiência respiratória com intubação prolongada

Ingestão oral inadequada: anorexia nervosa, dificuldade para mastigar e/ou


engolir e depressão grave
VANTAGENS DA ALIMENTAÇÃO ENTERAL

A nutrição por via enteral reduz a ocorrência de sepse

Minimiza a resposta hipermetabólica ao trauma

Reduz a mortalidade hospitalar

Mantém a estrutura e a função intestinal


SONDA NASOGÁSTRICA

É a introdução de tubo flexível do nariz até ao estômago, duodeno e/ou


jejuno.

Finalidades:
Dar suporte nutricional ao paciente

Administrar medicamentos

Drenar o conteúdo gástrico

Colheita de amostra para exames laboratoriais e lavagem gástrica


MATERIAIS NECESSÁRIOS

Uma bandeja contendo:  Gaze;

Avental de plástico  Estetoscópio;

Máscara descartável;  Esparadrapo hipoalergénico.

Luva de procedimento;  Biombos s/n

Sonda Levine (mulher Fr14 a Fr16,  Sacos para lixo


homem Fr16 a Fr18);  Cuba rim
Lidocaína em gel;  Soro fisiológico
Seringa 20ml;  Toalha de rosto
MATERIAIS NECESSÁRIOS
Biombo Lidocaína em gel
Luva de procedimento Sonda de levin Estetoscópio

Máscara descartável Esparadrapo Gazes/compressas


Bandeja
Soro Fisiológico 0,9%

Cuba rim

Toalha de rosto
PROCEDIMENTOS PARA INSERÇÃO DA SONDA
Explicar o procedimento ao paciente e ao acompanhante;

Higienizar as mãos

Reunir o material

Levar os materiais próximo ao usuário

Se necessário, isolar a cama com um biombo;

Colocar o usuário em posição de “Fowler”. Em caso de contra-indicação a posição


de Fowler, deve-se manter o paciente em decúbito lateral esquerdo ou decúbito dorsal
horizontal, lateralizando a cabeça e inclinando-a para frente;
Colocar máscara e luvas para procedimento.

No caso de sondagem nasogástrica higienizar a narina com SF 0,9%,


se necessário;
Colocar a máscara, óculos de proteção e luvas para procedimento;

Mensurar a sonda:
Sonda nasogástrica: medir do ápice do nariz ao lóbulo da orelha e
descer até o apêndice xifoide. Observar a curvatura de nariz e pescoço.
Marcar a posição adequada com micropore;
Posicionar o paciente com o pescoço em posição neutra e introduzir
delicadamente a sonda pela narina, direcionando-a para trás da orelha;
Após a introdução de aproximadamente 10 cm, fletir levemente o pescoço
em direção ao tórax do usuário. Para auxiliar o processo, se o paciente
puder colaborar, peça para que realize movimentos de deglutição;
Continuar introduzindo a sonda até o ponto marcado com micropore. É
importante observar sintomas adversos como tosse, dispneia, cianose e
agitação. Nestes casos a sonda deve ser retirada.
Testar o posicionamento da sonda injetando 20 a 30 ml de ar com seringa e
auscultar com estetoscópio a região epigástrica a fim de ouvir os sons gerados
pela infusão do ar. Além disso, pode-se aspirar o conteúdo e medir o pH
Fixar a sonda na face, do mesmo lado da narina utilizada;

Verificar o conforto do paciente e solicitar ao usuário que permaneça com a


cabeceira elevada a 30 ou 45 graus e na impossibilidade disso, manter-se em
decúbito lateral direto;
Reunir todo o material e desprezá-lo em local apropriado. Higienizar a bandeja,
retirar as luvas para procedimento e a máscara descartável, higienizar as mãos e
registar no prontuário do paciente.
MANUTENÇÃO E CUIDADO A TER COM A SONDA

Deve-se verificar o posicionamento correto da sonda antes de iniciar


qualquer infusão;
Administrar a dieta em temperatura ambiente e não infundi-la rapidamente a
fim de minimizar o risco de diarreia ou má absorção do alimento. Respeitar a
orientação médica ou nutricionista;
Manter o usuário em posição sentado ou semisentado durante e após (20 a
30 minutos) o processo de administração da dieta para diminuir risco de
aspiração;
Ao infundir a dieta, observar seu aspecto, detectando alterações como:
presença de elementos estranhos, integridade do frasco, data de
fabricação / manipulação, volume, fórmula e horário confirmando estes
dados na prescrição. A validade e manutenção da dieta deve seguir a
orientação do fabricante;
Ficar atento à fixação da sonda, alternando o local para não lesar a pele das
narinas;
Utilizar frascos de até 300 ml;

Os medicamentos devem ser em forma líquida. Devendo-se então macerar e


administrar separadamente cada droga;
Lavar com 40 a 60 ml de água filtrada antes e após a administração de
medicamentos ou fórmulas alimentares a fim de evitar a obstrução da
sonda. No caso de haver mais de uma medicação no mesmo momento,
deve-se infundir 10 ml de água entre uma aplicação e outra, sempre
respeitando a demanda hídrica do paciente.
Caso a sonda estiver sem fixação e retraída, nunca inserir novamente,
devendo-se retirar toda a sonda e realizar nova passagem
COMPLICAÇÕES
Traumas ocasionados pela inserção ou manutenção da sonda:
Distúrbios metabólicos como hiperglicemia e distúrbios hidroeletrolíticos;

Náuseas, vômitos, diarreia ou constipação;

Obstrução da sonda;

Distensão abdominal;

Sinusite aguda, otite, esofagite, ruptura de varizes do esôfago;

Broncoaspiração, a qual pode ocasionar uma pneumonia (é a pior das


complicações)
MUITO OBRIGADO!

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