DIREITO COLETIVO DO TRABALHO
AULA 7
ASSUNTO:
GREVE
1ª Parte - Histórico
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GREVE: Histórico 1/10
“Não podemos avançar com
segurança rumo ao futuro, sem olhar
o passado.
A história é nossa pedagoga ou será
nossa coveira.”
(Hernandes Dias Lopes).
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GREVE: Histórico 2/10
No mundo
Origem da palavra greve Em Paris, local (praça) onde os trabalhadores se
reuniam quando estavam descontentes com as condições de trabalho ou na
hipótese de paralisação dos serviços.
• Os empregadores também iam a esse local quando necessitavam de mão de
obra.
• O nome decorre da palavra “graveto”. Nesse local se acumulavam muitos
gravetos trazidos pelas enchentes.
Na História mundial da greve:
• 1º momento: Considerada delito (sistema corporativo);
• 2º momento: liberdade (Estado liberal);
• 3º momento: direito (Estado democrático)
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GREVE: Histórico 3/10
No mundo
• No Direito romano e antiguidade era considerada delito em relação aos trabalhadores
livres (era proibida a reunião e associação dos obreiros);
• Na Inglaterra (1799 e 1800) – considerava crime de conspiração contra a coroa a
coalizão dos trabalhadores para, por meio de pressão coletiva, conseguir aumento de
salários ou melhor condições de trabalho;
• 1810 - O código de Napoleão punia com prisão e multa a greve dos trabalhadores;
• Na Inglaterra (1825 ) e França (1864) a legislação descriminalizou a simples
coalizão.
• 1947 – A Itália reconhece a greve como Direito;
• 1971 - A lei Chapellier vedava qualquer forma de agrupamento profissional para defesa
de interesses coletivos;
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GREVE: Histórico 4/10
No mundo
• Na Espanha, os Códigos Penais e 1848 e 1870, tipificavam a greve como delito.
Contudo, a lei de greve e coligações de 1909 descriminalizou a greve,
considerando-a, apenas, como falta de cumprimento do contrato. A Constituição
da Espanha de 1978 reconhece o direito de greve.
No Brasil
• Inicialmente, a greve era conceituada como liberdade, depois delito e,
posteriormente, direito.
• 1890 – O Código Penal proibia a greve, derrogado pelo
Decreto nº: 1.162/90. A Lei nº: 38/32 que tratava
da segurança nacional a conceituou como delito.
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GREVE: Histórico 5/10
• Constituição de 1937 – considerava a greve e o lockout recursos antissociais,
nocivos ao trabalho e ao capital e incompatíveis com os superiores interesses da
produção nacional (art. 139, 2ª parte).
• 1938 – O Decreto nº: 431 (que versava sobre segurança nacional), também tipificou a
greve como crime, quanto a incitamento dos funcionários públicos à paralisação
coletiva dos serviços; induzimento de empregados à cessação ou suspensão do
trabalho e à paralisação coletiva por parte dos funcionários públicos;
• 1939 – O Decreto lei nº 1.237, ao instituir a Justiça do Trabalho, esclareceu que a
greve seria passível de punições, que variavam de suspensão e despedida até a
prisão. O Código Penal de 1940 (arts. 200 e 201), considerava crime a paralisação
do trabalho se houvesse perturbação da ordem pública ou se fosse contrária aos
interesses públicos.
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GREVE: Histórico 6/10
• 1943 – ao ser promulgada a CLT, estabelecia-se pena de suspensão ou dispensa do
emprego, perda do cargo do representante profissional que estivesse em gozo de
mandato sindical, suspensão pelo prazo de dois a cinco anos do direito de ser eleito
como representante sindical, nos casos de suspensão coletiva do trabalho sem
prévia autorização do tribunal trabalhista (art. 723).
• 1946 - o Decreto nº: 9.070, admitiu a greve nas atividades acessórias, apesar de
ainda haver proibição da constituição de 1937, vedando-a nas atividades
fundamentais.
• Constituição de 1946 – reconhece o direito de greve. O STF entende que a Lei
maior não é incompatível com o Decreto 9.070/46, que determinava que a greve
deveria ser regulada por lei ordinária, inclusive quanto às suas restrições.
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GREVE: Histórico 7/10
• 1964 – A antiga lei de greve nº: 4.330/64, determinava que seria considerado ilegal
o movimento paredista quando:
a) Não atendidos os prazos e condições estabelecidos na referida lei;
b) Tivesse por objeto reivindicações rejeitadas pela Justiça do Trabalho,
em decisão definitiva, há menos de um ano;
c) Fosse deflagrado por motivos políticos, partidários, religiosos, morais,
de solidariedade, sem quaisquer pretensões relacionadas com a
própria categoria;
d) Tivesse por fim rever norma coletiva, salvo se as condições pactuadas
tivessem sido substancialmente modificadas. Ela dificultava a greve.
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GREVE: Histórico 8/10
• 1967 – A Constituição de 1967 outorgava o direito de greve aos trabalhadores (art.
158, XXI), não sendo permitida a greve nos serviços públicos e atividades essenciais,
que seriam definidas em lei (§7º, do art. 157).
• 1969 - A Ec nº: 1/69, mantém a mesma orientação, assegurando o direito de greve
aos trabalhadores (art. 165, XXI), exceto nos serviços públicos e atividades essenciais,
definidas em lei (art. 162).
• 1978 - O Decreto Lei nº: 1.632/78 regulamentou a greve em serviços públicos
essenciais, enumerando quais seriam essas atividades (serviços de água e esgoto,
energia elétrica, petróleo, gás e outros combustíveis, bancos, transportes e
comunicações, hospitais, ambulatórios, farmácias, drogarias etc.).
• No mesmo ano, foi editada a lei 6.620/78, que definia os crimes contra a
segurança nacional, estabeleceu punição ao incitamento à paralisação de serviços
públicos e à cessação coletiva do trabalho pelos funcionários públicos.
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GREVE: Histórico 9/10
Em 1988, foi promulgada a Constituição Federal, assegurando:
o direito de greve (devendo os trabalhadores decidir sobre a oportunidade de
exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender - art. 9º);
Prevê, ainda, que lei determine as atividades essenciais, dispondo sobre o
atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade (§1º);
A possibilidade do exercício do direito de greve aos
servidores públicos, nos termos e limites definidos
em lei específica (art. 37, VII);
Estabelece que o militar não terá o direito à
sindicalização e a greve (art. 142, §3º, IV).
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GREVE: Histórico 10/10
A Medida provisória nº: 50, de 1989, regulou o direito de greve em razão das
constantes paralisações que vinham ocorrendo em atividades essenciais;
A lei 7.783/89 dispôs sobre o exercício do direito de greve,
definindo as atividades essenciais e regulando o atendimento das
necessidades inadiáveis da comunidade.
A atual lei não versa sobre o pagamento dos dias parados,
nem sobre a contagem do tempo de serviço durante a greve.
O art. 18 da Lei 7.783/89 revogou a Lei 4.330 e o Decreto
lei nº: 1.632.
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FILME: "1979 – ABC DA GREVE –DE LEON
HIRSZMAN"
Documentário sobre a 1ª greve brasileira fora da fábrica. Cobrindo os acontecimentos na
região do grande ABC paulista, em 1979, o filme acompanha a trajetória do movimento
de 150 mil metalúrgicos em luta por melhores salários e condições de vida.
Sem obter suas reivindicações, decidem-se pela
greve, afrontando o governo militar. Este responde
com uma intervenção no sindicato da categoria.
Mobilizando numeroso contingente policial o
governo inicia uma grande operação de repressão...
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“ Quem não aprende com a história,
está condenado a repetir seus erros.”
Hernandes Dias Lopes
1979 – ABC DA GREVE – LEON HIRSZMAN
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