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Entendendo a Crase na Língua Portuguesa

A crase é a fusão da preposição 'a' com o artigo feminino 'a', indicada pelo acento grave (`). Ela ocorre em situações específicas, como diante de palavras femininas que exigem a preposição e em locuções adverbiais. A crase não é utilizada antes de palavras masculinas, verbos ou artigos indefinidos.

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Entendendo a Crase na Língua Portuguesa

A crase é a fusão da preposição 'a' com o artigo feminino 'a', indicada pelo acento grave (`). Ela ocorre em situações específicas, como diante de palavras femininas que exigem a preposição e em locuções adverbiais. A crase não é utilizada antes de palavras masculinas, verbos ou artigos indefinidos.

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A+A=

CRASE
O que é?
A palavra crase é de origem grega e significa
fusão, mistura.

De acordo com a gramática, basicamente a


crase se refere à fusão da preposição A com
o artigo feminino A :

Vou ao colégio. (a + o = ao)


Vou à escola. (a + a = à)

2
Então CRASE é um acento?

NÃO!

É apenas a fusão, a contração de dois aa.

O acento grave (`) é o sinal que indica a


fusão de dois aa, portanto, nenhum a tem
crase, mas acento grave.

3
Emprego da crase

Ocorre a crase:
•Quando o termo regente exigir a preposição a e o
termo regido admitir o artigo definido a;

Vou à praça.

• ou quando o termo regido for representado por


um pronome demonstrativo iniciado por a.
Prefiro esta fruta
àquela
4
Emprego da crase

• Em locuções (prepositivas, adverbiais ou


conjuntivas) com palavras femininas.

Às vezes não a encontro à noite.


Os policiais estão à procura do ladrão.
À proporção que chove, mais preocupados
ficamos

5
• Nas locuções adverbiais com a palavra
horas (mesmo subentendida):

Cheguei a casa às dez horas.


Casou no sábado e logo na terça entrava em casa às
três da manhã.
(Dalton Trevisan)

6
Não se usa crase

• Diante de palavras masculinas

[Link]
Sua roupa está cheirando a suor.

• A no singular e nome no plural


“Tudo cheirava-me a asneiras.”

7
Não se usa crase

• Diante de verbos

[Link]
Está começando a esfriar.

• Diante de artigo indefinido

Irei a uma festa

8
Casos facultativos da crase

• Antes de pronome possessivo feminino

Escrevi a / à minha professora

• Antes de nome próprio de pessoa (íntima,


familiar)
Não fiz referência a / à Teresa.

9
Casos facultativos da crase

• Com a locução até a, antes de palavra


feminina
Fui até a / até à esquina, mas não
o encontrei

10
Regras básicas
Para saber se ocorre ou não a crase, basta
seguir essas regras básicas:

1.Só ocorre crase diante de palavras


femininas

O sol estava a pino.

11
2. Com os verbos:

ir, vir, voltar, chegar, cair,


comparecer, dirigir-se.

teste a regência limitando-se a estes:

vir, voltar, chegar.

12
• se surgir da, ocorrerá crase;

• caso contrário, não ocorrerá crase.

Vou a Porto Alegre.


...pois, pelo teste, verifiquei que vim DE Porto Alegre.

Vou à Bahia.
...pois, pelo teste, verifiquei que vim DA Bahia.

13
Casos especiais e confusos

• Nos adjuntos adverbiais de meio ou


instrumento, não ocorre crase.

Preencheu o formulário a caneta.


(Não se diz ao lápis)
Nesse caso, apesar de controvérsias entre alguns estudiosos, não são
poucos os gramáticos que recomendam, visando à clareza, o acento grave.
Logo, eles não desabonam o uso do acento em À CANETA.

Carlos pintou a máquina e não a mão.


14
Por que clareza?

MATAR A FOME.
(FOME é objeto de MATAR)
X
MATAR À FOME.
(FOME é o modo de MATAR)

Logo, o uso é facultativo nas


referências femininas:
Preencheu o formulário à caneta.
Carlos pintou à máquina e não à mão.
15
• Ocorrerá a crase antes das palavras casa
(lar), terra (antônima de bordo) e distância
se aparecerem com modificador ou forem
delimitadas:

Cheguei a (em) casa de madrugada.


Voltei à (para a) casa de minha
namorada.
Retornamos a terra à noitinha.
Retornarei à terra de meus avós.
16
No zoológico, os animais ficam a distância.

Os guardas ficaram à distância de vinte


metros.

[Link]
17
• Ocorrendo a elipse da palavra moda ou
maneira, das expressões à moda de, à
maneira de, ocorrerá a crase diante de
nomes masculinos:

Calçados à Luís XV. (à moda de Luís XV).


Estilo à Coelho Neto.
Era um senhor atarracado, de grossos
bigodes à Kaiser.

18
A crase no dia a dia

[Link]
19
Referências
ARAÚJO, Paulo S. A arte de falar em público. Rio
de Janeiro: Forense e Gryphus, 2003.
BRASIL, André. Fale bem, fale sempre. São
Carlos: RiMa, 2003.
CÂMARA JR. J. Mattoso. Manual de expressão
oral e escrita. 14. ed. Petrópolis: Vozes,1997.
CINTRA, José C. Técnica para apresentações
com recursos audiovisuais. São Carlos: Rima,
2002.
Como falar em público. Rio de Janeiro: Suma
Econômica, 1996. (DVD e material didático).
20

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