uso de
Antimicrobian
os e β-
lactâmicos
João Pedro Pinheiro de Matos
Nicolas Kevyn Cavalcante
Araguaína, 2024
Princípios da Terapia antimicrobiana
Escolha do Antimicrobiano
Gravidade e Sugere agente etiológico
Sitio
Prescrição empírica inicial
Patógenos
mais
Diagnóstico
provável
clínico
Regime Risco de Colonizações prévias? Uso recente de atb?
resistência Internações recentes? Uso de dispositivos invasivos?
adequado
Cultura em
1º lugar Fatores do Contraindicação do atb? Imunossuprimido?
hospedeiro
Diagnóstico Dose e rotina Correção renal ou hepática? Periodicidade...
etiológico de
administração
Holubar, M.; Deresinski, S., (2023) 2
Princípios da Terapia antimicrobiana
Escolha do Antimicrobiano
Concentração Inibitória Mínima
Tempo de tratamento
“Tempo mínimo e mais eficaz possível”
Concentração dependente
Tempo dependente
Veronesi et al., (2015); Spellberg, B., (2016)
3
Princípios da Terapia antimicrobiana
Escolha do Antimicrobiano
Indicações de combinações
Associação Antimicrobiana
• Infecções graves, sem dx etiológico: ampliar espectro.
Ex. imunodeprimidos; sepse; peritonite...
• Infecções mistas: não sensíveis a um único atb. Ex.
micobactérias; B. fragilis
• Reduzir emergência de cepas resistentes: Ex.
tuberculose
Sinergismo: bactericidas + bactericidas
Antagonismo: bactericidas + bacteriostáticos
Indiferença: bacteriostáticos + bacteriostáticos
Veronesi et al., (2015)
4
β-lactâmicos
1984
Aztreonam: único
1976 monobactâmico disponível
no Brasil
1º carbapenêmico
1964 de uso comercial
1ª cefalosporina de uso comercial
1950
1ª penicilina de uso comercial
1928
Penicilina é isolada
Alexander
Fleming
Ação dos β-lactâmicos
β-lactâmicos
FARMACOLOGIA
Ação:
Ligam-se à PBP e inibem a última etapa de
síntese da parede celular
Características:
• Bactericidas (morte celular indireta)
• Tempo-dependente
• T ½: curta
• Ampla distribuição nos fluidos:
pleura, pericárdio, peritônio, liquido
sinovial e urina. Exceto meninge
• Ajuste renal: exceto oxacilina
Goodman & Gilman (2018)
6
β-lactâmicos
Mecanismos de Resistência
Diminuição da penetração no local alvo e efluxo: Ambiente: biofilmes (próteses, catéteres...)
Ex: Pseudomonas a muitos beta-lactâmicos
Bombas de efluxo
Alteração do sitio alvo: alteração do PBP e afinidade
Ex: Pneumococos / Estafilococos à meticilina /
Gonococo, Enterococo e H. influenzae
Inativação por uma enzima bacteriana: beta-
lactamases (penicilinases, cefalosporinases ou ambas)
• Ex: K. pneumoniae produz penicilinases (são mais
suscetíveis a cefalosporinas)
• Ex: beta-lactamase induzível por AmpC
(Enterobactérias, Proteus indol-positivo, Serratia)
Goodman & Gilman (2018)
7
β-lactâmicos
CLASSES
Efeitos Adversos
• Naturais / Antiestafilocócicas
PENICILINAS • Aminopenicilinas / Ureidopenicilinas
• Reações de hipersensibilidade • Penicilinas + IBL
• Febre medicamentosa
↑ Espectro
CEFALOSPORINAS 1ª à 5ª geração
• Stevens-Johnson
• Gastrointestinais
• Meropenem / Imipenem
Penicilinas e Cefalosporinas não são CARBAPENÊMICOS
• Ertapenem / Doripenem
teratogênicas. Podem ser usadas na gestação
Neurológicas: MONOBACTÂMICOS Aztreonam
• Encefalopatia
• Convulsões: Cefepime e
Imipenem Goodman & Gilman, (2018); LETOURNEAU, A., (2023)
8
β-lactâmicos
PENICILINAS
Características:
• Meia vida: curta (< 1 hora)
Subclasses:
• Ampla e rápida distribuição nos tecidos
• Penicilinas naturais
• Fluidos corporais: todas atingem niveis terapêuticos.
• Aminopenicilinas
• Ampicilina e Piperacilina atingem niveis maiores na bile
• Antiestafilocócicas
• Penetram mal no LCR na ausência de inflamação (< 1%
• Ureidopenicilinas
das concentrações plasmáticas e 5% se inflamação)
• Penicilinas + IBL
• Baixa penetração: secreções prostáticas, liquido
intraocular e LCR.
• Eliminação: rapidamente renal. Alta concentração na urina.
Goodman & Gilman, (2018); LETOURNEAU, A., (2023)
9
β-lactâmicos
PENICILINAS NATURAIS
CHAVE: Estreptococos / Enterococos / Espiroquetas
Representantes:
• Benzilpenicilina (G): cristalina, benzatina, procaína
• Fenoximetilpenicilina (V): oral
Espectro: GRAM positivos
Microrganismos:
• Cocos gram positivos: exceto Estafilococos produtor de penicilinase / Pneumococos resistentes a penicilina / alguns
enterococos e estafilococos resistentes a oxacilina
• Bastonetes gram positivo (Listeria)
• Cocos gram negativos (Neisseria)
• Espiroquetas Nota: não é ativa contra bacilos gram negativos (Proteus, Enterobacter,
• Anaeróbios: maioria Escherichia coli e Klebsiella)
TAVARES, W., (2014); LETOURNEAU, A., (2023)
10
β-lactâmicos Moderadamente sensíveis: Leptospira
Resistentes:
• Mais de 90% de S. aureus
PENICILINAS • Maioria de S. epidermidis
• Bacterioides fragilis
NATURAIS • Muitas cepas de gonococos
ESPECTRO USO TERAPÊUTICO
GRAM positivos:
Escolha para infecções por: E. fecalis / S. viridans /
Estreptococos, Enterococus fecalis, Listeria
monocytogenes, Actinomyces iseaelii S. pneumoniae (pneumococo)
GRAM negativas: • Siflis
Neisseria meningiditis (adiquiriu resistência), • Infecções de pele e partes moles
Pasteurella multocida, Streptobacilus moniliformis
• Faringite estreptocócica
Anaeróbios:
vários (exceto Bacterioides fragilis) • Doença de Lyme
Outros: Treponema pallidum, Borrelia burgdorferi • Pasteurella multocida (mordida de gato e cão)
Adaptado de TAVARES, W., (2014); LETOURNEAU, A., (2023)
11
β-lactâmicos
PENICILINAS ANTIESTAFILOCÓCICAS (OXACILINA e METICILINA)
Escolha: estafilococos produtores de penicilinases
CHAVE: MSSA / Estreptococos
Resistencia: PBP alterada (não é degradada pela b-lactamase)
Ajuste renal: não necessita, eliminação biliar
Infecções de corrente sanguínea Oxacilina resistentes: Oxacilina daptomicina
ESPECTRO USO TERAPÊUTICO
GRAM positivos: • Infecções por S. aureus penicilinase + (MSSA):
Estafilococos MSSA / S. epidermidis / Estreptococos impetigo bolhoso / celulite flegmonosa / furunculose
generalizada / sindrome da pele escaldada /
GRAM negativas: osteomielite / abscesso / artrite séptica
Não
Infecções de pele e partes moles / corrente
sanguínea / pneumonias / endocardites
Anaeróbios:
Não • Sem ação: Enterococos / Listeria / Neisseria
• Inativada: por b-lactamases produzidas por
Enterobactérias e Pseudomonas
Goodman & Gilman, (2018); LETOURNEAU, A., (2023)
12
β-lactâmicos
PENICILINAS AMINOPENICILINAS (AMOXICILINA E AMPICILINA)
Características:
Representantes: Amoxicilina e Ampicilina
• T ½: 60 min
Espectro: GRAM positivo e GRAM negativo
• Estável em meio ácido
sensíveis
• Boas concentrações brônquicas, nasais, bile e ouvido
CHAVE: Estreptococos / Enterococos / Listeria / BGN / H. influenzae • Necessita de ajuste renal
Preferências
Amoxicilina Ampicilina
• Uso oral (absorção intestinal) • Tratamento de Shiguella
• Alimento • Secreções: Bile e circulação entero-hepática
• Posologia • Infecções: L. monocytogenes (imunossuprimidos),
• Concentrações terapêuticas prolongadas Enterococos, S. agalatiae
• Secreções: brônquicas, nasais e ouvido
• Infecções: S. Pneumoniae e H. influenza
TAVARES, W., (2014); LETOURNEAU, A., (2023)
13
β-lactâmicos Excelente: S. B-hemolítico, E. fecalis e Listeria
Satisfatória: S. pneumoniae, S. viridans, H. influenzae
Alguma: Proteus e E. coli
PENICILINAS AMINOPENICILINAS
ESPECTRO USO TERAPÊUTICO
GRAM positivos:
Infecções de vias aéreas por GRAM negativos:
Estreptococos, Enterococus fecalis, Listeria
monocytogenes sinusites, faringite, otite média, epiglotite
GRAM negativas: Alternativas para ITU por enterococos (alta
Enterobactérias não produtoras de betalactamases, H. prevalência de resistência de E. coli e Klebisiella)
influenzae, H. pylori, Neisseria meningiditis
Meningite: ampicilina age contra L. monocytogenes em
Anaeróbios:
vários (exceto Bacterioides fragilis) imunossuprimidos
Resistencia:
• 50% das E. coli, P. mirabilis
• Praticamente todas Klebisiellas
• Maioria das cepas de: Shigella, Pseudomonas, Serratia,
Acinetobacter, B. fragilis e Proteus indol positivo Goodman & Gilman, (2018); LETOURNEAU, A., (2023)
14
β-lactâmicos
PENICILINAS AMINOPENICILINAS + IBL (SULBACTAM E CLAVULANATO)
Ampicilina + Sulbactam Amoxicilina + Clavulanato
Ação: S. aureus MSSA / H. influenzae / Enterobacter / Ação: S. aureus MSSA / H. influenzae /
Anaeróbios (B. fragilis) / Acinetobacter baumannii outros organismos usuais da amoxicilina
Uso: úlcera em pé diabético / infecções intra- • Altas concentrações: Enterobactérias
abdominais e pélvicas / infecções de vias aéreas produtoras de b-lactamases
superiores (sinusite, otite média) / profilaxia para Uso: OMA / sinusites / ITU / feridas por
cirurgias abdominais mordidas / sinusites
Alguma resistência: Enterobacter e B. fragilis em
infecções intra-abdominais
Goodman & Gilman, (2018); LETOURNEAU, A., (2023)
15
β-lactâmicos
PENICILINAS UREIDOPENICILINAS (PIPERACILINA)
Representante: Piperacilina + Tazobactam CHAVE: Estreptococos / Enterococos / BGN / Pseudomonas
Espectro: similar às aminopenicilinas + Pseudomonas
ESPECTRO USO TERAPÊUTICO
GRAM positivos: • Infecções nosocomiais gram negativas
MSSA / Estreptococos / Enterococus fecalis / Listeria (bacteremias, pneumonias, queimaduras)
monocytogenes • Infecções intra-abdominais
GRAM negativas: • Infecções urinarias resistentes à ampicilina
Pseudomonas e outros bacilos / Enterobactérias não
produtoras de betalactamases / H. influenzae /
Neisseria gonorrhoeae
Anaeróbios:
Alguns (incluindo Bacterioides fragilis)
Goodman & Gilman, (2018); LETOURNEAU, A., (2023)
16
Ação: inativação das B-
β-lactâmicos Inibidores da B-lactamase lactamases (principalmente as
mediadas por plasmídeos)
IBL CARACTERÍSTICAS
• Mais ativos: P-lactamases de plasmídeos
(inclusive as que hidrolisam ceftazidima e
Antigos: clavulanato, sulbactam e
cefotaxima)
tazobactam
• Inativos: P-lactamases cromossômicas do
tipo AmpC de GRAM negativos (Enterobacter,
Citrobacter e Pseudomonas) /
Carbapenemases do tipo KPC
Amplo espectro
• Ação (ceftazidima): Enterobacter (incluindo
Novos: Avibactam
produtoras de AmpC, ESBL, algumas K.
pneumoniae e Carbapenemase tipo OXA) e
cepas de Pseudomonas
Goodman & Gilman, (2018); LETOURNEAU, A., (2023) 17
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti-pseudomonas
Cefalosporinas anti-MRSA
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti-pseudomonas
Cefalosporinas anti-MRSA
Cephalosporium
acremonium
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti-pseudomonas
Cefalosporinas anti-MRSA
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti-
pseudomonas
Cefalosporinas anti-MRSA
Cefazolina
Cefalotina
Cefalexina
Cefradina
Cefadroxila
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti-
pseudomonas
Cefalosporinas anti-MRSA Espectro de ação:
Gram positivos: MSSA, estreptococos
Cefazolina Gram negativos: E. coli, Klebsiella pneumoniae e Proteus
Cefalotina mirabilis.
Cefalexina Anaeróbios: não.
Cefradina
Cefadroxila Usos terapêuticos:
São muito boas para tratamento de infecções causadas por
bactérias Gram-positivas, como celulite e erisipela.
Principais indicações: tratamento de infecção de pele e
partes moles.
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti-
pseudomonas
Cefalosporinas anti-MRSA Espectro de ação:
Gram positivos: MSSA, estreptococos
Cefazolina Gram negativos: E. coli, Klebsiella pneumoniae e Proteus
Cefalotina mirabilis.
Cefalexina Anaeróbios: não.
Cefradina
Cefadroxila Usos terapêuticos:
São muito boas para tratamento de infecções causadas por
bactérias Gram-positivas, como celulite e erisipela.
Principais indicações: tratamento de infecção de pele e
partes moles.
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti-
pseudomonas
Cefalosporinas anti-MRSA
Cefuroxima
Cefaclor
Axetilcefuroxi
ma
Cefprozila
Cefotixina
Cefotetana
Cefmetazol
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti- Espectro de ação:
pseudomonas Gram positivos: MSSA, estreptococos
Cefalosporinas anti-MRSA Gram negativos: E. coli, Klebsiella pneumoniae, Proteus
mirabilis, Moraxella Catarrhalis e H. influenzae.
Cefuroxima Anaeróbios: não.
Cefaclor
Axetilcefuroxi Usos terapêuticos:
ma São um pouco menos ativas contra os estafilococos, porém
Cefprozila são mais eficazes contra alguns gram-negativos.
Cefotixina São antibióticos muito bons para o tratamento de IVAS (otite
Cefotetana média, sinusite), já que tratam os principais agentes
Cefmetazol (pneumococo, M. catarrhalis e H. influenzae).
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti- Espectro de ação:
pseudomonas Gram positivos: MSSA, estreptococos
Cefalosporinas anti-MRSA Gram negativos: E. coli, Klebsiella pneumoniae, Proteus
mirabilis, Moraxella Catarrhalis e H. influenzae.
Cefuroxima Anaeróbios: não.
Cefaclor
Axetilcefuroxi Usos terapêuticos:
ma São um pouco menos ativas contra os estafilococos, porém
Cefprozila são mais eficazes contra alguns gram-negativos.
Cefmetazol São antibióticos muito bons para o tratamento de IVAS (otite
média, sinusite), já que tratam os principais agentes
(pneumococo, M. catarrhalis e H. influenzae).
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti-
pseudomonas
Cefalosporinas anti-MRSA
Cefamicinas:
Cefotixina
Cefotetana
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti- Espectro de ação:
pseudomonas Gram positivos: MSSA, estreptococos
Cefalosporinas anti-MRSA Gram negativos: E. coli, Klebsiella pneumoniae, Proteus
mirabilis, Moraxella Catarrhalis e H. influenzae.
Cefamicinas: Anaeróbios: Sim, contra o B. fragilis.
Cefotixina
Cefotetana Usos terapêuticos:
São as únicas cefalosporinas que tem atividade contra
anaeróbios. Porém o aumento da resistência ao B. fragilis
limita o seu uso.
Utilizadas para profilaxia cirúrgica de cirurgias colorretais, já
que tem ação contra B. fragilis.
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti- Espectro de ação:
pseudomonas Gram positivos: MSSA, estreptococos
Cefalosporinas anti-MRSA Gram negativos: Enterobacteriaceae, gonococo,
meningococo, Moraxella catarrhalis e H. influenzae.
Ceftriaxone Anaeróbios: Não.
Cefotaxima
Ceftazidima Usos terapêuticos:
Ceftriaxona e cefotaxima: cobertura para pneumococo e
para MSSA
Ceftazidima: cobertura para pseudomonas.
São usadas para tratamento de pneumonias, infecção de
corrente sanguínea, infecções intra-abdominais, infecções
do trato urinário e meningites.
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti-
pseudomonas
Cefalosporinas anti-MRSA
Cefepime
Ceftazidima
Ceftazidima/
avibactam
Ceftazolona/
tazobactam
Cefepime
β-lactâmicos Espectro de ação:
Gram positivos: MSSA, estreptococos
Gram negativos: Enterobacteriaceae, gonococo,
Cefalosporinas meningococo, Moraxella catarrhalis, H. influenzae,
Pseudomonas.
Anaeróbios: Não.
Classificação
Usos terapêuticos:
Primeira geração São usadas quando há necessidade de cobrir
Segunda geração Pseudomonas e nas infecções hospitalares, como nas
Terceira geração pneumonias, meningites e infecções do trato urinário e
Cefalosporinas anti- corrente sanguínea
pseudomonas Ceftazidima/avibactam
Cefalosporinas anti-MRSA Ceftazolona/tazobactam
Cefepime Usos terapêuticos:
Ceftazidima Ceftolozane + tazobactam: atividade otimizada contra
Ceftazidima/ pseudomonas. Também com cobertura contra a maioria das
avibactam bactérias Gram negativas produtoras de ESBL
Ceftazolona/
tazobactam Ceftazidima + avibactam: ativa contra enterobactérias
produtoras de carbapenemase.
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti-
pseudomonas
Cefalosporinas anti-MRSA
Ceftarolina
β-lactâmicos
Cefalosporinas
Classificação
Primeira geração
Segunda geração
Terceira geração
Cefalosporinas anti-
pseudomonas Espectro de ação:
Cefalosporinas anti-MRSA Gram positivos: MSSA, MRSA, estreptococos
Gram negativos: Enterobacteriaceae, gonococo,
meningococo, Moraxella catarrhalis e H. influenzae.
Anaeróbios: Não.
Ceftarolina
Usos terapêuticos:
Único betalactâmico que tem afinidade à PBP2A do MRSA
Aprovada para pneumonia e infecção de pele e partes
moles
Não são ativas contra enterobactérias produtoras de ESBL
β-lactâmicos
Os carbapenêmicos são B-lactâmicos que
Carbapenêmicos contêm um anel B-lactâmico acoplado e
uma estrutura anular de cinco elementos,
que difere das penicilinas por ser insaturado e
Representantes conter um átomo de carbono em lugar do
átomo de enxofre. Essa classe de
Imipeném/cilastatina antibióticos possui espectro de atividade
Meropeném mais amplo que a maioria dos outros
antibióticos B-lactâmicos.
Doripeném
Ertapeném
β-lactâmicos Espectro de ação:
Eles são ativos contra bactérias Gram-positivas (exceto
MRSA e Enterococcus faecium), Gram-negativas e
Carbapenêmicos anaeróbios, incluindo Bacteroides fragilis.
São antibióticos que têm ação contra bactérias
produtoras de ESBL e, com exceção do ertapenem,
Representantes apresentam atividade contra Pseudomonas.
Imipeném/cilastatina
Uso terapêutico:
Meropeném
Infecções nosocomiais: pneumonia, infecções intra-
Doripeném
abdominais, infecções das vias urinárias.
Ertapeném
Meningite (meropeném).
β-lactâmicos Espectro de ação:
Eles são ativos contra bactérias Gram-positivas (exceto
MRSA e Enterococcus faecium), Gram-negativas e
Carbapenêmicos anaeróbios, incluindo Bacteroides fragilis.
São antibióticos que têm ação contra bactérias
produtoras de ESBL e, com exceção do ertapenem,
Representantes apresentam atividade contra Pseudomonas.
Imipeném/cilastatina
Uso terapêutico:
Meropeném
Infecções nosocomiais: pneumonia, infecções intra-
Doripeném
abdominais, infecções das vias urinárias.
Ertapeném
Meningite (meropeném).
A cilastatina, inibe a di-
hidropeptidase I, enzima que
inativa o imipenem no túbulo renal
proximal. Dessa forma, ele
consegue ficar ativo por mais
tempo.
β-lactâmicos Espectro de ação:
Eles são ativos contra bactérias Gram-positivas (exceto
MRSA e Enterococcus faecium), Gram-negativas e
Carbapenêmicos anaeróbios, incluindo Bacteroides fragilis.
São antibióticos que têm ação contra bactérias
produtoras de ESBL e, com exceção do ertapenem,
Representantes apresentam atividade contra Pseudomonas.
Imipeném/cilastatina
Uso terapêutico:
Meropeném
Infecções nosocomiais: pneumonia, infecções intra-
Doripeném
abdominais, infecções das vias urinárias.
Ertapeném
Meningite (meropeném).
Os carbapenêmicos podem ser
A cilastatina, inibe a di- utilizados para tratamento de
hidropeptidase I, enzima que pancreatite necrotizante, já que eles
inativa o imipenem no túbulo renal têm uma boa penetração no pâncreas.
proximal. Dessa forma, ele O imipenem é o mais utilizado.
consegue ficar ativo por mais
tempo.
β-lactâmicos
Monobactâmicos
Representante
Aztreonam
β-lactâmicos
Monobactâmicos Espectro de ação:
Atividade excelente contra H.
influenzae, Proteus, E. coli, Klebsiella,
Representante Serratia.
Atividade satisfatória contra
Aztreonam Pseudomonas.
Não tem qualquer atividade Gram-
positiva.
Não tem alergenicidade cruzada com
outros B-lactâmicos (exceto
ceftazidima).
Penetração adequada no LCS.
Uso terapêutico:
Infecções nosocomiais: pneumonia,
infecções urinárias
β-lactâmicos
Monobactâmicos Espectro de ação:
Atividade excelente contra H.
influenzae, Proteus, E. coli, Klebsiella,
Representante Serratia.
Atividade satisfatória contra
Aztreonam Pseudomonas.
Não tem qualquer atividade Gram-
positiva.
Não tem alergenicidade cruzada com
outros B-lactâmicos (exceto
ceftazidima).
Penetração adequada no LCS.
O aztreonam é útil para tratar
infecções gram-negativas, que Uso terapêutico:
normalmente seriam tratadas com um Infecções nosocomiais: pneumonia,
antibiótico B-lactâmico, se não fosse infecções urinárias.
por uma reação alérgica pregressa.
β-lactâmicos
Penicilinas Cefalosporinas Carbapenêmicos Monobactêmicos
Penicilinas Imipeném/
Aminopenicilina 1° Geração 2° Geração 3° Geração 4° Geração 5° Geração Aztreonam
naturais cilastatina
Penicilina G
benzatina,
Amoxicilina Cefazolina Cefuroxima Ceftriaxone Cefepime Ceftarolina Meropeném
procaína,
cristalina
Penicilina V Ampicilina Cefalotina Cefaclor Ceftazidima Doripeném
Cefalexina Ertapeném
Referências
HOLUBAR, M.; DERESINSKI, S. Antimicrobial stewardship in hospital settings. UpToDate. Last updated: May
05, 2023.
SPELLBERG, B. The new antibiotic mantra – “Shorter is Better”. JAMA Intern. Med. 2016 September 01; 176
GOODMAN & GILMAN. The farmacological basis of therapeutics. 13. ed. Mc Graw Hill. 2018
LETOURNEAU, A. Penicillin, antistaphylococcal penicillins, and broad-spectrum penicillins. UpToDate. Last
updated: Sep 08, 2023
LETOURNEAU, A. Beta-lactam antibiotics: Mechanisms of action and resistance and adverse effects.
UpToDate. Last updated: Nov 15, 2023
LETOURNEAU, A. Combination beta-lactamase inhibitors, carbapenems, and monobactams. UpToDate. Last
updated: Nov 13, 2023
SALOMÃO, Reinaldo Infectologia: Bases clínicas e tratamento / Reinaldo Salomão - 1. ed. - Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2017.
TAVARES, W. Antibióticos e quimioterápicos para o clínico/Walter Tavares. – 3. ed. rev. e atual. -- São Paulo:
Editora Atheneu, 2014.
VERONESI, Ricardo; FOCACCIA, Roberto. Tratado de infectologia. 5ed. Rio de Janeiro: Atheneu Editora,
2015
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