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CIPA: Normas e Atribuições para Segurança

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Carol Quadros
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NR – 5 COMISSÃO INTERNA DE

PREVENÇÃO DE ACIDENTES
APRESENTAÇÃO

 INSTRUTOR (A)
 EMPRESA
 OBJETIVO

APRESENTAÇÃO DOS
PARTICIPANTES

 QUEM EU SOU ?
Regras para um Bom Treinamento
N º 05 – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

ESTUDO DA NORMA Nº 05

ESTUDO DO AMBIENTE, DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO, BEM


COMO DOS RISCOS ORIGINADOS DO PROCESSO PRODUTIVO;

METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO E ANÁLISE DE ACIDENTES E


DOENÇAS DO TRABALHO;

NOÇÕES SOBRE ACIDENTES E DOENÇAS DO TRABALHO


DECORRENTES DE EXPOSIÇÃO AOS RISCOS EXISTENTES NA
EMPRESA;
N º 05 – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

NOÇÕES SOBRE A SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA


ADQUIRIDA - AIDS, E MEDIDAS DE PREVENÇÃO;

NOÇÕES SOBRE AS LEGISLAÇÕES TRABALHISTA E


PREVIDENCIÁRIA RELATIVAS À SEGURANÇA E SAÚDE NO
TRABALHO;

PRINCÍPIOS GERAIS DE HIGIENE DO TRABALHO E DE MEDIDAS


DE CONTROLE DOS RISCOS;

ORGANIZAÇÃO DA CIPA E OUTROS ASSUNTOS NECESSÁRIOS


AO EXERCÍCIO DAS ATRIBUIÇÕES DA COMISSÃO.
DO OBJETIVO

• 5.1 A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes -


CIPA - tem como objetivo a prevenção de acidentes e
doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar
compatível permanentemente o trabalho com a
preservação da vida e a promoção da saúde do
trabalhador
DA CONSTITUIÇÃO

• 5.2 Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e


mantê-la em regular funcionamento as empresas
privadas, públicas, sociedades de economia mista,
órgãos da administração direta e indireta, instituições
beneficentes, associações recreativas, cooperativas,
bem como outras instituições que admitam
trabalhadores como empregados.
DA ORGANIZAÇÃO
• 5.6 A CIPA será composta de representantes do
empregador e dos empregados, de acordo com o
dimensionamento previsto no Quadro I desta NR,
ressalvadas as alterações disciplinadas em atos
normativos para setores econômicos específicos.

• 5.6.1 Os representantes dos empregadores, titulares


e suplentes, serão por eles designados.
• 5.6.2 Os representantes dos empregados, titulares e
suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do
qual participem, independentemente de filiação
sindical, exclusivamente os empregados
interessados.

• 5.6.4 Quando o estabelecimento não se enquadrar


no Quadro I, a empresa designará um responsável
pelo cumprimento dos objetivos desta NR, podendo
ser adotados mecanismos de participação dos
empregados, através de negociação coletiva.
• 5.7 O mandato dos membros eleitos da CIPA terá
a duração de um ano, permitida uma reeleição.

• 5.8 É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa


causa do empregado eleito para cargo de direção
de Comissões Internas de Prevenção de
Acidentes desde o registro de sua candidatura até
um ano após o final de seu mandato.
• 5.9 Serão garantidas aos membros da CIPA condições
que não descaracterizem suas atividades normais na
empresa, sendo vedada a transferência para outro
estabelecimento sem a sua anuência, ressalvado o
disposto nos parágrafos primeiro e segundo do artigo
469, da CLT.

• 5.10 O empregador deverá garantir que seus


indicados tenham a representação necessária para a
discussão e encaminhamento das soluções de
questões de segurança e saúde no trabalho
analisadas na CIPA.
• 5.11 O empregador designará entre seus
representantes o Presidente da CIPA, e os
representantes dos empregados escolherão entre os
titulares o vice-presidente.

• 5.12 Os membros da CIPA, eleitos e designados serão,


empossados no primeiro dia útil após o término do
mandato anterior.

• 5.13 Será indicado, de comum acordo com os


membros da CIPA, um secretário e seu substituto,
entre os componentes ou não da comissão, sendo
neste caso necessária a concordância do empregador.
• 5.14 A documentação referente ao processo eleitoral
da CIPA, incluindo as atas de eleição e de posse e o
calendário anual das reuniões ordinárias, deve ficar no
estabelecimento à disposição da fiscalização do
Ministério do Trabalho e Emprego.

• 5.14.1 A documentação indicada no item 5.14 deve ser


encaminhada ao Sindicato dos Trabalhadores da
categoria, quando solicitada.

• 5.14.2 O empregador deve fornecer cópias das atas de


eleição e posse aos membros titulares e suplentes da
CIPA, mediante recibo.
DAS ATRIBUIÇÕES
• 5.16 A CIPA terá por atribuição:

• a) Identificar os riscos do processo de trabalho, e


elaborar o mapa de riscos, com a participação do
maior número de trabalhadores, com assessoria do
SESMT, onde houver;

• b) Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação


preventiva na solução de problemas de segurança e
saúde no trabalho;
• c) Participar da implementação e do controle da
qualidade das medidas de prevenção necessárias, bem
como da avaliação das prioridades de ação nos locais
de trabalho;

• d) Realizar, periodicamente, verificações nos ambientes


e condições de trabalho visando a identificação de
situações que venham a trazer riscos para a segurança
e saúde dos trabalhadores;

• e) Realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento


das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir
as situações de risco que foram identificadas;
• f) Divulgar aos trabalhadores informações relativas à
segurança e saúde no trabalho;

• g) Participar, com o SESMT, onde houver, das


discussões promovidas pelo empregador, para avaliar
os impactos de alterações no ambiente e processo de
trabalho relacionados à segurança e saúde dos
trabalhadores;

• h) Requerer ao SESMT, quando houver, ou ao


empregador, a paralisação de máquina ou setor onde
considere haver risco grave e iminente à segurança e
saúde dos trabalhadores;
• i) Colaborar no desenvolvimento e implementação do
PCMSO e PPRA e de outros programas relacionados à
segurança e saúde no trabalho;

• j) Divulgar e promover o cumprimento das Normas


Regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos e
convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e
saúde no trabalho;

• l) participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou


com o empregador, da análise das causas das doenças e
acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos
problemas identificados;
• m) Requisitar ao empregador e analisar as informações
sobre questões que tenham interferido na segurança e
saúde dos trabalhadores;

• n) Requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas;

• o) Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT,


onde houver, a Semana Interna de Prevenção de
Acidentes do Trabalho - SIPAT;

• p) Participar, anualmente, em conjunto com a empresa,


de Campanhas de Prevenção da AIDS.
• 5.17 Cabe ao empregador proporcionar aos
membros da CIPA os meios necessários ao
desempenho de suas atribuições, garantindo tempo
suficiente para a realização das tarefas constantes do
plano de trabalho.
5.18 CABE AOS EMPREGADOS:
• a) Participar da eleição de seus representantes;

• b) Colaborar com a gestão da CIPA;

• c) Indicar à CIPA, ao SESMT e ao empregador situações de


riscos e apresentar sugestões para melhoria das condições de
trabalho;

• d) Observar e aplicar no ambiente de trabalho as


recomendações quanto à prevenção de acidentes e doenças
decorrentes do trabalho.
5.19 CABE AO PRESIDENTE DA CIPA:
• a) Convocar os membros para as reuniões da CIPA;

• b) Coordenar as reuniões da CIPA, encaminhando ao


empregador e ao SESMT, quando houver, as decisões da
comissão;

• c) Manter o empregador informado sobre os trabalhos da


CIPA;

• d) Coordenar e supervisionar as atividades de secretaria;

• e) Delegar atribuições ao Vice-Presidente;


5.20 CABE AO VICE-PRESIDENTE:

• a) executar atribuições que lhe forem


delegadas;

• b) substituir o Presidente nos seus


impedimentos eventuais ou nos seus
afastamentos temporários;
5.21 O PRESIDENTE E O VICE-PRESIDENTE DA CIPA, EM
CONJUNTO, TERÃO AS SEGUINTES ATRIBUIÇÕES:
• a) cuidar para que a CIPA disponha de condições
necessárias para o desenvolvimento de seus
trabalhos;

• b) coordenar e supervisionar as atividades da CIPA,


zelando para que os objetivos propostos sejam
alcançados;

• c) delegar atribuições aos membros da CIPA; d)


promover o relacionamento da CIPA com o SESMT,
quando houver;
• e) divulgar as decisões da CIPA a todos os
trabalhadores do estabelecimento;

• f) encaminhar os pedidos de
reconsideração das decisões da CIPA;

• g) constituir a comissão eleitoral.


5.22 O SECRETÁRIO DA CIPA TERÁ POR
ATRIBUIÇÃO:

• a) acompanhar as reuniões da CIPA e redigir


as atas apresentando-as para aprovação e
assinatura dos membros presentes;

• b) preparar as correspondências; e

• c) outras que lhe forem conferidas.


DO FUNCIONAMENTO
• 5.23 A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de
acordo com o calendário preestabelecido.

• 5.24 As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas


durante o expediente normal da empresa e em local
apropriado.

• 5.25 As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos


presentes com encaminhamento de cópias para
todos os membros.
• 5.27 Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas
quando:

• a) houver denúncia de situação de risco grave e


iminente que determine aplicação de medidas
corretivas de emergência;

• b) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal;

• c) houver solicitação expressa de uma das


representações.
• 5.28 As decisões da CIPA serão preferencialmente
por consenso.

• 5.28.1 Não havendo consenso, e frustradas as


tentativas de negociação direta ou com mediação,
será instalado processo de votação, registrando-se a
ocorrência na ata da reunião.

• 5.29 Das decisões da CIPA caberá pedido de


reconsideração, mediante requerimento justificado.
• 5.29.1 O pedido de reconsideração será apresentado à
CIPA até a próxima reunião ordinária, quando será
analisado, devendo o Presidente e o Vice-Presidente
efetivar os encaminhamentos necessários.

• 5.30 O membro titular perderá o mandato, sendo


substituído por suplente, quando faltar a mais de quatro
reuniões ordinárias sem justificativa.

• 5.31 A vacância definitiva de cargo, ocorrida durante o


mandato, será suprida por suplente, obedecida a ordem
de colocação decrescente que consta na ata de eleição,
devendo os motivos ser registrados em ata de reunião.
• 5.31.1 No caso de afastamento definitivo do presidente,
o empregador indicará o substituto, em dois dias úteis,
preferencialmente entre os membros da CIPA.

• 5.31.2 No caso de afastamento definitivo do vice-


presidente, os membros titulares da representação dos
empregados, escolherão o substituto, entre seus
titulares, em dois dias úteis.

• 5.31.3 Caso não existam suplentes para ocupar o cargo


vago, o empregador deve realizar eleição extraordinária,
cumprindo todas as exigências estabelecidas para o
processo eleitoral, exceto quanto aos prazos, que devem
ser reduzidos pela metade.
DO TREINAMENTO
• 5.32 A empresa deverá promover treinamento para os
membros da CIPA, titulares e suplentes, antes da posse.

• 5.32.1 O treinamento de CIPA em primeiro mandato


será realizado no prazo máximo de trinta dias, contados
a partir da data da posse.

• 5.32.2 As empresas que não se enquadrem no Quadro I,


promoverão anualmente treinamento para o designado
responsável pelo cumprimento do objetivo desta NR.
DEFINIÇÃO
• Entenda o significado de cada uma das palavras,
dentro da CIPA:

• COMISSÃO: grupo de pessoas (funcionários efetivos


da empresa) que se reúnem para tratar de assuntos
de interesse coletivo;

• INTERNA: campo de atuação restrito á própria


empresa, sem participação e/ou interferência de
terceiros que não fazem parte das rotinas de
trabalho;
• PREVENÇÃO: este é o principal objetivo da CIPA,
prevenir e antever, antecipar riscos e tomar
medidas cabíveis antes que um acidente venha a
acontecer;

• ACIDENTE: evento indesejado capaz de causar


danos materiais, lesões corporais, incapacidade ou
ate mesmo morte de um trabalhador dentro da
empresa.
FUNDAMENTAÇÃO LEGAL
• 1943 – No governo de Getúlio Vargas foi criada a CLT
Consolidação da Leis do Trabalho, através do decreto
lei 5452 em primeiro de Maio, reunindo em um só
diploma legal todas as leis Trabalhistas até então
existentes.

• 1944 – Através do decreto- lei 7036 de 10 de


Novembro, é instituído a obrigatoriedade da criação
da CIPA em todas as empresas que admitem
trabalhadores como empregados.
• 1978 – Portaria 3214 de 08 de Junho institui as Normas
Regulamentadoras do trabalho urbano , e dessa forma
regulamentam os artigos 154 a 201 da CLT
(especificamente Artigos 163 a 165 embasamento a NR
05 CIPA ( Comissão Interna de Prevenção de Acidentes)

• 1994 – Em Dezembro, ocorreram alterações legais


importantes nas normas: NR – 7- PCMSO e na NR – 9-
PPRA, onde se institui também o Mapa de Riscos.

• 1999- Portaria de Nº 8 de 23 de Fevereiro modifica e


atualiza NR – 5.
• “ A CIPA tem como objetivo, desenvolver
atividades voltadas para a prevenção de
acidentes e doenças no trabalho, e a
promoção da qualidade de vida dos
trabalhadores.”
• Elaborar formas eficazes de prevenção de acidentes e
doenças do trabalho.
• É a elaboração do trabalho através de:

• Planejamento;
• Organização;
• Avaliação.

Despertar o espírito
prevencionista nos trabalhadores.
INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO
TRABALHO
• As empresas são centros de produção de bens
materiais ou de prestação de serviços que têm uma
importância para as pessoas que a elas prestam
colaboração, para as comunidades que se beneficiam
com sua produção e, também, para a nação que tem,
entre seus fatores de progresso o trabalho realizado
por essas empresas.
• Nas empresas encontram-se presentes muitos
fatores que podem transformar-se em agentes de
acidentes dos mais variados tipos.

• Dentre esses agentes podemos destacar os mais


comuns: ferramentas de todos os tipos; máquinas
em geral; fontes de calor; equipamentos móveis,
veículos industriais, substâncias químicas em geral;
vapores e fumos; gases e poeiras, andaimes e
plataformas, pisos em geral e escadas fixas e
portáteis.
• As causas, entretanto, poderão ser determinadas e
eliminadas, resultando na ausência de acidente ou na
sua redução, como será explicado mais adiante quando
forem abordados os Fatores de Acidentes.

• Desse modo, muitas vidas poderão ser poupadas, a


integridade física dos trabalhadores será preservada,
além de serem evitados os danos materiais que
envolvem máquinas, equipamentos e instalações que
constituem um valioso patrimônio das empresas. Para
se combater as causas dos acidentes e se implantar um
bom programa de prevenção, necessário se torna,
primeiramente, conhecer-se a sua conceituação.
O QUE É SEGURANÇA DO TRABALHO?

• Segurança do trabalho é o conjunto de


medidas que são adotadas visando
minimizar os acidentes de trabalho, doenças
ocupacionais, bem como proteger a
integridade do trabalhador e sua capacidade
de trabalho.
CONCEITO LEGAL- ARTIGO 19º DA LEI N.º 8213
DE 24 DE JULHO DE 1991).
• “Acidente do trabalho é aquele que ocorre no
exercício do trabalho a serviço da empresa,
provocando lesão corporal ou perturbação funcional
que cause a morte, ou perda, ou redução,
permanente ou temporária, da capacidade para o
trabalho”.
CONCEITO PREVENCIONISTA

• “Acidente de trabalho é qualquer ocorrência


não programada, inesperada ou não, que
interfere ou interrompe o processo normal de
uma atividade, trazendo como conseqüência
isolada ou simultaneamente perda de tempo,
dano material ou lesões ao homem. ”
DIFERENÇA ENTRE O CONCEITO LEGAL E O
CONCEITO PREVENCIONISTA.

• A diferença entre os dois conceitos reside


no fato de que, no primeiro, é necessário
haver apenas lesão física, enquanto que, no
segundo, são levados em considerações,
além das lesões físicas, a perda de tempo e
os materiais.
ACIDENTE POR FORÇA MAIOR:
• Oriunda de fenômenos da natureza, incêndios,
inundações, descargas elétricas (raios), desde que
ocorridas no local e horário de trabalho.
ACIDENTE FORA DO LOCAL DE TRABALHO:

• Cumprimento de Ordem de Serviço, sob


autoridade da empresa.
• Ex.: Viagens a serviço, sob qualquer meio de
locomoção.
ACIDENTE DE TRAJETO
• É quando o empregado sofre um acidente no
percurso da sua residência para o trabalho ou do
trabalho para sua residência.
NÃO IMPORTANDO O MEIO DE
LOCOMOÇÃO
O QUE PODE DESCARACTERIZAR O ACIDENTE
DE TRAJETO
• Exceder o tempo habitual - Realização
do percurso além do tempo habitual

• Se ocorrer uma parada entre esses


dois pontos (residência/trabalho –
trabalho/residência) o acidente de
trajeto poderá ser descaracterizado,
sendo de responsabilidade do
acidentado e não da empresa,
qualquer despesa salvo, se em
jurisprudência for decidido em
contrário.
DIFERENÇA ENTRE DOENÇA E DOENÇA
PROFISSIONAL

• DOENÇA PROFISSIONAL: é desencadeada pela


atividade profissional e seus riscos.
Nas doenças profissionais, a atividade profissional é
requisito fundamental para o desenvolvimento da
doença pois o trabalho é causa necessária; São
doenças que normalmente não se manifestam de
forma súbita, mas vão se alojando, pouco a pouco,
no organismo, até causarem a incapacidade.
SILICOSE
• Silicose caracteriza-se pela formação de
protuberâncias (nódulos) e tecido fibroso nos
pulmões.

• É a mais antiga doença pulmonar ocupacional


conhecida e é causada pela exposição a
partículas inaladas de sílica, principalmente a
partir de quartzo nas rochas, areia e
substâncias similares.
• Doença do trabalho: Está relacionada ao ambiente
profissional. É adquirida ou desencadeada em função
de condições especiais em que o trabalho é realizado
e com ele se relacione diretamente.
• (como nas Doenças osteomusculares relacionadas
ao trabalho antigamente chamadas de LER – lesões
por esforços repetitivos).
DOENÇAS DE PELE
• Profissionais que atuam nas indústrias químicas,
têxteis e metalúrgicas podem sofrer com doenças de
pele. O contato prolongado com produtos tóxicos
provoca dermatites e câncer de pele. É preciso
utilizar roupas e luvas adequadas para proteger os
trabalhadores destas doenças.
ALGUMAS DOENÇAS
RELACIONADAS AO TRABALHO
• Depressão: Afeta cerca de 15% da população mundial,
isto é, aproximadamente 900 milhões de pessoas. É a
principal causa da queda na produtividade profissional
acarretando, como consequência, ansiedade, angústia
e medo.

• Estresse: Pode ser causado pelo aumento da


competição no trabalho, dificuldades do dia-a-
dia,medo da perda do emprego e também devido ao
avanço tecnológico.
• Fadiga: Provocado pela inadequação do processo de
trabalho ,ocorre uma diminuição da capacidade do
organismo produzir e consequentemente, a queda na
qualidade de trabalho do indivíduo. É causada por
um trabalho contínuo sem motivação para executá-
lo.

• “É um desgaste de energia física e mental.”


O PRIMEIRO CONCEITO DA PIRÂMIDE FOI CRIADO
NOS ANOS 30 - Herbert William Heinrich
• Heinrich analisou 75 mil acidentes de trabalho para
chegar ao parâmetro 1-29-300. Ou seja, para cada lesão
séria haveria 29 lesões menores e 300 acidentes sem
lesões.

• Com isso, mostrava que de 330 acidentes, um teria


gravidade considerada.

• Ele descobriu outra coisa interessante. Na maioria das


análises de acidente de trabalho geralmente os
supervisores atribuíam a culpa dos acidentes aos
trabalhadores (muitos profissionais de SST fazem isso até
hoje) ao invés de aprofundarem na investigação
buscando a causa raiz do acidente.
SEGUNDO SUA PESQUISA AS CAUSAS
PREDOMINANTES DOS ACIDENTES FICAVAM
ENTRE:

• Personalidade do trabalhador;
• Falha humana no exercício do trabalho;
• Prática de atos inseguros;
• Condições inseguras no local de trabalho.
1966- PIRÂMIDE DE FRANK BIRD
• Ao contrário de Heinrich, Bird levou em conta também os
acidentes envolvendo perdas de patrimônio e meio ambiente.
Não se preocupou apenas com acidentes envolvendo pessoas.
1969 – Frank Bird considerou na obra 4 aspectos
importantes para o controle de perdas e danos:
informação, investigação análise e revisão do
processo.
1990 - PIRÂMIDE DA DUPON
a Du Pont buscou focar a prevenção de riscos.
APLICAÇÃO PRÁTICA
• O ideal é que você mesmo crie os parâmetros que
levam aos acidentes e doenças aí na sua empresa.
Querendo ou não, cada empresa tem suas
particularidades. As proporções são reais, mas, não
podemos dizer que se aplicam 100% a todo tipo
(segmento) de empresa.

• Basta pensar um pouco para perceber que à proporção


de acidentes numa transportadora tende a ser
totalmente diferente da que ocorre em uma empresa
de construção civil, mineradora, etc.
• Aplicação prática dos conceitos da pirâmide, a fim de
ajudarmos a fixar o que aprendemos até agora aqui
nesse artigo.
• Um acidente aconteceu com um vendedor de empresa
de refrigerante. O trabalho dele é sair de bar em bar
mostrando catálogo para vender a bebida…

1° CENÁRIO – COMPORTAMENTO DE DESVIO


• O vendedor para no bar “y”, olha para o bar “x” e
percebe que é perto. Decide não colocar o capacete,
monta em sua moto e se desloca de uma para outra
com o capacete no braço. Nada acontece com ele.
• Nesse momento ele cometeu um desvio. Andar de
moto sem capacete é contra as regras de trânsito,
contra as regras da empresa, e coloca em risco sua
vida.
2° CENÁRIO – COMPORTAMENTO DE DESVIO
+ QUASE ACIDENTE (INCIDENTE)

• No momento em que se desloca do bar “y”


para “x”, sem capacete, um cachorro passa em
sua frente. Ele freia bruscamente a moto.
Toma um susto daqueles, mas nada acontece.
3° CENÁRIO – COMPORTAMENTO DE DESVIO
+ ACIDENTE SEM AFASTAMENTO

• No momento em que se desloca do bar “y”


para “x”, sem capacete, um cachorro passa em
sua frente. Ele freia bruscamente a moto e
despenca da moto! Tem ferimentos leves. E
com o susto, provavelmente não cometerá o
erro novamente.
• 4° CENÁRIO – COMPORTAMENTO DE DESVIO
+ ACIDENTE COM AFASTAMENTO

• No momento em que se desloca do bar “y”


para “x”, sem capacete. Um cachorro passa
em sua frente. Ele atropela o cachorro,
despenca da moto. Na queda, ao tentar apoiar
sua mão no chão e desloca o pulso.
• 5° CENÁRIO – COMPORTAMENTO DE DESVIO +
MORTE

• No momento em que se desloca do bar “y” para


“x”, sem capacete, um cachorro passa em sua
frente. Ele atropela o cachorro, despenca da moto.
Na queda, ao tentar apoiar sua mão no chão quebra
o pulso.

• A violência do choque (batida) é tão grande que ele


bate a cabeça violentamente contra o meio fio. E
não dá outra, é óbito…
CONCLUSÃO
• Talvez a ideia central dos três criadores das pirâmides
seja mostrar que a única forma de combater os
acidentes é atacar a base da pirâmide!

• Ao combater os comportamentos de desvio aí sim,


combateremos, as perdas patrimoniais, os acidentes
leves, graves e até os que levam a morte.

• As ações de segurança serão mais bem sucedidas


quando direcionadas aos comportamentos e condições
que levam aos comportamentos de desvios, e aos
incidentes.
PRINCIPAIS CAUSAS DE ACIDENTES

ATO INSEGURO

CONDIÇÃO INSEGURA
APRESENTAÇÃO
 INSTRUTOR
DURAÇÃO
OBJETIVO
APRESENTAÇÃO DOS
PARTICIPANTES
QUEM EU SOU ?

1
SEGURANÇA: Atos Inseguros
QUERER FAZER UM
SERVIÇO PARA O
QUAL NÃO ESTÁ
PREPARADO
NÃO ANALISAR SE
O TRABALHO
PODE SER FEITO
COM SEGURANÇA!
INVENTAR MODA
NO SERVIÇO,
QUERENDO
IMPROVISAR!
BOCHECHAR UMAS... !!!

r ! ! !
a l ha
tra b
is ir
e po
Ed
SE DISTRAIR NA
HORA DO
TRABALHO!
AMBIENTE COM MUITO
CALOR!!!
NÃO FAZER MONITORAMENTO
EM ESPAÇO CONFINADO
TRABALHAR COM PRODUTO
PERIGOSO SEM ORIENTAÇÃO
ADEQUADA!!!
COMO ESTÁ MINHA PERCEPÇÃO DE
RISCO?
Como Está Minha Percepção de Riscos?
PERCEPÇÃO DE RISCOS
CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES
Segue os principais
inimigos da percepção
de riscos:
APRESENTAÇÃO
 INSTRUTOR
DURAÇÃO
OBJETIVO
APRESENTAÇÃO DOS
PARTICIPANTES
QUEM EU SOU ?

2
SENSIBILIZAÇÃO EM
SEGURANÇA
CAT –COMUNICAÇÃO DE
ACIDENTES DO TRABALHO
1) O acidente do trabalho deverá ser comunicado à
chefia e à Empresa imediatamente, quando
possível pelo acidentado.

2) A Empresa deverá, salvo em caso de


impossibilidade absoluta, comunicar o acidente ao
INSS dentro de 24 (vinte e quatro) horas, sob pena
de multa variável de 1 (uma) a 10 (dez) vezes o
maior valor de referência.
3) Quando o acidente causar a morte do segurado, a
empresa deverá comunicá-lo também à autoridade
policial.

4) A comunicação do acidente deverá conter


informações minuciosas, inclusive, se for o caso, quanto
a registros policiais.
VAMOS ANALISAR UM
FORMULÁRIO CAT
CIAT- COMUNICAÇÃO INTERNA
DE ACIDENTE DO TRABALHO

De acordo com a legislação trabalhista, todo


acidente do trabalho deve ser registrado e
investigado pela CIPA, a fim de conhecer suas
causas e evitar sua reincidência.
A CIAT possibilita o controle dos acidentes por meio
de dados estatísticos.
INVESTIGAÇÃO E ANÁLISE DE ACIDENTES

ETAPAS DA INVESTIGAÇÃO
• Coletar os fatos, descrevendo o ocorrido;

• Analisar o acidente, identificando suas causas;

• Definir as medidas preventivas, acompanhando


sua execução.
Defina os Atos e Condições Inseguras;
Defina as causas da Lesão;
Defina as falhas da Supervisão;

Estabeleça:
Medidas Corretivas;
Medidas Preventivas;
DESCRIÇÃO
• Mão de Obra
(Imprudência, Imperícia, Estresse.

• Máquina
(Falta de manutenção, Falha Mecânica, Vazamento.

• Material
(Material Vencida, Ferramenta imprópria.
• Medida
(Falta de bloqueios, Falta de planejamento, Falta de
desenergização.

• Método
(Ferramenta inadequada, Procedimento
Inadequado, inexistente.

• Meio Ambiente
(Acesso inadequado, Desorganização.
OS CINCO PORQUÊS
Você sabe que chegou na raiz quando não
adianta mais perguntar porque. Veja o exemplo:

Problema: Os clientes estão reclamando muito


dos atrasos nas entregas.

Porque há atrasos? Porque o produto nunca sai


da fábrica no momento que deveria.
• Porque o produto não sai quando deveria?
Porque as ordens de produção estão
atrasando.

• Porque estas ordens atrasam? Porque o


cálculo das horas de produção sempre fica
menor do que a realidade.

• Porque o cálculo das horas está errado?


Porque estamos usando um software
ultrapassado.
Porque estamos usando este software?
Porque o engenheiro responsável ainda não
recebeu treinamento no software mais atual.

Pelo exemplo, podemos ver que a causa


raiz dos atrasos nas entregas é a falta de
treinamento do engenheiro responsável.
APRESENTAÇÃO
 INSTRUTOR
DURAÇÃO
OBJETIVO
APRESENTAÇÃO DOS
PARTICIPANTES
QUEM EU SOU ?

3
ACIDENTE FATAL EM
SHOPPING
Para fixar : Use os formulários de investigação de acidentes e
simule com a turma.
RISCOS INERENTES Á SUA FUNÇÃO
Quais são os riscos da sua área?
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA

São aqueles que neutralizam fonte de risco no lugar


em que ele se manifesta, dispensando o trabalhador do
uso de equipamento de proteção individual.

Entre vários existentes mencionamos: os protetores dos


pontos de operação em serras, em furadeiras, em
prensas, os sistemas de isolamento de operações
ruidosas, os exaustores de poeiras, etc.

Todos eles devem ser constantemente inspecionados, e


reparados sempre que apresentarem deficiência.
ETIVA– EPC
Tela
 Barreira protetora contra projeção de materiais e
ferramentas.
 O perímetro da construção de edifícios deve ser
fechado com tela a partir da plataforma principal de
proteção.
EPC - ÁREA DE LABORATÓRIOS

Chuveiro de emergência
Permite a lavagem de um sinistrado que tenha estado
em contato com um contaminante.
EXEMPLOS DE PROTEÇÃO
Balde de areia
Permite o combate a um pequeno foco de incêndio.
Incêndios em metais devem ser extintos apenas com areia.
Existe um em cada laboratório.
Lava-olhos Permite a lavagem dos glóbulos
oculares em caso contato com um contaminante.
USO ADEQUADO DOS EQUIPAMENTOS DE
PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI;
• NR - 06.1: considera-se Equipamento de Proteção Individual -
EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado
pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de
ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

• 6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação


nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou
utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA,
expedido pelo órgão nacional competente em matéria de
segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e
Emprego.
6.6.1 CABE AO EMPREGADOR QUANTO AO EPI:
• a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;

• b) exigir seu uso;

• c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo


órgão nacional competente em matéria de segurança
e saúde no trabalho;

• d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso


adequado, guarda e conservação;
• e) substituir imediatamente, quando danificado ou
extraviado;

• f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção


periódica; e,

• g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade


observada.

• h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador,


podendo ser adotados livros, fichas ou sistema
eletrônico.
6.7.1 CABE AO EMPREGADO QUANTO AO EPI:

• a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se


destina;

• b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;

• c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o


torne impróprio para uso; e,

• d) cumprir as determinações do empregador sobre o


uso adequado.
DEMONSTRAÇÃO
DE
EPI – Equipamento
de Proteção
Individual
IMPORTÂNCIA DO USO DO EPI
• Trata-se de uma obrigação legal do empregador fornecer
o equipamento de proteção individual, assim como do
empregado utilizá-lo. A utilização do EPI torna o
ambiente de trabalho mais seguro e saudável, evitando
assim situações de perigo que possam colocar
os empregados e empregadores em risco.

• O fornecimento, a orientação, a utilização e a fiscalização


na utilização dos equipamentos de proteção individual é
de fundamental importância para a conscientização dos
funcionários e o êxito da empresa.
PRINCIPAIS EPIS –LUVAS
• EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES

• a) luvas para proteção das mãos contra agentes abrasivos


e escoriantes;

• b) luvas para proteção das mãos contra agentes cortantes


e perfurantes;

• c) luvas para proteção das mãos contra choques elétricos;


d) luvas para proteção das mãos contra agentes térmicos;
• e) luvas para proteção das mãos contra agentes
biológicos;

• f) luvas para proteção das mãos contra agentes


químicos;

• g) luvas para proteção das mãos contra vibrações;

• h) luvas para proteção contra umidade proveniente de


operações com uso de água;

• i) luvas para proteção das mãos contra radiações


ionizantes.
EPI PARA PROTEÇÃO AUDITIVA
 Protetor auditivo circum-
auricular.

 Protetor auditivo de
inserção para proteção do
sistema auditivo.

 Protetor auditivo semi-


auricular.
EFEITOS DO RUÍDO
Na pessoa No ambiente de
• Sustos trabalho
• Contrações musculares • Difícil comunicação
• Estreitamentos dos vasos • Baixa concentração
• Aumento pressão • Desconforto
sanguínea • Nervosismo
• Alterações sexuais • Baixo rendimento
• Zumbido • Acidentes
a) calçado para proteção contra impactos
de quedas de objetos sobre os artelhos;
b) calçado para proteção dos pés contra
agentes provenientes de energia elétrica;
c) calçado para proteção dos pés contra
agentes térmicos; d) calçado para
proteção dos pés contra agentes
abrasivos e escoriantes; e) calçado para
proteção dos pés contra agentes
cortantes e perfurantes; f) calçado para
proteção dos pés e pernas contra
umidade proveniente de operações com
uso de água; g) calçado para proteção
dos pés e pernas contra agentes
químicos.
CAPACETES DE SEGURANÇA
• a) capacete para proteção contra impactos de
objetos sobre o crânio;

• b) capacete para proteção contra choques


elétricos;

• c) capacete para proteção do crânio e face


contra agentes térmicos.
ÓCULOS DE SEGURANÇA
• a) óculos para proteção dos olhos contra impactos de
partículas volantes;
• b) óculos para proteção dos olhos contra luminosidade
intensa;
• c) óculos para proteção dos olhos contra radiação
ultravioleta;
• d) óculos para proteção dos olhos contra radiação
infravermelha;
• e) óculos de tela para proteção limitada dos olhos contra
impactos de partículas volantes.
APRESENTAÇÃO
 INSTRUTOR
DURAÇÃO
OBJETIVO
APRESENTAÇÃO DOS
PARTICIPANTES
QUEM EU SOU ?

4
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL
MEDIDAS MÉDICAS
• Desenvolver o Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional (PCMSO), responsável por promover a
prevenção, o rastreamento e o diagnóstico precoce
dos agravos á saúde relacionados ao trabalho, além da
constatação da existência de doenças profissionais ou
de danos á saúde dos trabalhadores.

• Submeter os trabalhadores á exames médicos:


Admissional, Demissional, Periódico, Retorno ao
trabalho e mudança de função.
• Promover campanhas de vacinação contra Gripe,
Hepatite etc.

• Submeter os trabalhadores expostos ao ruído


ocupacional a exames de audiometria para prevenir
a PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído)

• Controlar e avaliar as causas de absenteísmo;

• Realizar atendimento de primeiros socorros;


MEDIDAS ADMINISTRATIVAS
• São ações administrativas para controlar a exposição
dos trabalhadores aos agentes ambientais, tais
como: Revezamento e rodízio de atividades;
mudanças de layout, realização de exercício laboral.
MEDIDAS EDUCATIVAS
• São programas de treinamentos, palestras e cursos,
destinados a informar e capacitar os trabalhadores
na execução segura de suas atividades.
CONSEQUÊNCIAS DE EXPOSIÇÃO A RISCOS
Ruído fora de controle é
um dos agentes mais
nocivos à saúde humana,
RUÍDO causando perda da
audição, zumbidos,
ansiedade, nervosismo e
até mesmo impotência
sexual etc.

Cansaço, irritação,
lesões ósseas, artrite,
VIBRAÇÃO dores na coluna etc.
Alterações celulares,
RADIAÇÃO Câncer, Problemas
IONIZANTE visuais, acidente do
trabalho;

Queimaduras, Lesões nos


RADIAÇÃO NÃO
IONIZANTE
olhos, na pele e em
outros órgãos.
Doenças pulmonares:
Minerais
(Silicose, Asbestose);
POEIRAS
Vegetais
(Bissinose, Bagaçose)

Intoxicação específica de
acordo com os metais,
FUMOS METÁLICOS doença pulmonar
obstrutiva etc.
Irritantes: Irritação das vias
aéreas superiores : Soda
Cáustica, Ácido Sulfúrico
etc.

Asfixiantes: Dor de cabeça,


sonolência, náuseas, coma
e morte etc. Ex: Monóxido
GASES /VAPORES de Carbono.
NÉVOAS

Anestésicos: Ação
depressiva ao sistema
nervosos central, danos ao
SUBSTÂNCIAS, COMPOSTOS sistema formador do
OU PRODUTOS QUÍMICOS sangue: Ex: Benzeno,
EM GERAL Tolueno
VÍRUS Hepatite, AIDS, Febre
Amarela etc.

Disenterias,
BACTÉRIAS Leptospirose, Tétano
etc.
Mal de Chagas,
PROTOZOÁRIOS
Toxoplasmose,
Disenterias etc.

FUNGOS Alergias , micoses etc.


De um modo geral,
devendo haver uma
análise mais detalhada,
caso a caso tais riscos
- STRESS FÍSICO / PSIQUICO podem causar:
- TRABALHO TURNO / NOTURNO
-IMPOSIÇÃO DE RITMOS
-MONOTOMIA, REPETITIVIDADE Agravamento de
diabetes, doenças
nervosas, alterações do
sono, ansiedade,medo
- ARRANJO FÍSICO INADEQUADO;
- MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Acidentes e Doenças
SEM PROTEÇÃO;
- ELETRICIDADE; profissionais.
- ANIMAIS PEÇONHENTOS.
ATENÇÃO
São agentes presentes nos
ambientes de trabalho, capazes
de afetar o trabalhador a curto,
médio e longo prazo,
provocando acidentes com lesões
imediatas e/ou doenças
chamadas profissionais ou do
trabalho, que se equiparam a
acidentes do trabalho.
5.16 A CIPA TERÁ COMO
ATRIBUIÇÕES:

• a) elaborar o Mapa de Riscos, conforme prescrito na


Norma Regulamentadora nº.5 (CIPA), encaminhando-
o ao empregador e ao SESMT, quando houver;
MAPA DE RISCO
O Mapa de Riscos é a representação gráfica do
reconhecimento dos riscos existentes nos locais
de trabalho, por meio de círculos de diferentes
cores e tamanhos.
O Mapa de Riscos deve ser refeito a cada
gestão da CIPA.
CORES = TIPO DE RISCO
OBJETIVO DO MAPA DE RISCOS

– Reunir as informações necessárias para


estabelecer o diagnóstico da situação;

– Possibilitar, durante a sua elaboração, a troca


e divulgação de informações entre os
funcionários.
ETAPAS DA ELABORAÇÃO
• Conhecer o processo de trabalho no local
analisado;

• Identificar os riscos existentes no local


analisado;

• Identificar as medidas preventivas existentes


e sua eficácia;
• Identificar os indicadores de saúde;

• Conhecer os levantamentos ambientais já


realizados no local;

• Elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout da


empresa, indicando através de círculos,
colocando em seu interior o risco levantado (cor),
agente especificado e número de trabalhadores
expostos.
QUEM ELABORA?
 CIPA (*)

 TRABALHADORES

• (*)de todos os setores do estabelecimento

• IMPORTANTE

• Imprescindível à participação dos


TRABALHADORES devido ao:

 CONHECIMENTO DA ÁREA
• ENVOLVIMENTO COM OS RISCOS
PARA FACILITAR O LEVANTAMENTO
DOS RISCOS, USE O QUESTIONÁRIO
DE APOIO QUE SE ENCONTRA NA
PÁGINA xx- xx DA SUA APOSTILA,
ELE FUNCIONA COMO UMA SÉRIE
DE LEMBRETES
IDENTIFICAR RISCOS DO PROCESSO DE TRABALHO/ PERCEPÇÃO DOS
RISCOS
IMAGINE QUE VOCÊ ESTÁ VENDO TUDO DO ALTO.
AGORA, REPRESENTE SÓ COM CÍRCULOS A SITUAÇÃO TODA.
VAMOS
ANALISAR
UM
MAPA DE
RISCO
INSPEÇÃO DE SEGURANÇA
• É a parte do controle de riscos que consiste em
efetuar vistorias nas áreas e meios de trabalho,
com o objetivo de descobrir e corrigir situações
que comprometam a segurança dos
trabalhadores.

• Uma inspeção para ser bem aproveitada precisa


ser planejada, e o primeiro passo é definir o
que se pretende com a inspeção e como fazê-la.
TIPOS DE INSPEÇÃO

• Inspeção Geral: Realizada quando se quer ter uma


visão panorâmica de todos os setores da empresa.
Pode ser realizada no início do mandato da CIPA.

• Inspeção parcial: Realizada onde já se sabe da


existência de problemas, seja por queixa dos
trabalhadores ou ocorrência de doenças e acidentes.
Deve ser uma inspeção mais detalhada e criteriosa.
• Inspeção Específica: É uma inspeção em que se
procura identificar problemas ou riscos
determinados. Como exemplo podemos citar o
manuseio de produtos químicos, postura de trabalho,
esforço físico etc.
ETAPAS DA INSPEÇÃO
• Observação do ambiente e dos meios de trabalho;
• Coleta de informações;
• Registro de dados e elaboração do relatório;
• Apresentação nas reuniões da CIPA;
• Encaminhamento do relatório através do
presidente da CIPA;
• Acompanhamento da implantação das medidas
recomendadas.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES E
DOENÇAS OCUPACIONAIS
• A palavra chave é PREVENIR, quer na perspectiva do
trabalhador quer na do empregador. Essa é a melhor
forma de evitar que os acidentes aconteçam. As
ações e medidas destinadas a evitar acidentes de
trabalho estão diretamente ligadas ao tipo de
atividade exercida, do ambiente de trabalho e das
tecnologias e técnicas utilizadas.
Convém salientar que os atos
inseguros podem ser reduzidos com
treinamento adequado, correta
classificação quanto ao ato ou
condição insegura, mudança no
processo de trabalho e
conscientização.
REFORCE A IMPORTÂNCIA DOS
EPIS
• Os equipamentos de proteção individual (EPIs) são
fundamentais na prevenção de acidentes e doenças
ocupacionais, pois protegem os funcionários e fazem
com que sua produtividade não seja afetada.
DIVULGUE OS RISCOS
• Antes de prevenir qualquer acidente ou doença
ocupacional, seus funcionários devem conhecer
todos os riscos a que estão submetidos. Quando isso
ocorre, eles criam consciência da importância da
prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, já
que agora entendem quão danosos esses riscos
podem ser.

• Dessa forma, promova palestras a fim de informar


seus colaboradores sobre isso e não deixe de indicar,
em seu ambiente de trabalho, os tipos de situações a
que todos estão submetidos.
EVITE IMPROVISOS
• Lamentavelmente, alguns estabelecimentos não dão
a devida importância ao assunto e acabam criando
soluções erradas para os problemas que acontecem
em seu ambiente de trabalho. É impossível realizar a
prevenção de doenças relacionadas ao trabalho.
PROMOVA O DIÁLOGO
• Uma empresa de sucesso é aquela que tem
uma equipe de trabalho integrada, que troca
constantemente informações e opiniões sobre suas
atividades. Nesse quebra-cabeça, o gestor é a peça-
chave do seu time.

• Quando esse profissional exerce corretamente a


função, todos se sentem confortáveis para tirar
dúvidas e propor melhorias em relação às suas
atividades de trabalho.
CAPACITE SEUS COLABORADORES
• Nunca pare de acompanhar as novas tendências e
tecnologias utilizadas no ambiente de trabalho. Ao
fazer isso, é possível minimizar e evitar as doenças
ocupacionais, ao mesmo tempo em que o time se
mantém atualizado e capacitado.
ENTENDA A IMPORTÂNCIA DE PREVENIR
DOENÇAS OCUPACIONAIS
• Ao investir na prevenção, em vez de pensar apenas
no tratamento, é possível potencializar muitos
resultados. A seguir, veja quais são os principais
pontos positivos de se atentar à prevenção.
CAMPANHAS DE SEGURANÇA
Campanhas de segurança são eventos voltados para a
educação e sensibilização dos funcionários,
transmitindo conhecimentos sobre segurança e saúde
no trabalho.

CANPAT- Campanha Nacional de prevenção de


acidentes do trabalho – Cada ano com um tema
diferente.

Os eventos mais comuns e que envolvem a CIPA são:


Semana Interna de Prevenção de Acidentes do
Trabalho - SIPAT; Segue no próximo slide um exemplo
de cronograma de SIPAT.
• A campanha deve, sempre que possível, fazer
uma divulgação de ideias prevencionistas
como: frases especiais, símbolos impressos
em folhetos, pequenos brindes, [Link]...

• São várias campanhas que podem ser feitos


no ambiente empresarial. Tais como: Cuidados
com as mãos, IST’s Infecção Sexualmente
Transmissíveis , Coleta Seletiva. etc.
CAMPANHAS DE ANTITABAGISMO - cabe
também à CIPA, recomendar que em todos os
locais de trabalhos, adotem medidas
restritivas ao hábito de fumar.
CAMPANHAS DE PREVENÇÃO AO
ALCOOLISMO
INTRODUÇÃO

O sexo é importante na nossa vida. Ele nos dá


prazer e, às vezes, filhos. Sexo é sinal de saúde,
permite demonstrar carinho e confiança.

Existem, entretanto, inimigos de nossa saúde


sexual. Temos que conhecê-los para aprender
a se defender deles e ter uma vida mais feliz.
Afinal, há um ditado popular muito
inteligente:

“Mais vale prevenir do que


remediar.”
O QUE SÃO IST ?

IST significa Infecções Sexualmente


Transmissíveis. Causadas por bactérias,
vírus e fungos que se encontram nos
fluidos corporais (sangue, esperma,
saliva, secreções vaginais) ou nas
mucosas da vagina e pênis.
NÃO SÃO DOENÇAS ESPECÍFICAS:

De pessoas promíscuas, homossexuais ou


profissionais do sexo e muito menos
castigo, qualquer pessoa que faz sexo sem
proteção corre enorme risco de infectar-
se.
AIDS
Não tem cara,
Não tem cor,
Não tem Sexo,
Não tem idade,
Use CAMISINHA!
FIQUE ATENTO AOS SINTOMAS

No pênis, no ânus e na vagina caso apareça


feridas, corrimentos ou verrugas, procure
imediatamente o médico.
O que são HIV e AIDS ou SIDA?

Você sabe a diferença?


HIV significa….

H = Human
I = Immunodeficiency
V = Virus
Ou seja, Vírus da Imunodeficiência Humana
(Vírus causador da AIDS ou SIDA).
AIDS ou SIDA significa ….
A = Acquired
I = Immuno
D = Deficiency
S = Syndrome

Ou seja, Síndrome da Imunodeficiência


Adquirida
AIDS – SÍDROME DA
IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA
• Síndrome é a associação de vários sinais (sintomas)
que permitem identificar uma doença.

• Imunodeficiência é um enfraquecimento do sistema


imunológico. Significa que, a pessoa fica fraca. O
doente de AIDS pode contrair outras doenças.

• Adquirida,Contamina-se e contrai a doença ao entrar


em contato com o vírus da AIDS: o HIV.
O HIV é o vírus da AIDS, que faz o corpo ficar fraco,
possibilitando a ocorrência de diversas doenças
oportunistas.

Ele pode ficar muito tempo encapsulado (“dormindo”),


dentro de espécies de cápsulas (“casinhas”) chamadas
linfócitos. Quando rompe a cápsula (“acorda”), começa a
se multiplicar até destruir a “casinha” e outra, depois
outra e, depois outra e outra mais. O corpo fica fraco e
sujeito a todo tipo de doença, inclusive aquelas que não
causariam grandes problemas em pessoas sem o HIV,
como por exemplo, o sapinho na boca, diarréia, etc.
FASES DE INFESTAÇÃO PELO HIV
• Fase 1 - Soropositiva: aparentemente, o indivíduo é
saudável, mas está contaminado. Tem o vírus e não
apresenta nenhum sintoma da doença. Mesmo
assim, pode transmitir AIDS para outras pessoas
sadias.

• Fase 2 - Intermediária: é quando aparecem e


persistem os sintomas como a diarréia,
emagrecimento muito rápido, inchaços no pescoço
ou debaixo dos braços.
• Fase 3 - Doença propriamente dita: É a fase mais
grave da AIDS. Surgem outras doenças com o
enfraquecimento do sistema imunológico, tais como,
a pneumonia, meningite, tuberculose, herpes, que se
aproveitam da debilidade do corpo do indivíduo que
contraiu a patologia. São conhecidos hoje mais de
vinte e cinco tipos de doenças agregadas à AIDS,
alguns tipos de câncer e diferentes tumores.

Exatamente porque o corpo está debilitado.


Patologia de difícil tratamento, pois os remédios não
fazem muito efeito.
ASSIM PEGA:
• Sexo Vaginal sem camisinha;
• Sexo anal sem camisinha;
• Sexo oral sem camisinha;
• Compartilhamento de seringas e agulhas;
• Transfusão de Sangue contaminado;
• Mãe infectada pode passar o HIV para o filho durante
a gravidez, o parto e a amamentação.
• Instrumentos que furem ou cortam, não
esterilizados.
ASSIM NÃO PEGA
• Sexo, desde que se use corretamente a camisinha;
• Beijo no rosto ou na boca;
• Suor e lágrimas;
• Picada de insetos;
• Aperto de mão ou abraço;
• Talheres / Copos;
• Assento de ônibus;
• Doação de Sangue;
• Piscina, pelo ar, Sabonete, Lençóis.
CURA

A maioria das DSTs tem cura desde que


tenha acompanhamento médico, porém a
AIDS não tem cura, a prevenção é o melhor
remédio.
QUEM DEVE FAZER O TESTE?
• Pessoas de grupos chamados “de risco.”
• Em casos de ter havido comportamento sexual de
risco (mesmo que ocasional)
• Em casos de gravidez (atual ou futura).
• Em casos de acidentes profissionais (trabalhadores
da área de saúde)
• Em casos de estupros.
FAZENDO O EXAME PARA HIV …
• Onde o teste é realizado?
Para realizar o teste gratuitamente, basta ir até um
Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Além
do teste para o HIV, é possível realizar o exame para
identificar sífilis e hepatites B e C.

• Como funciona o teste?


É como se fosse um exame de glicose. Por meio de
uma agulha fina e indolor, é retirada uma pequena
quantidade de sangue, que é colocada no orifício do
aparelho.
E se o resultado do teste for
POSITIVO?
Quando a infecção é comprovada, o paciente
recebe a orientação necessária e é
encaminhado para um serviço de saúde, onde
terá o acompanhamento adequado. Se for
negativo, o médico reforça a importância da
prevenção.
PEP – Profilaxia Pós Exposição! ao
HIV
A PEP é uma medida de prevenção de urgência à
infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções
sexualmente transmissíveis, que consiste no uso de
medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas
infecções.

Trata-se de uma urgência médica, que deve ser iniciada o


mais rápido possível - preferencialmente nas primeiras
duas horas após a exposição e no máximo em até 72
horas. A duração da PEP é de 28 dias e a pessoa deve ser
acompanhada pela equipe de saúde.
Deve ser utilizada após qualquer situação em que
exista risco de contágio, tais como:

• Violência sexual;

• Relação sexual desprotegida; (sem o uso de


camisinha ou com rompimento da camisinha);

• Acidente ocupacional (com instrumentos perfuro


cortantes ou contato direto com material biológico).
ONDE ENCONTRAR A PEP ?

• A PEP é oferecida gratuitamente pelo


SUS.
APRESENTAÇÃO
 INSTRUTOR
DURAÇÃO
OBJETIVO
APRESENTAÇÃO DOS
PARTICIPANTES
QUEM EU SOU ?

5
HIV HOJE COM DRAUZIO
VARELLA
RECOMENDAÇÕES
 Não ter pavor do doente, nem da doença, preocupando-se
em demonstrar solidariedade e amor, para que o paciente
encontre forças para lutar contra a AIDS.

 Encarar o fato, por mais difícil que possa ser com seriedade.

 Se necessário, procurar profissionais para apoio emocional


(psicólogo).

 Cuidados, para evitar riscos desnecessários.


NR – 7
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS
O principal objetivo dos primeiros
socorros é manter vidas; é proteger a vítima
contra maiores danos, até a chegada
do atendimento especializado.
PAE – O QUE É ?
• O Plano de Atendimento à Emergência (PAE)
estabelece as estratégias e os procedimentos que
devem ser adotados para o controle de situações
emergenciais que, por ventura, aconteçam no
decorrer das atividades laborais, de modo a
preservar vidas, bem como reduzir os possíveis
danos, proteger a comunidade, minimizar
impactos ambientais e perdas patrimoniais.
COMO FUNCIONA ?
• Traça as informações relativas à instalação e área de
influência dos riscos considerando suas características
e a complexidade:

• Incêndios.
• Explosões.
• Vazamentos.
• Fenômenos naturais.
• Acidentes com máquinas, equipamentos, veículos,
eletricidade, entre outros.
VANTAGENS PARA A EMPRESA:
• Cumprimento de legislação.

• Construção de boa imagem da empresa.

• Controlar os riscos de agravo à segurança e saúde


do trabalhador e seu entorno.
NR 7- PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO E
SAÚDE OCUPACIONAL-PCMSO

7.5. Dos primeiros socorros.

7.5.1. Todo estabelecimento deverá estar equipado


com material necessário à prestação dos primeiros
socorros, considerando-se as características da
atividade desenvolvida; manter esse material
guardado em local adequado e aos cuidados de
pessoa treinada para esse fim.
São procedimentos de emergência, os quais
devem ser aplicados a vítimas de acidentes, mal
súbito ou em perigo de vida, com o intuito de
manter sinais vitais, procurando evitar o
agravamento do quadro no qual a pessoa se
encontra. É uma ação individual ou coletiva,
dentro de suas devidas limitações em auxílio ao
próximo, até que o socorro avançado esteja no
local para prestar uma assistência mais minuciosa
e definitiva.
AVALIAÇÃO DA CENA OU SINISTRO
É muito importante salientar que para a abordagem de
uma vítima primeiro você deverá ter ideia do contexto
geral da situação.
A avaliação da cena é importante para que se possam
dimensionar os riscos potenciais existentes, prevenindo
assim que a pessoa que tem o intuito de aplicar os
primeiros socorros não se torne mais uma vítima da
ocorrência.
A Avaliação de Cena é divida em quatro fases:

1) Segurança - Verificar se a cena é segura para ser


abordada;
2) Cinemática do Trauma - Verificar como se deu o
acidente ou sinistro ;
3) Bioproteção;
4) Triagem / Número de Vítimas.
Retirar Vítima do Local
Somente em risco iminente de morte:

• Desabamento
• Incêndio
• Explosão
• Gases Tóxicos
REGRAS GERAIS DE ATENDIMENTO
• Não entre em pânico.

• Avalie a situação.

• Preste atenção aos sintomas de choque. Se a vítima está pálida,


fria, a respirar com dificuldade e com náuseas, é muito provável
que esteja em estado de choque, podendo desmaiar a qualquer
momento. Cubra de imediato a pessoa com um cobertor ou casacos
e role suavemente o corpo dela para um dos lados, assim se
vomitar, o vômito não se acumulará na parte de trás da garganta (o
que pode causar asfixia).

• Atenção: Tenha muito cuidado com os fluídos corporais, tome as devidas


precauções para prevenir a transmissão de doenças contagiosas.
• Se não tem a certeza do que está a fazer, não mexa.

• Nunca dê nada a uma pessoa inconsciente.

• Verifique a consciência, respiração e pulso do acidentado;

• Parar o sangue

• Tratar das queimaduras.

• Espere. É a parte mais difícil de gerir. Depois de ter seguido


as regras básicas de primeiros socorros só lhe resta esperar
pela ambulância. Até lá, tente manter o acidentado o mais
calmo possível. Converse com ele mantendo uma voz suave.
EXAME PRIMÁRIO
AVALIAR O GRAU DE CONSCIÊNCIA:

• Abanar a vítima, ao nível dos ombros.


• Falar com a vítima, questionando-a : Está me
ouvindo?;Como se chama?; Lembra o que
aconteceu?.
EXAME PRIMÁRIO
AVALIAR A FUNÇÃO VENTILATÓRIA

• Ver : Os movimentos do tórax e abdômen;


• Ouvir : O ar entrar e sair das vias aéreas;
• Sentir: O ar espirado pelas vítimas;

Durante 10 segundos
EXAME PRIMÁRIO
AVALIAR A FUNÇÃO CIRCULATÓRIA

• Batimentos cardíacos / pulsação

Durante 10 segundos
EXAME SECUNDÁRIO
Observação da face

• Pele (Temperatura, grau de umidade, coloração);

• Pupilas (normais, dilatadas, contraídas, reação a


luz);

• Pesquisa de hemorragias nos orifícios naturais


(ouvidos, nariz).
Observação do corpo (cabeça - pés)

• Através da palpação e observação;


• Feridas, fraturas e outros
traumatismos;
• Reação a estímulos, capacidade de
movimento;
• Pontos de deformação e/ou dor
Colocação do colar cervical

P= 4 dedos
M= 4,5 dedos
G= 5 dedos
Nota: Regulável
HEMORRAGIAS
É a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sanguíneo
(artérias, veias e capilares).

Toda hemorragia deve ser controlada imediatamente.

A hemorragia abundante e não controlada pode causar a morte em


3 a 5 minutos.

Hemorragia venosa: é identificada pelo sangue de cor mais escura, por ser
rico em gás carbônico, e sangramento contínuo.

Hemorragia arterial: é qualificada fundamentalmente pelo sangramento em


jatos de cor vermelho vivo. É considerada mais séria que a hemorragia
venosa, por possuir uma maior pressão sanguínea.

Hemorragia Capilar: Saída de sangue em pequena quantidade.


RECONHECENDO UMA HEMORRAGIA

ARTERIAL

CAPILAR

VENOSO
SINAIS E SINTOMAS DE
HEMORRAGIA
• Saída evidente de sangue,
• Pulso rápido e fraco,
• Respiração rápida, superficial e difícil,
• Pele pálida e suada,
• Mal estar geral,
• Hipotermia,
• Enfraquecimento,
• Sede,
• Inconsciência.
PRIMEIROS SOCORROS
• Deite a vítima imediatamente;
• Use luvas para tratá-la, se possíveis;
• Eleve o membro lesado a uma altura superior à do
coração, para que se dificulte a vazão do sangue, pela
própria pressão;
• Aplique um curativo com gaze ou pano limpo sobre a
área ferida, e comprima-o firmemente por pelo
menos 10 minutos;
• Leve a vítima ao hospital.
HEMORRAGIA NASAL ( EPISTAXE)
É causada pela ruptura dos vasos sanguíneos do nariz,
devido à exposição excessiva ao sol, trabalho sob
temperaturas elevadas, atividades físicas muito
desgastantes e redução da pressão atmosférica.
Comprima a parte lateral do nariz contra o septo do lado
afetado por alguns minutos, sente-se de forma ereta, não
levante e nem abaixe a cabeça. Pode-se colocar um
algodão embebido em solução vasoconstrictora (Afrin,
Sorine...) dentro da narina e depois continuar a
compressão por pelo menos 5 a 10 minutos.

MÉDICOS ALERTAM: Sangramento nasal não deve ser


impedido inclinando cabeça: Prática comum pode
fazer o sangue escorrer para o esôfago. Paciente pode
causar irritação e vômitos, e até sufocar.
CONVULSÃO
Geralmente são associadas a crises epilépticas.

Sinais e Sintomas

Perda brusca ou muito rápida da consciência...


Queda desprotegida ao chão com possibilidade de se
ferir;
Violentas contrações musculares generalizadas que
duram alguns segundos e torção da cabeça e dos olhos
para um dos lados.
 Atrito dos dentes, com possibilidade de quebra dos
mesmos.

 A língua torna-se flácida e pode cair para trás,


impedindo a passagem do ar.

 Eliminação involuntária de urina.

 Completa amnésia do ocorrido. O paciente não se


lembra da convulsão que acabou de ter.
ENGASGAMENTO
Mulheres grávidas / obesos
Quando algo bloqueia a passagem de ar,
não há tempo suficiente para esperar pela
chegada de um socorro médico. A pessoa
mais próxima precisa agir rapidamente!
• Desmaio: Perda de consciência por falta de O2 no
cérebro.
• Vertigem: Sensação de que vai desmaiar.
DESMAIO

O desmaio pode ser considerado uma forma leve do


“estado de choque”, provocado em geral por emoções
súbitas, fadiga, fome e nervosismo.
A vítima empalidece, cobre-se de suor, o pulso e a
respiração são geralmente fracos.
1- Deite a pessoa de costa com
cabeça baixa;

2- Eleve as pernas em ângulo


de 30 graus;

3- Desaperte-lhe a roupa;

4- Aplique panos frios no rosto e


na testa.
O que não fazer

Dar-lhe de beber enquanto a vitima não recuperar


os sentidos, pois pode sufocar/afogar-se com os
líquidos.

Se o desmaio for superior a 2 minutos dirigir-se ao


Hospital.
• Em caso de dúvida administrar sempre açúcar
em papa debaixo da língua, pois se estiver em
hipoglicemia estaremos a contribuir para a
melhoria do estado da vítima, e se estiver em
hiperglicemia, pouco irá fazer subir os níveis.
Além do mais é sempre preferível níveis altos
do que muito baixos.

• A falta ou o atraso ataca o cérebro e pode


levar ao coma e à morte.
O prudente percebe o perigo
e busca refúgio;
o inexperiente segue
adiante e sofre as
consequências.
Provérbios 22:3
OBRIGADA!!
SUCESSO EM SEU CAMINHO.

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