ASPECTOS CONCEITUAIS E
HISTÓRICOS
Prof. Philipe Rocha de Camargo
philipe_Camargo@[Link]
“O QUE É ESPORTE?”
Esporte do dicionário:
1. Prática metódica de exercícios físicos visando o lazer e
o condicionamento do corpo e da saúde; desporto.
2. O conjunto das atividades físicas ou de jogos que
exigem habilidade, que obedecem regras específicas e
que são praticados individualmente ou em equipe.
“O QUE É ESPORTE?”
Esporte na literatura Científica:
“O significado da palavra esporte é regozijo, que significa diversão, sendo
que até hoje é tido como um dos principais objetivos desta atividade.”
(SILVA & ZAMBONI, 2010)
“uma atividade física polissêmica, institucionalizada, regrada e competitiva, um
fenômeno histórico da humanidade construído e determinado a partir de contextos
socioculturais diversificados, em constante desenvolvimento, e em franco processo de
profissionalização, mercantilização e espetacularização.”
(MARCHI JÚNIOR, 2015)
Esporte – Como defini-lo?
“Esporte é uma ação institucionalizada, convencionalmente regrada, que se desenvolve
com base lúdica em forma de competição entre duas ou mais partes oponentes ou contra a
natureza, cujo objetivo é, através de uma comparação de desempenhos, designar o
vencedor ou registrar o recorde”.
“Um patrimônio histórico da humanidade em constante desenvolvimento, construído e
determinado conforme uma perspectiva sociocultural, e em franco processo de
profissionalização, mercantilização e espetacularização”.
Betti, 2002
Marchi Jr., 2008
ASPECTOS CONCEITUAIS DE ESPORTE
Esporte na Legislação:
É dividido de acordo com as possíveis manifestações:
Esporte de Rendimento;
Esporte Participação;
Esporte Educacional;
Esporte de Formação;
(BRASIL, 1998)
Esporte – como classifica-lo?
• Esporte Educacional
• Esporte de Participação
• Esporte de Rendimento
Manifestações
Constituição Federal do Brasil, 1988
Lei 9.615/1998 (Lei Pelé).
Esporte – como classifica-lo?
• Esporte Educacional - praticado nos sistemas de ensino
e em formas assistemáticas de educação, evitando-se a
seletividade, a hipercompetitividade de seus praticantes,
com a finalidade de alcançar o desenvolvimento integral
do indivíduo e a sua formação para o exercício da
cidadania e a prática do lazer;
Manifestações
Constituição Federal do Brasil, 1988
Lei 9.615/1998 (Lei Pelé).
Esporte – como classifica-lo?
• Esporte de Participação - de modo voluntário,
compreendendo as modalidades desportivas praticadas
com a finalidade de contribuir para a integração dos
praticantes na plenitude da vida social, na promoção da
saúde e educação e na preservação do meio ambiente;
Manifestações
Constituição Federal do Brasil, 1988
Lei 9.615/1998 (Lei Pelé).
Esporte – como classifica-lo?
• Esporte de Rendimento - praticado segundo normas
gerais desta Lei e regras de prática desportiva, nacionais e
internacionais, com a finalidade de obter resultados e
integrar pessoas e comunidades do País e estas com as
de outras nações.
Manifestações
Constituição Federal do Brasil, 1988
Lei 9.615/1998 (Lei Pelé).
ASPECTOS CONCEITUAIS DE ESPORTE
Mas uma nova proposta que tramita no Senado traz outras
nomenclaturas de manifestações do esporte:
Esporte para toda a vida;
Formação Esportiva;
Excelência Esportiva;
(Lei Geral do Esporte, PLS 68-2017)
ASPECTOS CONCEITUAIS E HISTÓRICOS:
ESPORTE NA NATUREZA
No que isso implica? Essas nomenclaturas?
O praticar esporte está diretamente associado à essas
nomenclaturas, ao interesse e ao objetivo do praticante.
Logo, a prática estará associada ao que se busca com
determinada atividade esportiva e de lazer.
E o Esporte na Natureza, o que seria?
ESPORTE NA NATUREZA: UM
CONCEITO
“é a prática que estabelece
relações intersubjetivas
com a natureza, a fim de
extrair prazer dessa
interação.”
(DIAS, 2007)
ESPORTE NA NATUREZA: UM
CONCEITO
Os critérios para o esporte na natureza são:
baixo nível de previsibilidade,
menor estereotipia dos movimentos,
disposição ao risco,
busca por emoções,
presença de novas tecnologias,
contato com a natureza.
(DIAS, 2007)
DOCUMENTÁRIO
“Pés no chão: Corredores na contramão da modernidade”
Documentário produzido pelas jornalistas Ana Beatriz Alencar, Bárbara
Martins, Clara Rios e Marília Sisti, como projeto experimental de TCC de
jornalismo da PUC-Campinas.
“Corredores na contramão da modernidade”
Correr sempre fez parte da natureza humana. Durante milhões de anos de
evolução, a corrida foi usada como estratégia de caça, fuga, migração e,
logo, sobrevivência. Após a invenção dos calçados, o exercício passou a ter
treinamento especializado, ganhou lugar em provas de desempenho físico e
se tornou rapidamente modalidade esportiva. Tênis cada vez mais caros e
com a promessa de facilitar a corrida foram ganhando espaço. Aliás, você,
corredor, conseguiria viver sem esse aparato? Já se imaginou correndo
descalço? Há pessoas que optam por correr sem tênis e se sentem melhor
dessa forma. A corrida natural procura resgatar a prática feita nos seus
primórdios, quando ainda não havia tênis ou outras tecnologias criadas nos
últimos 40 anos. Será possível correr dessa maneira?
ATIVIDADE: RESENHA CRÍTICA
“Pés no chão: Corredores na contramão da modernidade ”
Toda resenha é a descrição de um objeto (obra literária, um filme, apresentação artística etc) e
seu papel é apresentar o tema analisado. Trata-se de um texto de informação e de opinião. É
resumo no qual propõe a exposição de ideias, agregado ao juízo de valor do autor. A resenha
segue o modelo dos textos dissertativos-argumentativos, ou seja, introdução, desenvolvimento e
conclusão. Contudo, é um texto flexível e pode não seguir essa regra.
Tipos:
Resenha-resumo: caracterizado por ser um texto informativo e descritivo o qual sintetiza os
aspectos e os pontos mais relevantes do objeto analisado.
Resenha-crítica: além de sintetizar as ideias principais do objeto, a resenha crítica é marcada
pelo juízo de valor do resenhista.
Escreva um resenha crítica do documentário "Pés no Chão", relacionando com os conteúdos
anteriormente estudados.
REFERÊNCIAS
BRASIL. [Lei Pelé] Lei nº 9.615, de 24 de Março de 1998. Institui normas gerais sobre
desporto e dá outras providências. Brasília, 1998.
BRUEL, Maria Rita. Função Social do Esporte. Motrivivência. Florianópolis, ano I, n. 2, p.
108-111, Junho de 1989.
DIAS, C. A. G; ALVES JUNIOR, E.D. Esporte, cidade e natureza - Um estudo de caso.
LICERE - Revista Do Programa De Pós-graduação Interdisciplinar Em Estudos Do Lazer.
2006.
DIAS, C. A. G; MELO, V. A; ALVES JUNIOR, E. D. Os estudos dos esportes na natureza:
desafios teóricos e conceituais. Rev. Port. Cien. Desp. [online]. 2007.
MACFARLANE R. Montanhas da mente. Rio de Janeiro: Objetiva. 2005.
REFERÊNCIAS
MARCHI JÚNIOR. W. O esporte “em cena”: perspectivas históricas e interpretações
conceituais para a construção de um modelo analítico. Alesde. 2015.
MELO V. A; PERES F. F. Lazer, esporte e cultura urbana na transição dos séculos XIX e
XX: conexões entre Paris e Rio de Janeiro. Logos. 2005.
SILVA, A. C; ZAMBONI, M. J. Educação Física, esporte e cultura no ensino superior:
íntimas relações com o Brasil e a atualidade. Motriz: rev. educ. fis. (Online) [online].
2010.