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Manutenção de Válvulas Industriais

O documento aborda a manutenção de válvulas industriais, detalhando tipos como válvulas redutoras, de deslocamento linear e rotativo, e suas características. Discute a seleção de válvulas com base em fatores como finalidade, estado do fluido e condições de operação, além de fornecer diretrizes para manutenção e recuperação de válvulas específicas, como gaveta e globo. Também menciona normas relevantes e materiais utilizados na fabricação de válvulas.

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Rodrigo Machado
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Manutenção de Válvulas Industriais

O documento aborda a manutenção de válvulas industriais, detalhando tipos como válvulas redutoras, de deslocamento linear e rotativo, e suas características. Discute a seleção de válvulas com base em fatores como finalidade, estado do fluido e condições de operação, além de fornecer diretrizes para manutenção e recuperação de válvulas específicas, como gaveta e globo. Também menciona normas relevantes e materiais utilizados na fabricação de válvulas.

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Técnico em

Mecânica

Manutenção Mecânica

Instrutor: Rodrigo Mourão Gomes


[Link]@[Link]
Válvulas Industriais
Válvulas que controlam a pressão a jusante
Válvulas Redutoras e Reguladoras de Pressão

75
Válvulas Industriais
Válvulas que controlam a pressão a jusante
Válvulas Redutoras e Reguladoras de Pressão
Vantagens
• Permite regular a pressão do fluido para que se possa
fazer a aplicação na pressão mais conveniente
• Pode ser empregada em qualquer tipo de fluido e ser
fabricada com diferentes matérias.
Desvantagens
• Alto custo final pois uma válvula redutora de pressão
sempre requer a instalação de uma estação redutora de
76
pressão.
• Requer uma manutenção constante.
Válvulas Industriais
Válvulas que controlam o processo
Válvulas de deslocamento linear
• É a válvula na qual a peça móvel vedante descreve um movimento
retilíneo, acionada por uma haste deslizante
• Nessa categoria de válvulas tem-se o tipo globo (normal, angular,
3 vias), gaveta, guilhotina, diafragma (Saunders)
Válvulas de deslocamento rotativo
• É a válvula na qual a peça móvel vedante descreve um movimento
de rotação acionada por um eixo girante.
• Nessa categoria de válvulas tem-se o tipo esfera, macho e
borboleta. 77
Válvulas Industriais
Seleção de válvulas
A seleção é feita em duas etapas:
• Seleção do tipo geral de válvula;
• Especificação das diversas características e
detalhes da válvula selecionada.

78
Válvulas Industriais
Seleção de válvulas
Fatores de influência na seleção do tipo de válvula:
• Finalidade da válvula (bloqueio, regulagem, retenção,
etc.);
• Natureza e estado físico do fluido;
• Condições de corrosão, erosão, depósito de sedimentos,
presença de sólidos, etc.;
• Pressão e temperatura (valores de regime e valores
extremos);
• Diâmetro nominal da tubulação;
80
Válvulas Industriais
Seleção de válvulas
Fatores de influência na seleção do tipo de válvula:
• Necessidade ou não de:
 Fechamento estanque;
 Fechamento rápido;
 Operação frequente;
 Comando remoto;
 Comando automático;
 Resistência ao fogo.
• Custo; 81
• Espaço disponível e posição de instalação.
Válvulas Industriais
Seleção de válvulas

82
Válvulas Industriais
Seleção de válvulas

83
Válvulas Industriais
Seleção de válvulas

84
Válvulas Industriais
Seleção de válvulas

85
Válvulas Industriais
Dados para requisição de válvulas
1. Quantidade;
2. Tipo geral da válvula (Gaveta, Globo, Macho, etc.);
3. Diâmetro nominal;
4. Classe de pressão nominal;
5. Tipo de extremidade e norma dimensional respectiva;
6. Especificação completa de todos os materiais;
7. Tipo de ligação de corpo-castelo;
8. Sistema de movimentação da haste;
9. Acessórios opcionais e/ou exigências especiais; 86
10. Norma dimensional.
Válvulas Industriais
Materiais usados em válvulas
Carcaça (corpo e castelo)
 Aço carbono
 Aço-liga
 Aço inoxidável
 Ferro fundido
 Bronze
 Latão
 Níquel, etc.
Mecanismo interno (Trim)
 Aço inoxidável
87
 Bronze
Válvulas Industriais
Válvulas – Principais Normas
Normas ASME
• ASME B.16.10 – Dimensões de válvulas flangeadas e para solda de
topo. Gaveta, de macho, de esfera, de globo, de retenção, de
controle. Aço e ferro fundido, até 24 pol. Classes 150# a 2500#.
• ASME B.16.34 – Pressões admissíveis e espessuras mínimas de
válvulas flangeadas e para solda de topo. Aço fundido e forjado, até
30 pol. Classes 150# a 2500#.
• ASME B.16.104 – Limites de vazamento para válvula de controle.
Normas API
• API 6D, 526, 593, 594, 597, 598, 599, 600, 602, 603, 604, 606 e 609.
Normas ABNT
88
• EB-141 – Dimensões, materiais, condições de trabalho, testes, etc.
Válvulas Industriais

89
Manutenção de Válvulas

91
Manutenção de Válvulas
Generalidades
• Os tipos mais comuns de válvulas usadas na indústria são
gaveta, globo, macho e retenção, sendo que as demais são
de fabricação especial e recebem manutenção específica.
• Antes de proceder à recuperação (manutenção) de uma
válvula, deve ser feita a sua descontaminação em função do
produto processado por ela.
•A não-descontaminação prévia pode provocar
desprendimento de líquidos e vapores, por vezes nocivos,
perigosos ou inflamáveis, no ambiente fechado que é a 92

oficina.
Manutenção de Válvulas
Generalidades
• Os tipos mais comuns de válvulas usadas na indústria são
gaveta, globo, macho e retenção, sendo que as demais são
de fabricação especial e recebem manutenção específica.
• Antes de proceder à recuperação (manutenção) de uma
válvula, deve ser feita a sua descontaminação em função do
produto processado por ela.
•A não-descontaminação prévia pode provocar
desprendimento de líquidos e vapores, por vezes nocivos,
perigosos ou inflamáveis, no ambiente fechado que é a 93

oficina.
Manutenção de Válvulas
Válvula Gaveta
• Dependendo da
bitola (tamanho),
normalmente de
1/4" a 24", poderão
ocorrer variações
em detalhes.
• Entretanto, é
mantido o esquema
básico.
94
Manutenção de Válvulas
Válvula Gaveta
Falhas
 Folga entre a cunha e o anel.
 Corte na rosca do corpo ou no anel de vedação.
 Guias da cunha muito justas.
 Haste riscada, corroída ou empenada.
 Ressalto e/ou ranhuras dos flanges corroídos.
95
Manutenção de Válvulas
Válvula Gaveta
Recuperação
• Dependendo do estado em que se encontra a válvula,
pode ser conveniente jateá-la com areia para limpeza.
• Esta operação deve ser feita com a válvula fechada para
evitar que o jateamento afete as sedes de vedação.

96
Manutenção de Válvulas
Válvula Gaveta
Desmontagem
• Girar o volante até abrir totalmente a válvula.
• Retirar o volante.
• Soltar os parafusos que prendem a gaxeta. Retirá-la,
contando o número de voltas que ela possui, para posterior
montagem.
• Soltar o castelo.
• Retirar a haste.
• Retirar o anel de lanterna.
• Este anel tem por finalidade guiar a haste e permitir sua
lubrificação através dos seus orifícios. Só as válvulas de alta 97
pressão e as acima de 2“ são dotadas de anel de lanterna.
• Retirar a cunha.
Manutenção de Válvulas
Válvula Gaveta
Limpeza e Reparos
• Limpar os anéis de vedação com lixa fina.
• Examinar os anéis, verificando a existência de corrosão ou cortes
que possam impedir a vedação.
• Caso haja corrosão ou cortes, retirar os anéis para faceá-los no
torno.
• Limpar e examinar as roscas do corpo e dos anéis. Para os casos de
anéis soldados ou embuchados, há uma máquina retificadora de
anéis no corpo.
• Reinstalar os anéis. Usar pasta adequada nas roscas do anel e do
corpo e apertá-los bem, visando garantir a vedação.
• Lixar as faces da vedação da cunha até eliminar sinais de corrosão 98
ou cortes.
Manutenção de Válvulas
Válvula Gaveta
Limpeza e Reparos
• Reinstalar a cunha e verificar a existência de folga entre ela e os
anéis. Caso haja folga, retirar novamente os anéis e calçá-los com
uma junta de cobre recozido, eliminando a folga.
• Antes de proceder à montagem, deve ser verificada a folga da
cunha. Se a cunha correr muito justa nas guias, poderá provocar
um desvio na sua penetração. Elimina-se esta falha alargando os
rasgos existentes nas laterais da cunha. Isto pode ser feito numa
plaina limadora, ou mesmo manualmente com uma lima. Havendo
cortes, corrosão acentuada ou empenamento na haste, deve-se
usiná-la, cuidando para que não fique muito grande a folga entre a
haste e o anel de lanterna. Caso os resultados e ranhuras dos 99
flanges não estejam bons, usiná-los, cuidando para que não
ultrapassem as espessuras mínimas.
Manutenção de Válvulas
Válvula Gaveta
Ajustagem
• Consiste em movimentar as faces da cunha de acordo
com os anéis de vedação em presença de uma pasta
abrasiva.
• Montada a cunha, instalar a haste no encaixe dela.
• Untar as faces de vedação com carborundum grosso, ou
material equivalente.
• Preparar um dispositivo dotado de alavancas que permita
bater a cunha contra os anéis até que a marca dos anéis
nas faces de vedação da cunha seja homogênea e esteja
isenta de pequenas superfícies mais altas. Dependendo 100

do tamanho da válvula e, portanto, do peso da cunha,


este dispositivo pode ser dispensável.
Manutenção de Válvulas
Válvula Gaveta
Montagem
• Usar pasta adequada para facilitar a vedação das juntas.
• Apertar os parafusos que ligam o corpo ao castelo em cruz,
evitando apertos desiguais ao longo da secção circular.
• Ao montar o anel de lanterna, montar também as primeiras
gaxetas, ficando as demais para a fase final. Antes de iniciar a
montagem, examinar a bucha, e verificar se ela permite o
engaxetamento com a válvula em operação.
• No engaxetamento, após a escolha da gaxeta, cortá-la com o
comprimento da circunferência da haste. Lubrificar e colocar a
gaxeta na câmara, cuidando para que as emendas fiquem opostas
pelo diâmetro até encher a câmara de gaxetas. Apertar a 101
sobreposta e repetir a operação até não caberem mais anéis de
gaxeta.
Manutenção de Válvulas
Válvula Gaveta
Teste
• Inicialmente, testar a válvula com ar comprimido a uma pressão
de 100psi.
• Para isso, submergir a válvula em água. Após o teste pneumático,
fazer um teste hidrostático. A Tabela mostra a orientação
especificada pelo American Petroleum Institute (API):

102
Manutenção de Válvulas
Válvula Gaveta
Engaxetamento em operação
• Abrir a válvula tanto quanto possível até a vedação da
haste encontrar a contravedação. Forçar o volante no
sentido de abrir a válvula, visando ao maior aperto de
contravedação.
• Soltar a sobreposta lentamente, observando se não há
pressão na câmara de gaxetas.
• Não havendo, soltar a sobreposta e proceder ao
engaxetamento.
• Repetir em sentido contrário esta sequência.
103
Manutenção de Válvulas
Válvula Globo
• Uma válvula globo tem
basicamente um corte,
conforme mostra a figura
na qual estão assinalados
seus componentes
principais.
• De acordo com a bitola
(dimensão), poderão
ocorrer variações em
detalhes. Entretanto, é
mantido o esquema
básico. 104
Manutenção de Válvulas
Válvula Globo
Falhas
 Corte ou corrosão numa das sedes (superior ou
inferior).
 Vazamento entre a sede inferior e o corpo da sede
através da rosca.

105
Manutenção de Válvulas
Válvula Globo
Recuperação
• Retirar a sede inferior (anel) do corpo da válvula.
• Usinar o anel, dando a mesma inclinação na usinagem
que a da sede superior.
• Reinstalar a sede inferior. Normalmente, ao apertar,
ocorre uma deformação na sede inferior, sendo
necessária uma ajustagem que restabeleça a mesma
inclinação que a sede superior.
• Usinar uma peça que encaixe na sede inferior, com a
mesma inclinação da sede superior, para ajustar a sede 106
inferior.
Manutenção de Válvulas
Válvula Globo
Recuperação
• Com o auxílio da pasta carborundum ou equivalente,
friccionar a peça usinada na sede inferior, visando
eliminar as irregularidades existentes.
• Ainda com o auxílio da pasta carborundum ou
equivalente, girar a sede superior sobre a inferior,
pressionando até que a marca de uma sede na outra fique
homogênea. Este movimento deve ser feito com o eixo da
sede superior na posição vertical.
107
Manutenção de Válvulas
Válvula Globo
Desmontagem e Montagem

• A montagem da válvula globo tem sequência inversa à da

desmontagem.

• Deve-se, entretanto, cuidar para que a sede superior fique

solta na haste, permitindo girar livremente.

108
Manutenção de Válvulas
Válvula de Retenção
• Disco
• Portinhola
• Esfera

109
Manutenção de Válvulas
Válvula de Retenção
Falhas
 Cortes ou corrosão nas sedes.
 Emperramento do eixo, dificultando a abertura e o
fechamento da portinhola.
 Desgaste do eixo, provocando folgas e fazendo com
que a portinhola se apoie fora da sede.
110
Manutenção de Válvulas
Válvula de Retenção
Recuperação tipo Portinhola
• Remover o anel (sede rosqueada no corpo).
• Usinar o anel e reinstalá-lo no corpo. Usar pasta adequada e
apertar bem.
• Usinar a portinhola (sede).
• Examinar o eixo. Havendo folga, embuchá-lo ou fazer outro novo.
• Ajustar ambas as sedes, friccionando a portinhola no anel. Usar
pasta carborundum ou equivalente. Continuar a ajustagem até a
marca de uma sede na outra ser homogênea.
• Verificar o estado dos flanges, no que se refere a ressalto e
ranhuras. Se necessário, refazê-los no torno. 111
• Se possível, lubrificar internamente antes de fechar a válvula.
Manutenção de Válvulas
Válvula de Retenção
Teste
• O teste da válvula de retenção é semelhante ao da válvula
gaveta, de acordo com a tabela apresentada
anteriormente.

112
Manutenção de Válvulas
Válvula Macho
• Fechamento
rápido (1/4 de
volta)
• Rotação do
Macho no qual
há um orifício
bloqueado no
interior da
válvula.
113
Manutenção de Válvulas
Válvula Macho
Falhas
 Corrosão no macho ou na camisa.
 Emperramento por falta de lubrificação.

114
Manutenção de Válvulas
Válvula Macho
Recuperação
• A desmontagem é simples, e a recuperação consiste na
usinagem do macho e da camisa, mantendo a mesma
conicidade.
• Para a ajustagem unta-se o macho com pasta abrasiva,
colocando-o na camisa e girando-o para friccionar as
faces. Continuar esta operação até obter um contato
homogêneo em toda a extensão das superfícies.
• A montagem também é simples, devendo, entretanto,
cuidar-se para não ocorrer falta de lubrificação. 115
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
• Proteger
equipamentos
pressurizados.
• Aliviar a
pressão
quando esta
ultrapassar um
limite
especificado. 116
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Falhas
 Corte ou corrosão nas sedes superior e inferior.
 Impurezas que ficam entre as duas sedes por ocasião da
abertura e do fechamento da válvula.
 Sede superior presa, com travamento da válvula.
 Haste empenada.
 Fadiga da mola.
 Parafuso de regulagem com o ponto de apoio fora de
centro.
 Guia de orifício desalinhada, resultante de aperto irregular 117
dos parafusos entre o corpo e o castelo.
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Teste inicial
• Teste de recepção na oficina para observação do
comportamento da mola.
Desmontagem
• Remover o parafuso de trava. Girar o anel de regulagem no
sentido anti-horário, contando as voltas até o anel encostar no
suporte da sede superior. Anotar o número de voltas para usar
na montagem.
• Remover a capa. 118
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Desmontagem
• Medir a altura livre de regulagem para usar esse valor na
montagem.
• Soltar a contraporca do parafuso de regulagem.
• Soltar o parafuso de regulagem, descomprimindo a mola.
• Soltar os parafusos que prendem o castelo, de forma alternada.
• Remover o castelo, puxando-o para cima. Cuidado para não
virar o castelo para nenhum lado antes de a haste estar fora do
corpo. 119
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Desmontagem
• Segurando a haste, remover o conjunto de haste, mola, guias
de mola, guias de orifício, suporte da sede superior, junta
universal e a sede superior.
• Para soltar a sede superior, puxá-la e girá-la para a esquerda
(sentido anti-horário).
• Para soltar a haste, utilizar o mesmo procedimento adotado
para soltar a sede superior.
• Retirar (basta puxar) a mola e suas guias da haste. 120
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Desmontagem
• Apoiar o suporte da sede superior num plano e puxar a guia de
orifício para cima.
• Para remover a junta universal, usar uma chave na parte
hexagonal da peça, na parte inferior do suporte da sede
superior.
• Remover o anel de regulagem.
• Desenroscar o bocal, para removê-lo.
121
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Limpeza
• Após a desmontagem da válvula de segurança, todas as peças
devem ser limpas para permitir a inspeção quanto a trincas,
corrosão, etc.
Ajustagem
• A usinagem e ajustagem das sedes é um dos aspectos mais
importantes na manutenção da válvula.
• Uma das principais causas de vazamento é a sujeira vinda das
linhas que se depositam entre as sedes, causando riscos ou 122
pequenos furos nas sedes.
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Ajustagem para sedes muito riscadas
• Colocar uma placa de vidro (com aproximadamente 25cm de
diâmetro e 5mm de espessura) em uma superfície plana
(desempeno).
• Colocar uma lixa fina sobre o vidro e lixar as sedes; este lixamento
deve ser feito com movimentos rotativos numa só direção,
evitando o aparecimento de cortes transversais nas sedes.
• Tirar a lixa e espalhar abrasivo grosso sobre o vidro. Fazer o
mesmo movimento feito sobre a lixa, agora sobre o vidro untado
com o abrasivo grosso. 123
• Remover o abrasivo grosso. Limpar o vidro e espalhar abrasivo
mais fino.
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Ajustagem para sedes muito riscadas
• Novamente fazer movimentos rotativos das sedes sobre o
abrasivo. Esta operação deve continuar até não se notarem
riscos nas sedes.
• Limpar o vidro do abrasivo fino e espalhar abrasivo de
polimento. Tornar a passar a sede sobre o abrasivo, ainda com
movimentos rotativos em um único sentido, porém mais
rápidos e com alguma pressão para baixo.
• Continuar esta operação até as superfícies se apresentarem
124
espelhadas, o que permitirá vedação da válvula.
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Montagem
• Recomenda-se estudar um desenho de corte da válvula.
• Tomar o máximo cuidado para não ofender as sedes durante
sua manipulação. Qualquer risco ou batida poderá causar
vazamento no teste.
• Mais uma vez, recomenda-se limpar todas as peças antes de
montá-las. O uso de graxas é aconselhável em todas as roscas e
partes móveis, desde que não prejudique o desempenho da
válvula (produto processado pela linha ou equipamento de
125
válvula).
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Montagem
• Verificar o estado das juntas para permitir melhor vedação.
• Na instalação do anel de regulagem, girá-lo até que ele encoste no
final da rosca do bocal. Depois que a mola já estiver com algum
aperto (já montada), colocar o anel de regulagem na posição em que
estava antes da desmontagem (foi anotada anteriormente). Apertar
bem o parafuso de regulagem.
• Cuidado para não girar os anéis internos da válvula durante a
montagem da mola e do castelo. Apertar os parafusos do castelo
alternadamente. 126
• Dar aperto na mola igual ao anterior à desmontagem. Para tanto, a
altura livre do parafuso de regulagem deve ter sido medida. Só
depois disso, apertar a contraporca do parafuso de regulagem.
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Teste
• As válvulas de segurança de fabricação Farris, por exemplo, têm
um único anel de regulagem. Há válvulas de outras marcas que
possuem dois. O anel de regulagem tem por finalidade ajustar o
“aviso” (pequeno vazamento inicial que antecede o estouro), a
intensidade do estouro e o tempo de descarga. O anel de
regulagem somente tem utilidade para produtos compressíveis
(vapor, gás, ar). Para líquidos, ele é inútil, não necessitando de
regulagem.
• Neste caso, deixá-lo bem baixo, junto ao fim da rosca do bocal. 127
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Teste
• A regulagem do anel deve ser feita com a trava solta. Para
diminuir o “aviso” e obter um estouro mais seco, deslocar o
anel para cima (girar no sentido anti-horário). Paralelamente,
isto causará uma descarga mais longa.
• Para diminuir o tempo de descarga, deslocar o anel para baixo
(girar no sentido horário). À medida que o anel for baixando, a
descarga continuará a diminuir até atingir o mínimo, após o
que, se o anel continuar baixando, provocará um aumento do
“aviso” e uma diminuição do estouro. Se o anel descer demais, 128
não haverá estouro.
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Teste
• Uma calibração ideal na bancada de teste deverá ter um “aviso”
menor que 3% da pressão de ajustagem.
• Qualquer deslocamento, seja para cima, seja para baixo, não
deve ultrapassar dois dentes de cada vez. A cada vez que se
mudar o anel de regulagem, reinstalar o parafuso de trava (o
parafuso deve entrar entre dois dentes do anel e nunca fazer
pressão sobre qualquer dente). Apertar a porca de trava antes
de ocorrer descarga de válvula, para evitar movimentos de
vibração. 129
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Teste
• Durante o teste, tomar cuidado para não permitir que
ferrugem, sujeira ou mesmo poeira afetem as sedes.
• Manter a máquina de teste sempre bem limpa.
• Transportar as válvulas de segurança com muito cuidado,
evitando quedas ou pancadas.

130
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Calibração/Teste - Procedimento
• A calibração e o teste de uma válvula de segurança são tarefas
delicadas e que exigem do operador longa prática,
conhecimento do funcionamento da válvula e das máquinas de
teste.
• A sequência abaixo serve de exemplo de calibração de uma
máquina por meio do flange de entrada das válvulas.

131
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Calibração/Teste – Regulagem de Abertura
• Colocar o anel de regulagem em sua posição mais inferior.
• Colocar o parafuso de regulagem na posição em que estava
antes da desmontagem.
• Ligar o compressor da máquina e aguardar a abertura da
válvula. Observar a pressão de abertura e, conforme o caso,
apertar ou soltar o parafuso de regulagem sucessivas vezes até
que a pressão de abertura seja a desejada.
132
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Calibração/Teste – Regulagem de Descarga
• Colocar o anel de regulagem na posição em que estava antes da
desmontagem.
• Carregar a válvula até uma pressão de cerca de 10% menor que
a pressão de abertura.
• Fechar a válvula (tipo macho) da ligação do reservatório da
máquina de teste com a entrada da válvula de segurança.
Deixar a pressão do reservatório atingir o dobro da pressão de
abertura da válvula. Desligar a máquina de teste.
133
Manutenção de Válvulas
Válvula de Segurança
Recuperação
Calibração/Teste – Regulagem de Descarga
• Abrir rapidamente a válvula de passagem (válvula macho),
provocando uma sobrecarga na válvula de segurança que abrirá com
um estouro. Isso alivia a pressão e o fechamento posteriormente.
• Observar a pressão de fechamento no manômetro. Caso esteja fora
dos limites permitidos, repetir a operação, baixando a posição do anel
de regulagem tantas vezes quantas forem necessárias.
• Reguladas as pressões de abertura e fechamento, fechar o dreno e o
parafuso para testar vazamentos. Colocar graxa no flange de saída e
colar uma folha de papel impermeável na graxa. Dar novamente 134
pressão na entrada da válvula. Se houver vazamento, será facilmente
identificado.
Redutores

135
Redutores
• Um redutor consiste num conjunto de eixos com engrenagens
cilíndricas de dentes retos, helicoidais, cônicas ou somente com
uma coroa com parafuso sem fim, que tem como função
reduzir a velocidade de rotação do sistema de acionamento do
equipamento.
• Consequentemente com a redução da velocidade há um
aumento significativo do torque transmitido.

136

Redutor Motorredutor
Redutores
• Redutores Coroa parafuso sem fim

137
Redutores
• Motorredutores

138
Redutores
Aplicações
• Guinchos
• Correias transportadoras

139
Redutores
Aplicações
• Indústria madeireira

140
Redutores
Partes fundamentais do redutor
Engrenagens
• Através delas reduz-se a velocidade de rotação da transmissão,
pois o contato entre engrenagens de menor e maior número de
dentes (variação no diâmetro) possibilita a redução desejada.
Carcaça
• Fabricada em chapa de aço baixo carbono ou ferro fundido,
montada com solda ou alumínio, podendo ser bipartida ou
apenas com abertura nas tampas dos mancais.
• Em alguns casos, ela é tratada termicamente para alivio das
tensões de solda ou fundição.
141
Redutores
Elementos básicos do redutor
Eixos
• São usinados em aço médio carbono temperados e
revenidos para a dureza especificada.
Engrenagens
• São rodas dentadas com módulos padronizados por
normas.
• Fabricadas em aço liga temperada em óleo e revenida.
• Tem formato cilíndrico de dentes retos, helicoidal ou
cônico (pinhão), conforme o modelo do redutor.
142
Redutores
Elementos básicos do redutor
Rolamentos
• Elementos girantes de máquina que suportam o eixo com as
engrenagens, possibilitando a eles o menor atrito possível
ao girar. São utilizados rolamento radiais, axiais ou cônicos.
Retentores
• Utiliza-se vedadores de borracha com molas, para reter o
óleo da parte interna e evitar as infiltrações de
contaminantes externos.
Tampa de inspeção
• Evita a desmontagem do redutor, facilitando a inspeção das 143
partes internas.
Redutores
Elementos básicos do redutor
Níveis de óleo
• Sistema para inspeção de nível óleo lubrificante utilizado
dentro do redutor. Podem ser do tipo visor, tubo vertical
ou vareta de nível.
Respiro
• Dispositivo que possibilita a saída e entrada do ar no
redutor durante o trabalho, devido ao aquecimento e
resfriamento (mudança de volume do ar).

144
Redutores
Elementos básicos do redutor
Placa de dados do redutor
• Local onde estão contidas várias informações importantes
para o seu correto dimensionamento, tais como:
Relação de transmissão
rotação máxima do eixo de entrada e saída
tipo de lubrificante
torque no eixo de saída
Modelo
fabricante, etc.
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Redutores
Características
• Os redutores variam sua construção conforme a potência
do motor, quais podem chegar até 3600 rpm ou mais;
• Relação de transmissão 1:1 até 1:1200;
• Transmissão com eixos concêntricos paralelos ou
perpendiculares, tanto na vertical como horizontal

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Redutores
Componentes

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Redutores
Coroa e o parafuso com rosca sem-fim
• Compõem um sistema
de transmissão muito
utilizado na mecânica,
principalmente nos casos
em que é necessária
redução de grandes
velocidades (rotações)
ou um aumento de força,
como nos redutores de
velocidade, nas talhas e
nas pontes rolantes.
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Redutores
Coroa e o parafuso com rosca sem-fim

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Redutores
Coroa e o parafuso com rosca sem-fim
• O número de entradas do parafuso tem influência no
sistema de transmissão.
• Se um parafuso com rosca sem-fim tem apenas uma
entrada e está acoplado a uma coroa de 60 dentes, em
cada volta dada no parafuso a coroa vai girar apenas um
dente.
• Como a coroa tem 60 dentes, será necessário dar 60
voltas no parafuso para que a coroa gire uma volta.
• Assim, a rpm da coroa é 60 vezes menor que a do
parafuso. 150
Redutores
Coroa e o parafuso com rosca sem-fim
• Se, por exemplo, o parafuso com rosca sem-fim está
girando a 1.800 rpm, a coroa girará a 1.800 rpm, divididas
por 60, que resultará em 30 rpm.
• Suponhamos, agora, que o parafuso com rosca sem-fim
tenha duas entradas e a coroa tenha 60 dentes.
• Assim, a cada volta dada no parafuso com rosca das sem-
fim, a coroa girará dois dentes.

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Redutores
Coroa
• e o parafuso com rosca sem-fim
• Portanto, será necessário dar 30 voltas no parafuso para
que a coroa gire uma volta.
• Assim, as rpm da coroa são 30 vezes menor que as rpm do
parafuso com rosca sem-fim.
• Se, por exemplo, o parafuso com rosca sem-fim está
girando a 1800 rpm, a coroa girará a 1800 divididas por
30, que resultará em 60 rpm.
onde:
Nc = rpm da coroa
Np = rpm do parafuso com rosca sem-fim 152
Ne = número de entradas do parafuso
Zc = número de dentes da coroa
Redutores
Exemplos
1. Em um sistema de transmissão composto de coroa e
parafuso com rosca sem-fim, o parafuso tem 3 entradas
e desenvolve 800 rpm. Qual será a rpm da coroa,
sabendo-se que ela tem 40 dentes?
2. Qual será a rpm da coroa com 80 dentes de um sistema
de transmissão cujo parafuso com rosca sem-fim tem 4
entradas e gira a 3200 rpm? 153

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