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Deficiência Visual: Tipos e Inclusão

O documento aborda a definição, classificação e causas da deficiência visual, destacando a importância da avaliação adequada e a inclusão educacional. Também discute a deficiência motora, suas causas e a necessidade de adaptações e conscientização no ambiente escolar. O texto enfatiza a promoção da independência e a superação de preconceitos em relação às pessoas com deficiências.

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Deficiência Visual: Tipos e Inclusão

O documento aborda a definição, classificação e causas da deficiência visual, destacando a importância da avaliação adequada e a inclusão educacional. Também discute a deficiência motora, suas causas e a necessidade de adaptações e conscientização no ambiente escolar. O texto enfatiza a promoção da independência e a superação de preconceitos em relação às pessoas com deficiências.

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DEFICIÊNCIA VISUAL E

AUDITIVA
DEFICIÊNCIA VISUAL
DEFINIÇÃO
• A DEFICIÊNCIA VISUAL É CARACTERIZADA PELA PERDA PARCIAL OU TOTAL DA
CAPACIDADE VISUAL, EM AMBOS OS OLHOS, LEVANDO O INDIVÍDUO A UMA
LIMITAÇÃO EM SEU DESEMPENHO HABITUAL. A AVALIAÇÃO DEVE SER
REALIZADA APÓS A MELHOR CORREÇÃO ÓPTICA OU CIRÚRGICA.

(MUNSTER E ALMEIDA, 2004)


• A SIMPLES UTILIZAÇÃO DE ÓCULOS OU LENTES DE CONTATO NÃO É
SUFICIENTE PARA CARACTERIZAR A DEFICIÊNCIA VISUAL, POIS A
PRESCRIÇÃO DE CORREÇÃO ÓPTICA ADEQUADA PODE CONFERIR
AO INDIVÍDUO UMA CONDIÇÃO VISUAL IDEAL. TODAVIA, MESMO
USANDO RECURSOS ÓPTICOS ESPECIAIS E PASSANDO POR
INTERVENÇÃO CIRÚRGICA, ALGUNS INDIVÍDUOS CONTINUAM COM
A CAPACIDADE VISUAL SEVERAMENTE COMPROMETIDA, SENDO
CONSIDERADAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL.

(MUNSTER E ALMEIDA 2004)


CLASSIFICAÇÕES
• DEFICIÊNCIA VISUAL – TERMO GERAL QUE ENGLOBA CEGUEIRA TOTAL E BAIXA VISÃO.
• BAIXA VISÃO – CONSEGUE LER IMPRESSOS GRANDES OU COM AMPLIAÇÃO.
• CEGUEIRA – INCAPACIDADE DE LER IMPRESSOS GRANDES MESMO COM AMPLIAÇÃO.
• CEGUEIRA LEGAL – ACUIDADE VISUAL IGUAL OU INFERIOR A 20/200 NO MELHOR OLHO
APÓS CORREÇÃO, OU CAMPO VISUAL TÃO RESTRITO QUE SEU MAIOR DIÂMETRO
COMPREENDE UMA DISTÂNCIA ANGULAR INFERIOR A 20° (20/200).
• VISÃO DE PERCURSO – CAPACIDADE DE VER A UMA DISTÂNCIA DE 1,52 A 3,04 M O
QUE O OLHO NORMAL CONSEGUE VER A 60,96 M (5/200 A 10/200).
• PERCEPÇÃO DE MOVIMENTO – CAPACIDADE DE VER A UMA DISTÂNCIA DE 91,4 CM A
1,52 M O QUE O OLHO NORMAL CONSEGUE VER A 60,96 M; ESSA CAPACIDADE SE
LIMITA QUASE QUE TOTALMENTE À PERCEPÇÃO DO MOVIMENTO.
• PERCEPÇÃO DE LUZ – CAPACIDADE DE DISTINGUIR UMA LUZ FORTE COLOCADA A
91,04 CM DO OLHO, ASSOCIADA À INCAPACIDADE DE DETECTAR O MOVIMENTO DE UMA
DAS MÃOS A 91,4 CM DO OLHO (<3/200).
• CEGUEIRA TOTAL – INCAPACIDADE DE RECONHECER UMA LUZ FORTE DIRECIONADA
DIRETAMENTE AOS OLHOS.
(WINNICK, 2004)
CAUSAS

AS PRINCIPAIS CAUSAS DA CEGUEIRA E DAS OUTRAS


DEFICIÊNCIAS VISUAIS TÊM SE RELACIONADO A AMPLAS
CATEGORIAS:
•DOENÇAS INFECCIOSAS;
•ACIDENTES;
•FERIMENTOS;
•ENVENENAMENTOS;
•TUMORES;
•DOENÇAS GERAIS E INFLUÊNCIAS PRÉ-NATAIS E
HEREDITARIEDADE.
(SILVEIRA E VENÂCIO)
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

• IRRITAÇÕES CRÔNICAS DOS OLHOS, INDICADAS POR OLHOS


LACRIMEJANTES, PÁLPEBRAS, INCHADAS OU REMELOSAS;
• NÁUSEAS, DUPLA VISÃO OU NÉVOAS DURANTE OU APÓS A
LEITURA;
• ACTO DE ESFREGAR COM FREQÜÊNCIA OS OLHOS, FRANZIR OU
CONTRAIR O ROSTO QUANDO OLHA OBJETOS DISTANTES;
• CAUTELA NO ANDAR PARA EVITAR TROPEÇOS E DIFICULDADES
PARA CORRER;
• DESATENÇÃO ANORMAL DURANTE TRABALHOS NO QUADRO, MAPAS DE PAREDES,
ENTRE OUTROS;
• QUEIXAS DE EMBAÇAMENTO VISUAL E TENTATIVA DE AFASTAR COM AS MÃOS OS
IMPEDIMENTOS VISUAIS;
• INQUIETAÇÃO, IRRITABILIDADE OU NERVOSISMOS EXCESSIVOS DEPOIS DE UM
PROLONGADO E ATENTO TRABALHO VISUAL;
• ACTO DE PESTANEJAR EXCESSIVAMENTE, SOBRETUDO DURANTE A LEITURA;
• ACTO DE SEGURAR HABITUALMENTE O LIVRO MUITO PERTO, OU MUITO DISTANTE,
PROCURANDO A MELHOR POSIÇÃO PARA A LEITURA;
• ACTO DE INCLINAR A CABEÇA PARA O LADO DURANTE A LEITURA;
• CAPACIDADE DE LEITURA POR APENAS UM PERÍODO CURTO DE CADA VEZ;
• ACTO DE FECHAR OU TAPAR UM OLHO DURANTE A LEITURA.

(VIEIRA, 2006)
CARACTERÍSTICAS MOTORAS

• A CRIANÇA DEFICIENTE VISUAL É AQUELA QUE DIFERE DA MÉDIA, A TAL PONTO


QUE IRÁ NECESSITAR DE PROFESSORES ESPECIALIZADOS, ADAPTAÇÕES
CURRICULARES E OU MATERIAIS ADICIONAIS DE ENSINO, PARA AJUDÁ-LA A
ATINGIR UM NÍVEL DE DESENVOLVIMENTO PROPORCIONAL ÀS SUAS
CAPACIDADES;

• OS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL NÃO CONSTITUEM UM GRUPO


HOMOGÊNEO;

• OS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL APRESENTAM UMA VARIAÇÃO DE PERDAS


QUE SE PODERÃO MANIFESTAR EM DIFERENTES GRAUS DE ACUIDADE VISUAL;
• A CRIANÇA CEGA, MUITAS VEZES, CHEGA À ESCOLA SEM
UM “PASSADO” DE EXPERIÊNCIAS COMO SEUS
COMPANHEIROS VIDENTES, NÃO APRESENTA AS
ROTINAS DA VIDA COTIDIANA DE ACORDO COM A SUA
IDADE, OS SEUS CONCEITOS BÁSICOS COMO ESQUEMA
CORPORAL, LATERALIDADE, ORIENTAÇÃO ESPACIAL E
TEMPORAL SÃO QUASE INEXISTENTES E SUA
MOBILIDADE DIFÍCIL, O QUE PODERÁ LEVAR À BAIXA
ESTIMA QUE DIFICULTARÁ O SEU AJUSTAMENTO À
SITUAÇÃO ESCOLAR, ESTRANHA E, MUITAS VEZES,
ATERRORIZADORA.
(MOTA, 2003)
Mecanismo da visão
Os raios de luz refletidos do objeto entram nos nossos olhos, atravessam as estruturas
oculares - a córnea, a pupila, os humores, o cristalino – e chegam ao fundo do olho, até
a retina, onde existem células sensíveis a luz. A imagem transformada em impulsos
nervosos, é enviada a través do nervo ótico ao cérebro. No cérebro as informações
(cor, forma, tamanho e posição) são “interpretadas” fazendo com que a imagem do
objecto em foco seja vista na posição correta.
INCLUSÃO
• A EDUCAÇÃO DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA
VISUAL PODE SE PROCESSAR POR MEIO DE
PROGRAMAS DIFERENTES, DESENVOLVIDOS
EM CLASSE COMUM, RECEBENDO APOIO DO
PROFESSOR ESPECIALIZADO;
• AS CRIANÇAS NECESSITAM DE UMA BOA
EDUCAÇÃO GERAL, SOMADA A UM TIPO DE
EDUCAÇÃO COMPATÍVEL COM SEUS
REQUISITOS ESPECIAIS, FAZENDO OU NÃO,
USO DE MATERIAIS OU EQUIPAMENTOS DE
APOIO.

José Sayovo &


Secretário Geral da ONU
INCLUSÃO

PARA GARANTIR A INCLUSÃO EDUCATIVA DAS PESSOAS COM


DEFICIÊNCIA VISUAL, É IMPORTANTE OFERECER RECURSOS DE
ACESSIBILIDADE, COMO MATERIAIS EM BRAILLE, SOFTWARE DE
LEITURA DE TELA E SUPORTE DE PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS.
ALÉM DISSO, É FUNDAMENTAL PROMOVER UM AMBIENTE INCLUSIVO
E SENSIBILIZAR OS COLEGAS SOBRE AS NECESSIDADES E
HABILIDADES DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL.
ESCRITA E LEITURA EM BRAILLE
ABECEDÁ
RIO
BRAILLE
ABECEDÁ
RIO
BRAILLE

SINAIS
USADOS
COM
NÚMEROS
ABECEDÁRIO
BRAILLE

SINAIS
EXCLUSIVOS
DA ESCRITA
BRAILLE
ABECEDÁRIO
BRAILLE

NÚMEROS E
SINAIS COM
ELES
USADOS
Conferência 11

Deficiência Motora
O que é a deficiência motora?
Deficiência motora é uma disfunção física ou motora, a qual poderá
ser de carácter congénito ou adquirido.
Desta forma, esta disfunção irá afetar o indivíduo, no que diz respeito
à mobilidade. À coordenação motora ou à fala. Este tipo de
deficiência pode decorrer de lesões neurológicas, neuromusculares,
ortopédicas e ainda de mal formação.
Quem pode ser considerado deficiente motor?
Considera-se deficiente motor todo o indivíduo que seja portador
de deficiência motora, de carácter permanente, ao nível dos
membros superiores ou inferiores.
Para além disso, para ser titular deste nome, é necessário que essa
deficiência dificulte, comprovadamente, a locomoção na via
pública sem auxílio de outrem ou recurso a meios de compensação,
bem como o acesso ou utilização dos transportes públicos.
Quais as causas da deficiência motora?
São vários os motivos que podemos encontrar na base da deficiência
motora, destacando-se as seguintes:
• Acidentes de trânsito;
• Acidentes de trabalho;
• Erros médicos;
• Problemas durante o parto;
• Violência;
• Desnutrição
• Etc.
Distinção entre os vários tipos:
•monoplegia: paralisia em um membro do corpo;
• hemiplegia: paralisia na metade do corpo;
• paraplegia: paralisia da cintura para baixo;
• tetraplegia: paralisia do pescoço para baixo;
• amputado: falta de um membro do corpo.
Medidas preventivas:
• Maior consciencialização por parte das mulheres acerca da
necessidade de fazer acompanhamento médico pré-natal;
• Existirem mais pessoas treinadas no resgate de vitimas de acidentes
de transito;
• Consciencialização dos riscos da hipertensão e da diabetes;

O aluno com deficiência motora e a escola…


Dentro da sala de aula:
• Deverão ocupar um lugar relativamente próximo do professor
• Aqueles que necessitem de usar cadeira de rodas, devem ter mesas
adaptadas, mais alta do que a dos colegas
• A incontinência é um dos obstáculos mais desagradáveis, o
professor deverá estar a par do problema e explicar aos outros
alunos a situação.
• Deverá portanto ter em atenção os horário de evacuação da
criança para que não surjam situações embaraçosas
O papel do professor:
• Especialização por parte do professor;
• Pesquisa intensiva;
• Interajuda entre pais e professores;
• Ajudar na relação entre os alunos;
• Esclarecimento do problema do aluno;
• Estimular o aluno;

“Lutar pelos direitos dos deficientes é uma forma de superar as


nossas próprias deficiências” [Link]

A escola é muito importante para qualquer criança, tendo mais


importância ainda, para uma criança portadora de necessidades
especiais. É na escola que aos poucos a criança adquire confiança
em si mesma.
Comportamentos que devemos evitar e que devemos promover nos alunos com deficiência
motora
• Devemos promover o máximo de independência no âmbito das capacidades e limitações do
aluno, mas atendendo sempre às necessidades inerentes a cada caso de deficiência, pois cada
caso é um caso e deve-se encontrar sempre uma solução específica adequada.

• Não se deve fazer de conta que estas pessoas não existem, pois se o fizermos vamos estar a
ignorar uma característica muito importante dessa pessoa e, se não a virmos da forma como ela
é, não nos estaremos a relacionar com a pessoa “verdadeira”, mas sim com outra pessoa que foi
inventada por nós próprios.

• Quando se conversa com um aluno em cadeira de rodas, devemo-nos lembrar sempre que, para
eles é extremamente incómodo conversar com a cabeça levantada, sendo por isso melhor
sentarmo-nos ao seu nível, para que o aluno se possa sentir mais confortável.

• Sempre que haja muita gente em corredores, bares, restaurantes, shoppings etc, e estivermos a
ajudar um colega em cadeira de rodas, devemos avançar a cadeira com prudência, pois a pessoa
poder-se-á sentir incomodada, se magoar outras pessoas.

• As maiores barreiras não são arquitetónicas, mas sim a falta de informação e os preconceitos.

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