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Infarto Agudo do Miocárdio: Causas e Sintomas

O documento aborda o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), definindo-o como a necrose do músculo cardíaco devido à isquemia. Destaca a importância da identificação de fatores de risco, mecanismos de isquemia e diagnóstico, incluindo marcadores bioquímicos e eletrocardiograma. Além disso, menciona o tratamento inicial com medidas como administração de oxigênio, morfina e nitratos.

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Infarto Agudo do Miocárdio: Causas e Sintomas

O documento aborda o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), definindo-o como a necrose do músculo cardíaco devido à isquemia. Destaca a importância da identificação de fatores de risco, mecanismos de isquemia e diagnóstico, incluindo marcadores bioquímicos e eletrocardiograma. Além disso, menciona o tratamento inicial com medidas como administração de oxigênio, morfina e nitratos.

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Infarto Agudo do

Miocárdio

Prof. Rafaell Batista Pereira


Conceitos
 Apoptose: “Suicídio” celular
 Necrose: Morte celular por agente
exógeno (diferente da própria célula)
 Isquemia: Redução do fluxo
sanguíneo
 Infarto:
 Aterosclerose:
 Arteriosclerose:
Apoptose
 Suicídio celular (mecanismo agressor
endógeno)
Necrose
 Morte celular por mecanismo
agressor exógeno.
Isquemia
 Redução do fluxo sanguíneo
Infarto
 Necrose em consequência a
isquemia
Aterosclerose
 Obstrução da passagem do sangue,
através de placas de ateroma
(gordura)
Arteriosclerose
 Enrijecimento das artérias
IAM: definição

 É a necrose da célula miocárdica


resultante da oferta inadequada
de oxigênio ao músculo cardíaco
(isquemia).
Aspectos Epidemiológicos

A cardiopatia isquêmica permanece como a principal causa de


morte no mundo ocidental;

Cerca de 50% das mortes por IAM ocorrem na primeira hora do


evento e são atribuíveis a arritmias, mais frequentemente
fibrilação ventricular;

No Brasil, no ano de 2015, 36,5% dos óbitos entre indivíduos


com idade maior ou igual a 55 anos decorreram de doenças do
aparelho cardiocirculatório (DataSUS).
MECANISMOS DETERMINANTES DA ISQUEMIA
MIOCÁRDICA NAS SÍNDROMES CORONÁRIAS
AGUDAS

1. Trombo sobre placa aterosclerótica


vulnerável

2. Espasmo coronário ou vasoconstricção

3. Desequilíbrio oferta/consumo de O2
Angiogênese
 Angiogênese = Formação de novos
vasos sanguíneos.
Fatores de Risco Cardíaco
Descamação endotelial
vascular
 Diabetes Mellitus

 Tabagismo

 Hipertensão arterial sistêmica

 Idade avançada (arteriosclerose)


Aumento do LDL ou gordura
no sangue
 Obesidade

 Sedentarismo

 Má alimentação
Fisiopatologia: Infarto Agudo do
Miocárdio
Anatomia da Irrigação do Miocárdio
Alteração histológica irreversível
A Célula Necrosada

 Não gera potencial de ação;


 Não se despolariza e não se repolariza;
 Não se contrai, apenas conduz o
estímulo;
 Promove reações teciduais com
liberação de mediadores da dor;
 Libera proteínas celulares para o
sangue:
CK-MB, Troponinas, Mioglobina.
Sintomatologi Alterações na
Alterações no Elevação de
a Clínica contratilidade
ECG enzimas
cardíaca:
hipocinesia
Marcadores Bioquímicos de Infarto Agudo do
Miocárdio
Marcador Iníci Pic Norma Vantagens
lização
o o
Alta sensibilidade,
Mioglobina 2a3 6 a 9 18 a detecção precoce de
horas horas 24horas IAM, detecção de
reperfusão.

Bom para
Troponinas 3 a 12 10 a 10 a 15 estratificação de
horas 24 dias risco, maior
horas sensibilidade e
especificidade que
CK-MB. Diagnóstico
tardio.
Método de dosagem
CK-MB 3 a 12 10 a 3a4 rápido e maior
horas 24 dias custo-eficiência.
horas Bom para
diagnóstico de
reinfarto precoce.
DIAGNÓSTICO DE INFARTO DO MIOCÁRDIO

História típica de dor precordial = Angina


Pectoris

Alterações eletrocardiográficas

Elevação enzimática
Eletrocardiograma
 Infarto do miocárdio: Complexo
“QRS” desnivelado e “T” invertida
em relação “R”.

 Isquemia: Inversão da onda “T” em


relação a onda “R” sem
desnivelamento.
Manifestações Clínicas

. Características da dor
. Sintomas associados
ANGINA INSTÁVEL OU
ESTÁVEL
 Angina pectoris = Dor no peito não
localizada consequente a uma
isquemia cardíaca.
 Angina estável = Melhora os
sintomas com o repouso.
 Angina instável = Não melhora com
o repouso, normalmente melhora
com medicamentos.
MONA
 M = MORFINA
 O = OXIGÊNIO
 N = NITRATO (isordil, tridil)
 A = AAS (Ácido Acetil Salicílico)
Morfina
 M = MORFINA

- Efeito analgésico: Reduzir o consumo


de O2 pelo miocárdio

- Vasodilatador: Aumento do fluxo


coronariano (leve aumento)
Oxigênio
 O = OXIGÊNIO
- Efeito de aumentar a oferta de O2 ao
miocárdio
Nitrato
 N = NITRATO

- Potente Vasodilatador: Aumentando


de forma significativa o fluxo
coronariano
Ácido Acetil Salicílico
 A = AAS (Ácido Acetil Salicílico)

- Antiplaquetário
- Vasodilatador moderada
Eletrocardiograma
 Onda P = Despolarização atrial,
contração atrial (sístole atrial)
 Complexo QRS = Despolarização
ventricular, contração dos
ventrículos (sístole ventricular)
 Onda T = Repolarização dos
ventrículos, relaxamento dos
ventrículos (diástole ventricular)
Eletrocardiograma do IAM

 Desnivelamento do complexo QRS

 Inversão de onda T em relação a R


Medidas Iniciais

. Obtenção dos sinais vitais: PA, frequência cardíaca e exame


físico;
. Oxigênio por cateter ou máscara;
. Obtenção de acesso venoso;
. Monitorização do ritmo cardíaco e da saturação de O2 não
invasiva;
. Administração de aspirina via oral;
. Nitrato sublingual;
. ECG;
. Administração endovenosa de morfina quando a dor é muito
intensa e não melhora com nitrato.
OBRIGADO!

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