• As fezes, são resíduos sólidos eliminados pelo organismo
após a digestão dos alimentos. Formadas principalmente
por água, bactérias, células mortas, fibras não digeridas e
produtos de degradação de alimentos, , excretado pela
defecação passage pelo tubo digestivo, através do ânus.
Manifestações Clínicas
• Bilirrubina aumentada formada na hemólise, leva a uma
concentração aumentada de urobilinogênio no intestino. Em
doenças hepáticas (a hepatite) o ciclo enterohepático do
urobilinogênio é inibido, o que diminui os níveis intestinais de
urobilinogênio e aumenta a concentração de bilirrubina
conjugada no fígado, ela não irá se converter em
urobilinogênio pela não interação com a microbiota intestinal.
COLHEITA E CONSERVAÇÃO DE AMOSTRAS DE FEZES
• Cada amostra deve conter: nome do paciente, número de
identificação, nome do médico, data e horário de colheita.
• O recipiente deve ser limpo e seco, com a boca larga, de
capacidade aproximada de 250ml para que possa conter uma
amostra significativa e que tenha vedação hermética.
• As fezes obtidas do vaso sanitário não são recomendadas,
porque a água e a urina poderiam destruir as formas
trofozoíticas.
• As fezes excretadas no solo não recomendadas, porque larvas
• Recomenda que as amostras sejam processadas num
intervalo não superior a 30 minutos após a evacuação para
amostras líquidas e 1h para fezes pastosas.
• Fezes formadas podem ser examinadas após um dia para
evitar que os trofozoítos de protozoários morram e se
degenerem em poucos minutos fora do corpo humano.
É necessário que se observe o seguinte:
• O frasco para colheita de amostra de fezes deve ser fornecido pelo laboratório
(limpo, de boca larga e com tampa)
• Colocar pouca quantidade de fezes no frasco 15 a 20g.
• Não contaminar a amostra com urina, água ou terra
• Não sujar a parte externa do recipiente.
• Não expôr o frasco com amostra a luz durante o transporte
• Não embrulhar ou sobrepôr a amostra pela requisição de análises
• Deve-se verificar se os dados do paciente estão rotulados no frasco (nome, idade,
sexo,hora da colheita).
Cuidados fundamentais a ter em conta no
laboratório de Parasitologia
• Usar luvas, bata e outro material de
protecção (Evita contaminação)
• Trabalhar com calma, identificando
corretamente as os frascos, lâminas, etc
(Evita troca de resultados dos pacientes)
• Usar material descartável (Evita falsos
positivos)
Conservação das amostras de fezes
• Quando não há possibilidade de remeter as fezes frescas
rapidamente ao laboratório ou então examiná-las logo que
cheguem, estas deverão ser mantidas a baixas temperaturas para
evitar a putrefação:
• Guardar a temperatura de 2 a 100C- não superior a 48h após a
emissão.
• Á temperaturas mais elevadas as formas evolutivas dos parasitas
se desintegram, pelo que só são recomendadas para testes
imunológicos e PCR.
Conservantes e preservantes para amostras de fezes usados
em Parasitologia
• Em parasitologia são usados conservantes e preservantes :
Formol a 10%, SAF e MIF.
• Formol a 10% (formaldeído, formalina, metil aldeído,
metileno glicol):
• SAF (Acetato de Sódio, Ácido Acético e Formaldeído):
• MIF (Solução Mertiolato-Iodo-Formaldeído):;
EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES (EPF)
• O EPF é utilizado para identificação das diversas formas
evolutivas de parasitas (ovos e larvas de helmintos e cistos de
protozoários) e na triagem das infecções intestinais.
• É recomendável o exame de fezes em três amostras colhidas
em dias alternados.
• Técnicas para o diagnóstico de parasitas intestinais, são
classificadas em directas ou indirectas.
• Técnicas directas: São para confirmar-se ha presença do
agente etiológico da doença em suspeita no hospedeiro
através da visualização das suas formas parasitárias (larva,
quisto, ovo, …).
• Técnicas indirectas: confirmam a presença do agente
através de partículas do agente etiológico (Antígenos,
proteínas, enzimas).
Exame macroscópico de fezes
• As amostras de fezes depois de registadas e enumeradas
devem ser examina-se macroscopicamente para avaliar:
Consistência (pastosa, duras/formadas, semi-
líquidas ,liquidas,etc. )
Cor( verde, castanha, pretas, etc.),
Cheiro( caracteristico)
e conteúdo (muco, sangue, parasitas, proglotes, etc.).
• Fezes moles ou líquidas - possível presença de trofozoítos de
protozoários intestinais.
• Cistos de protozoários são encontrados com mais freqüência
em fezes formadas.
• Os vermes adultos, quando encontrados, devem ser
imediatamente examinados e identificados. As tênias são
identificadas especificamente pelo exame das proglotes
grávidas.
Exame macroscópico de fezes
• A macroscopia das fezes, permite ver o aspecto,
consistência, cor, algumas características
morfológicas de parasitas adultos sem auxílio de
nenhum instrumento de ampliação.
O exame pode ser qualitativo ou quantitativo:
• Métodos qualitativos: são os mais utilizados para a demonstração da
presença das formas parasitárias. Freqüentemente o número das
formas parasitárias é pequeno, recorre-se a processos de
enriquecimento dessas formas para concentrá-las.
• Os métodos quantitativos- são aqueles nos quais se faz contagem de
ovos para avaliação da carga parasitária. O mais conhecido é o de
Stoll, mas o mais usado actualmente é o de Kato-Katz.
Escolha do método a ser usado:
• Não existe um método capaz de diagnosticar, ao mesmo
tempo, todas as formas parasitárias.
• Alguns métodos são mais gerais, permitindo o diagnóstico de
vários parasitos intestinais, outros são métodos específicos,
indicados para um parasita em especial.
• Quando é solicitada a pesquisa de um parasita que exige a
execução de um método específico,
• o método específico e método geral devem ser executados,
assim o EPF ficará mais completo, pois será feita a pesquisa
dos vários parasitas intestinais e não apenas daquele
solicitado.
Métodos de Exame Parasitológico de Fezes
• Os métodos de EPF São classificados em: Exame directo,
Técnicas de concentração e especiais:
• Exame directo: Consiste na observação directa do material
fecal sem prévio processamento.
• Úteis para a pesquisa de ovos e larvas de helmintos e de
cistos de protozoários.
Exame de fezes direto a fresco
• Técnicas de concentração –usamos maior quantidade de
material fecal com o intuíto de aumentar as probabilidades
(sensibilidade) de encontrar as formas parasitárias.
• Como: ovos e larvas de helmintos, cistos e alguns oocistos de
protozoários.
• Sedimentação: Espontânea ou por centrifugação. Indicado
para a pesquisa de ovos leves (principalmente ancilostomídeos).
• Flutuação: Simples ou Flutuação-sedimentação. Usado para a
pesquisa de cistos e alguns oocistos de protozoários, permitindo,
também, para a pesquisa de ovos leves.
• Técnicas Especiais- Inclui técnicas quantitativas, pesquisa de ovos de
parasitas sem o uso de material fecal e coprocultura: Concentração
de larvas de helmintos por migração activa, baseado no
hidrotropismo e termotropismo positivos.
Exame directo a fresco
• O método direto a fresco permite a visualização de
trofozoítos vivos com sua motilidade característica, emissão
de pseudópodes e observação de eritrócitos fagocitados pela
E. histolytica.
• É uma técnica: Simples de executar
• Permite visualizar trofozoítos vivos
• Obtida diretamente da amostra fecal, sem conservante,
pouco material não obstante, pouco sensível (probabilidade
elevada de falso negativos)
Material, reagentes e equipamentos:
Lâminas
Lamelas
Palitos de madeira/varetas de vidro
Marcadores
Soro fisiológico (NaCl, 0,9%)
Lugol
Microscópio óptico
Sedimentação espontânea (Método de Hoffman, Pons & Janer)
Material, reagentes e equipamentos:
Frasco de Borrel
Tela de náilon ou gaze cirúrgica
Bastão de vidro
Cálice cónico
Pipeta de Pasteur
Lámina de vidro
Lamela
Lugol
Microscópio óptico.
• Deixar essa suspensão em repouso durante 2 a 24 horas.
• Decartar o sobrenadante num movimento único.
• Retirar o sedimento com um canudo ou pipeta Pasteur e
transferir para lâmina de vidro adicionando 2 gotas de
solução de Lugol e cobrindo com lamela. Observar ao
microscópio em objetiva de 10x e 40x.
• Colocar aproximadamente 2g de fezes em um frasco de
Barrel (pode ser substituído por copo plástico
descartável), com cerca de 5ml de água, e triturar bem
com bastão de vidro (ou "palito de picolé").
• Acrescentar mais 20ml de água.
• Filtrar a suspensão para um cálice cônico de 200 mL de
capacidade, por intermédio de tela metálica ou de náilon
com cerca de 80 a 100 malhas por cm2, ou gaze cirúrgica
dobrada em quatro; os detritos retidos são lavados com
mais 20mL de água, agitando-se constantemente com o
bastão de vidro, devendo o líquido da lavagem ser
recolhido no mesmo cálice.
• Completar o volume do cálice com água.
Sedimentação por centrifugação, Método de Ritchie, de
Blagg ou “formol-éter”
• Baseia-se na sedimentação forçada pela centrifugação
• É útil para a pesquisa de ovos e larvas de helmintos,
cistos e alguns oocistos de protozoários.
Material, reagentes e equipamentos:
Gaze cirúrgica
Frasco de Borrel ou copo plástico
Tubos cônicos, Pipeta de Pasteur
Lâmina, Lamela
Formol, MIF, Éter,
Centrífuga
Microscópio óptico.
Flutuação simples (método de Willis)
• Essa técnica se baseia na propriedade que alguns ovos de
helmintos apresentam de flutuarem na superfície de uma
solução de densidade elevada e de aderirem ao vidro. Este
procedimento é específico para a pesquisa de ovos de
Ancilostomídeos.
• Material, reagentes e equipamentos:
Frasco de Borrel ou copo plástico
Gaze cirúrgica
Lâmina
Lamela
Cloreto de sódio NaCl
Microscópio óptico
Procedimento
• Dissolver cerca de 5g de fezes em uma solução saturada de
NaCl.
• Filtrar em gaze dobrada em quatro para um frasco de Borrel
(frasco comum) e completar com a solução saturada de NaCl
até formar um menisco convexo na boca do frasco.
• Colocar uma lâmina por sobre as bordas do frasco para que
fique em contato com o líquido ao menos por 5 minutos.
• Retirar a lâmina sem escorrer o líquido
• Colocar a lamela
• Examinar ao microscópio.
• Centrífugo-Flutuação (método de Faust)
• Indicado para pesquisa de cistos de protozoários; ovos leves de
helmintos podem ser detectados algumas vezes
Material, reagentes e equipamentos:
Frasco de Borrel ou copo plástico
Gaze cirúrgica, Tubo de centrífuga, Lâmina, Lamela, Água filtrada
Centrífuga, Microscópio óptico..
Exame directo a fresco
Método de kato – katz
Métodos de Baerman-Moraes e de Rugai
Centrífugo-Flutuação (método de Faust)
Flutuação simples (método de Willis)
Sedimentação espontânea (Método de Hoffman, Pons &
Janer)
Método de graham (Método da fita adesiva)
Métodos de Coloração
• São métodos que usam algum corante para melhor identificação dos
parasitas. Existem vários métodos de coloração. Para a pesquisa de
parasitas intestinais, o mais usado e a técnica de Ziehl Nelsen. Esta
técnica e usada para a pesquisa de coccidios intestinais
(Cryptosporidium sp e Isospora sp).
Técnica de Ziehl Nelsen
• Material, reagentes e equipamentos:
Lâmina de vidro
• Lamela
• Metanol puro
• Solução carbol-fuscina
• Azul-de-metileno ou verde-malaquita
• Água tamponada
• Microscópio óptico.
Procedimento
• Preparar um esfregaço de fezes numa lâmina e esperar que seque.
• Fixar a preparação com metanol puro durante 3 minutos.
• Cobrir toda a lâmina com solução de carbol Fucsina e deixar actuar
durante 15 minutos.
• Passar a lâmina por álcool acidificado durante 10-15 segundos.
• Lavar com água tamponada.
• Mergulhar em solução de azul de metileno durante 30 segundos.
• Lavar com água destilada.
• Deixar secar a temperatura ambiente.
• Observar ao microscópio com objectiva de 100x (com óleo de imersão).
PRINCIPAIS PARASITAS INTESTINAIS
• Os principais parasitas intestinais dividem-se em grupos, a destacar os
protozoários e helmintos.
• No Grupo dos Protozoários temos:
Giardia lamblia (G. intestinalis)
Entamoeba histolytica
Cryptosporidium sp
• No Grupo de Helmintos temos:
Ascarislumbricoides
Trichuris trichiura
Strongyloides stercoralis
Enterobius vermicuIaris
Taenia spp
Schistosoma mansoni
• Giardia lamblia (G. intestinalis): é um protozoário flagelado,
habita no intestino delgado do homem. A primeira descrição
do trofozoíto tem sido atribuída a Anton van Leeuwenhoek
(1681), que notou "animalículos móveis" em suas próprias
fezes, porém foi Larnbl, em 1859, quem o descreveu mais
detalhadamente.
Morfologia
A Giardia apresenta duas formas evolutivas: Trofozoíto o
Cisto.
• O trofozoíto tem formato de pêra, com simetria bilateral e
mede 20µm de comprimento por 10µm de largura.
• A face dorsal é lisa e convexa, enquanto a face ventral é
côncava e são encontrados dois núcleos.
• quatro pares de flagelos:
• um par de flagelos anteriores, um par de flagelos ventrais,
um par de flagelos posteriores e um par de flagelos caudais.
• Em preparações a fresco, o movimento oscilatório de
Giardia lamblia facilita sua identificação.
• O Cisto é oval ou elipsóide, medindo cerca de 12µm de
comprimento por 8µm de largura. Corado, pode mostrar
uma delicada membrana destacada do citoplasma. No seu
interior encontram-se dois ou quatro núcleos, um número
variável de fibrilas e os corpos escuros com forma de meia-
lua, situados no pólo oposto aos núcleos.
• Os cistos são resistentes as condições adversas do meio
ambiente. Em condições favoráveis de temperatura e
humidade podem sobreviver até dois meses no meio
ambiente.
Ciclo Biológico
• G. lamblia é um parasita monoxeno. A via mais frequente de infecção
do homem é a ingestão de cistos em alimentos e/ou água
contaminados. Estima-se que un número de 10 a 100 quistos é
suficiente para produzir infecção.
Transmissão
• A via normal de infecção do homem é a ingestão de cistos maduros,
que podem ser transmitidos por um dos seguintes mecanismos:
• Ingestão de águas superficiais sem tratamento ou deficientemente
tratadas;
• Alimentos contaminados (verduras cruas e frutas mal lavadas); esses
alimentos também podem ser contaminados por cistos veiculados por
moscas e baratas;
• Contacto pessoa a pessoa por meio das mãos contaminadas em locais
de aglomeração humana (creches, orfanatos etc.); quando se tem
algum indivíduo infectado no seio do grupo;
• Através de contactos homossexuais.
• É importante salientar que os portadores assintomáticos são os mais
importantes na disseminação da infecção pois estes podem eliminar
300 mil quistos por 1g de fezes por dia tendo o período quente como
o de maior frequência e não estão cientes do seu estado.
• Patogenia
• Os trofozoítos de Giardia lamblia formam um “tapete” por cima da
mucosa intestinal, dificultando a absorção de gorduras, carbohidratos,
vitaminas, etc. O atapetamento da mucosa por um grande número de
trofozoítos e libertação das prostaglandinas são tidos como factores
activos das mudanças na arquitetura da mucosa, tais como: edemas,
atrofia parcial e completa da mucosa.
Sinais e Sintomas
• A giardíase apresenta um espectro clínico diverso, que varia desde
indivíduos assintomáticos até pacientes sintomáticos que podem
apresentar:
• Diarréia aguda a persistente, Má-absorção de nutrients, Perda de
peso, Irritabilidade, Insônia, Náuseas , Vômitos, Perda de apetite, Dor
abdominal
Medidas de Prevenção
• Conforme visto acima, um dos grandes factores que favorece
a giardíase é a falta ou deficiência de condiçõe higiénicas.
Desta forma, são recomendadas as seguintes medidas:
• Lavar as mãos após a defecação
• Dar destino correcto as fezes (fossas, redes de esgoto, etc)
• Tratar as fezes antes de usar como fertilizantes
• Proteger dos alimentos, Tratar da água (com cloro ou
fervura), Etc.
Trichuris trichiura
• A denominação Trichuris que significa cauda em forma de cabelo, foi
proposta por Roederer em 1761. Tendo-se notado que não
correspondia a morfologia do parasita, em 1782, Goeze propõe a
designação de Trichocephalus que significa cabeça em forma de
cabelo e Schrank, em 1788, corrige para Trichocephalus, que apesar
de corresponder a morfologia do parasita ser muito usado por
laboratórios de análises clínicas, não foi aprovado pelo Comitê de
Nomenclatura da Sociedade Americana de Parasitologia.
Morfologia
• Vermes adultos: apresentam cor rosácea, um formato semelhante a um
chicote e medem de 3 a 5cm de comprimento, sendo os machos são
menores que as fêmeas. A boca, localiza-se na extremidade anterior, e é uma
simples abertura sem lábios, seguida por um esôfago bastante longo e
delgado, que ocupa aproximadamente 2/3 do comprimento total do verme.
• Ovos: Medem de 50-55μm de comprimento por 22μm de largura,
apresentam um formato elíptico com poros salientes e transparentes em
ambas extremidades devido ao preenchimento por material lipídico.
• Patogenia
• A extremidade afilada do verme entra na mucosa duodenal, pode
causar.
• Úlceras, eritema, hemorragias, abcessos, permitindo invasão
bacteriana
• Pode levar a anemia (devido a espoliação)
• Prolapso rectal (devido a irritabilidade nas terminações nervosas
do ceco, cólon e recto)
• Diarreia devido a mudanças no peristaltismo e hipersensibilidade
devida aos produtos metabólicos do helminto.
Sinais e Sintomas
• Insónia
• Nervosismo
• Perda de apetite e peso
• Diarreia, dor abdominal, flatulência e obstipação.
• O proplapso rectal ocorre como complicação em infecções mito
densas.
Diagnóstico
• Os ovos de T. Trichuris são produzidos e eliminados nas fezes do
hospedeiro em quantidades relativamente elevadas, e sendo de
características peculiares facilita o diagnóstico parasitológico pelos
métodos de Ritchie, Willis, etc.
Epidemiologia
• A estrongiloidíase tem distribuição cosmopolita. Nos
países desenvolvidos, a infecção prevalece em
agricultores, viajantes que visitaram áreas endêmicas
enquanto, nos países em desenvolvimento, atinge
principalmente crianças, pela frequente permanência
em solos contaminados.
Ciclo biológico
• Este pode ser de dois tipos:
• Direto ou partenogenético
• Indireto, sexuado ou de vida livre.
Ciclo Direto ou partenogenético
• O ciclo direto inicia com a penetração activa das larvas L3 na pele ou
mucosa oral, esofágica ou gástrica do hospedeiro.
• Algumas morrem no local de penetração, mas o ciclo continua pelas
larvas que atingem a circulação venosa linfática e através destes vasos
seguem para o coração e pulmão.
• Chegam aos capilares pulmonares, onde se transformam em L4,
atravessam a membrana alveolar e por meio de migração pela árvore
brônquica, chegam a faringe.
• Podem ser expelidos pela expectoração, ou serem deglutidas,
atingindo o intestino delgado, onde se transformam em femeas
partenogenéticas que depositam poucos ovos por dia, na mucosa
intestinal. Neste local, as larvas rabditoides maturam, alcançam a luz
intestinal e são eliminadas com as fezes do paciente, constituindo a
forma diagnóstica que é visualizada em microscopia de luz. Algumas
larvas rabditóides transformam-se em filaróides ainda na luz intestinal
e podem perfurar o intestino causando uma auto-infecção interna.
Ciclo Indirecto ou de vida livre
• Larvas rabditóides são eliminadas com as fezes para o solo, uma vez
no solo, estas podem trasnformar-se em filaróide (estágio infectante)
ou em adultos machos e fêmeas de vida livre os quais acasalam
dando originando ovos dos quais saem larvas rabditóides. As larvas
rabditóides de vida livre podem posterioemente transformar-se em
filaróides com capacidade de perfurar a pele do hospedeiro e atingir
os vasos sanguineos e linfáticos ou diferenciar-se em adultos de vida
livre.