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RAPS: Rede de Atenção Psicossocial no Brasil

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Brasil é uma estrutura essencial para o cuidado da saúde mental, promovendo a desinstitucionalização e o respeito aos direitos humanos. Ela abrange diversas unidades, como Unidades de Acolhimento e Residências Terapêuticas, que oferecem suporte a pessoas com transtornos mentais e dependência de substâncias. O Programa de Volta para Casa é uma iniciativa destacada que visa reintegrar indivíduos egressos de internações psiquiátricas à vida comunitária, promovendo autonomia e cidadania.
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RAPS: Rede de Atenção Psicossocial no Brasil

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Brasil é uma estrutura essencial para o cuidado da saúde mental, promovendo a desinstitucionalização e o respeito aos direitos humanos. Ela abrange diversas unidades, como Unidades de Acolhimento e Residências Terapêuticas, que oferecem suporte a pessoas com transtornos mentais e dependência de substâncias. O Programa de Volta para Casa é uma iniciativa destacada que visa reintegrar indivíduos egressos de internações psiquiátricas à vida comunitária, promovendo autonomia e cidadania.
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RAPS: Rede de Atenção Psicossocial

Prof. Dr. Ernesto Richter


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Saúde Mental pode ser
considerada um estado de bem-estar vivido pelo indivíduo, que possibilita o
desenvolvimento de suas habilidades pessoais para responder aos desafios da vida e
contribuir com a comunidade.

O bem-estar de uma pessoa não depende apenas do aspecto psicológico e emocional,


mas também de condições fundamentais, como saúde física, apoio social, condições de
vida. Além dos aspectos individuais, a saúde mental é também determinada pelos
aspectos sociais, ambientais e econômicos.

A saúde mental não é algo isolado, é também influenciada pelo ambiente ao nosso
redor. Isso significa que deve-se considerar que a saúde mental resulta da interação de
fatores biológicos, psicológicos e sociais. Pode-se afirmar que a saúde mental tem
características biopsicossociais.
A garantia do direito constitucional à saúde inclui o cuidado à saúde mental. É
um dever do Estado brasileiro que tem a responsabilidade em oferecer condições
dignas de cuidado em saúde para toda população. No Brasil, a política de saúde
mental se pauta em princípios como a desinsititucionalização, o cuidado em
liberdade e os direitos humanos.

Para garantir um cuidado integral, é essencial a organização dos serviços de saúde


em uma rede que funcione de maneira conectada e dinâmica. Essa rede de cuidados
é como uma teia em cada um dos territórios, onde os diversos serviços de saúde ali
existente estão articulados e trabalham juntos. No SUS, a Rede de Atenção
Psicossocial (RAPS) é uma das redes mais importantes, dedicada a cuidar da saúde
mental.
PORTARIA Nº 3.088, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2011
Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e
com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema
Único de Saúde (SUS).
DIRETRIZES DA RAPS
Respeito aos direitos humanos, garantindo a autonomia e a liberdade das pessoas, equidade,
combate ao estigma, acesso de qualidade, cuidado integral, humanização e estratégias de Redução
de Danos são valores essenciais na prestação de serviços de saúde mental.
UNIDADES DE ACOLHIMENTO (UA)

As Unidades de Acolhimento (UAs) são residências temporárias


para pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e
outras drogas, acompanhadas nos CAPS, em situação de
vulnerabilidade social e/ou familiar e que demandem acolhimento
terapêutico e protetivo. Oferecem cuidados contínuos de saúde,
com funcionamento 24h, em um ambiente de moradia inserido na
comunidade, e de acordo com o projeto terapêutico singular
elaborado e pactuado com a pessoa usuária e o CAPS de
referência. Existem UAs para adultos (maiores de 18 anos) e para
crianças e adolescentes (de 10 a 18 anos incompletos).

As UA contam com equipe qualificada e funcionam exatamente como


uma casa, onde o usuário é acolhido e abrigado enquanto seu
tratamento e projeto de vida acontecem nos diversos outros pontos da
RAPS.
LEITO DE SAÚDE MENTAL EM HOSPITAL GERAL

Este é um serviço do componente de Atenção Hospitalar da RAPS, que


oferece tratamento hospitalar para casos graves relacionados à
problemas de saúde mental e a as necessidades decorrentes do uso
prejudicial de álcool e outras drogas.
Tem como finalidade assegurar a retaguarda clínica e psiquiátrica,
especialmente, em situações de crise, abstinências e intoxicações
severas. Preconiza-se que as internações sejam de curta duração até a
estabilização clínica, com a posterior coordenação e encaminhamento
para cuidados contínuos em outros serviços extra-hospitalares da RAPS,
seguindo um plano terapêutico personalizado.
ATENÇÃO BÁSICA

A Atenção Básica é a ordenadora da rede de saúde e principal porta


de entrada do SUS.
Seu objetivo é garantir o primeiro acesso à saúde, incluindo, também,
cuidados em saúde mental. São serviços de base territorial inseridos
na comunidade, proximamente ao local de moradia das pessoas, que
visam assegurar um conjunto de ações, de âmbito individual e
coletivo, que inclui o acolhimento da pessoa em sofrimento, oferta de
ações de promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o
diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a
manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver a atenção
integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e
nos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades.
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Os pontos de Atenção de Urgência e Emergência são responsáveis,


em seu âmbito de atuação, pelo acolhimento, classificação de risco
e cuidado nas situações de urgência e emergência das pessoas com
problemas de saúde mental, incluindo aquelas com necessidades
decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas.

RESIDÊNCIAS TERAPÊUTICAS

São moradias inseridas na comunidade, destinadas a acolher e


cuidar das pessoas em sofrimento psíquico graves e persistentes,
egressas de internações psiquiátricas de longa permanência em
hospitais psiquiátricos e hospitais de custódia, que não possuam
suporte social e laços familiares.
O Programa de Volta para Casa (PVC) é uma estratégia de
desinstitucionalização e política de inclusão social, criada pela lei federal
10.708 de 31 de julho de 2003, destinado às pessoas em pessoas com
sofrimento psíquico, egressas de internação de longa permanência em
hospitais psiquiátricos e de custódia. O principal objetivo é promover a
autonomia, auxiliar na construção de projetos de vida e ampliar a
participação social e cidadania dos beneficiários. Isso envolve também
suas famílias e a comunidade.
Desde a sua implementação, o PVC já beneficiou mais de 8.000 pessoas,
assegurando-lhes o direito de retornar à vida em
comunidade. Atualmente, são 4.079 beneficiários em todo o país, sendo
que outras 2.164 já passaram pelo programa e puderam reconstruir suas
vidas com o apoio de uma rede de cuidados e suporte.
Para a atual equipe responsável pelo Programa no MS, o PVC é um marco
na construção de uma política pública mais inclusiva e humanizada e
deve ser prioritário para o Governo Federal. A trajetória de sucesso do
Programa de Volta para Casa ao longo desses 20 anos é um exemplo de

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