O Rim e suas Doenças
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INSUFICIÊNCIA RENAL
CRÔNICA
A IRC ou Doença Renal estágio
terminal, é uma deterioração
progressiva, irreversível, da
função renal, na qual a
capacidade do organismo de
manter o equilíbrio metabólico e
hidroeletrolítico falha,
resultando em uremia (retenção
de uréia e de outros produtos
nitrogenados no sangue)
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DRC
Dados de 2007
· Crescimento da doença Renal Crônica (DRC) no Brasil e no
Mundo
Os últimos levantamentos de dados mostram
o rápido crescimento da DRC no Brasil e no
Mundo, como já previsto.
Estimativas de 2006 revelam que cerca de 2
milhões de brasileiros são portadores de DRC
(sensu latu) e aproximadamente 60% não
sabem disso. Temos hoje pouco mais de 70 mil
pacientes em diálise e 25 mil transplantados
renais com enxerto funcionante.
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POSSÍVEIS CAUSAS
DIABETES MELLITUS
GLOMERULONEFRITE CRÔNICA
PIELONEFRITE
HIPERTENSÃO NÃO-CONTROLADA
OBSTRUÇÃO DO TRATO URINÁRIO
LESÕES HEREDITÁRIAS (DOENÇA
RENAL POLICÍSTICA)
DISTÚRBIOS VASCULARES
INFECÇÕES
MEDICAMENTOS OU AGENTES TÓXICOS
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FISIOPATOLOGIA
À medida que a função renal diminui, os
produtos finais do metabolismo
protéico (que normalmente são
excretados na urina) acumulam-se no
sangue. Portanto ocorre a uremia que
afetará cada sistema no corpo.
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FISIOPATOLOGIA
COMPROMETIMENTO DA
DEPURAÇÃO RENAL
RETENÇÃO DE SÓDIO E ÁGUA
ACIDOSE
ANEMIA
DESEQUILIBRIO DE CÁLCIO E
FÓSFORO
SÍNDROME URÊMICA
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COMPROMETIMENTO DA
DEPURAÇÃO RENAL
Devido à redução do número de
glomérulos funcionantes como
consequência diminuindo a
depuração de substâncias do
sangue que normalmente são
depuradas pelos rins.
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RETENÇÃO DE SÓDIO E
ÁGUA
O rim também se mostra incapaz de
concentrar ou diluir a urina
normalmente na doença renal terminal;
Respostas apropriadas do rim às
alterações na ingestão diária de água e
eletrólitos não acontecem.
O paciente tende a reter sódio e água,
aumentando o risco de formação de
edema, insuficiência cardíaca
congênita e hipertensão.
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ACIDOSE
Resulta da diminuição da capacidade do
rim de excretar as cargas crescentes
de ácido (H+).
A diminuição da secreção de ácido
resulta primariamente da incapacidade
dos túbulos renais de secretar amônia
(NH3 -) e de reabsorver bicarbonato de
sódio (HCO3 -). Há também uma
diminuição na excreção de fosfatos e
outros ácidos orgânicos.
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ANEMIA
Resultado da produção inadequada de
eritropoetina;
Redução da vida média das hemácias;
Deficiências nutricionais e tendência
do paciente urêmico ao sangramento.
Na insuficiência renal, a produção de
eritropoetina diminui e resulta uma
profunda anemia, produzindo fadiga,
angina e dispnéia.
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DESEQUILÍBRIO DE
CÁLCIO E FÓSFORO
Os níveis séricos de cálcio e fosfato são
inversamente relacionados e, assim,
quando um se eleva, o outro diminui.
Entretanto, na IRC, o corpo não
responde normalmente ao aumento da
secreção de paratormônio e,
consequentemente, o cálcio é liberado
do osso, frequentemente produzindo
alterações ósseas e doença óssea.
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MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
Como virtualmente cada sistema
corporal é afetado pela uremia na IRC,
os pacientes poderão apresentar uma
série de sinais e sintomas. A
intensidade dos mesmos é
dependente, em parte, do grau de
comprometimento renal, de outras
condições subjacentes e da idade do
paciente.
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SINAIS E SINTOMAS DE
IRC
CARDIOVASCULARES TEGUMENTARES
Hipertensão Pele com coloração
Edema com cacifo (pés, cinza-bronze
mãos, sacro) Pele seca, escamosa
Edema periorbital Prurido
Atrito pericárdico Equimoses
Ingurgitamento das veias Unhas finas,
do pescoço quebradiças
Cabelo fino, áspero
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SINAIS E SINTOMAS DE
IRC
PULMONARES GASTROINTESTINAIS
Crepitações Respiração com odor de
Escarro espesso, amônia
denso Ulcerações na boca e
Dispnéia sangramento
Respiração tipo Anorexia, náusea e vômito
Kussmaul Constipação ou diarréia
Sangramento
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SINAIS E SINTOMAS DE
IRC
NEUROLÓGICOS MUSCULOESQUELÉTICOS
Fraqueza ou fadiga Câimbras musculares
Confusão Perda da força muscular
Desorientação Fraturas ósseas
Convulsões Queda plantar
Cansaço das pernas RELACIONADOS À
Queimação na sola PROCRIAÇÃO
dos pés Amenorréia
Alterações Atrofia testicular
comportamento
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TRATAMENTO
Habitualmente, a IRC
tende a agravar-se
INDEPENDENTE do
tratamento, e se não
for tratada é mortal.
A diálise ou o
transplante renal,
que não é cura,
mas, podem salvar a
vida do doente.
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Informações sobre a creatinina
O QUE É CREATININA?
Quase todo mundo sabe o que é GLICOSE E
COLESTEROL mas poucos sabem o que é
CREATININA.
A creatinina não é formada pelo metabolismo
corporal, sendo apenas um resultado do
metabolismo de outra substância chamada creatina,
que se encontra nos músculos. A conversão da
creatina em creatinina é praticamente constante
durante as 24 horas do dia.
O valor da creatinina em indivíduos normais
apresenta uma variação em relação ao sexo e ao
volume de massa muscular. A sua concentração no
sangue é maior nos homens e nos atletas.
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VALOR DA CREATININA
Nas mulheres, crianças e idosos, a
concentração sangüínea é,
proporcionalmente, menor. O nível de
creatinina é muito pouco afetado pela dieta
habitual.
Seus valores normais são aproximadamente 1
mg/dl nos homens, 0,8 mg/dl nas mulheres e
0,5/dl nas crianças pequenas.
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Seus valores aumentam à medida que
ocorre a diminuição da função dos rins; por
isso, são utilizados como marcadores da
função renal. Os aumentos se tornam
significativos quando existe uma perda de
mais de 50% da função dos rins e existem
exames mais especializados como o
CLEARANCE DE CREATININA também
chamado de depuração da creatinina que
pode indicar aproximadamente quanto do
rim já foi afetado pelas diferentes doenças
como o diabetes a hipertensão, os cálculos
renais ou as infecções urinárias.
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A sua dosagem é muito importante, pois a
creatinina pode aumentar sem a pessoa
apresentar qualquer sintoma de doença dos
rins. Portanto, seu aumento pode servir como
um ALERTA para a possibilidade de uma
doença renal.
O importante é saber que a creatinina é um
exame barato e fácil de ser feito.
Qualquer laboratório com um pouquinho de
sangue, pode dosar a creatinina na mesma
hora que se está medindo sua glicose e seu
colesterol.
Pergunte ao seu médico como está sua
CREATININA.
A Prevenção é sempre o ESTÁCIO
ENFª MARTA melhor tratamento.20
Informações sobre a creatinina
Redação: Dr. Edison R. de Souza
Apoio: Comitê de Prevenção de Doenças Renais da SBN
Como saber se os rins estão funcionando bem?
Os rins funcionam como filtros especiais do
sangue. Normalmente só deixam passar o que não
interessa mais ao nosso organismo. Eles têm como
principal função a remoção de substâncias
indesejáveis como a uréia, a creatinina , o ácido
úrico, o excesso de sal, de água e de vários ácidos
formados pelo organismo. Além disso, também são
responsáveis pela reabsorção de substâncias vitais
como a glicose, bicarbonato, aminoácidos e
proteínas.
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FUNÇÕES
Outras funções importantes dos rins são
regular a pressão arterial, a produção de
sangue e o controle do metabolismo do cálcio
e do fósforo, fundamentais para o nosso
esqueleto
O aumento de algumas substâncias no
sangue, reflete, indiretamente, um mal
funcionamento dos rins.
Informações sobre doença renal
MUITAS VEZES:
OS RINS NÃO DOEM; O PORTADOR DE DOENÇA RENAL É
JOVEM,
TEM VIDA NORMAL, NÃO APRESENTA SINTOMAS.
Você pode ter doença renal sem saber. Devemos
conscientizar a população da importância dos
exames diagnósticos e do acompanhamento
médico em doenças dos rins.
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Informações importantes
Quase 1 milhão de brasileiros têm problemas
renais e 70% deles não sabem disso.
As doenças renais matam pelo menos 15 mil
pessoas por ano no Brasil.
Os gastos com esses doentes são de R$ 1,4
bilhão ao ano, 10% de toda a verba destinada a
hospitais, clínicas, médicos e remédios.
25 mil brasileiros iniciam programa de diálise a
cada ano.
Somente 3 mil são transplantados por ano no
Brasil e 25 mil transplantados estão em
acompanhamento.
34 milhões sofrem de diabetes e/ou hipertensão;
6,6% são doentes renais.
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Possíveis indícios de doença
renal
Pressão alta
Inchaço (de pernas, face ou generalizado)
Anemia/palidez anormal
Fraqueza e desânimo constantes (sem outras
explicações)
Náuseas e vômitos freqüentes pela manhã
Sangue na urina
Dor lombar/cólica renal causada por cálculos
(pedras)
Indícios de infecção urinária (dor, ardor ou
dificuldade para urinar, urina mal cheirosa ou
turva, aumento da freqüência das micções).
Hipertensão arterial e diabetes encontram-se entre
as principais causas de insuficiência renal crônica
em todo o mundo.
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Os rins são mais importantes do que
você pensa. Eles servem para:
. Regular a pressão
· Filtrar o sangue
· Eliminar as toxinas do corpo
· Controlar a quantidade de sal e água
no corpo
· Produzir hormônios importantes para
evitar a anemia e as doenças ósseas
· Eliminar excessos de medicamentos e
outras substâncias ingeridas.
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Informações sobre Doença Renal
para Todos
(1) COMO SABER SE VOCÊ TEM RISCO DE TER DOENÇA
RENAL CRÔNICA?
TESTE 1
Você é diabético?
Você tem pressão alta?
Sua mãe, pai, irmão(s) ou irmã(s) têm ou tiveram
insuficiência renal?
Algum médico já lhe disse que você tem
proteinúria?
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Se você respondeu “SIM” a alguma dessas
perguntas, você tem risco de ter doença renal.
· Peça a seu médico para fazer um exame de urina
e dosar sua creatinina no sangue para checar se
você é portador de doença renal.
· Se você tiver doença renal, há tratamentos que
podem ser iniciados o quanto antes para manter
os seus rins funcionando. Procure um médico.
Adaptado do NKDEP, em 2007.
Gianna Mastroianni Kirsztajn (Coordenadora do
Comitê de Prevenção de Doenças Renais da SBN)
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O QUE VOCÊ PODE FAZER?
•Diabetes
•Hipertensão arterial
• Obesidade
• História familiar de diabetes, hipertensão e doença
renal crônica.
Se você faz parte de qualquer um desses grupos de
risco, converse com seu médico a respeito e peça para
fazer testes para uma avaliação geral e inicial de seus
rins, através de exames simples em pequenas
quantidades de urina(análise de urina) e sangue
(dosagem de creatinina).
TRADUZIDO E ADAPTADO DE [Link] (WHAT CAN YOU DO?)
Gianna Mastroianni Kirsztajn (Coordenadora do Comitê de Prevenção de Doenças Renais).
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Sociedades Colaboradoras
Outras Sociedades divulgam nossa
Campanha
- Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
[Link]
[Link]/notic_043.php
- Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina
Laboratorial
[Link]
- Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
[Link]
[Link]/profissional/[Link]
- Sociedade Brasileira de Nefrologia
[Link]
- Colégio Brasileiro de Cirurgiões
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•SMELTZER, Suzanne C; Brenda G. Brunner & Suddart:
Tratado de Enfermagem Médico – Cirúrgica. Tradução Isabel
Cristina Fonseca da Cruz. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1998, v. 2.
•ZATZ, Roberto. Insuficiência Renal Crônica. In: RIELLA,
Miguel Carlos. Princípios de Nefrologia e Distúrbios
Hidroeletrolíticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2003. p. 649-659.
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