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Classicismo e Renascimento na Literatura

O documento aborda o classicismo, um movimento cultural do Renascimento que valoriza a arte greco-romana, destacando suas características como antropocentrismo e busca pela perfeição estética. A obra 'Os Lusíadas' de Camões é mencionada como uma epopeia que narra a viagem de Vasco da Gama, incorporando elementos mitológicos e reflexões sobre a vida e o amor. O texto também discute a estrutura poética e os temas predominantes na lírica camoniana.

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Classicismo e Renascimento na Literatura

O documento aborda o classicismo, um movimento cultural do Renascimento que valoriza a arte greco-romana, destacando suas características como antropocentrismo e busca pela perfeição estética. A obra 'Os Lusíadas' de Camões é mencionada como uma epopeia que narra a viagem de Vasco da Gama, incorporando elementos mitológicos e reflexões sobre a vida e o amor. O texto também discute a estrutura poética e os temas predominantes na lírica camoniana.

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Movimento

cultural que valoriza e resgata elementos artísticos da cultura


clássica (greco-romana).
Nas artes plásticas, teatro e literatura, o classicismo ocorreu no
período do Renascimento Cultural
(séculos XIV ao XVI).
Origem: Itália, século XVI
Renascimento
• Renovação cultural e artística
• Reinvenção das formas artísticas, com base
numa perspetiva naturalista e humanista
• Interesse pela arte e cultura da Antiguidade
Clássica
Contextualização
histórico-literária
(século XVI)
Classicismo (parte artística)
• Recuperação de figuras e temas
mitológicos
• Gosto pela harmonia e simetria
• Entendimento do corpo humano como
medida da arte
Renascimento | Classicismo

O classicismo se associa
a esta pintura pelas
características:
• antropocentrismo,
o homem no centro do
universo;
• perfeição das formas,
todas as medidas são
proporcionais;
• idealismo, busca pela
perfeição estética;

Obra: “Homem Vitruviano” (1492) de Leonardo Da Vinci.


O aspecto do classicismo que pode ser associado à esta pintura é o humanismo, o homem
passou a acreditar em si mesmo para as mudanças, valorizando sua vida terrena, o que
sugere a questão: “Deus criou o homem ou o homem criou Deus?”
O classicismo associa-se à esta obra através dos seguintes aspectos: mitologia e
paganismo, que é a crença em deuses não aceitos pela igreja e idealismo do belo, do
bem, da verdade e do amor e busca pela perfeição estética.
Gênero Lírico –

Gênero épico – narrativa em versos;


Feitos heroicos – Herói.

Gênero dramático -
Gênero
Épico
“Os Lusíadas” é uma epopeia, obra mais
conhecida do escritor português Luís Vaz de
Camões, que tem como assunto principal a
viagem marítima de Vasco da Gama às Índias.
Além de narrar o caminho para a descoberta
das Índias, o poema fala sobre as grandes e
perigosas navegações, exaltando o heroísmo do
homem ao se lançar em águas desconhecidas; a
descoberta de novas terras, povos e culturas; o
império português no Oriente; os reis e heróis
de Portugal; sendo portanto considerado como
literatura de informação.
Em paralelo, desenvolve-se também uma
história mitológica, envolvendo lutas entre os
deuses do Olimpo.
Forma poética
A obra é composta de dez cantos, 1.102 estrofes e 8.816
versos que são oitavas decassílabas, sujeitas ao esquema
rítmico fixo AB AB AB CC – oitava rima camoniana.

Estrutura interna relaciona-se com o conteúdo do texto. Esta obra


mostra ser uma epopeia clássica ao dividir-se em quatro partes:
Proposição - introdução, apresentação do assunto e dos heróis (estrofes
1 a 3 do Canto I);
Invocação - o poeta invoca as ninfas do Tejo e pede-lhes a inspiração
para escrever (estrofes 4 e 5 do Canto I);
Dedicatória - o poeta dedica a obra ao rei D. Sebastião (estrofes 6 a 18
do Canto I);
Narração - a narrativa da viagem, in medias res, partindo do meio da
ação para voltar atrás no tempo e explicar o que aconteceu até ao
momento na viagem de Vasco de Gama e na história de Portugal, e
depois prosseguir na linha temporal.
Canto III – Inês de Castro

“Traziam-na os horríficos algozes


Ante o Rei, já movido a piedade:
Mas o povo, com falsas e ferozes
Razões, à morte crua o persuade.
Ela com tristes o piedosas vozes,
Saídas só da mágoa, e saudade
Do seu Príncipe, e filhos que deixava,
Que mais que a própria morte a magoava”
— Sobre Inês de Castro. Canto III, estrofe 124
Redondilha (maior e menor)

Mi/ni/na/ dos/ o/lhos/ verdes Redondilha maior


1 2 3 4 5 6 7 (7 sílabas métricas)

Ver/des/ são/ os/


campos
Redondilha menor
1 2 3 4 5
(5 sílabas métricas)
da/ cor/ de/ li/mão
1 2 3 4 5
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Decassílabo (10 sílabas métricas)

Mu/dam/-se os/ tem/pos,/ mu/dam/-se as/ von/tades


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Mu/da/-se o/ ser,/ mu/da/-se a/ con/fi/ança
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Voltar
Canto IV – O velho do Restelo

O canto termina com a partida da armada. Quando estão a despedir-se


das famílias na praia de Belém, os navegadores são surpreendidos pelas
palavras de um velho que estava entre a multidão. É o episódio do Velho
do Restelo (estrofes 94 a 104).
Este personagem é a representação da contestação da época contra as
aventuras dos descobrimentos. Havia quem pensasse que era puro
orgulho e simplesmente suicídio tentar estes projetos de navegar para
partes longínquas do mundo; uma perda de recursos e homens, que
fariam falta na luta contra os inimigos mouros ou para a defesa do reino
contra uma eventual invasão castelhana.
O Adamastor
Podem-se considerar três partes no episódio do Adamastor: a primeira é uma teofania
(estrofes 37 a 40). Chegados ao cabo das Tormentas no meio de uma tempestade, os
marinheiros avistam o titã, tão terrível
Tema da
mudança

Temas
predominantes
da lírica
camoniana
Experiência amorosa
e reflexão sobre o amor
Reflexão sobre a vida pessoal

• Reflexão sobre a situação atual e sobre


as causas que lhe deram origem
(“erros”, “Fortuna”, “amor”)
Ex.: “O dia em que eu nasci, moura e pereça”
“Erros meus, má fortuna, amor ardente”
“Eu cantei já, e agora vou chorando”
“De que me serve fugir”
“Sôbolos rios que vão”
Tema do desconcerto

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