Creatinina
UREIA E CREATININA
Avaliação de Função Renal
UREIA
Aureia é um produto nitrogenado derivado do metabolismo
oxidativo dos aminoácidos
É produzida no fígado (ciclo da uréia) a partir da amônia
A produção de uréia depende:
Ingestão de proteínas
Turnover da proteína endógena – Catabolismo proteico
Hepatopatias
UREIA
EXCREÇÃO
Cerca de 90% da ureia é excretada na urina
Cerca de 10% da uréia é excretada no TGI e pela pele
A uréia é filtrada pelos glomérulos
Cerca de 40-80% da uréia filtrada sofre reabsorção por
difusão passiva (indivíduo com função renal normal)
UREIA
Excesso de ureia é tóxico para o organismo.
Como a maioria da ureia não é secretada no sangue de forma
constatnte e sofre reabsorção renal, ela não é o melhor
marcador para lesões renais.
Porém é utilizada para fechar diagnósticos iniciais e avaliar
sintomas e tratamento.
CREATININA
A Creatinina é uma substância endógena formada por
desidratação irreversível da creatina ou fosfocreatina presente no
músculo
Liberada na circulação numa taxa relativamente constante
Excretada por filtração glomerular (cerca de 80%)
Sofre filtração glomerular e não é reabsorvida pelos túbulos
CREATININA
É usada na prática clínica para estimar a taxa de filtração glomerular (TFG)
TFG = volume de plasma filtrado/tempo
TFG para um homem adulto: 90 - 120 ml/min
Real (com urina):
Estimada (sem urina):
Depuração Creatinina = Clearance de Creatinina ≈ TFG
Estadiamento TFG (ml/min) Creatinina (mg/dL) Proteinúria Grau IRC
0 ≥90 0,6 - 1,4 Ausente Ausencia de Lesão; grupo de risco
1 ≥90 0,6 - 1,4 Presente Lesão renal com funcionamento normal
2 60 - 89 1,5 - 2,0 Presente Perda de 25% da função renal
3 30 - 59 2,1 - 6,0 Presente ou Ausente Perda de até 75% da função renal
4 15 - 29 6,1 - 9,0 Presente ou Ausente Severa - menos de 20% da função preservada
5 <15 >9,0 Presente ou Ausente Terminal ou Pré-dialítica
URINA TIPO I
URINA TIPO I
→ Paciente com IRC há 5 anos, tratamento conservador, passa por exames de rotina.
Resultados alterados:
Creatinina 2,4 (0,6 – 1,0 mg/dL)
Uréia 262 (10 – 45 mg/dL)
Responda:
A paciente provavelmente apresenta sintomas ou não? Justifique e diga se há alguma
terapêutica a ser alterada.
→ Mulher, 54 anos, apresenta dores fortes no quadrante lombar direito. Já havia sentido
dores na região há 1 mês. Após exame clínico é constatada possível cólica renal. Tem
oligúria e apresenta os resultados dos exames ligado ao funcionamento renal:
Ureia (mg/dL) 86
Creatinina (mg/dL) 0,9
TFG (mL/min) 80
Responda:
a) O rim da mulher deve está filtrando normalmente? Justifique.
b) Qual a tendência, caso não haja nenhuma intervenção para o tratamento da origem
da cólica renal? Diga os exames que se alterariam.
Paciente ESS do sexo feminino, pesando 65kg, 74 anos e medindo 149
cm dá entrada no hospital com quadro neurológico apresentando
letargia, convulsões. Familiar relata que a paciente percebeu nos
últimos dias que não conseguia urinar direito.
Gasometria
pH 7,29 (7,35-7,45)
PCO2 41mmHg (40-45)
HCO3- 16mmol/L (20-24)
Creatinina no soro: 1,6 mg/dL (0,6-1,0)
Volume de 24 horas: 700 mL (800-2800)
a) A partir dos exames solicitados, qual o provável órgão acometido?
Justifique.
b) Baseado na gasometria e no caso clínico da paciente podemos
afirmar que estamos diante de qual distúrbio ácido base? Justifique e
comente sobre sua compensação.
Mulher, 78 anos, internada por conta de DPOC (enfisema) há 1 semana.
Apresenta dificuldade em respira e urinar; letargia e confusão mental. Não
demonstra melhora no quadro instalado desde a internação. Após analise
dos exames, é encaminhada para tratamento dialítico. Dados os exames:
Gasometria Arterial: Exames plasmáticos:
pH 7,24 (7,35 – 7,45) Creatinina 1,78 (0,6 – 1,2
mg/dL)
pCO2 58 (35 – 45 mmHg) Ureia 73 (20 – 40 mg/dL)
HCO3- 19(22 – 28 mEq/l) TFG: 48 (80 – 120 mL/min)
pO2 68 (80 – 100 mmHg) Urina tipoI:
Proteinúria, glicosúria e hematúria
Responda:
Qual o quadro ácido-básico da paciente? Justique e diga sua causa.