Estrutura dos cursos
1. Terá três capas distintas, do curso, do modulo e da aula.
2. A composição das capas será ao critério de cada um, desde que
mantenha a identidade GlobalEd.
3. O layout interno das aulas fica ao critério de cada um, mantendo a
identidade GlobalEd.
4. Dentro da plataforma cada slide irá representar uma aula, ao se
fazer upload somente o primeiro slide terá o nome da aula em
questão, os outros terão o nome dos subtítulos em questão.
5. A lista das aulas dentro da plataforma terá que ficar retraída por,
abrir somente com a ação do estudante.
Diploma em
Processamento
de Petróleo e
Gás
Objetivos do curso
Este curso tem como objetivo principal capacitar os participantes a
compreenderem de forma aprofundada os processos técnicos envolvidos na
exploração, separação, tratamento e refino de hidrocarbonetos. Serão enfatizados
os métodos de refinação, incluindo destilação fracionada e craqueamento, entre
outros, que permitem a obtenção de frações específicas do petróleo.
Em um cenário industrial de constantes transformações tecnológicas, buscamos
equipar os profissionais com conhecimentos e ferramentas que os capacitem a
enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades de um mercado energético em
rápida evolução
Estruturação do curso
O curso de Processamento de Hidrocarbonetos é dividido em módulos que abordam, de forma
detalhada, os principais temas da indústria petroquímica, desde a formação de reservatórios
até os processos avançados de separação, tratamento e refino. Cada módulo foi projetado para
aprofundar conhecimentos específicos, como técnicas de processamento, química dos
hidrocarbonetos e processos de automação relacionados ao controle de unidades e plantas de
processamento, permitindo que os estudantes dominem os principais aspectos do setor.
Além disso, todas as aulas são complementadas por encontros ao vivo online, proporcionando
uma experiência interativa onde os participantes podem tirar dúvidas, discutir casos práticos e
consolidar os conteúdos abordados.
No final de cada modulo o estudante será submetido a um teste dos conteúdos abordados no
modulo, e no final do curso será submetido a uma avaliação final onde serão testados os
conteúdos de todos os módulos do curso.
Módulos
Modulo 1
Modulo 2 Modulo 3 Modulo 4
Introdução ao Termodinâmica de Compreensão e
Separação e
processamento de processo armazenamento
tratamento
hidrocarbonetos
Modulo 7 Modulo 8
Modulo 5 Modulo 6
Segurança de Gerenciamento
Refinaria Automação e controle Ambiental
processo
Modulo 9
Modulo 10
Leitura e
Avaliação final e
interpretação de
certificação
P&ID e PFD
Módulo 1
Introdução ao
processamento de
hidrocarbonetos
Tópicos:
1. Introdução à
indústria petrolífera
2. Mapa energético
mundial
3. Química aplicada à
petroquímica
4. Visão geral de
processos
Neste modulo você vai aprender:
1. Compreender a Indústria Petrolífera: Fornecer uma visão geral da indústria petrolífera,
incluindo sua história, importância econômica e os principais atores envolvidos.
2. Analisar o Mapa Energético Mundial: Examinar a distribuição global de recursos energéticos,
as principais regiões produtoras e consumidoras de hidrocarbonetos, e as tendências atuais do
mercado energético.
3. Aplicar Conceitos de Química à Petroquímica: Introduzir os princípios básicos da química
aplicados à indústria petroquímica, incluindo a estrutura e propriedades dos hidrocarbonetos e as
reações químicas fundamentais.
4. Visão Geral dos Processos de Processamento de Hidrocarbonetos: Fornecer uma visão geral
dos principais processos de refino e processamento de hidrocarbonetos, destacando as tecnologias
e métodos utilizados na transformação de petróleo bruto em produtos finais.
Esses objetivos ajudarão os alunos a obter uma compreensão sólida dos fundamentos do
processamento de hidrocarbonetos e a importância dessa indústria no contexto global.
Aula 1
Introdução à
indústria
petrolífera
1. INTRODUÇÃO A INDÚSTRIA PETROLÍFERA
Primeiras Perfurações de Petróleo
Século XIX: A primeira perfuração de petróleo bem-sucedida ocorreu em 1859,
por Edwin Drake, na Pensilvânia, EUA. Esse evento é frequentemente
considerado o início da indústria petrolífera moderna.
A Febre do Petróleo: O sucesso de Drake levou a uma "febre do petróleo", com
muitas outras perfurações e descobertas em diferentes regiões dos Estados Unidos.
[Link]ÇÃO A INDÚSTRIA PETROLÍFERA
Edwin Drake Expansão da Crise do
perfura o indústria petróleo e o
primeiro poço petrolífera no impacto nos
de petróleo em 1901 Oriente Médio. 1960 mercados
Titusville, globais.
Pensilvânia.
EUA Medio A crise
Oriente
EUA OPEP
Descoberta do Fundada em 1960
campo por cinco países
petrolífero de (Irã, Iraque,
Kuwait, Arábia
Spindletop, Saudita e
185 Texas, 1940 1973
9 Venezuela) para
marcando o coordenar e
início da era do unificar as
petróleo nos políticas
1. INTRODUÇÃO A INDÚSTRIA PETROLÍFERA
Revolução Industrial e o Petróleo
Combustível para a Revolução: O petróleo se tornou essencial durante a Revolução Industrial,
principalmente como fonte de iluminação (querosene) e, posteriormente, como combustível para
motores de combustão interna.
Primeiras Grandes Companhias: Surgimento de grandes companhias petrolíferas, como a
Standard Oil Company, fundada por John D. Rockefeller.
A Standard Oil Company foi fundada em 1882 pelo multimilionário americano John D.
Rockefeller, que reuniu 40 empresas de petróleo. A Standard Oil Company foi dissolvida em
1911, mas algumas das empresas que faziam parte do trust persistiram e se tornaram parte de
empresas bem conhecidas, como a Exxon Mobil Corporation, a BP PLC e a Chevron
Corporation.
1. INTRODUÇÃO A INDÚSTRIA PETROLÍFERA
1. INTRODUÇÃO A INDÚSTRIA PETROLÍFERA
Evoluções Tecnológicas
Os avanços tecnológicos transformaram a indústria petrolífera, aumentando a eficiência da extração, transporte e
refinação do petróleo.
Perfuração Offshore
Primeiros Poços Offshore: Início da perfuração de petróleo em alto mar nos anos 1940.
Tecnologias de Perfuração: Desenvolvimento de plataformas de perfuração, FPSOs (Floating Production
Storage and Offloading) e tecnologias submarinas.
Avanço na Refinação e Petroquímica
Processos de Refinação: Avanços em tecnologias de refinação, como craqueamento catalítico,
hidrocraqueamento e reforma catalítica, que aumentaram a eficiência e a produção de derivados de petróleo.
Indústria Petroquímica: Desenvolvimento da indústria petroquímica, que utiliza derivados de petróleo para
produzir plásticos, fertilizantes, produtos farmacêuticos, etc.
1. INTRODUÇÃO A INDÚSTRIA PETROLÍFERA
Impactos Econômicos e Sociais
O petróleo teve e continua a ter um impacto significativo na economia global e nas sociedades.
Desenvolvimento Econômico
Economias Dependentes de Petróleo: Muitos países, especialmente no Oriente Médio, baseiam
suas economias na produção e exportação de petróleo.
Ciclos Econômicos: Flutuações nos preços do petróleo têm impactos significativos na economia
global, influenciando inflação, crescimento econômico e políticas fiscais.
Impactos Sociais
Mudanças Sociais: O boom do petróleo trouxe mudanças sociais, como urbanização rápida,
aumento do padrão de vida em países produtores e questões de desigualdade.
Conflitos e Instabilidade: A dependência do petróleo e a riqueza associada a ele têm sido fonte
de conflitos e instabilidade política em várias regiões.
Obrigado
Ate a Proxima Aula!
Aula 2
Mapa
energético
mundial
2. MAPA ENERGÉTICO MUNDIAL
Fontes de energia na atualidade
Fontes de Energia Renováveis
Hidrelétrica: Representa cerca de 6% da matriz global.
Eólica e Solar: Crescem rapidamente e agora somam aproximadamente 3.3% da
geração global. A China, a Europa e os EUA lideram os investimentos.
Biomassa: É uma fonte chave para países em desenvolvimento e uma alternativa
sustentável para a produção de biocombustíveis.
Energia Nuclear: representa cerca de 4.3% da produção global, com França, EUA e
Rússia como principais atores. É vista como uma solução de baixo carbono, mas
enfrenta desafios relacionados a custo, resíduos e segurança.
2. MAPA ENERGÉTICO MUNDIAL
Fontes de energia na atualidade
Fontes de Energia Tradicionais
• Petróleo: Continua sendo a maior fonte de
energia, representando cerca de 33% do consumo
global. Os maiores produtores incluem Arábia
Saudita, Rússia e Estados Unidos.
• Carvão: Apesar da sua redução em economias
desenvolvidas, ainda é uma fonte crítica em
países como China e Índia, contribuindo com
aproximadamente 27% da matriz energética.
Gás Natural: É a fonte de energia fóssil com
maior crescimento devido à sua menor pegada de
carbono em comparação ao carvão e petróleo.
Representa cerca de 24% da matriz global.
Obrigado
Ate a Proxima Aula!
Aula 3
Química aplicada
à petroquímica
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
A Química Orgânica possui funções orgânicas que são grupos de
compostos orgânicos que possuem propriedades químicas
semelhantes, ou seja, diante de determinadas substâncias e condições
específicas, os compostos pertencentes a uma mesma função orgânica
comportam-se de maneira muito parecida.
Essa semelhança no comportamento químico está ligada à presença do
mesmo grupo funcional. Podemos definir grupo funcional como um
agrupamento de átomos que aparece na estrutura da cadeia carbônica e
que é responsável pela semelhança no comportamento químico de uma
série de compostos.
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Classificação dos hidrocarbonetos
Hidrocarbonetos são moléculas apolares, homogêneas e formadas por
átomos de carbono e hidrogênio. Podem ser saturados, como no caso
dos alcanos e cicloalcanos, nos quais não se tem a presença de duplas
ou triplas ligações, ou podem ser insaturados, como alcenos, alcinos,
ciclenos, entre outros. Também fazem parte da classe dos
hidrocarbonetos os compostos aromáticos, que possuem o fenômeno da
ressonância.
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
1. Classificação dos hidrocarbonetos 2. Hidrocarbonetos Alifáticos de cadeia
aberta
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
3. Hidrocarbonetos Alifáticos de cadeia 4. Hidrocarbonetos Aromáticos
fechada
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Características físico-químicas dos
hidrocarbonetos 4. Estado físico
1. Polaridade
São substâncias consideradas apolares. Variam conforme a quantidade de carbonos
Por causa dos diversos ângulos de ligações existentes na cadeia.
nessas moléculas e à força do dipolo induzido que se • Gasosos: compostos de 1 a 4 carbonos.
estabelece entre as moléculas, a polaridade torna-se
muito diminutiva, o que a faz desprezível.
A D • Líquidos: compostos de 5 a 17 carbonos.
• Sólidos: compostos com mais de 17 carbonos
2. Solubilidade 5. Densidade
Os hidrocarbonetos possuem densidade
São majoritariamente insolúveis em
compostos polares.
B Propriedades E inferior à da água.
Principalmente por causa dos baixos
Na questão de solubilidade, de acordo valores de massa atômica dos átomos que
com a regra “semelhante dissolve formam os hidrocarbonetos (H = 1 g/mol
semelhante”, os hidrocarbonetos são e C = 12 g/mol).
insolúveis em água.
3. Reatividade
C F 6. Ponto de fusão e ebulição
A reatividade varia conforme a cadeia.
• Baixa reatividade: moléculas acíclicas (cadeia Os hidrocarbonetos possuem baixos pontos de
aberta) e saturadas (apenas ligações simples). fusão e ebulição.
• Moderada reatividade: compostos acíclicos Os pontos de fusão e ebulição aumentam com o
com instaurações (duplas ou triplas ligações). aumento da massa molar do composto. Se
• Alta reatividade: compostos cíclicos (cadeia compararmos dois compostos isômeros quaisquer,
fechada) com 3 a 5 carbonos na cadeia. aquele que possuir cadeia normal ou for menos
ramificado apresentará pontos de fusão e ebulição
maiores que o de cadeia ramificada.
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Nomenclatura dos hidrocarbonetos
A nomenclatura dos hidrocarbonetos segue as regras propostas pela
União Internacional da Química Pura e Aplicada (Iupac). Para nomear
os compostos, deve-se:
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Nomenclatura dos hidrocarbonetos
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Regra geral de nomeclatura
Quando houver mais de uma possibilidade de
localização de uma ligação dupla ou tripla,
DEVE-SE NUMERAR os átomos de carbono da
cadeia carbônica de forma que os envolvidos na
insaturação fiquem com os menores números
possíveis;
Ao indicar a posição da insaturação, DEVE-SE
CITAR o átomo de carbono de menor número Exemplo:
entre o par que realiza a ligação;
SEPARAM-SE letra de número por hífen e
número de número por virgula.
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Nomenclatura dos hidrocarbonetos
Regra geral de nomeclatura
Nomenclatura de HC cíclicos
Deve-se acrescentar a palavra CICLO antes do
prefixo.
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Nomenclatura dos hidrocarbonetos
Regra geral de nomeclatura
Nomenclatura de HC cíclicos
Se houver mais de uma possibilidade, escolher aquela
cuja a soma dos números dos carbonos que indicam a
localização do grupo funcional e/ou insaturação seja
a menor possível.
Observação !!
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Nomenclatura dos hidrocarbonetos
Regra geral de nomeclatura
Nomenclatura de HC aromáticos
Os hidrocarbonetos aromáticos possuem
nomenclatura particular, não seguindo nenhum tipo
de regra, possuem nomes sistemáticos.
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Mais informações!!
Grupos substituintes (Radicais orgânicos)
Ramificações que se encontram isoladas da cadeia
principal, como estruturas que apresentam uma
valência livre, são denominadas radicais. Radicais são
altamente instáveis e reativos
A nomenclatura dos grupos substituintes segue a
seguinte regra ;
PREFIXO* + IL (ou ILA)
*indica o número de carbonos
Obs. Os pontos indicam a valência livre
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Nomenclatura dos hidrocarbonetos
Regra geral de nomeclatura
ou
Nomenclatura de HC ramificados
•Como escolher? (Regra de
prioridade)
Na nomenclatura de hidrocarbonetos ramificados, temos a •1. Possuir o grupo funcional;
Exemplo!!
presença dos nomes dos substituintes orgânicos (radicais
orgânicos). Assim, podemos escrever a regra de •2. Maior número de insaturações;
nomenclatura de um alcano ramificado da seguinte forma: •3. Maior número de
Posição do radical + nome do radical + prefixo + an + o ramificações;
Conheça agora os passos que envolvem a utilização dessa •4. Possui a sequência mais longa
regra:
de átomos de carbonos ligados
Analisando a estrutura acima, podemos observar que existem as
•Passo 1: Determinar a cadeia principal seguintes possibilidades de cadeias:
Cadeia principal é a sequência de carbonos, de uma ponta à entre si.
Da ponta X até a ponta Y = 8 carbonos
Da ponta X até a ponta Z = 6 carbonos
outra da cadeia, que apresenta o maior número de carbonos. Da ponta Y até a ponta Z = 7 carbonos
Assim, a cadeia principal deve ser a da extremidade X até a Y.
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Nomenclatura dos hidrocarbonetos •Passo 3: Numerar a cadeia principal
Regra geral de nomeclatura A cadeia principal deve ser numerada sempre de forma que
seja dado o menor número possível aos carbonos que estão
ligados aos radicais. Além disso, a numeração deve iniciar-se
Nomenclatura de HC ramificados pela extremidade mais próxima dos radicais.
•Passo 2: Identificar os radicais ligados à cadeia
principal No exemplo abaixo, vamos começar a numeração pela
extremidade x, porque ela proporciona o menor número
Após localizar a cadeia principal, tudo que estiver fora
possível para a ramificação etil, que recebe o número 4.
dela é uma ramificação (radical orgânico).
Veja:
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Nomenclatura dos hidrocarbonetos Exemplo 2:
Regra geral de nomeclatura A cadeia principal desse exemplo apresenta oito
átomos de carbono (prefixo oct seguido do termo
ano). A numeração deve ser iniciada da esquerda
Nomenclatura de HC ramificados para a direita, pois é a extremidade mais próxima
•Passo 4: Nomear a estrutura da ramificação (radical metil). Assim, o nome da
Por último, basta dar o nome da estrutura a partir da posição estrutura é:
e do nome das ramificações, em ordem alfabética. O
exemplo a seguir inicia-se com a posição e o nome do radical 3-metil-octano
(etil), que são seguidos pelo prefixo oct (por haver oito
carbonos na cadeia principal) e o termo ano. Assim, seu
nome será:
4-etil-octano
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Nomenclatura dos hidrocarbonetos
Nomeclatura de HC ramificado
Exemplo 3: Exemplos 4
A cadeia principal apresenta sete átomos de carbono (prefixo
A cadeia principal apresenta seis átomos de carbono (prefixo
hept seguido do termo ano). A numeração deve ser iniciada
hex seguido do termo ano). A numeração deve ser iniciada da
da esquerda para a direita, pois é a extremidade mais
esquerda para a direita, pois é a extremidade mais próxima
próxima das ramificações (isopropil e três radicais metil).
das ramificações (etil e metil) segue o critério de ordem
Assim, o nome da estrutura é:
alfabética. Assim, o nome da estrutura é:
4-Isopropil-2,3,4-trimetil-heptano
4-etil-3,3-dimetil-heptano
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Nomenclatura dos hidrocarbonetos
Nomeclatura de cadeia mista Exemplo 1:
1-etil-3-metil-ciclopentano
Se o ciclano apresenta radicais diferentes em carbonos
diferentes, é necessário numerar a cadeia (ciclo) a partir do
radical que será escrito primeiro – obedecendo à ordem
alfabética – e seguir a numeração de forma a dar o menor
número possível ao carbono do outro radical.
Por fim, escrevemos as posições dos radicais e seus nomes,
em ordem alfabética, antes do termo ciclo. Veja um exemplo:
Como esse ciclano apresenta duas ramificações, vamos
iniciar a numeração pelo carbono 1 do ciclo, que possui
cinco carbonos (prefixo pent) e está ligado ao radical etil, e
seguir no sentido anti-horário de forma a dar o menor
número possível ao carbono 3 ligado ao radical metil. Assim,
seu nome, em ordem alfabética, é 1-etil-3-metil-
ciclopentano.
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Nomenclatura dos hidrocarbonetos
Nomeclatura de cadeia mista 1,1-dietil-3-propil-ciclopentano
Outro exemplo!!
Se o ciclano apresenta mais de um radical no mesmo
carbono, esse carbono receberá obrigatoriamente o número
Depois, basta seguir a numeração de forma a dar o menor
número possível ao carbono dos outros radicais.
Por fim, escrevemos as posições dos radicais e seus nomes,
em ordem alfabética, antes do termo ciclo.
Exemplo 2:
Nesse ciclano (que possui cinco carbonos – prefixo pent),
iniciamos a numeração pelo carbono 1 do ciclo, que
apresenta dois radicais etil, e seguimos no sentido anti-
horário de forma a dar o menor número possível ao carbono
3 ligado ao radical propil. Assim, seu nome, em ordem
alfabética, é 1,1-dietil-3-propil-ciclopentano.
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Nomenclatura dos hidrocarbonetos
Nomeclatura de cadeia mista 1-etil-2-metil-benzeno
Aromático com mais de uma ramificação
Segue a regra de prioridade, mostrado em regras anteriores se o
benzeno tiver duas ou mais ramificações, receberá o número 1 o
carbono que estiver ligado ao radical que deve ser escrito
primeiramente na ordem alfabética. O restante da cadeia será
numerado de forma a proporcionar o menor número possível ao
carbono do radical.
Exemplo 3:
Nesse aromático, a numeração deverá começar no carbono que
possui o etil (ramificação escrita primeiro para que se obedeça à
ordem alfabética) e seguir no sentido horário para que o carbono
do metil receba o menor número possível.
O nome do composto deve apresentar o nome das ramificações
(com suas respectivas posições), em ordem alfabética, seguidas
Existe muitas outras situações, essas são as mais importantes!!
do termo benzeno. Logo, 1-etil-2-metil-benzeno.
3. QUÍMICA APLICADA A INDUSTRIAL PETROQUÍMICA
Exercícios:
1. O petróleo é composto, principalmente, por 3. Dê o nome dos alquenos representados 5. A nomenclatura oficial para a fórmula a
hidrocarbonetos, que são substâncias orgânicas por suas fórmulas estruturais: seguir é:
compostas, apenas por:
a) Sulfato de sódio.
b) Conservantes.
c) Carbono e hidrogênio.
d) Microorganismos.
e) Ouro e cobre.
2. (Pucpr) Alcinos são hidrocarbonetos: 4. Dê a fórmula estrutural dos seguintes a. a) 2-etil, 3-etil, butano.
hidrocarbonetos b. b) 2-etil, 3-metil, hexano.
a) Alifáticos saturados. c. c) 3-metil, 3-etil, hexano.
b) Alicíclicos saturados. a) 3-etil-2, 2-dimetil-hexano; d. d) 3-metil, 2-etil, 1-penteno.
c) Alifáticos insaturados com dupla ligação. b) 3-etil-3-propil-heptano; e. e) 3-metil, 2-etil, pentano.
d) Alicíclicos insaturados com tripla ligação. c) 3, 4-dietil-2-metilexano;
d) 4-terc-butil-4-etil-2, 2, 3-trimetiloctano. 6. Dê o nome dos cicloalcanos a seguir:
e) Alifáticos insaturados com tripla ligação.
e) 2, 3-dimetil-1-penteno;
f) 3-etil-2-metil-2-hexeno;
Obrigado
Ate a Proxima Aula!
Aula 4
Visão geral de
processos
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Divisão da indústria do petróleo e gás natural
2. Midstream
1. Upstream Caracteriza-se pelas actividades de 3. Downstream
Caracteriza-se pelas atividades de transporte e armazenagem de Engloba as actividades de
pesquisa, identificação e localização hidrocarbonetos, desde dos campos processamento dos hidrocarbonetos
dos reservatórios de petróleo e gás petrolíferos até às instalações que são transformadas em produtos
natural, bem como o desenvolvimento primárias de processamento e às prontos para uso específico (gasolina,
dos projetos e a produção de refinarias, onde será posteriormente diesel, querosene, GLP, nafta,
hidrocarbonetos. Em síntese, são as processado. lubrificantes, etc…). Contempla também
actividades que contemplam estudos o transporte dos derivados do petróleo
geológicos e geofísicos de exploração, até os locais de consumo.
perfuração e produção.
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Divisão da indústria do petróleo e gás natural
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Formação dos Reservatórios Petrolíferos
Origem Orgânica Formação de Reservatórios
A formação do petróleo ocorre a partir da decomposição Os hidrocarbonetos gerados migram através de rochas
de organismos marinhos (plâncton e fitoplâncton) que, ao permeáveis (rochas-reservatório) até encontrarem uma
morrerem, se acumulam no fundo de corpos d'água. barreira geológica, como uma rocha impermeável, que os
Essas camadas orgânicas são cobertas por sedimentos aprisiona, formando um reservatório.
minerais, criando condições anaeróbicas que evitam a
decomposição completa e preservam o material orgânico.
Transformação em Hidrocarbonetos
Durante milhões de anos, a pressão geológica e o
aumento da temperatura transformam esse material
orgânico em querogênio e, posteriormente, em petróleo
e gás natural, por meio de processos conhecidos como
catagênese.
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Pesquisa e Prospecção
Estudos Geológicos e Geofísicos
Geólogos analisam a formação de bacias sedimentares e identificam possíveis zonas de acúmulo de hidrocarbonetos.
Estudos sísmicos utilizam ondas sonoras refletidas nas camadas subterrâneas para mapear a geologia do subsolo. Técnicas
3D permitem imagens mais precisas das formações.
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Pesquisa e Prospecção
Prospecção Sísmica
A prospecção sísmica é realizada com explosivos ou vibradores mecânicos para gerar ondas sonoras, cujos reflexos são
captados por geofones. O processamento dessas informações gera mapas geológicos detalhados.
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Pesquisa e Prospecção
Perfuração Exploratória
Poços exploratórios são perfurados em locais com alta probabilidade de acumulação de petróleo. As amostras coletadas
são analisadas para determinar a qualidade e o volume dos hidrocarbonetos.
Dados são transmitidos na lama propagando-se até à superfície. Esta técnica permite imprimir ajustes na orientação do
poço quando necessário.
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Exploração
A perfuração é realizada com equipamentos sofisticados que perfuram várias camadas geológicas. Sondas de perfuração
rotativa são as mais comuns.
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Exploração
A perfuração offshore (em alto-mar) exige plataformas específicas, como plataformas fixas, semissubmersíveis ou FPSOs
(Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Descarga).
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Exploração
Métodos de Recuperação
Primária: O petróleo é extraído pela pressão natural do reservatório, geralmente responsável por 10-15% da produção.
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Exploração
Secundária: Métodos como injeção de água ou gás para manter a pressão no reservatório, aumentando a recuperação para até
50%.
Terciária (EOR): Técnicas avançadas, como injeção de polímeros, vapor ou CO₂, melhoram ainda mais a extração, atingindo
até 70% de recuperação.
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Processamento e transporte
Separação primaria de Fluidos
O petróleo bruto extraído geralmente contém gás natural, água e sedimentos. Esses componentes são separados em
unidades chamadas separadores trifásicos.
A água retirada passa por tratamento para remoção de óleos residuais e pode ser reinjetada no reservatório.
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Processamento e transporte
Tratamento do Gás Natural
O gás natural produzido junto ao petróleo (gás associado)
é separado, processado e utilizado como combustível ou
matéria-prima petroquímica.
Processos como remoção de H₂S e CO₂ (dessulfurização e
desacidificação) tornam o gás apto ao transporte e uso.
Processo de Destilação
Destilação atmosférica: Separa o petróleo bruto em
frações como GLP, nafta, gasolina e querosene, com base
nos pontos de ebulição.
Destilação a vácuo: Permite a separação de frações mais
pesadas, usadas para produzir lubrificantes e asfalto.
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Processamento e transporte
Processos de Conversão
Craqueamento Catalítico: Transforma frações pesadas em produtos leves, como gasolina.
Hidrotratamento: Remove impurezas, como enxofre, melhorando a qualidade do combustível.
4. OVERVIEW DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Processamento e transporte
Transporte Dutos Transporte Marítimo
São a forma mais eficiente e segura de transportar Petróleo bruto e produtos refinados são transportados por
petróleo e gás. Dutos submarinos, terrestres e navios-tanque (petroleiros) para regiões sem infraestrutura
transcontinentais conectam campos de produção a de dutos.
refinarias e mercados consumidores.
Sistemas de monitoramento digital garantem a
integridade e o funcionamento contínuo desses
dutos.
Fim do módulo 1
Prossiga a seguir com a avaliação modular