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Cervicites e Uretrites: Diagnóstico e Tratamento

O documento aborda cervicites, uretrites e doença inflamatória pélvica (DIP), destacando suas causas, sintomas e tratamentos. A cervicite é frequentemente assintomática e causada por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, enquanto a DIP resulta de infecções ascendentes e pode levar a complicações graves. O tratamento envolve antibióticos específicos e a prevenção é crucial para o controle das infecções sexualmente transmissíveis.

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Cervicites e Uretrites: Diagnóstico e Tratamento

O documento aborda cervicites, uretrites e doença inflamatória pélvica (DIP), destacando suas causas, sintomas e tratamentos. A cervicite é frequentemente assintomática e causada por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, enquanto a DIP resulta de infecções ascendentes e pode levar a complicações graves. O tratamento envolve antibióticos específicos e a prevenção é crucial para o controle das infecções sexualmente transmissíveis.

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CERVICITES, URETRITES E DOENÇA

INFLAMATÓRIA PÉLVICA

O ICEBERG DAS ISTs


CERVICITES
• A cervicite ou endocervicite é a inflamação do
epitélio colunar endocervical, ou seja, do epitélio
glandular do colo uterino.

•Secreção purulenta
fluindo pelo orifício
cervical externo.

Neisseria gonorrhoeae e
Chlamydia trachomatis
CERVICITES
• Transmissão sexual
• Assintomática em até 60 a 80% das mulheres
• Secreção cervical ou uretral purulenta
• OUTROS: disúria; sangramento vaginal ao toque;
dispaurenia.
• O diagnóstico é clínico!
• O exame complementar mais especifico é o PCR da secreção
cervical –Dx DE CLAMÍDIA EM ASSINTOMÁTICAS!
QUADRO CLÍNICO

SKENITE E
BARTOLINITE
TRATAMENTO CERIVICITE
ANTIBIÓTICOS EFICAZES:
 P/ GONOCOCO: Ceftriaxona ou ciprofloxacino.
*CIPRO é contra-indicado em menores de 18 anos e em
gestantes
 P/ CLAMÍDIA: Doxiciclina ou azitromicina.

ESCOLHA:
CIPRO (500 mg, VO, 1dose) + AZITRO (500 mg, 2 cmp, VO, 1dose)
Ceftriaxona 500 mg, IM, dose única

FONTE: Protocolo de ISTs do ministério da saúde – 2015


COMPLICAÇÕES DA CERVICITE
• Conjuntivite neonatal (*GONOCOCO)
• DIP
• Gravidez ectópica
• Infertilidade.
• Prematuridade
• Rotura prematura de membranas
• Crescimento intrauterino restrito
URETRITES
• Inflamação da uretra + corrimento
• Muito mais comuns no sexo masculino
• As mulheres portadoras de uretrite são raramente
sintomáticas
• Transmissão sexual
• ETIOLOGIAS: N. gonorrhoeae e C. trachomatis.
CLÍNICA
• Corrimento uretral (mucoide ou purulento)
• Dor uretral (independentemente da micção)
• Disúria
• Estrangúria (micção lenta e dolorosa)
• Prurido uretral e eritema de meato uretral.
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA

INFEÇÃO ASCENDENTE!
A DIP engloba qualquer combinação entre endometrite,
salpingite, abscesso tubo-ovariano e peritonite pélvica.
ETIOPATOGENIA
AO ATINGIR AS FIMBRIAS PODE
PROVOCAR PERITONITE E EVOLUIR
PARA ABSCESSO TUBO OVARIANO

 Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis ( ATÉ


95% NO BRASIL).
 Usuárias de DIU- Actinomices Israelli (actinomicose).
FATORES DE RISCO
• Jovens
• Início precoce da atividade sexual
• Nuliparidade
• Baixo nível socioeconômico
• Tabagismo e alcoolismo
• Múltiplos parceiros sexuais
• Não usar condom
• História prévia de DST ou DIP
• Vulvovaginites ou cervicites
• Parceiro sexual portador de uretrite
• DIU (*só no 1º mês)
DIAGNÓSTICO
• O diagnóstico é clínico!
• TRÍADE
Dor pélvica
CLÁSSICA
• Dor anexial
• Dor à mobilização do colo uterino
• Dispareunia
• Corrimento vaginal mucopurulento
• Febre (30 a 40% dos casos)
• OUTROS: queixas urinárias; sangramento
intermenstrual; anorexia, náuseas e vômitos.
• Muitas assintomáticas!!
EXAMES COMPLEMENTARES
• LABORATORIAIS: Leucocitose c/DE; ↑VHS e ↑PCR
• OUTROS: EAS, culturas, b-HCG, sorologias, biopsia, RM...
• Há algum método padrão ouro ?
 Videolaparoscopia ?
ULTRASSONOGRAFIA TRANSVAGINAL

 USG: O principal achado é a presença de uma fina camada líquida,


com ou sem a presença de líquido livre na pelve
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
*DIAGNÓSTICO :
1 CRITÉRIO DEFINITIVO OU
3 MÍNIMOS + 1 ADICIONAL.s
DIAGNÓSTICO
• O critério diagnóstico de DIP mais recentemente
recomendado pelo CDC (2015) inclui:
Mulheres sexualmente ativas ou em risco de IST;
Dor pélvica ou dor abdominal baixa sem outra
causas identificada;
Um ou mais dos critérios:
 Dor à mobilização do colo
 Dor à palpação do útero
 Dor à mobilização dos anexos
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

(OLIVEIRA et al., 2009)


TRATAMENTO
 A mortalidade, após o uso adequado dos antibióticos,
reduziu-se praticamente a zero nos países desenvolvidos.

 AMBULATORIAL:
• Ceftriaxona 500 mg, IM, dose única (GONORREIA) +
• Doxiciclina 100 mg, 1 cmp, VO, 2x/d, por 14d (CLAMIDIA) +
• Metronidazol 250 mg,2 cmp, VO, 2x/dia, por 14 d.
 HOSPITALAR:
• Cefoxitina 2 g, IV, 4x/dia, por 14 d +
• Doxiciclina 100 mg, 1 cmp, VO, 2x/dia, por 14 d

FONTE: Protocolo de ISTs do ministério da saúde – 2015


TRATAMENTO
 Na prática, o estado clínico da paciente determina a
indicação de internamento;
 Grávidas: devem ser hospitalizadas e tratadas com
antibióticos parenterais.
 As parcerias sexuais dos últimos dois meses, sintomáticas
ou não, devem convocadas e tratadas empiricamente;
 As pacientes que usam DIU não precisam remover o
dispositivo
 A prevenção primária, baseada em mudanças
comportamentais, é indispensável para controle da
doença.
COMPLICAÇÕES
Abscesso tubo-ovariano;
Síndrome de fitz-hugh-curtis;
Infertilidade
Prenhez ectópica
Dor pélvica crônica
Dispareunia.
Recorrência da DIP
REFERÊNCIAS
OLIVEIRA et al. Abdome agudo ginecológico. Revista Hospital Universitário
Pedro Ernesto, v. 8, n. 1, p. 81-88, 2009.

Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO para o Médico Residente. 1ª ed.,


Manole, 2016.

CDC – 2015. Sexually transmitted diseases treatment guidelines. Morbidity


and Mortality Weekly Report 2015; Vol. 64, Nº3.

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) – Atenção Integral às Pessoas


com Infecções Sexualmente Transmissíveis – Ministério da saúde, 2015.

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