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Protocolo de Reanimação Cardiorrespiratória

O documento aborda o protocolo de reanimação cardiopulmonar (RCP), explicando a parada cardiorrespiratória (PCR) e suas causas, além de descrever as manobras de suporte básico e avançado de vida. A RCP é crucial para garantir a oxigenação dos órgãos e pode ser realizada por profissionais de saúde ou leigos treinados. O uso de desfibriladores automáticos externos (DEA) é destacado como uma ferramenta importante no tratamento de arritmias durante emergências.
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Protocolo de Reanimação Cardiorrespiratória

O documento aborda o protocolo de reanimação cardiopulmonar (RCP), explicando a parada cardiorrespiratória (PCR) e suas causas, além de descrever as manobras de suporte básico e avançado de vida. A RCP é crucial para garantir a oxigenação dos órgãos e pode ser realizada por profissionais de saúde ou leigos treinados. O uso de desfibriladores automáticos externos (DEA) é destacado como uma ferramenta importante no tratamento de arritmias durante emergências.
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PROTOCOLO DE

REANIMAÇÃO
CARDIOPULMONAR
Enfermeiro Valmisley Silva
PROTOCOLO
DE
RCP
O QUE É UMA PARADA
CARDIORRESPIRATÓRIA?
• É a interrupção inesperada e abrupta do trabalho cardíaco e da
respiração, com consequente perda da consciência. O que se
observa na maioria desses casos é que o evento não acontece por
acaso, ele é o resultado da evolução de doenças de base. (doenças
coronarianas, HIV, diabetes, câncer, asma, obesidade e tantas
outras que afetam todo o organismo).
• De acordo com dados Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). O
órgão também estima que, por dia, ocorram mais de 700 casos de
paradas cardiorrespiratórios no Brasil.
PRINCIPAIS CAUSAS DE PCR
O QUE É A REANIMAÇÃO
CARDIOPULMONAR?
• É um conjunto de manobras destinadas a garantir a oxigenação dos
órgãos quando a circulação do sangue de uma pessoa para (parada
cardiorrespiratória).
• Nesta situação, se o sangue não é bombeado para os órgãos vitais, como
o cérebro e o coração, esses órgãos acabam por entrar em necrose,
pondo em risco a vida da pessoa.
• A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) consiste em uma série de
manobras realizadas por profissionais de saúde, ou por leigos, para
reverter a parada cardiorrespiratória (PCR) e manter a oxigenação e
perfusão tecidual adequadas.
• A RCP pode ser aplicada em ambientes hospitalares ou mesmo fora deles,
sendo dividida em suporte avançado de vida (SAV) e suporte básico de
vida (SBV), respectivamente. A ênfase em RCP de boa qualidade pode
salvar vidas.
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
• Ele é caracterizado por um grupo de ações e procedimentos para dar um
atendimento primário a qualquer vítima. A principal diferença é que o
suporte básico de vida pode ser realizado por qualquer pessoa, desde
que receba um treinamento. Mas, também pode ser realizada por
profissionais de saúde. O objetivo principal é prestar assistência inicial
enquanto o atendimento especial não chega.
• O suporte básico de vida diz respeito a manobras não invasivas para a
manutenção da vida e prevenção de lesões irreparáveis.
SUPORTE AVANÇADO DE VIDA
• O suporte avançado de vida consiste na segunda etapa do conjunto de
habilidades e conhecimentos que estão envolvidos no tratamento do
paciente com PCR. Considerando a execução do suporte básico de vida e
que o paciente apresenta ventilação e circulação artificial através de
massagem cardíaca externa, deve-se seguir o Suporte Avançado de Vida
de acordo com o tipo de mecanismo de Parada Cardiorrespiratória.
• Apenas profissionais da saúde pode realizar o atendimento. Para executar
o SAV é preciso seguir um protocolo que visa aumentar as chances de
sobrevida da vítima.
SUPORTE AVANÇADO DE VIDA
• FINALIDADE
• Preservar a vida;
• Restabelecer a saúde;
• Aliviar o sofrimento;
• Limitar a incapacidade.
• PCR
• 4 min: inicia-se a lesão cerebral.
• 10 min: morte cerebral estabelecida.
• DECRETO-LEI N.º 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940 CAPÍTULO III: DA
PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE. Art. 135 - Deixar de prestar assistência,
quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada,
ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo;
ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública: Pena - detenção,
de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. Parágrafo único. A pena é aumentada
de metade, se da omissão resultar em lesão corporal de natureza grave, e
triplicada, se resultar em morte.
SUPORTE AVANÇADO DE VIDA
• REQUISITOS DOS PROFISSIONAIS
• Calma e estabilidade emocional;
• Saber priorizar situações mais graves;
• Saber o que não se deve fazer;
• Ter bom senso;
• Ter espírito humanitário;
• Saber trabalhar em equipe.
• REAÇÕES COMUNS E NORMAIS EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA

Físicos
Emocionais Insônia
Ansiedade Fadiga
Raiva Irritabilidade
Culpa Alteração na alimentação
Confusão
SUPORTE AVANÇADO DE VIDA
• Sinais e sintomas:
• Ausência de movimentos respiratórios;
• Cianose (cor azul dos lábios, unhas, não obrigatório);
• Dilatação das pupilas (não obrigatória);
• Inconsciência.
• Posição da vítima para iniciar o atendimento.
• Deverá estar deitada em superfície plana e rígida.
• É imperativo que a vítima inconsciente seja posicionada, o mais breve possível.
• 30 compressões eficientes (na frequência de 100 a 120/min, deprimindo o
tórax em 5 a 6 cm com completo retorno)
• Duas insuflações eficientes (de 1 segundo cada e com visível elevação do
tórax), inicialmente com bolsa valva-máscara com reservatório e oxigênio
adicional.
• Alternar as pessoas que aplicam as compressões a cada 2 min.
• Minimizar as interrupções das compressões torácicas Limitar as interrupções
em 10 segundos
RITMOS CHOCÁVEIS
MEDICAÇÕES DA PCR
Adrenalina Amiodarona Lidocaína
Primeira droga em Adulto: administrar IV a 1ª Adulto: até 2018, a orientação
qualquer modalidade de dose de 300mg e a 2ª será de era administrar lidocaína se a
PCR.
Adulto: 1mg IV em bolus 150mg em bolus seguido de amiodarona não estivesse
seguido de 20ml de solução solução salina de 20ml e disponível, mas essa
salina 0,9% e elevação do elevação do membro. recomendação mudou, agora
membro (repetir a cada 3-5 Criança: 5mg/kg (máximo de pode ser amiodarona ou
minutos). 300mg/dose) em bolus: lidocaína pelo algoritmo. Bolus
Criança: 0,01mg/kg repetida até 2 vezes para de ataque 1 a 1,5mg/kg, IV,
(0,1ml/kg da concentração FV/TVSP refratária ao choque pode ser repetida após 5-10
1:10.000), máximo de e à administração de min na dose a,5 a 0,75mg/kg.
1mg/dose; repetir a cada 3-5 adrenalina (IV). Criança: bolus de ataque:
minutos (IV). 1mg/kg. Manutenção: sucessiva
ao bolus, 20 a 50 mcg/kg/min.
Repetir bolus se a infusão
contínua iniciar mais de 15min
após bolus inicial – IV.
SISTEMA ELÉTRICO DO CORAÇÃO
• [Link]
DESFIBRILAÇÃO X CARDIOVERSÃO
• Desfibrilação
• É a corrente elétrica administrada para interromper a arritmia, não
sincronizada com o complexo QRS do paciente. É utilizada em
situações de emergência como o tratamento de escolha para FV/TVSP.
• Cardioversão
• É a corrente elétrica administrada em sincronia com o complexo QRS
do próprio paciente para interromper a arritmia. O
desfibrilador/cardioversor é configurado para a sincronia com o ECG em um
monitor cardíaco, de modo que a descarga elétrica ocorra na onda R, durante
a despolarização ventricular (complexo QRS).
• [Link]
• [Link]
DEA
• O DEA, ou desfibrilador Externo Automático, é um equipamento portátil
destinado a reverter parada cardiorrespiratória através da detecção
automática de ritmos chocáveis (fibrilação ventricular e taquicardia
ventricular) e aplicação de pulso de desfibrilação bifásico.
• O DEA além de diagnosticar as arritmias cardíacas também é capaz de
tratá-las através da desfibrilação, uma aplicação de corrente elétrica que
para a arritmia, fazendo com que o coração retome o ciclo cardíaco
normal.
• Pode ser utilizado em situações de emergência por operadores treinados
no suporte de vida avançado (bombeiros, agentes policiais e profissionais
da saúde). Pode ser usado também pelo público leigo, com
recomendação que o operador faça curso de Suporte Básico em parada
cardíaca.
SUPORTE AVANÇADO DE VIDA
“Estude para saber a
diferença entre glicose e
glicemia.”

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