DIP-DOENÇA INFLAMATÓRIA
PÉLVICA
IANKA THAMYLLA SOUSA ARAÚJO
O QUE É DIP?
Síndrome clínica atribuída à ascensão de microrganismos do trato
genital inferior, espontânea ou decorrente de manipulação (inserção de DIU,
biópsia de endométrio, curetagem, entre outros), comprometendo o endométrio
(endometrite), tubas uterinas, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas
(salpingite, miometrite, ooforite, parametrite, pelviperitonite).
Está associada a sequelas importantes em longo prazo, causando
morbidades reprodutivas que incluem infertilidade por fator tubário, gravidez
ectópica e dor pélvica crônica.
Agentes etiológicos
FATORES DE RISCO
Condições socioeconômicas desfavoráveis (baixa escolaridade, desemprego e
baixa renda familiar);
Atividade sexual na adolescência.
Comportamento sexual de pessoas com maior vulnerabilidade para IST
(parcerias múltiplas, início precoce das atividades sexuais, novas parcerias
etc.);
Uso de método anticoncepcional.
DIAGNÓSTICO
• O diagnóstico é clínico(65 a 90% de VPP);
• Laparoscopia é exame padrão ouro;
• Exame clínico: aferição de sinais vitais; Exame abdominal; Exame especular
vaginal, incluindo inspeção do colo de útero para friabilidade (sangramento
fácil) e corrimento mucopurulento cervical; Exame bimanual, com mobilização
do colo e palpação dos anexos.
TRATAMENTO AMBULATORIAL X TRATAMENTO HOSPITALAR
POLIMICROBIANO
Os esquemas terapêuticos deverão ser eficazes contra Neisseria gonorrhoeae;
Chlamydia trachomatis; agentes anaeróbios (que podem causar lesão tubária),
em especial Bacteroides fragilis; vaginose bacteriana; bactérias Gram-
negativas; bactérias facultativas e estreptococos, mesmo que esses patógenos
não tenham sido confirmados nos exames laboratoriais.
SEGUIMENTO
Melhora clinica em 72h, após inicio de antibioticoterapia.
Cura é baseada no desaparecimento de sinais e sintomas (após trinta dias,
40% das mulheres ainda persistem com a presença de um ou mais agentes
bacterianos, de acordo com o estudo PEACH (Pelvic Inflammatory Disease
Evaluation Clinical Health Trial) 2)
• LAPAROCOPIA// RNM DE PELVE// TC
• LAPAROTOMIA : MASSAS ANEXIAIS NÃO RESPONSIVAS AO
TRATAMENTO OU QUE SE ROMPEM
• CULDOTOMIA: ABSCESSO QUE OCUPE O FUNDO DE SACO DE
DOUGLAS
• PUNÇÃO TRANSABDOMINAL GUIADA POR ULTRASSOM
Parceiros sexuais
Tratamento dos parceiros sexuais dos dois meses anteriores ao diagnóstico,
sintomáticos ou não.
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Particularidades
USO DE DIU
- Remover 48 a 72h pós início de atb.
PESSOAS IMUNODEPRIMIDAS
- Não há necessidade de internação
- Maior chance de desenvolver abscesso tubo ovariano
GESTANTES
- Internação
- Não usar quinolona e doxiciclina
- Alto risco de abortamento e corioamnionite
REFERÊNCIA