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Fator Acidentário de Prevenção (FAP) e Legislação

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FAP

FATOR ACIDENTÁRIO DE
PREVENÇÃO
Fundamentação legal
Lei 10.666, de 8 DE maio DE 2003
Decreto 7.126, DE 3 DE março DE 2010
Decreto 6.957, de 9 de setembro de 2009
Decreto 6.577, de 25 de setembro de 2008
Decreto 6.042, de 12 de fevereiro de 2007
Resolução CNPS 1.327, de 24 de setembro de 2015
Resolução CNPS 1.316, de 31 de maio de 2010
Resolução CNPS 1.308 e 1.309, respectivamente de 27 de
maio e 24 de junho de 2009
Portarias Interministeriais 432 de 29 de setembro de 2015;
438, de 22 de setembro de 2014; 413, de 24 de setembro
de 2013; 424, de 24 de setembro de 2012; 579, de 23 de
setembro de 2011; 451, de 23 de setembro de 2010; 329,
de 10 de dezembro de 2009; 254, de 24 de setembro de
2009
Ato Declaratório Executivo SRFB Nº 3, de 18 de janeiro de
2010
Conceito
FAP – Fator de Acidente de Prevenção é um
multiplicador variável (0,5 a 2) sobre a
alíquota de riscos ambientais do trabalho
(1%, 2% e 3%) que é aplicável em razão da
quantidade, gravidade e o custo das
ocorrências acidentárias de cada empresa.
Objetivo
O objetivo do FAP é incentivar a melhoria
das condições de trabalho e da saúde do
trabalhador estimulando as empresas a
implementarem políticas mais efetivas de
saúde e segurança do trabalho para reduzir a
acidentalidade.
Acidente de trabalho
O acidente do trabalho é aquele que
ocorre pelo exercício do trabalho,
resultando em dano para o
trabalhador. Para a sua caracterização
é necessário que se estabeleça a
relação entre o dano e o agente que o
provocou, estabelecendo-se assim um
nexo.

O Acidente de Trabalho se divide em:


a) Acidente Típico e Trajeto
b) Doença Ocupacional
Nexo Técnico Previdenciário
É o nexo estabelecido entre o trabalho e o agravo no âmbito da
Previdência Social. Sua caracterização, de acordo com o art.
337 do RPS, é de competência da Perícia Médica
Previdenciária.

Quando existir ação direta do agente como causa necessária à


produção do dano, configurar-se-á o nexo causal. Desta forma,
quando um determinado fenômeno desencadear uma lesão ou
doença de maneira direta, tratar-se-á de uma causa.

O nexo também estará caracterizado quando o agente não for


a causa necessária para o estabelecimento do dano, mas
contribuir para o seu aparecimento ou agravamento.
Nexo Técnico Previdenciário
Pode ser de três tipos:

1. Nexo Técnico Profissional ou do Trabalho - O nexo


estabelecido pela associação do agravo com os agentes etiológicos
ou fatores de risco presentes nas atividades econômicas dos
empregadores e constantes das listas A e B do Anexo II do RPS;

2 - Nexo Técnico Individual - É aquele que decorre de acidentes


do trabalho típicos ou de trajeto, bem como de condições especiais
em que o trabalho é realizado e com ele relacionado diretamente;

3. NTEP ( Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário) -


Aplicado pela significância estatística da associação entre a
Classificação Estatística Internacional de Doenças – CID – 10 e a
Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE.
Nexo Técnico Epidemiológico
Previdenciário - NTEP
A Previdência Social estabeleceu (anexos do
Decreto 6.042/2007) que algumas doenças são desencadeadas
pelo trabalho, ou seja, há um suposto nexo entre a doença e a
atividade laborativa exercida na empresa, trata-se de presunção.
Até 15 dias após a data da entrega da GFIP ou tomar
Funciona da seguinte forma: o trabalhador afastado por mais de 15
conhecimento.
dias por acidente ou não passa, durante a avaliação da Perícia
Médica à verificação da classificação da doença através do CID e
do CNAE da empresa.

Se o CNAE da empresa estiver referido no CID da doença, esta


patologia será referida como possível enquadramento
epidemiológico, cabendo ao perito concordar ou não.
Nexo Técnico Epidemiológico
Previdenciário - NTEP

CNAE:1411-8/01: CONFECÇÃO DE ROUPAS ÍNTIMAS


(1%)

CNAE:8610-1/01: ATIVIDADES DE ATENDIMENTO HOSPITALAR


(2%)
Nexo Técnico Epidemiológico
Previdenciário - NTEP

Quando a Previdência Social entende que a doença do


trabalhador foi desencadeada pela atividade da empresa,
através do enquadramento pelo NTEP, o trabalhador irá
receber auxílio doença acidentário – espécie 91.

Assim este afastamento será computado para determinar o


FAP.
Nexo Técnico
Previdenciário
De acordo com o art. 20, § 1º, da Lei 8213/91, NÃO são
consideradas como doenças do trabalho a doença:
Recurso à
a) degenerativa;
JRPS/CRPS. 30 dia Segurado
s convocado Análise pela
b) (sem
inerente apresentar contra-
a grupo etário;
efeito perícia médica:
suspensivo) razões
c) que não produza incapacidade laborativa; e
Favorável à
d) endêmica adquirida Contrário à
empresa: por segurado habitante de região
empresa:
em que elaTransforma
se desenvolva,
BI. salvo comprovação
Encaminha à JRPS
de que é
resultante Perda do objeto ou contato direto determinado
de exposição
pela natureza do trabalho.
Comunicação do Acidente do Trabalho
Conforme dispõe o art. 22 da Lei nº 8.213, de 1991, e o art. 336 do Decreto nº
3.048, de 1999, o empregador doméstico e a empresa deverão comunicar o
acidente ocorrido com o segurado empregado e o trabalhador avulso, por meio
da Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT, até o primeiro dia útil
seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade
competente, sob pena de multa aplicada e cobrada na forma do art. 286 do RPS.

Em que pese a obrigação da empresa em comunicar o acidente de trabalho por


meio da CAT, a falta deste documento NÃO é impedimento para a
caracterização técnica do nexo entre o trabalho e o agravo pela perícia médica,
quando do afastamento do trabalho superior a quinze dias.

Cabe salientar, que o conceito de acidente do trabalho não está vinculado


necessariamente à concessão do benefício previdenciário por incapacidade,
sendo obrigatória a emissão da CAT pela empresa, ainda que o acidente não
gere o benefício. Esta comunicação terá efeitos do ponto de vista estatístico,
epidemiológico e tributário (Fator Acidentário de Prevenção – FAP).
Comunicação do Acidente do Trabalho
Nos termos da Subseção II da Seção VI do Capítulo V da Instrução
Normativa nº 77/PRES/INSS, de 21 de janeiro de 2015, a empresa
deverá comunicar ao INSS o acidente de trabalho ocorrido por meio da
CAT, de acordo com as seguintes ocorrências:

I - CAT inicial: acidente do trabalho típico, trajeto, doença profissional,


do trabalho ou óbito imediato;

II - CAT de reabertura: afastamento por agravamento de lesão de


acidente do trabalho ou de doença profissional ou do trabalho; ou

III - CAT de comunicação de óbito: falecimento decorrente de acidente


ou doença profissional ou do trabalho, após o registro da CAT inicial.
Comunicação do Acidente do Trabalho
São responsáveis pelo preenchimento e encaminhamento da CAT:
I - no caso de segurado empregado, a empresa empregadora;
II - no caso do empregado doméstico, o empregador doméstico;
III - para o segurado especial, o próprio acidentado, seus
dependentes, a entidade sindical da categoria, o médico assistente ou
qualquer autoridade pública;
IV - no caso do trabalhador avulso, a empresa tomadora de serviço e,
na falta dela, o sindicato da categoria ou o órgão gestor de mão de
obra; e
V - no caso de segurado desempregado, nas situações em que a
doença profissional ou do trabalho manifestou-se ou foi diagnosticada
após a demissão, podem formalizar o próprio acidentado, seus
dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu
ou qualquer autoridade pública.
Efeitos do Acidente do Trabalho
1. Estabilidade provisória no emprego
O segurado que esteve em gozo de benefício por incapacidade
de natureza acidentária tem garantida manutenção do seu
contrato de trabalho com a empresa responsável pelo acidente.
Conforme o art. 118, da Lei nº 8.213, de 1991, a estabilidade
ocorrerá pelo prazo mínimo de doze meses começando após a
cessação do auxílio-doença acidentário, independentemente da
percepção de auxílio-acidente.
2. Continuidade do pagamento FGTS
A empresa permanece com a obrigação de recolher o FGTS
durante todo o período de benefício, de acordo com o § 5º do art.
15 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990. Todo período de
afastamento por motivo de acidente do trabalho é considerado na
contagem do tempo de serviço (art. 4º, parágrafo único, da
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT).
Efeitos do Acidente do
3. Influência no FAP/RATTrabalho
Todas as CAT registradas serão contabilizadas para cálculo do FAP da
respectiva empresa, independente de benefício previdenciário.
Este fator é responsável por aferir o desempenho da empresa, dentro da
respectiva atividade econômica, relativamente aos acidentes de trabalho
ocorridos num determinado período, sendo um importante instrumento
das políticas públicas relativas à saúde e segurança no trabalho.

4. Responsabilidade civil da empresa


Responsabilidade civil é a obrigação de responder pelas consequências
jurídicas decorrentes do ato ilícito praticado, reparando o prejuízo
causado.
Neste sentido, a Constituição Federal de 1988, no seu art. 7º, inciso
XXVIII, prevê o seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do
empregador, sem excluir a indenização a que está o mesmo obrigado,
quando incorrer em dolo ou culpa.
Efeitos do Acidente do
5. Ações regressivas Trabalho
É regra no direito civil brasileiro que o causador de um dano a outra
pessoa tem a obrigação de repará-lo por meio de indenização.
De acordo com o art. 120 da Lei nº 8.213, de 1991, e o art. 341 do
RPS, nos casos de negligência quanto às normas-padrão de
segurança e higiene do trabalho indicados para a proteção individual e
coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva contra os
responsáveis.
6. Auxílio-Acidente
De acordo com a Lei nº 8.213, de 1991, art. 86, o auxílio-acidente é um
benefício previdenciário concedido, a título de indenização, ao
segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de
acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem em
redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia.
Conforme o § 1° do art. 18 deste mesmo diploma legal, somente terão
direito ao auxílio-acidente o segurado empregado, empregado
doméstico, trabalhador avulso e segurado especial.
Contestação da espécie

É possível solicitar a revisão da espécie definida no


benefício e o procedimento dependerá do solicitante e do
tipo de nexo fixado.
É papel da perícia médica fazer a fundamentação técnica
nos casos de contestação e recursos dos nexos técnicos
previdenciários.

Segurado: Requerimento de transformação da espécie de


benefício – prazo decadencial de10 anos.

Empresa: Rito processual difere dependendo do tipo de


Nexo.
Contestação da espécie

NTEP: até 15 dias após a data para entrega da Guia de


Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço e Informações da Previdência Social -GFIP.

Nexo Técnico Profissional/do Trabalho ou


Individual: até 30 dias após a data em que tomar
conhecimento do benefício em espécie acidentária
(recurso).
Documentos probatórios na Contestação
Serão consideradas documentações probatórias, dentre outras:

I - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA;


II - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional –
PCMSO;
III - Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP;
IV - Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT;
V - Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho – LTCAT;
VI - Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR;
VII - Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na
Indústria da Construção – PCMAT; e
VIII - Relatórios e documentos médico ocupacionais.
RAT – Risco de Acidente do Trabalho
O art. 22, II, da Lei 8212/91 determina alíquotas para o
financiamento de benefícios concedidos em razão do grau de
incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos
ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou
creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e
trabalhadores avulsos, da seguinte forma:

a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade


preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado
leve;
b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade
preponderante esse risco seja considerado médio;
c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade
preponderante esse risco seja considerado grave.

O FAP é aplicado sobre essas alíquotas, podendo reduzi-las


ou aumentá-las, conforme o caso.
Exemplo
Empresa com folha de pagamento de
FAP DE 0,5 A 2 R$ 100.000,00 mensais, com grau de
riscos ambientais do trabalho em
nível grave no CNAE, teria um custo
apurado da seguinte forma:
GRAU LEVE 1% VARIÁVEL 0,5 A 2%
R$ 100.000,00 x 3 % x 0,5 x 12 = R$
18.000,00
R$ 100.000,00 x 3 % x 2 x 12 = R$ 72.000,00
GRAU MÉDIO 2% VARIÁVEL 1% A 4% R$ 72.000,00 – R$ 18.000,00 = R$ 54.000,00

Sem FAP o custo anual seria:


R$ 100.000,00 x 3% x 12 = 36.000,00
GRAU GRAVE 3% VARIÁVEL 1,5% A 6%
Se acidente e afastamento = ZERO, o FAP é 0,5
Parâmetros
Os parâmetros definição do FAP:

FREQUÊNCIA Índice que visa quantificar os acidentes.

GRAVIDADE Índice que apura a gravidade da ocorrência, ou seja,


o tempo de afastamento do trabalho.

CUSTO Índice que visa apurar o custo do benefício para a Previdência.


Fontes de dados
As fontes de dados para cálculos dos índices de
frequência, gravidade e de custo são:
Registro de CAT;
Registro de concessão de BI acidentário;
NTEP;
DDB dentro do período base;
Dados populacionais empregatícios (CNAE, nº
de empregados, massa salarial, afastamentos,
alíquotas de 1%, 2% ou 3%, bem como valores
devidos ao Seguro Social;
Expectativa de sobrevida.
Índice de Frequência
Índice de Frequência indica a incidência da
acidentalidade em cada empresa. Para esse índice são
computadas as ocorrências acidentárias registradas por
meio de CAT e os benefícios das espécies B91 e B93
sem registro de CAT, ou seja, aqueles que foram
estabelecidos por nexos técnicos, inclusive por NTEP.

Índice de freqüência = número de acidentes


registrados em cada empresa, mais os benefícios que
entraram sem CAT vinculada, por nexo técnico/número
médio de vínculos x 1.000 (mil).
Índice de Gravidade
Para esse índice são computados todos os casos de
afastamento acidentário por mais de 15 dias (auxílio-doença
acidentário - B91), os casos de auxílio-acidente (B94), de
aposentadoria por invalidez (B92) e pensão por morte acidentária
(B93).
É atribuído peso diferente para cada tipo de afastamento em
função da gravidade da ocorrência. Para pensão por morte o
peso atribuído é de 0,50, para aposentadoria por invalidez é 0,30,
para auxílio-doença o peso é de 0,10 e para auxílio-acidente o peso é
0,10.
O cálculo do índice de gravidade é obtido da seguinte maneira:
Índice de gravidade = (número de benefícios auxílio-doença por
acidente (B91) x 0,1 + número de benefícios por invalidez (B92)
x 0,3 + número de benefícios por morte (B93) x 0,5 + o
número de benefícios auxílio-acidente (B94) x 0,1)/número médio de
vínculos x 1.000 (mil).
Índice de Custo
Representa o custo dos benefícios por afastamento cobertos
pela Previdência. Para esse índice são computados os valores
pagos pela Previdência em rendas mensais de benefícios.
No caso do auxílio-doença (B91), o custo é calculado pelo
tempo de afastamento, em meses e fração de mês, do trabalhador
dentro do Período-base de cálculo do FAP.
Nos casos de benefícios por invalidez, parcial ou total (B92 e
B94), e morte (B93), os custos são calculados fazendo uma
projeção da expectativa de sobrevida a partir da tábua
completa de mortalidade construída pela Fundação Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, para toda a
população brasileira, considerando-se a média nacional única para
ambos os sexos.
O cálculo do índice de custo é obtido da seguinte maneira:
Índice de custo = valor total de benefícios/valor total de
remuneração paga pelo estabelecimento aos segurados x 1.000
(mil).
Fórmula do FAP
A partir dos percentis de ordem é criado um índice
composto, atribuindo ponderações a cada índice.
A fórmula para o cálculo do índice composto é a seguinte:
IC = (0,50 x percentil de ordem de gravidade + 0,35 x
percentil de ordem de frequência + 0,15 x percentil de
ordem de custo) x 0,02.
– Se IC < 1.0 => FAP = 0,5 + 0,5 x IC
– Se IC > 1.0 => FAP = IC – (IC-1) x 0,25
Exemplo: Empresa que apresentar percentil de ordem de
gravidade de 30, percentil de ordem de frequência 80 e
percentil de ordem de custo 44, dentro do respectivo CNAE-
Subclasse, terá o índice calculado do seguinte modo:
IC = (0,50 x 30 + 0,35 x 80 + 0,15 x 44) x 0,02 = 0,9920
FAP = 0,5 + 0,5 x 0,9920 = 0,9960
Como saber o FAP?
O estabelecimento terá conhecimento do
FAP a ele atribuído por meio de senha
específica, obtida no site ou em uma agência
da Receita Federal.
É possível consultar através do link:
[Link]
[Link]
Contestação do FAP
O FAP atribuído às empresas pelo MPS poderá ser
contestado administrativamente, no prazo de 30 dias
após a publicação oficial, por intermédio de formulário
eletrônico dirigido ao Departamento de Políticas de
Saúde Segurança Ocupacional (DPSO) –
disponibilizado nos sites do MPS e da Receita Federal
do Brasil (RFB).

Compete à Secretaria de Políticas de Previdência


Social (SPS) julgar em grau de recurso, ou seja, em
segundo e último grau administrativo, as decisões do
DPSO.
Contestação do FAP
Contestação do FAP
Se não houver acidente registrado o FAP = 0,5.
Se houver o acidente e a empresa não apresentar
notificação o FAP será 2,0.
Se a empresa apresentar casos de morte ou invalidez
permanente, decorrentes de acidentes ou doenças do
trabalho, seu valor FAP não pode ser inferior a 1,0 (um).
Esse impedimento pode ser afastado se for
comprovado o investimento em recursos materiais,
humanos e tecnológicos em melhoria e segurança do
trabalho, através de formulário específico, com
acompanhamento dos sindicatos dos trabalhadores e dos
empregadores.
Contestação do FAP
A contestação deverá versar sobre elementos previdenciários que
compõem o cálculo do FAP, ou seja:

I - Comunicação de Acidentes do Trabalho;


II - Nexo Técnico Previdenciário s/ CAT vinculada;
III - Benefícios - seleção dos Benefícios relacionados para contestação.
IV - Massa Salarial - seleção da(s) competências(s) do período-base,
inclusive a 13ºsalário considerada correta;
V - Número Médio de Vínculos - seleção da(s) competências(s) do
período-base, informando a quantidade de vínculos que o
estabelecimento considera correta ter declarado em GFIP para cada
competência selecionada.
VI - Taxa Média de Rotatividade - seleção do(s) ano(s) do período-base,
informando as quantidades de rescisões e admissões e de vínculos no
início do ano que o estabelecimento considera corretas ter declarado em
GFIP para cada ano do período-base selecionado.
Para pagar menos:
Obrigada!

Luciana Nunes Mello


Chefe da Divisão de Benefícios
[Link]@[Link]

Carla Maria Torres Alves Montenegro


Perita Médica Previdenciária, Perita Judicial e Médica
do Trabalho
[Link]@[Link]

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