0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações402 páginas

Matemática em Administração: Conjuntos e Lógica

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações402 páginas

Matemática em Administração: Conjuntos e Lógica

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Matemática I

Seção 1

Prof. Gerson Lachtermacher, Ph.D.

Profª. Local: Fábio Maia

1
Conteúdo da Seção

 Matemática em Administração
 Conjuntos
 Propriedades
 Operações
 Conjuntos e Lógica
 Operadores Lógicos
 Conjuntos Numéricos
 Dízima Periódica
 Intervalos Numéricos

2
Matemática em Administração

 Por que estou aprendendo Matemática?

 Onde será aplicada?

 Devo ter medo de Matemática?

3
Matemática em Administração

 Três motivos relevantes para ajudar você a ver que isso não é
nada complicado:

1. Faremos revisão dos conteúdos.

2. Utilização de Matemática no seu dia a dia.

3. Estudo de Matemática por meio de casos que reflitam a sua


vivência nas organizações.

4
Conjuntos

 No nosso dia a dia nos deparamos com conjuntos a todo


minuto.

 O time de futebol de seu clube do coração é um conjunto de


jogadores que defendem o seu clube contra outro conjunto de
jogadores, isto é, os adversários.

 Os eleitores de um certo partido político são um conjunto de


pessoas que votam em certo partido.

5
Conjuntos

 Conjunto é uma ideia primitiva, isto é, não se define.

 Podemos dizer que um conjunto (coleção, classe, família) é


constituído de elementos.

 Descrição dos Elementos do Conjunto:


 Lista
 Regra – propriedade característica
 Representação

6
Conjuntos

 Descrição dos Elementos do Conjunto


 Lista
A={a,b,c}={a,a,a,b,b,b,b,c}
 Regra

B=  x | x é um inteiro
C= 11,13,15, ... ,99

7
Pertinência

 Dado um conjunto A e um objeto x...

 Se o objeto x é um elemento de A, então...

x A
 Se o objeto x não é um elemento de A, então...

x A

8
Conjunto Vazio

 Um conjunto que não possui nenhum elemento é chamado de


um conjunto vazio e é representado por:

 ou 

9
Subconjuntos

 Um conjunto de eleitores de um determinado partido político


pode ser subdividido de diversas maneiras.

 O conjunto dos eleitores homens de um certo partido constitui um


subconjunto do conjunto de eleitores de um determinado partido.

 O conjunto das eleitoras mulheres com mais de 25 anos constitui


um subconjunto do conjunto de todos os eleitores.

10
Subconjuntos

 Se todo elemento de um conjunto A também for um elemento


de um conjunto B, então podemos dizer que A é um
subconjunto de B.

AB AB
está contido não está contido

B B
A A

11
Subconjuntos

 Para todo conjunto A é correto escrever que A está contido em


A.

AA
 O conjunto vazio é um subconjunto de qualquer conjunto A.

A

12
Subconjuntos

 Dois conjuntos são iguais quando possuem os mesmos


elementos, isto é:

A  B e B  A então A B

13
Conjuntos - Inclusão e a Lógica

 Seja o conjunto A definido pela propriedade p e o conjunto B


definido por q.

 Dizer que “p implica em q”


p q
 é o mesmo que dizer que o conjunto A está contido em B.

AB

14
Conjuntos - Inclusão e a Lógica

 Sejam

A  x | x é múltiplo de 4 e B  x | x é par

 Logo

A  B ou p q
 x é múltiplo de 4    x é par 
se x é multiplo de 4 então x é par

15
Conjuntos - Inclusão e a Lógica

 Na implicação p  q dizemos que:

 q é condição necessária para p.

 p é condição suficiente para q.

16
Conjunto Universo - Conjunto
Complementar

 Conjunto Universo (U)

 É um conjunto especificado que contém todos os elementos de


interesse para um determinado problema.

 Conjunto Complementar em relação ao conjunto U

 Conjunto complementar de A ou Aé o conjunto formado pelos


elementos de U que não pertencem a A.

17
Tipos de Conjuntos

 Conjunto Complementar de A em relação ao conjunto U

U
A
AB
A

18
Conjuntos - Complementar e a Lógica

 Se um conjunto A é definido pela propriedade p, então o


conjunto Aé formado pelos elementos que não têm a
propriedade p.

A  x | x tem a propriedade p
A  x | x não tem a propriedade p

19
E Lógico

 Sejam duas assertativas x A e xB

x A
E Lógico
Falso=0 Verdade=1

Falso=0 Falso=0 Falso=0


xB
Verdade=1 Falso=0 Verdade=1

20
OU Lógico

 Sejam duas assertativas x  A ou xB

x A
OU Lógico
Falso=0 Verdade=1

Falso=0 Falso=0 Verdade=1


xB
Verdade=1 Verdade=1 Verdade=1

21
Conjuntos - União

 Podemos unir dois conjuntos formando um terceiro conjunto.

 Se for feita uma aliança entre o PSDB e o PFL nas próximas


eleições, o conjunto dos eleitores que votarão na aliança é
formado pela união do conjunto dos eleitores do PSDB com o
conjunto dos eleitores do PFL.

22
Conjuntos - União

 O conjunto P é a união dos conjuntos A e B, se todos os


elementos de A e B, e apenas estes, estão presentes em P.

P  A  B {x | x  A ou x  B}

 Ou o elemento pertence a A ou pertence a B ou pertence aos


dois.

23
Conjuntos - União

 Exemplo

A
A B A B
B
A B A B A B

24
Conjuntos - Interseção

 Podemos determinar os elementos comuns entre dois conjuntos


formando um terceiro conjunto.

 Esta operação tem o nome de interseção de dois conjuntos.

 Se considerarmos o conjunto de alunos de sua sala que falam


inglês e o conjunto de alunos que falam francês, o conjunto
interseção entre os dois conjuntos é dado por todos os alunos que
falam tanto inglês quanto francês.

25
Conjuntos - Interseção

 P é o conjunto interseção de A e B, se ele é composto por todos


os elementos comuns a A e B.

P  A  B {x | x  A e x  B}

 O elemento de P é elemento de A e de B.

26
Conjuntos - Interseção

• Exemplo

A B
A  B 
A
A B
B
B

A B A B

27
Conjuntos - Diferença

 P é o conjunto diferença de A e B, se é composto dos elementos


de A que não são elementos de B.

 P é o conjunto diferença de B e A, se é composto dos elementos


de B que não são elementos de A.

A A
B B A BB

A–B B – A=  B–A

28
Conjuntos

A  B  A  B    A  B    B  A 

A B

A B AA
 BB B A

29
Conjuntos

Dados os conjuntos A = { x  N*  x é ímpar },


B = { x  N*  x é par } e C = { x  N*  x é múltiplo de 3 },
determine se as afirmativas são verdadeiras ou falsas.
Justifique.
a) 3  A b) –3  B
c) –12  C d) 15  C
e) A  B f) A  C
g) B  C =  h) (A  C)  B = 
i) A  B  C = N

30
Caso Faculdades LCL

Em uma pesquisa feita pelas Faculdades LCL em seu curso de


Administração com uma amostra de alunos, eles foram
classificados em três grandes grupos: os que jogam futebol, tênis e
vôlei. A comunidade pesquisada apresentava 108 alunos, dos
quais:

 56 alunos jogavam tênis;


 12 alunos jogavam tênis e futebol, e não jogavam vôlei;
 10 alunos jogavam tênis e vôlei, e não jogavam futebol;
 6 alunos jogavam futebol e vôlei, e não jogavam tênis;
 8 apenas jogavam vôlei.

31
Caso Faculdades LCL

 O número de alunos que apenas jogam futebol é igual ao número


de alunos que jogam apenas tênis.

 O número de alunos que jogam os três esportes simultaneamente


é a metade do número de alunos que não praticam nenhum dos
esportes.

 Questão: Qual o número de alunos que praticam os três


esportes simultaneamente?

32
Caso Faculdades LCL Solução

 A amostra pesquisada
Universo (Amostra)
apresenta 108 alunos.
Tênis Futebol U 108
 56 alunos jogavam tênis.
A D B A  D  G  E 56
G  12 alunos jogavam tênis e
E F futebol, mas não jogavam vôlei.
C D 12
 10 alunos jogavam tênis e
Vôlei vôlei, e não jogavam futebol.
E 10

33
Caso Faculdades LCL Solução

 6 alunos jogavam futebol e


Universo (Amostra)
vôlei, e não jogavam tênis.
Tênis Futebol F 6
 8 apenas jogavam vôlei.
A D B C 8
G  O número de alunos que
E F apenas jogam futebol é igual
ao número de alunos que
C
jogam apenas tênis.
Vôlei
B A

34
Caso Faculdades LCL Solução

 O número de alunos que


Universo (Amostra)
jogam os três esportes
Tênis Futebol
simultaneamente é a metade
do número de alunos que não
praticam nenhum dos
A D B esportes.
G
E F
H
G
C 2
108  A  B  C  D  E  F  G 
G
Vôlei 2

35
Caso Faculdades LCL Solução

U 108 U 108
A  D  G  E 56 A 30
D 12 B 30
E 10
C 8
F 6
D 12
C 8
E 10
A B
H
F 6
G
2 G 4
H 108  A  B  C  D  E  F  G  H 8

36
Conjuntos Numéricos

 Números Naturais
  0,1, 2,... e * 1, 2,...
 Números Inteiros
= ...,  2,  1, 0,1, 2,... e *= ...,  2,  1,1, 2,...
 Números Fracionários
a 
  a  Z e b  Z*
b 

37
Conjuntos Numéricos

 Números Irracionais

 Formado por todos os números cuja expansão decimal não é finita


nem periódica.

 e 2

38
Conjuntos Numéricos

 Números Reais é o conjunto união dos conjuntos racionais e


irracionais

 Números Complexos

39
Dízimas Periódicas

 Uma dízima periódica é um número racional que quando


escrito no sistema decimal apresenta uma série infinita de
algarismos decimais que, a partir de um certo algarismo, se
repetem em grupos de um ou mais algarismos, ordenados
sempre na mesma disposição e chamados de período.

 Exemplos
 0,66666...
 3,454545...
 1,201201201...

40
Dízimas Periódicas - Exemplos

 Encontre a fração equivalente a cada uma das dízimas


periódicas:

a) 0,3333...

b) 2,3535...

c) 0,34657657....

41
Dízimas Periódicas - Exemplos

a) 0,3333...

x 0,33333...  10 x 3,3333...
10 x  x 3,3333...  0,33333...
3
9 x 3  x 
9

42
Dízimas Periódicas - Exemplos

b) 2,3535...

x 2,3535335...  100 x 235,3535...


100 x  x 235,3535...  2,3535335...
233
99 x 233  x 
99

43
Dízimas Periódicas - Exemplos

c) 0,34657657...

x 0,334657657...
1000 x 334, 657657...
e 1000000 x 334657, 657...
1000000 x  1000 x 334657, 657...  334, 657657...
334323
999000 x 334323  x 
999000

44
Cardinal de um Conjunto

 O cardinal indica o número ou quantidade dos elementos


constituintes de um conjunto.

 O cardinal de um conjunto A com n elementos é representado


por:

n( A) n

45
Cardinal de um Conjunto Relações

 Relações Importantes

n( A  B ) n( A)  n( B)  n( A  B)

n( A  B  C ) n( A)  n( B)  n(C )  n( A  B)  n( B  C )  n( A  B  C )

46
Intervalos Numéricos

• O Conjunto de todos os números reais é denotado


por R1 e pode ser representado por uma reta
horizontal, chamada eixo orientado.

-2 -1 0 1 2

47
Intervalos Numéricos

• Intervalo aberto de a a b, denotado por (a,b), é o conjunto


de todos os números reais tais que a < x < b.

(a, b)  x   | a  x  b
a b

• Intervalo fechado de a a b, denotado por [a,b], é o conjunto


de todos os números reais tais que a  x  b.
[a, b]  x   | a  x b
a b

48
Intervalos Numéricos

• Intervalo semiaberto aberto à esquerda de a e


fechado à direita de b, denotado por (a,b], é o
conjunto de todos os números reais tais que a < x 
b.
(a, b]  x   | a  x b
a b
• Intervalo semiaberto fechado à esquerda de a e
aberto à direita de b, denotado por [a,b), é o conjunto
de todos os números reais tais que a  x < b.

[a, b)  x   | a  x  b
a b

49
Intervalos Numéricos Infinitos

( , b]  x   | x b
b

( , b)  x   | x  b
b

[b, )  x   | x b


b

(b, )  x   | x  b
b

50
Exercícios Propostos

 CD-ROM do Livro-texto 1 – Matemática I


 Capítulo 1 – Conjuntos
 Exercícios: 1 – 60
 Exercícios Conceituais: 1-1 a 1-2

51
Matemática I
Seção 2

52
Conteúdo da Seção

 Número Reais
 Operações e Propriedades
 Potências
 Propriedades
 Raízes
 Fatores Racionalizantes
 Produtos Notáveis
 Triângulo de Pascal

53
Números Operações no Conjunto dos Reais

 Subtração
Adição

a b a  b ou [a  ( b)]

 Multiplicação  Divisão (se b¹0)

a 1
a b ou a b a / b ou ou a 
b b

54
Números - Propriedades

 Propriedade Comutativa

a  b b  a
a b b a
 Propriedade Associativa

a  (b  c) (a  b)  c
a (b c) (a b) c

55
Números - Propriedades

 Propriedade Distributiva

a (b  c ) ( a b)  ( a c)

 Elemento neutro
 na adição: a  0 a

 na multiplicação: a 1 a

56
Números - Propriedades

 Existência de Simétrico ou Oposto

a  (  a ) 0
Todo número real tem oposto.

 Existência de Inverso ou Recíproco

1
se a 0  a  1
a

57
Potência de Expoente Natural

 Elevar um número real a, a diferente de zero à potência n


(pertencente a N* e n³ 2), significa multiplicar a por ele mesmo
n vezes:
n
a a
 a a a
n vezes

 Exemplo:

34 3 3 3 3 81
 5  5 5  5   125
3

58
Potência de Expoente Natural

 Por definição:

a 0 então a 0 1 e a 0 então a1 a

 Exemplos: 0
6 1
( 3)0 1
10 1

59
Potência de Expoente Natural -
Propriedades

 Seja a um número real diferente de zero, n e m inteiros, então:

a n a m a n m

 Exemplo:

43 42 43 2 45

60
Potência de Expoente Natural - Propriedades

 Seja a um número real diferente de zero, n e m naturais, então:

n m nm
( a ) a
 Exemplo:

(24 ) 2 (16) 2 256


242 28 256

61
Potência de Expoente Natural - Propriedades

 Seja a, b e c um número real diferente de zero, n natural, então:

( a b c ) n a n b n c n

 Exemplo:

(3 4 5) 2 60 2 3600


32 42 52 9 16 25 3600

62
Potência de Expoente Natural - Propriedades

 Sejam a e b números reais, com b diferente de zero, então:


n
a an
   n
b b
 Exemplo:

3
 12  3 123 1728
  4 64 e 3
 64
 3  3 27

63
Potência de Expoente Inteiro Negativo -
Propriedades

 Seja a um número real  Exemplos:


diferente de zero, então:

1 4 1
a n
 n 3  4
a 3
a n
1 53 3 2 1
n m 5  2 3
m
a  m n 5 2
5
a a

64
Raiz Quadrada

 Se a 0, a raiz quadrada de a é o número positivo b tal que b2 =


a.

a b

 Observação:

32 9 
 porém 9 3
 3  9 
2

65
Raiz Quadrada - Propriedades

 Se a e b são números positivos, então:

a 2 a ; a 4 a 2 ; a 4 a 2
2
a  b  ab  a  a  a a
a a

b b

66
Outras Raízes - Propriedades

 A raiz de índice n de um número real a é representada e


definida por:

n
i. Se n é par, e se a é positivo, a é o número positivo b tal
n
que b a .

n
ii. Se n é ímpar, e se a é positivo, a é o número b tal que
b n a .

 Se a é positivo, então b é um número positivo.


 Se a é negativo, então b é um número negativo.

67
Radiciação

 Generalização da Potenciação (expoente racional).


 Seja a um número real positivo e n um número inteiro positivo,
então:
1n
a n a
 Exemplo:
41 3  3 4

68
Radiciação

 Sejam a e b números positivos, n e m são números naturais não


nulos, então:

 a  3
m 5
m/ n n m 53 3 5
a  a  n
3  3  3

3
n
a n b  n ab 27 3 8  n 216 6
n 3
a na 27 3 27 3
  
n
b b 3
8 8 2
n m 2 3
a nm a 64  6 64 2
kn
a km  n a m 4
3 6  2 33

69
Potenciação e Radiciação - Exercícios

 Determine os valores das potências abaixo:

 a) 2  1 23 2  4 d)
 

1
3
2

g)
2 2
2 3
1 1 2
e)  30
 b) 23 3 3 5 3

 c)  2  4 f)
34 h) 

1
5
2

35

70
Caso LCL Cartonagem S.A.

 A LCL Cartonagem S.A. fabrica uma embalagem especial,


utilizada na indústria eletrônica. Devido ao peso das peças que
são acondicionadas nessa embalagem, o fundo é preparado
com uma base metálica e as laterais e a tampa são feitas de
papelão. A matéria-prima utilizada no fundo tem um custo de
R$200,00 por m2, a das laterais e da tampa R$80,00 por m2.
Sabendo-se que a embalagem deve ser um cubo de 50cm de
lado, calcule o custo da matéria-prima utilizada nessa
embalagem.

71
Caso LCL Cartonagem S.A.

50cm

50cm

Custo do Fundo 200 0,5 


2
50cm

Custo das Laterais 80  4 0,5 
2

Custo da Tampa 80 0,5 
2

Custo Total 50  80  20 150

72
Racionalização - 1º caso

 Chamamos de racionalizante de uma expressão que contém


radicais a uma outra expressão que, multiplicada por ela, dá um
resultado sem radicais.

Expressão Racionalizante

a a
3
a 3
a2
a 3bc 4 ab
7
7
a 2bc 4 a 5b 6 c 3

73
Produtos Notáveis

 Vocês se lembram...
 a  b 2 a 2  2ab  b 2

 
2 2 2
a – b a  2 ab  b
a  b . a – b  a 2 – b 2
a  b  a  b . a  b   a 3  3a 2b  3ab 2 + b3
3 2

    
3 2 3 2 2 3
a – b  a  b . a  b  a  3a b  3ab  b
a – b (a 2  ab  b 2 ) a 3  b3

74
Produtos Notáveis - Exercícios

 Desenvolva os seguintes produtos notáveis:

x  4
2
a)
b)  x  3 x  3
x  2
3
c)
 
3
d) x  4
2
 3
e)  2 x  
 2

75
Produtos Notáveis - Soluções dos
Exercícios

a) ( x  4)2 x 2  8 x 16
b) ( x  3)( x  3) x 2  9
c) ( x  2)3 ( x  2)( x  2) 2 ( x  2)( x 2  4 x  4) 
x3  3( 2) x 2  3( 2) 2 x  ( 2)3
x3  6 x 2 12 x  8
d ) ( x  4)3 ( x  4)( x  4) 2 ( x  4)( x 2  8 x 16) 
x3  3(4) x 2  3(4)2 x  (4)3
x3 12 x 2  48 x  64
e) 2 x  2  (2 x) 2  2(2 x)( 3 )  ( 3 ) 2 4 x 2  6 x  9
3 2
2 2 4

76
Fatorial

 Seja n um número inteiro positivo.


 O fatorial de n representado por n! é dado por:
n
n ! 12 ... n i
i 1

 Por definição o fatorial de 0 (zero) é igual a 1.

0! 1

77
Triângulo de Pascal

 Em valores o triângulo de Pascal pode ser escrito como:

1
1 1
1 2 1 p n!
onde C  n
1 3 3 1 p !(n  p )!
1 4 6 4 1
1 5 10 10 5 1
: : : : : :

78
Triângulo de Pascal

 Esses valores do triângulo de Pascal podem ser obtidos


facilmente:

1
1+ 1 =
1 2 1
1+ 3 = 3 + 1 =
1 4 6 4 1
1 5 10 10 5 1

79
Triângulo de Pascal e Produtos Notáveis

 Podemos expandir um produto notável utilizando as linhas do


triângulo de Pascal como os coeficientes do polinômio.

 Exemplo:

 
5 5 0 4 1 3 2 2 3 1 4 0 5
x  a 1x a  5 x a  10 x a  10 x a  5 x a  1x a

 
5 5 0 4 1 3 2 2 3 1 4 0 5
x  a 1x a  5 x a  10 x a  10 x a  5 x a  1x a

80
Racionalização - 2º caso

 O racionalizante da expressão

a A b B
é a sua expressão conjugada

a A b B
já que

      
2 2
a A b B a A  b B  a A  b B a 2 A  b 2 B

81
Exercícios

 CD-ROM do Livro-texto 1 – Matemática I


 Capítulo 2 – Potências, Raízes e Produtos Notáveis
 Exercícios: 1 – 86
 Exercício Conceitual: 2-1

82
Matemática I
Seção 3

83
Conteúdo da Seção

 Polinômios
 Monômios
 Fatoração
 Operações com Polinômios
 Módulo
 Equações e Raízes
 1º e 2º grau, Irracionais e Modulares
 Sistemas de Equações Lineares
 Inequações e Inequações Modulares

84
Definições

 Termo Algébrico é o produto de um número (chamado


coeficiente) por potências racionais de variáveis.

4xy e x y  1

85
Definições

 Monômio é um termo algébrico em que o coeficiente é real e os


expoentes são naturais.

x2
4 xy ,
3
 O grau de um monômio é a soma dos expoentes de suas
variáveis.

86
Definições

 Polinômio é uma soma de monômios.


2 3 2
4 xy  2 x e x  2x  7
 O grau de um polinômio é o mais alto grau dentre os seus
monômios.
 Se um polinômio possui apenas uma variável x, ele é, em geral,
representado por P(x).
 Se um polinômio possui duas variáveis x e y, ele é, em geral,
representado por P(x,y).

87
Definições

 O valor numérico de um polinômio é o número obtido quando


atribuímos valores às variáveis.

P ( x)  x 3  2 x 2  7  P (10) (10)3  2(10) 2  7 807

P ( x, y ) 4 xy  2 x 2  P(1, 2) 4 1 2  2(1) 2 10

88
Fatoração

 Fatorar um polinômio significa transformá-lo num produto de


polinômios de graus menores que o do original.

2 x 4  6 x 3  10 x 2 2 x 2 x 2  6 x 2 x  10 x 2  x 2 2 x 2  6 x  10 

89
Adição e Subtração de Polinômios

 As operações de adição e subtração são efetuadas entre os


termos semelhantes, somando-se ou subtraindo-se as
constantes destes termos.

P ( x, y )  xy  x 2  2 y e Q ( x, y ) 2 xy  y 2

P ( x, y )  Q( x, y ) 3 xy  y 2  x 2  2 y

90
Multiplicação de Polinômios

 Na operação de multiplicação, usamos a propriedade


distributiva e depois agrupamos os termos semelhantes.

P ( x, y )  xy  x 2  2 y e Q ( x, y ) 2 xy  y 2

P ( x, y ) Q( x, y )  xy  x 2  2 y 2 xy  y 2 
2 x 2 y 2  2 x 3 y  2 xy 2  xy 3  x 2 y 2  3 y 3 
3 x 2 y 2  2 x 3 y  2 xy 2  xy 3  3 y 3

91
Divisão de Polinômios

 Somente se efetua a divisão entre dois polinômios quando o


grau do dividendo for maior ou igual ao grau do divisor.

 Exemplo: Dividir

3 2 2
10 x  3 x  3 x  10 por 2 x  3 x  5

92
Divisão entre Polinômios

 3
10 x  3 x 2
 3x  10 2 x 2  3x  5
3 2
 10 x  15 x  25 x 5x 6
2
12 x  22 x 10
 12 x 2  18 x  30
 4x  20

Quociente: 5 x  6
Resto:  4 x  20

93
Divisão entre Polinômios

 Então, a seguinte igualdade pode ser escrita:

10 x 3  3 x 2  3 x  10  4 x  20
2
5 x  6  2
2 x  3x  5 2 x  3x  5

94
Divisão entre Polinômios

 Já que:

 4 x  20 5 x  6   3x  5  4 x  20
2 x 2

5x  6  2 
2 x  3x  5 2 x 2  3x  5
10 x3  15 x 2  25 x  12 x 2  18 x  30  4 x  20

2 x 2  3x  5
10 x3  3 x 2  3 x  10

2 x 2  3x  5

95
Divisão entre Polinômios - Exercício

 Dividir
2
3 x  2 x  4 por x  3

2
3x  2 x  4 x 3
 3x 2  9 x 3x 7
7x 4
 7 x  21
25 Quociente: 3 x  7
Resto:  25

96
Identidades e Equações

 Uma identidade é uma igualdade que se verifica para quaisquer


valores atribuídos às variáveis.

 
2 2
x  2  x  4x  4
 Uma equação é uma igualdade que se verifica para alguns
valores atribuídos às variáveis.

x  2 4
só é válida para x 2.

97
Raiz de uma Equação

 Um número é a raiz de uma equação, se torna a igualdade


verdadeira.

 Exemplo:

 1 e 2 são raízes de x 2  x 2
já que
 1   1 1 1 2
2

   2  4  2 2
2
2

98
Grau de uma Equação

 O grau de uma equação é dado pelo termo de maior grau da


mesma.

x 2  4 x  4 0  2º grau
5 6 4
x  4 x  0  6º grau
x

99
Princípios Gerais para Resolução de Equações

1) Numa equação, podemos transpor um termo (isto é, mudá-lo


de lado da equação), desde que o multipliquemos por -1.

2) Uma equação não se altera quando multiplicamos ambos os


membros (todos os termos da equação de ambos os lados) por
uma constante diferente de zero.

100
Equação do Primeiro Grau

 Toda equação que pode ser escrita na forma ax  b 0 , em


que a, b  R, a¹0 e x é uma variável, é denominada uma
equação do primeiro grau.

 O valor x  b é chamado de raiz da equação do primeiro


grau. a

101
Equação do Primeiro Grau - Exercícios

 Ache as raízes das seguintes equações:

3
1) x  8 4
2

2) 2 x 1 x
 7
3 2

3) x 5 x 3x  7
2 
3 12 4

102
Equação do Primeiro Grau - Soluções

3
1) Equação x  8 4
2
3
Transpondo x 4  8
2
3
Simplificando x 12
2
2 2
Multiplicando por x  12 
3 3
Resposta x 8

103
Equações do Primeiro Grau - Soluções

2) 2 x 1 x
 7
3 2
 2 x 1   x
6   6    
7 6
 3   2
2 2 x  1  42 3 x
4 x  2  42 3 x
4 x  3 x 40
x 40

104
Equações do Primeiro Grau - Soluções

3) x 5 x 3x  7
2 
3 12 4
 x  5x   3x  7 
12    12 2   12   12  
3
  12
   4 
4 x  24  5 x 9 x  21
9 x  9 x  21  24
0  45 impossível. A equação não tem solução.

105
Equação do Segundo Grau

 Toda equação que pode ser escrita na forma


ax 2  bx  c 0
onde a, b e c  .

 Suas raízes x1 e x2 são dadas pelas expressões:


Fórmula de Bháskara b b 2  4ac
 x1 
 2a
 b  b 2  4ac 
x  
2a 
x  b  b 2  4ac


2
2a

106
Equação do Segundo Grau

 O número de raízes para cada equação do segundo grau varia


de acordo com delta (D):

  0, a equação possui 2 raízes reais e distintas



 Se  b 2  4ac  0, a equação possui 2 raízes reais iguais
  0, a equação não possui raízes reais

107
Equação do Segundo Grau - Exercícios

 Encontre as raízes das equações abaixo:


2
a) x  2 x  1 0

b)  x 2  4 x  60 0

c) 2 x 2  2 x  3 0

d) x 2  2 x  1 0

108
Equação do Segundo Grau - Soluções

 Encontre as raízes das equações abaixo:


a) x 2  2 x  1 0  x1 1 e x2 1

b)  x 2  4 x  60 0  x1  10 ; x2 6

c) 2 x 2  2 x  3 0  sem raízes reais

d) x 2  2 x  1 0  x1  1 e x2  1

109
Equação do Segundo Grau - Fatoração

 Seja a equação
ax 2  bx  c 0

onde a, b e c  , com a ¹ 0.

 A fatoração dessa equação é dada por:

2
ax  bx  c a (x  x1 )(x  x2 )
onde x1 e x2 são as raízes da equação.

110
Equação do Segundo Grau
Fatoração - Exercício

 Fatore a equação:
x 2  x  6 0
 As raízes dessa equação são x1 = 3 e x2 = –2, assim a forma
fatorada é:
( x  3)( x  2) 0

111
Sistema de Duas Equações Lineares

 Um sistema de equações é um conjunto de equações


relacionadas em que o conjunto solução deve satisfazer a todas
as equações isoladamente.

 Existem dois métodos básicos para se resolver um sistema de


equações:

 Substituição
 Eliminação

112
Sistema de Duas Equações Lineares
Método de Substituição

 Este método consiste em obter o valor de uma variável em uma


das equações e substituir este valor na outra.

8 x  3 y 14

 5 x  2 y 8
5
5 x  2 y 8  y 4  x
2
 5  15
8 x  3  4  x  14  8 x  12  x 14
 2  2
1
x 2  x 4  y  6
2

113
Sistema de Duas Equações Lineares
Método de Eliminação

 Este método consiste em planejar a eliminação de uma variável


por meio da soma de duas ou mais equações.

8 x  3 y 14 16 x  6 y 28 (2)


 
 5 x  2 y 8 15 x  6 y  24 ( 3)
somando ambas equações
x 4  y  6

114
Equações Irracionais

 Uma equação é dita irracional quando a incógnita aparece


embaixo de uma raiz.

 Para se resolver esse tipo de equação, devemos elevar ambos os


termos a uma potência conveniente.

 Sempre que elevamos uma equação a um expoente devemos


verificar os resultados, porque raízes estranhas ao resultado
original podem aparecer.

115
Equações Irracionais - Exemplo

 Resolva a equação 5 x 1 x  7
 Solução:

 
2
 x  7 
2
5x 1
5 x  1  x 2  14 x  49
x 2  19 x  48 0
 19  13
x  16
 b  b 2  4ac 19  361  192  1 2
x  
2a 2  x 19  13 3
 2 2
se x 16  5 x  1 x  7  5 9   1 16  7  9 9 ok

se x 3  5 x 1 x  7  5 3   1 3  7  4  4 raiz estranha

116
Inequações

 Uma inequação é uma desigualdade que se verifica para alguns


valores atribuídos às variáveis.
 Intuitivamente uma inequação é uma equação em que o sinal
de igualdade é substituído por um dos seguintes operadores
matemáticos:
 x  2  4 só é válida para x  2.
> - Maior que
 < - Menor que x  2  4 só é válida para x  2.
 ≥ - Maior ou igual que x  2 4 só é válida para x 2.
 ≤ - Menor ou igual que x  2 4 só é válida para x 2.

117
Inequação do Primeiro Grau

 Toda inequação que pode ser escrita numa das seguintes


formas ax  b  0
ax  b  0
ax  b 0
ax  b 0

em que a, b  , a¹0 e x é uma variável, é denominada uma


inequação do primeiro grau.

118
Princípios Gerais para Resolução de Inequações

1) Passando elemento de um lado para o outro...


 O termo que troca de lado muda de sinal.
 O sentido da desigualdade é mantido.
2) Multiplicando por um número positivo ambos os lados...
 O sentido da desigualdade é mantido.
3) Multiplicando por um número negativo ambos os lados...
 O sentido da desigualdade é invertido.
4) Invertendo...
 Se os dois lados da desigualdade são positivos, inverter os dois lados
também inverte o sentido da desigualdade.

119
Inequação do Primeiro Grau - Exercícios

 Ache as raízes das seguintes equações:

3
1) x 84
2
2 x 1 x
2)  7
3 2

3) x 5 x 3x  7
2 
3 12 4

120
Inequação do Primeiro Grau - Soluções

3
1) Inequação x 84
2
3
Transpondo x  4 8
2
3
Simplificando x  12
2
2 2
Multiplicando por x  12 
3 3
Resposta x 8

121
Inequações do Primeiro Grau - Soluções

2) 2 x 1 x
 7
3 2
 2 x 1   x
6   6 7  6  
 3   2
2 2 x  1  42 3 x
4 x  2  42 3 x
4 x  3 x 40
x 40

122
Inequações do Primeiro Grau - Soluções

3) x 5 x 3x  7
2 
3 12 4
 x  5x   3x  7 
12    12 2   12   12  
3
  12
   4 
4 x  24  5 x 9 x  21
9 x  9 x  21  24
0  45 A inequação é válida para x  .

123
Números - Valor Absoluto ou Módulo

 O Valor Absoluto ou módulo de um número real,


denotado por é definido por
a

a se a 0
a 
 a se a  0


a é sempre nulo ou positivo, isto é, não
negativo.

124
Números - Módulo Teoremas

 x  a se e somente se  a  x  a, onde a  0
Ex.: x  6 se e somente se  6  x  6


x a se e somente se  a  x a, onde a  0
Ex.: x 4 se e somente se  4  x 4

125
Números - Módulo Teoremas

 x  a se e somente se x  a ou x   a , onde a  0
Ex.: x  2 se e somente se x  2 ou x   2


x a se e somente se x a ou x  a, onde a  0
Ex.: x 1 se e somente se x 1 ou x  1

126
Números - Módulo Teoremas

 a b  a b
Ex.:  3 5   15 15
 3 5 3 5 15

a a
 , com b 0
 b b
2 2 2 2
Ex.:  e 
5 5 5 5

127
Números - Módulo Teoremas

 a b a  b
Ex.:  4  1   3 3
 4  1 4  1 5
Daí, 3 5

128
Equações Modulares

 Resolva x  2 10  2 x

Solução
x  2 10  2 x
a ) hipótese x  2 0  x 2  x  2  x  2
x  2 10  2 x  3 x 12  x 4 ok
b) hipótese x  2  0  x  2  x  2   x  2 
  x  2  10  2 x  x 8 em desacordo com a hipótese,
logo não é uma resposta para a equação

129
Inequações Modulares

 Resolva 5x  9  4

 Pelo Teorema

5 x  9  4 ou 5 x  9   4
5x  9  4  5x   5  x   1
13
5 x  9   4  5 x   13  x  
5
Solução:  ,  135    1 , 

130
LCL Freios Automotivos Ltda.

 A LCL Freios Automotivos Ltda., importante fornecedora de


freios automotivos nacionais, tem, como matéria-prima de um
de seu produtos, pequenos discos de aço. O departamento de
produção informou ao departamento de compras que o
diâmetro dos discos necessários à produção é de 30mm, com
uma variação de 5mm para cima ou para baixo desse valor.
Descreva a desigualdade modular que expressa o pedido feito
pelo departamento de produção.

131
LCL Freios Automotivos Ltda. - Solução

 Uma variação de 5mm é aceitável em torno do valor correto de


30mm.

 Logo o módulo da diferença entre o diâmetro (d) do disco


recebido e o desejado (30mm) deve ser no máximo 5mm.

d  30 0  d  30 5
d  30 5 
d  30  0   5 d  30

132
Caso LCL Discos Ltda.

 A comissão de vendas mensal de cada vendedor das lojas da LCL


Discos é de 4% sobre as vendas do mês. Existe um piso salarial
mínimo, garantido por acordo sindical, de R$400,00. Um
levantamento feito na contabilidade da empresa mostrou que
nunca foi pago, em único mês, mais de R$1.200,00 para um
vendedor. Sabendo-se que um vendedor que não tiver um
salário mensal acima do piso é sumariamente despedido,
descreva matematicamente quanto deve ser o volume de
vendas de cada vendedor que trabalha na empresa.

133
Caso LCL Discos Ltda. - Solução

 O salário do vendedor é de 3% sobre as vendas se este valor for


superior a R$400,00.

 Logo
400 4%.Vendas Mínimas
400 0, [Link] Mínimas
400
Vendas Mínimas  10000
0, 04

134
Caso LCL Discos Ltda. - Solução

 O maior salário já pago a um vendedor foi de R$1.200,00.

 Logo

1200 4%.Vendas Máximas


1200 0, [Link] Máximas
1200
Vendas Máximas  30000
0, 04

135
Caso LCL Discos Ltda. - Solução

 Logo, as vendas mensais de um empregado da empresa podem


ser matematicamente expressas por:

10000 Vendas Mensais 30000

136
Exercícios Propostos

 CD-ROM do Livro-texto 1 – Matemática I


 Capítulo 3 – Polinômios, Equações, Inequações
 Exercícios
 Exercícios Conceituais

137
Matemática I
Seção 4

138
Conteúdo da Seção

 Funções
 Definição
 Domínio e Imagem
 Tipos de Funções: Injetora, Sobrejetora e Bijetora
 Função Composta
 Função Inversa

 Sistema Cartesiano
 Par Ordenado
 Plano Numérico
2
 Gráficos em 
 Distância entre Pontos

139
Funções

 Encontramos em nosso cotidiano diversas relações que


envolvem grandezas, sendo que o valor que se obtém para uma
delas depende do valor de uma ou mais outras grandezas.

 Inicialmente, trabalharemos com situações que relacionem


entre si apenas duas grandezas.

140
Funções - Exemplos Práticos

a) O valor de imposto a ser pago (I) (ISS - Imposto Sobre Serviço)


sobre um serviço depende do seu preço (p).

b) O preço a ser pago por uma refeição em um self-service (P)


depende da quantidade de comida colocada no prato (k).

c) A receita obtida na venda de uma mercadoria ou serviço (R)


depende da quantidade vendida dessa mercadoria ou desse
serviço (q).

141
Funções - Exemplos Práticos

Nos exemplos anteriores:

a)Como o valor do Imposto (I) depende do preço do Serviço (p)?

b)Como o preço a ser pago (P) depende do peso (k)?

c)Como a receita (R) depende da quantidade (q)?

142
Funções

 Chamamos I, P e R de VARIÁVEIS DEPENDENTES, pois seus


valores dependem dos valores de p, k e q.

 As variáveis p, k e q recebem o nome de VARIÁVEIS


INDEPENDENTES.

 As situações descritas nos exemplos a), b) e c) estabelecem uma


relação de DEPENDÊNCIA entre duas variáveis.

143
Funções

 Podemos substituir, nas frases, a palavra DEPENDE pela palavra


FUNÇÃO e dizermos que:

a) o Imposto (I) é FUNÇÃO do seu preço de venda (p);

b) o preço da refeição (P) é FUNÇÃO de seu peso (k);

c) a receita (R) é FUNÇÃO da quantidade vendida (q).

144
Funções - Notação

 Utilizamos, simbolicamente, uma notação que indica a


existência de uma relação de dependência entre duas variáveis.
Notação Interpretação

a) I = f ( p ) O imposto ( I ) é função do preço ( p )

b) P = f ( k ) O preço ( P ) é função do peso ( k )

c) R = f ( q ) A receita ( R ) é função da quantidade ( q )

145
Caso LCL Comércio de Peças Ltda.

 A LCL Comércio de Peças Ltda. emitiu uma nota fiscal referente


à venda de 4 produtos vendidos. A nota foi emitida para seu
cliente a José Bolinha Representações Ltda. Identifique, na nota
fiscal a seguir, uma função receita e apresente-a utilizando a
linguagem matemática.

146
Caso LCL Comércio de Peças Ltda.

LCL
LRCComércio
Indústria Mecânica
de Peças Ltda.
Ltda
1444
Rua Capitão Pedro Lins, 65
CEP 22793-078
Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - Brasil CNPJ

33.333.333 / 0001-54
Natureza da Operação Inscrição Estadual
Simples Remessa
Destinatário / Remetente
Nome/Razão Social CNPJ/CPF
José
LCL Bolinha
Representações
Representações
Ltda. Ltda. 01/08/2010
Endereço Bairro/Distrito CEP
Praia
Praia de
de Botafogo,
Botafogo 240/10
190/10°andar
andar Botafogo 22250-050
Município Telefone UF Inscrição Estadual
Rio de Janeiro.
Janeiro (21) 25520345 RJ
Descrição do Produto UNID
UNID QTDE
QTDE Valor VALOR TOTAL
Unitário

Rolamento Niquelado
de Encosto. Peça. 258 52,00 13416,00
Rolamento de Agulha.
Roda Peça. 155 82,30 12756,50
Óleo
Óleo de
Lubrificante.
Caixa Litro 200 4,50 900,00

Graxa para Rolamento.


Rolamento kg 50 7,20 360,00

147
Caso LCL Discos Ltda.

 A LCL Discos Ltda. está fazendo uma liquidação com CDs de


MPB. Os CDs desse gênero musical estão sendo vendidos ao
preço de R$25,00 a unidade.

a) Qual a expressão matemática que permite calcular a receita


diária que a LCL terá na venda de q unidades dos CDs de jazz?

b) Um cliente comprou 20 CDs de jazz, qual foi a receita que a loja


teve com essa venda?

148
Caso LCL Discos Ltda.

 A Receita depende da quantidade vendida:


 Receita Variável Dependente
 Quantidade Vendida Variável Independente
 Matematicamente:

Receita  f (Quantidade)
R(Quantidade) 25 Quantidade
 O cliente comprou 20 CDs, logo a receita foi de:

R(20) 25 20 R$ 500,00

149
Funções: Domínio

 Podemos agrupar as variáveis independentes e dependentes em


dois conjuntos distintos.

 Conjunto A

 É o conjunto formado pelas DIFERENTES quantidades q que podem


ser vendidas de uma determinada mercadoria ou serviço.

 O conjunto formado pelas possíveis quantidades q (variáveis


independentes) recebe o nome de DOMÍNIO.

150
Funções: Domínio

 Conjunto A

Domínio – Variáveis Independentes


q1

q2 q3

q4

Variáveis Independentes = Quantidades Vendidas

151
Funções: Imagem

 Conjunto B
O conjunto formado pelas diferentes RECEITAS obtidas da venda de
possíveis QUANTIDADES de mercadorias ou serviços recebe o
nome de CONJUNTO IMAGEM.

 A receita recebe o nome de variável dependente (R), pois seus


valores dependem das quantidades vendidas (variáveis
independentes).

152
Funções: Imagem

 Conjunto B

Imagem – Variáveis Dependentes

R1

R2 R4

R3

Variáveis Dependentes = Receitas Obtidas

153
Funções: Definições

• x é a variável independente da função.

• Domínio é o conjunto de todos os valores possíveis de x.

• y é a variável dependente da função.

• Imagem é o conjunto de todos os valores possíveis de y, isto é,


todos os valores gerados pela função por cada um dos valores
do domínio.
• Um conjunto de dois números reais em uma determinada
ordem forma um par ordenado.

154
Funções: Definições

• Uma função é um conjunto de pares ordenados de números


(x,y), no qual dois pares distintos não têm o primeiro número do
par em comum.

função

155
Funções

 Podemos ainda encarar as funções como “máquinas”


processadoras.

 Essa máquina é abastecida com uma “matéria-prima” (MP)


chamada quantidade (Variável Independente).

 A MP é “processada” por um processo chamado função.

 A matéria-prima, após ser processada, fornece como “produto


final (PF)” uma grandeza chamada Receita (Variável
Dependente).

156
Funções

 A função é o processo que transforma as Variáveis


Independentes, que formam o Domínio (MP), em Variáveis
Dependentes, que formam a Imagem (PF).

157
Caso LCL Lanchonetes Ltda.

 A LCL Lanchonetes Ltda. contratou recentemente uma nova


cozinheira. A funcionária acertou um salário fixo mensal de
R$500,00, mais R$2,00 por hora extra trabalhada.

a) Como contador da firma, expresse o salário (S), em reais, da


cozinheira em função do número de horas extras (h) trabalhadas
em um mês.

b) Calcule os salários mensais da cozinheira para 10, 15 e 20 horas


extras trabalhadas no mês.

158
Caso LCL Lanchonetes Ltda.

 O salário da cozinheira é a soma do salário fixo com o salário


variável.
 O salário variável depende das horas extras trabalhadas no mês.
 Matematicamente:

Salário (horas) Salário Fixo  Salário Variável


500  2 horas-extras

159
Caso LCL Lanchonetes Ltda.

 O salário para 10 horas extras:

Salário (10) 500  2 10 R$ 520,00


 Para 15 horas extras:

Salário (15) 500  2 15 R$ 530,00


 Para 20 horas extras:

Salário (20) 500  2 20 R$ 540,00

160
Sistema Cartesiano - Par Ordenado e Plano Numérico

 Um conjunto de dois números reais em uma determinada


ordem forma um par ordenado.
Exemplos:

( 1 ; 2) , ( 2 ;  3 5), (x ; y )

 O conjunto de todos os pares ordenados, formados por


números reais, chama-se Plano Numérico, 2. Cada par
ordenado (x, y) denomina-se Ponto do Plano Numérico.

161
Sistema Cartesiano - Plano Numérico

2o Quadrante 1o Quadrante
(x,y)

ordenada

x
abscissa

3o Quadrante 4o Quadrante

162
Função - Gráficos em 2

f ( x) x

x f(x)
0 0
2 2

Função Crescente

163
Função - Gráficos em 2

f ( x)  2 x

x f(x)
0 0
2 -4

Função Decrescente

164
Função - Gráficos em 2

f ( x) x3
x f(x)
-2 -8
0 0
2 8

165
Função - Gráficos em 2

y  x 3
x f(x)
-2 8
0 0
2 -8

166
Sistema Cartesiano - Distância entre 2 Pontos
 Sejam P1 e P2 dois pontos em 2 representados pelos pares
ordenados (2 ; 6) e (4 ; 10), respectivamente, encontre a
distância entre eles.

 Sugestão: Lembre-se do Teorema de Pitágoras.


 Em um triângulo retângulo, a soma dos quadrados de seus catetos
é igual ao quadrado de sua hipotenusa.

167
Sistema Cartesiano - Distância entre 2 Pontos

P2

P1
D=?

    
} y2  y1

x2  x1
D  x2  x1    y2  y1 
2 2 2

168
Sistema Cartesiano - Distância entre 2 Pontos

 A distância entre P1(x1, y1) e P2(x2, y2) é dada por...

D  P1 P2  ( x2  x1 ) 2  ( y2  y1 ) 2

 Essa distância é chamada de distância euclidiana.

169
Caso Payssandu Sport Club

 O Payssandu Sport Club está precisando contratar um volante.


Seu “olheiro” recebeu uma fita de vídeo da atuação de um
jogador do Juiz de Fora Sport Club em um jogo contra o Cruzeiro
no estádio do Mineirão.

 Nesse jogo, o volante fez diversos lançamentos para o


centroavante de seu time, deixando-o cara a cara com o goleiro
adversário. O lance que mais chamou a atenção dos dirigentes
do Payssandu foi um lançamento, em profundidade, que
resultou em um belíssimo gol para o Juiz de Fora.

170
Caso Payssandu Sport Club

 Com auxílio de recursos computacionais, determinou-se que o


volante estava a 20 metros da linha de fundo do gol de seu time
e a 15 metros da linha lateral esquerda do campo. O passe foi
recebido pelo centroavante de seu time, que estava localizado a
70 metros da linha de fundo do gol de seu time e a 40 metros da
linha lateral esquerda do campo.

 Você saberia calcular o comprimento do passe feito por esse


jogador?

171
Caso Payssandu Sport Club
y
 Esquema de Lançamento

40 centroavante
P2

P1
15
18
70
volante
20
x

172
Caso Payssandu Sport Club

Cálculo da Distância y

2 2
D  PP
1 2  ( x2  x1 )  ( y 2  y1 ) 40 centroavante
2 2
P2
 (40  15)  (70  20)
 (25) 2  (50) 2
 3125 55,90m
P1 70
15
18
volante
20
x

173
Sistema Cartesiano - Ponto Médio

 As coordenadas do ponto médio são dadas pela média


aritmética das coordenadas dos pontos extremos do segmento
de reta.

x1  x2 y1  y2
xm  ym 
2 2

174
Sistema Cartesiano - Ponto Médio

P2

Pmédio

P1
x1  x2
xm 
2
y1  y2
ym 
2

175
Funções Injetora, Sobrjetora e Bijetora

injetora

sobrejetora

Bijetora

176
Função Composta

• Dadas duas funções f e g, a função composta é


representada por:

 g  f  x  g ( f ( x))

177
Função Composta - Exemplos

 Dadas as funções f ( x)  x e g ( x) 2  4, determine


x a função
f  g (, xseu
) domínio e sua imagem.


f  g ( x)  f ( g ( x))
f( 2  4 x)  2  4 x


Domínio :  , 1 
2
Imagem : R 

178
Caso LCL Telefonia Ltda.

 A LCL Telefonia Ltda. produz celulares para empresas de


telecomunicações. A produção consiste de duas etapas distintas,
que são executadas cada uma em um galpão diferente da
empresa. A primeira etapa consiste da produção do circuito
integrado, na qual existe uma perda de 5% das placas
produzidas. A segunda etapa, na montagem dos aparelhos, que
tem uma perda de 10% de produtos.
 A LCL recebeu um pedido de 1.000 celulares de um de
seus clientes, e o gerente de produção deseja determinar
quantos circuitos impressos deve mandar produzir para atender
a esse pedido.

179
Caso LCL Telefonia Ltda. - Solução

 Considere x o número de componentes que entram em uma


etapa de produção.
 A função de produção de circuito é dada por...

f ( x) 0,95 x
 A função de montagem dos celulares é dada por...

g ( x) 0,9 x

180
Caso LCL Telefonia Ltda. - Solução

Ordem
de Fabricação
de x circuitos Produção de
Circuitos
f ( x) 0,95 x

Circuitos sem defeito

Montagem
dos g ( x) 0,9 x
Celulares

Demanda do Cliente

181
Caso LCL Telefonia Ltda. - Solução

x x
Produção de
Circuitos

f ( x) go f

Fixação de
Chips

g ( f(x) )

182
Caso LCL Telefonia Ltda. - Solução

 Logo, a função gof(x) é dada por...

g ( f ( x)) 0,9(0,95 x) 0,855 x

 O que desejamos é o valor de x para que o valor de gof (x) seja


igual a 1.000.

0,855 x 1.000
1.000
x 1.169,59 1.170 circuitos
0,855

183
Função Inversa

 Se f é o conjunto de pares ordenados (x,y) e se existe uma


função f -1 tal que
x  f  1 ( y ) se e somente se y  f ( x)

então, f –1, que é o conjunto dos pares ordenados (y,x), é chamada


a inversa da função f.

 f e f -1 são chamadas funções inversas.

 Para que uma função f admita a inversa, ela precisa ser bijetora,
isto é, injetora e sobrejetora.

184
Função Inversa - Exemplos

 Determinar a função inversa da função y 4 x  3

Solução:

f ( x)  y 4 x  3  x 4 y  3
explicitando y, temos
x 3
y  f  1 ( x)
4

185
Função Inversa - Exemplos

 Determinar a função inversa da função

2x
f :     5  , sendo f ( x)  y 
x 5

Solução:
2x 2y
y  x  xy  5 x 2 y  xy  2 y  5 x
x 5 y 5
5x
y ( x  2)  5 x  y   f  1 ( x)
x 2
f  1 :    2  

186
Dependência entre Variáveis

 Uma variável y é diretamente proporcional à n-ésima potência


da variável x (n>0) se

y kx n

onde k é uma constante não nula.

 k é denominada Constante de Proporcionalidade.

187
Dependência entre Variáveis

 Uma variável y é inversamente proporcional à n-ésima potência


da variável x (n>0) se
k
y n
x

onde k é uma constante não nula.

188
Dependência entre Variáveis

 De uma forma geral diz-se que uma variável z é conjuntamente


proporcional a uma variável x e inversamente proporcional a
uma variável y se...

x
y k
y

onde k é uma constante não nula.

189
Exercícios Propostos

 CD-ROM do Livro-texto 1 – Matemática I


 Capítulo 4 – Funções
 Exercícios
 Exercício Conceitual

190
Matemática I
Seção 5

191
Conteúdo da Seção

 Função Potência
 Função Polinomial
 Funções Afim e Quadrática
 Funções Polinomiais com grau maior que 2
 Representação Gráfica
 Equações e Inequações
 Equação da Reta
 Retas Paralelas, Perpendiculares
 Família de Retas
 Função Modular
 Equações e Inequações
 Aplicações Reais e Casos

192
Função Potência

 Uma função é dita Função Potência se...

a
f ( x) x

 x   é a base e a é o expoente, onde...

a  0 e a 1

193
Função Potência - Exemplos

2
y x 3
y x

194
Função Potência - Exemplos

y x 4
y x5

195
Função Potência - Exemplos

y x y  x

196
Função Potência - Exemplos

y  x 1 y x1

197
Função Potência - Exemplos

y  x 3

198
Função Potência - Exemplos

y x 3

y 2 x  3
ou
y  x  3

y  x 3

199
Função Potência - Exercícios

 Faça o gráfico das seguintes funções...

1. f (x)  x
1
2. f ( x ) 2 x
3. f (x)  x  20
4. f (x)  x  20
5. f (x)  x  2

200
Função Potência - Soluções dos Exercícios

1) 2)

1
f ( x)  x f ( x)  x
2

201
Função Potência - Soluções dos Exercícios

3) 4)

f ( x)  x  20 f ( x)  x  20

202
Função Potência - Soluções dos Exercícios

5)

f ( x)  x  2

203
Função Polinomial

 Uma função de f :    é dita Polinomial de grau n se...

em que...

f ( x) a0 x n  a1 x n  1  a2 x n  2  ...  an  1 x  an

e n é um inteiro não-negativo.

a0 0

204
Função Polinomial do 1o Grau

• Uma função polinomial é dita do 1o grau se...

f :  
f ( x) ax  b

com a 0 , onde a é o coeficiente angular e b é o


coeficiente linear.

• A função polinomial do 1º grau também é chamada de função


Afim.

205
Função Polinomial do 1o Grau

• A função polinomial do 1o grau cuja lei de formação é dada


por f ( x) ax  b é dita Função Linear se b = 0:

f ( x) ax

Se a = 1 e b = 0, a função é chamada de Função


Identidade:
f ( x) x

206
Função Polinomial do 1o Grau

 Geralmente, a letra y é utilizada para designar o valor da função


em um ponto genérico x, isto é, a função polinomial do 1º grau
pode ser escrita como...

y ax  b,
a 0

207
Função Polinomial do 1º Grau - Representação Gráfica

y 2 x  7 y
7 é a ordenada do ponto
x=0

2 é a taxa de variação de y
7 em relação a x
y
2
x

0 x

208
Função Polinomial do 1º Grau - Representação Gráfica

-5 é a ordenada do ponto
x=0

-2/3 é a taxa de variação


de y em relação a x
2 y
 
2 3 x
y  5  x
3

209
Função Polinomial do 1º Grau - Representação Gráfica

a>0 a<0
b>0 b>0

a>0 a<0
b<0 b<0

210
Caso LCL Eletromecânica Ltda.

 A LCL Eletromecânica Ltda. tem um custo unitário de produção


de geradores em função da quantidade mensal produzida. Para
uma produção de 30 unidades, o custo unitário é de R$20,00 e,
para uma produção de 100 unidades, esse custo é de R$10,00.
Apresente matematicamente a função que descreve o valor do
custo unitário em função da quantidade produzida.

211
Caso LCL Eletromecânica Ltda. - Solução

P1 (30; 20) e P2 (100; 10)


f ( x) ax  b
f (30) 30a  b 20  b 20  30a
f (100) 100a  b 10  100a  20  30a 10
1  1  170
70a  10  a   b 20  30    
7  7 7

212
Caso LCL Financeira Ltda.

 A LCL Financeira Ltda. realiza operações de CDC (Crédito Direto


ao Consumidor). Como uma vantagem competitiva sobre a
concorrência, ela divulga que seus empréstimos utilizam a
cobrança de juros simples, isto é, um percentual de 10% a.m.
sobre o capital inicial do empréstimo. Um cliente deseja tomar
um CDC no valor de R$100.000,00 e devolver em três meses o
valor do empréstimo acrescido dos juros. Quanto o cliente terá
que devolver ao final do período?

213
Caso LCL Financeira Ltda. - Solução

 O valor de juros é de 10% ao mês sobre o valor emprestado.

 O que desejamos saber é a função que descreve o saldo


devedor do empréstimo em função do número de meses entre
o início e o final do empréstimo.

 No mês zero (momento do empréstimo), o valor do saldo


devedor é igual ao valor do empréstimo, isto é, para x=0, o valor
do saldo é igual a R$100.000,00.

 Ao final do 1º mês (x = 1), o valor do saldo devedor é igual a


R$110.000,00 (juros=0,10 x 100000).

214
Caso LCL Financeira Ltda. - Solução

P1 (0;100000) e P2 (1;110000)
f ( x) ax  b
f (0) 0a  b 100000  b 100000
f (1) 1a  b 110000  a 10000
y 10000 x  100000

215
Função Polinomial do 1º Grau - Gráficos em 2

y x y x
x f(x)
0 0
2 2

216
Função Polinomial do 1º Grau - Gráficos em 2
y x  4

y x  4
x f(x)
0 4
2 6

217
Função Polinomial do 1º Grau - Gráficos em 2
y x  4

y x  4
x f(x) y x
0 4
2 6
y x
x f(x)
0 0
2 2

218
Função Polinomial do 1º Grau - Gráficos em 2
y 2 x

y 2 x
x f(x)
0 0
2 2

219
Função Polinomial do 1º Grau - Gráficos em 2
y 2 x

y x
y x
x f(x)
0 0
2 2
y 2 x
x f(x)
0 0
2 2

220
Função Polinomial do 1º Grau - Gráficos em 2

y  2 x

y  2 x
x f(x)
0 0
2 -4

221
Função Polinomial do 1º Grau - Gráficos em 2

y  2 x
y 2 x
x f(x)
0 0
2 -4

y 2 x
x f(x) y  2 x
0 0
2 2

222
Função Polinomial do 1º Grau - Gráficos em 2

y 2 x  5
x f(x)
0 5
-5/2 0

223
Função Polinomial do 1º Grau - Gráficos em 2

y 2 x  5

y 2 x

y 2 x  5
x f(x)
0 5
-5/2 0

y 2 x
x f(x)
0 0
2 2

224
Caso LCL Motores Ltda.

 A LCL Motores Ltda. está à procura de um modelo matemático


que exprima o valor de suas receitas mensais em função da
quantidade de motores vendidos no mês. O departamento de
marketing fixou o preço de venda em R$25,00. Como a
operação da empresa precisa ser lucrativa, o departamento de
produção precisa descobrir qual o custo total máximo que ele
pode ter para uma produção de 50 unidades.

225
Caso LCL Motores Ltda. - Solução

 O custo de produção deve ser menor que o total da receita.

 O preço de venda é constante para qualquer nível de produção.

 Por hipótese, tudo o que é produzido é vendido, isto é, não


existem perdas nem estoque.

 A função receita (y) pode, então, ser descrita como uma reta.

y 25 x

226
Caso LCL Motores Ltda. - Solução

y 25 x Logo, a operação não pode


x f(x)
custar mais de R$ 1250,00.
0 0
50 1250

227
Equação Geral da Reta

 Geralmente, a letra y é utilizada para designar o valor da


ordenada em um ponto genérico x, isto é, o valor da abscissa.

y ax  b,
a 0

228
Equação Geral da Reta Representação Gráfica

y 2 x  7 Coeficiente linear (b):


ordenada do ponto
x=0

Coeficiente angular (a):


Valor da tangente do
ângulo que a reta faz
com o eixo das
Abscissas.
θ

229
Equação Geral da Reta Representação Gráfica

Coeficiente linear (b):


ordenada do ponto
x=0

Coeficiente angular (a):


Valor da tangente do
ângulo que a reta faz
2 com o eixo das
y  5  x abscissas.
3 θ

230
Equação Geral da Reta - Representação Gráfica

a>0 a<0
b>0 b>0

a>0 a<0
b<0 b<0

231
Equação de Reta

• A equação da reta que passa por dois pontos, P1(x1, y1) e


P2(x2, y2), é dada por...

y2  y1 y  y1

x2  x1 x  x1

• O coeficiente angular a é definido por...


y2  y1
a
x2  x1

232
Equação de Reta

• Forma Ponto-Declividade
y  y1 a ( x  x1 )
em que a é o coeficiente angular e (x1 , y1) é um ponto da reta.

y y
 a  tan 
x x

233
Equação de Reta

 Forma Ponto-Declividade – P1(0;5)

Declividade Positiva Declividade Negativa

a=1/2 a= – 1/2

a=1 a= – 1

a=2 a= – 2

234
Equação da Reta - Especiais

Vertical Horizontal

y = y1

x = x1
y1

x1

235
Retas Paralelas - Teorema

 Duas retas distintas, L1 e L2, não verticais, são paralelas,


somente se tiverem o mesmo coeficiente angular.

y
y a  tan 
 x
 y
x

236
Retas Paralelas

y 3 x  3

y 3 x  2

y 3 x

237
Retas Paralelas

y  x  1
y  x

y  x  4

238
Retas Perpendiculares - Teorema

 Duas retas distintas, L1 e L2, não verticais, são perpendiculares


entre si, somente se o produto dos seus coeficientes angulares
for igual a –1.

a1 a2  1
ou
1
a1 
a2

239
Função Polinomial do 1º Grau - Retas Perpendiculares

y x 1 y  x  1

240
Famílias de Retas

 Os membros de uma família de retas possuem alguma


propriedade geométrica comum, tal como a declividade, mas
possuem outra característica diferente.

 Exemplos...

 Retas com mesma declividade e diferentes coeficientes lineares.


 Retas que passam por um ponto em comum e têm declividade
diferente.

241
Famílias de Retas

 Exemplo de retas que passam pelo ponto (–2, –1 ).

y  2 x  5

y  x  3

y 2 x  3

242
Aplicações Reais

 Curva de Demanda
 Representa a quantidade de um bem ou serviço demandados em
função do preço.
 Geralmente tem declividade negativa.

D
Q

243
Aplicações Reais

 Curva de Oferta
 Representa a quantidade de um bem ou serviço oferecidos em
função do preço.
 Geralmente tem declividade positiva.

P S

244
Aplicações Reais - Equilíbrio de Mercado

 É o ponto onde as curvas de oferta e demanda se encontram,


onde a um dado preço, as quantidades demandadas e
oferecidas são idênticas.

P S P S P

S
D D
Q Q Q
Equilíbrio D
Significativo Equilíbrio não significativo

245
Aplicações Reais - Custo Linear

Custo
Total ($)
Custo Total

Declividade = Custo Marginal


Custo Fixo

Quantidade
Custo Total Custo Fixo  Custo Marginal Quantidade

246
Aplicações Reais - Receita Linear

Receita
Total ($)

Declividade = Preço = Receita Marginal

Quantidade
Receita Total Receita Marginal Quantidade

247
Aplicações Reais - Análise do Ponto de Equilíbrio

Custo, Receita
Receita Ponto de Equilíbrio Total
($)
Custo Total

CE , RE

Prejuízo Lucro
Custo Fixo

Quantidade
QE

248
Caso LCL Tratores Ltda.

 A LCL Tratores Ltda. está estudando a implantação de uma


fábrica no Brasil. A decisão da implantação está na dependência
da viabilidade econômico-financeira desse empreendimento. O
retorno do investimento de R$500.000,00 deve ocorrer em três
anos. Para tal, a demanda no período foi estimada em 200
unidades. O preço de venda do trator é de R$50.000,00, e seu
custo de fabricação, de R$30.000,00. A fábrica deve ou não ser
implementada?

249
Caso LCL Tratores Ltda. - Modelo

 Considerando as demandas e receitas proporcionais à


quantidade vendida e/ou produzida (produção por encomenda),
temos os seguintes modelos:

Custo Total Custo Fixo  Custo Marginal Quantidade


Custo Total 500.000  30.000 Quantidade

Receita Total Receita Marginal Quantidade


Receita Total 50.000 Quantidade

250
Caso LCL Tratores Ltda. - Solução Analítica

 No ponto de equilíbrio, o custo total é igual à receita total.


 Igualando a Receita Total ao Custo Total, temos apenas uma
equação de uma variável...
Custo Total Receita Total
500.000  30.000 Quantidade 50.000 Quantidade

 A quantidade de equilíbrio é de 25 tratores; portanto, a fábrica


deve ser instalada.

251
Caso LCL Tratores Ltda. - Solução Gráfica

Receita Total
Custo Total

Receita Total 50.000 Quantidade


Custo Total 500.000  30.000 Quantidade

252
Função Polinomial do 2o Grau

• Uma função polinomial é dita do 2o grau se...

2
f ( x ) ax  bx  c

com a 0 .
Seu gráfico é uma curva chamada parábola, que tem um eixo de
simetria (paralelo ao eixo das ordenadas) passando pelo seu
vértice.

253
Função Polinomial do 2º Grau - Gráficos em 2

y x 2  2 x 1
x y
-3 4
-2 1
-1 0
0 1
1 2
0

254
Função Polinomial do 2o Grau

 Suas raízes x1 e x2 são dadas pelas expressões:

ax 2  bx  c 0

Fórmula de Bháskara
 b b 2  4ac
x
 1 
 2a
 b  b 2  4ac 
x  
2a 
x  b  b 2  4ac


2
2a

255
Função Polinomial do 2o Grau

 O número de raízes de cada função do segundo grau varia de


acordo com delta (D):
  0, a função possui 2 raízes reais e distintas

Se  b 2  4ac  0, a função possui 2 raízes reais iguais
  0, a função não possui raízes reais

 O vértice da parábola passa pelo ponto:
 b 
  ,  
 2a 4a 
 O eixo de simetria é uma linha vertical que passa pelo vértice.

256
Função Polinomial do 2º Grau - Gráficos em 2

Eixo de Simetria
y x 2  2
y x 2  2
x y
-4 14
-2 2
-1 -1
0 -2
1 -1
2 2  b 
  ,     0,  2 Vértice
4 14  2a 4a 

257
Função Polinomial do 2o Grau

 O coeficiente a está ligado à concavidade da parábola

 Se a > 0, então a parábola está voltada (aberta) para cima.

 Se a < 0, então a parábola está voltada (aberta) para baixo.

a 0 a0

258
Função Polinomial do 2o Grau
Estudo do Sinal da Função

a 0 a 0 a 0
 0  0  0
c 0 c 0 c 0

+ + + + + +
- 0

259
Função Polinomial do 2o Grau
Estudo do Sinal da Função

a0 a0 a0


 0  0  0
c 0 c0 c0

+
0
- - - - - -

260
Função Polinomial do 2º Grau - Gráficos
em 2
 O coeficiente a está ligado à concavidade da parábola: se a
aumenta...

y x 2
y 2 x 2

y x 2

a 1 a 2

261
Função Polinomial do 2º Grau - Gráficos em 2
• Se a diminui...

y x 2 1 2
y x
2

a 1
a 1/ 2

262
Função Polinomial do 2º Grau - Gráficos em 2
• Se a é negativo.

2
y  x

263
Função Polinomial do 2º Grau - Gráficos em 2
• O coeficiente b está ligado ao deslocamento da parábola: se b
é positivo.

y x 2 y x 2  4 x

b 0
b 4

264
Função Polinomial do 2º Grau - Gráficos em 2
• Se b é negativo.

2
y x y x 2  4 x

b 0
b  4

265
Função Polinomial do 2º Grau - Gráficos em 2
• O coeficiente c está ligado ao deslocamento vertical
da parábola: se c é positivo.

y x 2 y x 2  3

c 0 c 3

266
Função Polinomial do 2º Grau - Gráficos em 2

• Se c é negativo.

y x 2 y x 2  1

c 0

267
Função Polinomial do 2º Grau - Gráficos em 2

y 3 x 2  1
x y
-1 4
0 1
1 4

268
Função Polinomial de Grau Maior que 2 Gráficos em 2
y x3

y x3
x y
-2 -8
-1 -1
0 0
1 1
2 8

269
Função Polinomial de Grau Maior que 2 Gráficos em 2

y x 3 y  x 3

270
Função Polinomial de Grau Maior que 2 Gráficos em 2

y x3 y ( x  2)3

271
Funções Polinomial - Exercício

 Faça o gráfico das seguintes funções, determinando seu domínio


e sua imagem.

 f(x) = 1 + x + x2

 f(x) = (x + 2)3

272
Funções Polinomial - Solução

 f(x)=1 + x + x2

Domínio 
Imagem  34 ,  

273
Funções Polinomial - Solução

f(x) = (x + 2)3

Domínio 
Imagem 

274
Caso Maçãs Verdes Agrícola Ltda.

 A Maçãs Verdes Agrícola Ltda. vende suas frutas para o mercado


varejista. O preço de venda é variável com a quantidade de
caixas que o varejista compra. Para uma caixa de 20kg, o preço é
de R$200,00. Um desconto de R$1,00 é dado por cada caixa
adicional, isto é, se o atacadista compra duas caixas, ele pagará
por cada caixa R$199,00. O custo de produção por caixa é
R$100,00. Um custo de entrega a R$2,00 por caixa é pago à
transportadora. Um desconto de R$0,01 é dado por cada caixa
adicional entregue a um mesmo cliente. Determine qual a
quantidade comprada pelo varejista que proporciona o maior
lucro para a Maçãs Verdes.

275
Caso Maçãs Verdes Agrícola Ltda. Solução

 Sabemos que Lucro é igual à diferença entre Receita e Custos.

 A Receita é dada pela multiplicação do preço pela quantidade.


Nesse caso, o preço é uma função da quantidade pedida pelo
cliente:

Receita preço unitário quantidade de caixas


Preço Unitário 200  1( q  1)
Receita  200  q  1 q 201q  q 2

276
Caso Maçãs Verdes Agrícola Ltda. Solução

 O Custo é a soma do custo de produção com o custo de entrega.

Custo Produção 100 q


Custo de Entrega  2  0, 01( q  1)  q 2, 01q  0, 01q 2
Custo 102, 01q  0, 01q 2
 Logo, o Lucro é dado por:

Lucro 201q  q 2  102, 01q  0, 01q 2


Lucro 98,99q  0,99q 2

277
Caso Maçãs Verdes Agrícola Ltda. Solução

 Representação gráfica da função lucro

R$ 2.474,50

278
Caso Maçãs Verdes Agrícola Ltda. Solução

 Achando as raízes da função lucro.

Lucro(q ) 98,99q  0,99q 2


0 98,99q  0,99q 2
0 q (98,99  0,99q)

Daí, q 0
98,99
ou (98,99  0,99q) 0  q  99,99
0,99

279
Caso Maçãs Verdes Agrícola Ltda. Solução

 O lucro máximo é a imagem (ordenada) do ponto médio entre


as raízes.

 Logo, a quantidade ótima é 49,995.

 E o lucro máximo, R$ 2.474,50.

280
Função Módulo

 A função Módulo, f ( x)  x , está definida para todo


x eéformada pela união de duas semirretas.

 Quando x é positivo, o gráfico é o da função f(x)= x e quando x é


negativo, o gráfico é o da função f (x)= –x.

281
Função Módulo - Gráficos em 2

y x

y x

282
Função Módulo - Gráficos em 2

2
y x y  x2

283
Função Módulo - Gráficos em 2

y x 2  1 y  x2  1

y<0

284
Função Módulo - Gráficos em 2

y  x2  1 y 2 x 2  1

285
Função Módulo - Gráficos em 2

y  x 2  4 y   x2  4
y<0 y<0

286
Equações Modulares

 Resolva as equações

a) 2 x  7 3

b) 3 x  6  1 2 x

c) 3 x 2  6 x  3

287
Equações Modulares

 Solução a) 2 x  7 3
2 x  7 0  2 x  7 2 x  7
Se 
2 x  7  0  2 x  7  2 x  7
7
caso 1: 2 x  7 0  x 
2
2 x  7 3  x 5 ok
7
caso 2 : 2 x  7  0  x 
2
 2 x  7 3  x 2 ok
Solução: 2,5

288
Equações Modulares

 Solução b) 3 x  6  1 2 x
3 x  6 0  3 x  6 3 x  6
Se 
3 x  6  0  3 x  6  3 x  6
caso 1: 3 x  6 0  x 2
3 x  6  1 2 x  x 5 ok
caso 2 : 3 x  6  0  x  2
7
 3 x  6  1 2 x  x  ok
5
7 
Solução:  ,5
5 

289
Equações Modulares

 Solução c) 3 x 2  6 x  3
3 x 2  6 x 0  3 x 2  6 x 3 x 2  6 x

Se 
2 2 2
3x  6 x  0  3 x  6 x  3 x  6 x
caso 1: 3x 2  6 x 0   , 0   2,  
6  36  36
3x 2  6 x  3  3 x 2  6 x  3 0  x   x1  x2 1 fora
6
Solução1: 
caso 2 :  3x 2  6 x  0  0, 2 
  66 2
 x1   0, 414 fora
2  6  36  36  6
 3x  6 x  3 0  x   
6  x   6  6 2 2, 414 fora
 2 6
Solução 2 : 
Solução:

290
Inequações

 Resolva as inequações a seguir:

3x  4
4
6x  5

291
Inequações

 Solução

3x  4  5
4 Domínio  x   | x  
6x  5  6

3x  4
 4 0
6x  5

3 x  4  24 x  20 –21x –16
0  0
6x  5 6x  5

292
Inequações

Numerador
16 + + –
 21x  16 0  x 
21  16
21
Denominador
5 – + +
6 x  5 0  x  5
6 6
Solução:
– + –
 5  16 
S  –  ; –    – ;  5  16
 6  21  6 21

293
Inequações

–21x –16
f ( x) 
6x  5

 5  16 
S    ;      ; 
 6  21 

294
Inequações Modulares

 Resolva as inequações abaixo:

a) 5x  9  4

x 1
b) 6
x 5

295
Inequações Modulares

 Solução a) 5x  9  4

 Pelo Teorema

5 x  9  4 ou 5 x  9   4
5x  9  4  5x   5  x   1
5 x  9   4  5 x   13  x   13
5

Solução:  ,  13
5    1 , 

296
Inequações Modulares

f ( x)  5 x  9

Solução:  ,  13
5    1 , 

297
Inequações Modulares

 Solução b) x 1
6 x  5
x 5

x 1
Pelo Teorema:  6  6
x 5

Devemos, portanto, estudar duas situações:

x 1 x 1
6 e  6
x 5 x 5

298
Inequações Modulares

 Estudando x 1
6
x 5
x 1
 6 0
x 5
x  1  6 x  30
 0
x 5
 5 x  29
 0
x 5

299
Inequações Modulares

Numerador
29 + – –
 5 x  29 0  x 
5  29
5
Denominador
x  5 0  x  5 – – +
5
Solução Parcial:
 29  – + –
S1   ,     5,  
 5   29
5 5

300
Inequações Modulares

• Estudando x 1
 6
x 5
x 1
 6 0
x 5
x  1  6 x  30
 0
x 5
7 x  31
 0
x 5

301
Inequações Modulares

Numerador
31 – – +
7 x  31 0  x 
7  31
7
Denominador
– – +
x  5 0  x  5
5
Solução Parcial:
 31  + – +
S2  ,  5     , 
 7  5  31
7

302
Inequações Modulares

 A solução final é S S1  S2

 29 
S1   ,     5,  
 5 
29
5
5
 31 
S2  ,  5     ,  
 7  
31
5 7

 29   31 
S   ,    ,
 5  7  
29
5 
31
5 7

303
Inequações Modulares

x 1
f ( x)  , x  5
x 5

 29   31 
S   ,    ,
 5  7 

304
Exercícios Propostos

 CD-ROM do Livro-texto 1 – Matemática I


 Capítulo 5 – Funções Polinomiais, Inequações
 Exercícios
 Exercício Conceitual
 Capítulo 9 – O Plano Cartesiano
 Exercícios
 Exercício Conceitual

305
Matemática I
Seção 6

306
Conteúdo da Seção

 Função Exponencial

 Equações Exponenciais
 Inequações Exponenciais

 Função Logarítmica

 Equações Logarítmicas
 Inequações Logarítmicas

307
Função Exponencial - Forma Geral

 A função exponencial tem a seguinte forma...


x
y b a
em que:
a e b são números (constantes) reais positivos e a é chamado de
base com...
a  0 e a 1

x é um número real denominado expoente (variável).


 O gráfico da função varia de acordo com o valor da base (a),
podendo ser decrescente ou crescente.

308
Função Exponencial
Representação Gráfica base > 1

y = ax y 7 x
y 2 x
Para qualquer base,
o valor da função no
ponto x = 0 é igual a 1.

(0;1)

309
Função Exponencial
Representação Gráfica 0 < base < 1

x
 1
y = ax
xx
1 y  
yy    5
 2
Para qualquer base, o valor
da função no
ponto x = 0 é igual a 1.

(0;1)

310
Função Exponencial
Representação Gráfica base = 1

y = 1x  y=1

Para base = 1, a função é


uma função constante
f(x)=1

311
Função Exponencial - Representação Gráfica

x
 1
y  
 3

x
 1
y   
 3

312
Função Exponencial - Representação Gráfica

x 1 x
1
   
y   y  
 3  3

313
Função Exponencial - Representação Gráfica

x
 1
x y  
 1  3
y  
 3
x
 1
y 10   
 3

x
 1
y   
 3

314
Função Exponencial - Representação Gráfica

x
1 y 2 x
y  
 2

x
1
y    y  2 x
 2

315
Função Exponencial - Representação Gráfica

y 3 x y 3 x  2
x 2
y 3

y 3 x  2

316
Função Exponencial
Aplicações - Matemática Financeira

 Desejamos investir uma quantia em dinheiro durante um único


período de capitalização a uma taxa de remuneração (juros)
predeterminada.
 Seja...
 C = Capital Inicial Investido(Principal)
 r = Taxa de juros expressa em decimal
 M = Saldo (Montante), após adicionarmos os juros

317
Função Exponencial - Juros Compostos

 Para calcularmos o Montante no fim de um único período de


aplicação (M1), temos que adicionar ao Capital Inicial (C) os
juros proporcionados pelo investimento nesse período (Juros1).

 Matematicamente, temos...

M 1 Capital  Juros1 C  r C C (1  r )

318
Função Exponencial - Juros Compostos

 Se decidirmos reaplicar por mais um período, teríamos...

M 2 M 1  Juros2 M 1  r M 1 M 1 (1  r )

 Em função do Capital Inicial, teríamos...

M 2 M 1 (1  r )  C 1  r  (1  r ) C (1  r ) 2

319
Função Exponencial - Juros Compostos

 Se decidirmos reaplicar por mais um período, teríamos...

M 3 M 2  Juros3 M 2  r M 2 M 2 (1  r )

 Em função do Capital Inicial, teríamos...

M 3 M 2 (1  r )  C 1  r   (1  r ) C (1  r )3


2
 

320
Função Exponencial - Juros Compostos

 Generalizando, para n períodos temos...

n
M n C (1  r )

321
Caso LCL Bank

 A filial brasileira do LCL Bank oferece uma opção de


investimento com remuneração anual de 15% a.a. Qual o
montante de um investimento de R$1.000,00 por um prazo de 5
anos?

322
Caso LCL Bank - Solução

 Capital = R$1.000,00
 Taxa de juros= 15% a.a. = 0,15 a.a
 Período de Aplicação = 5 anos

M 5 1.000 (1  0,15)5


M 5 1.000 (1,15)5
M 5 1.000 2, 01136
M 5 2.011,36

323
Equações Exponenciais

 São equações em que as incógnitas aparecem no expoente.

 Exemplo...

x 1 1
4 
8

324
Equações Exponenciais - Exercícios

 Resolva as seguintes equações exponenciais.

x 1 1
1) 27 
9

2) 32 x  2 3x  1

325
Equações Exponenciais - Exercícios
1
 Solução 1) 27 x 1 
9
1
27   3  3 2
x 1 3 x 1

9
3x 3 2 1
3 3  3 x  3  2  x 
 Conferindo 3
1 2
1 1
27 3  33  3 3 2  2 
1 

3 9

326
Equações Exponenciais - Exercícios

 Solução 2) 32 x  2 3x  1
32 x  2 3x  1  3x  y
2 2 4 4
y  2 y  1 0  y   y 1
2
 3x 1  x 0
 Comprovação

320  2 30 30  2 30  1

327
Inequações Exponenciais

 São inequações em que as incógnitas aparecem no expoente.


 Exemplo...

x 1 1
4 
8

328
Equações Exponenciais - Exercícios

 Resolva as seguintes equações exponenciais.

1
1) 27 x 1 
9

329
Equações Exponenciais - Exercícios

x 1 1
 Solução 1) 27 
9
1
27   3   3 2
x 1 3 x 1

9
1
33 x  3  3 2  3 x  3   2  x 
 Conferindo 3
1 1 3
1 1 1
 3 
1  
3
27 2 2 3 2
 3
 0,1924 
3 3 9
3 2

330
Função Logarítmica - Logaritmo

 Dado um número real positivo y, seu logaritmo na base b é o


número real x, tal que:

x
y b  x log b y,
onde b  0 e b 1

331
Função Logarítmica - Propriedades dos Logaritmos

 Sejam 0 < b ¹ 1 e x > 0 e y > 0

1
log b 1 0 ; log b b 1 ; log b  1
b
log b ( xy ) log b x  log b y
 x
log b   log b x  log b y
 y
log b x n n log b x, n   *
1
log b n
x  log b x, n  0
n

332
Função Logarítmica
Operações com Logaritmos - Exercícios

 Calcule os valores das seguintes expressões,


sabendo que log10 3 0, 477 e log10 5 0,6989

 log 2 8  log10 100


 log10 30
 log10 50

333
Função Logarítmica
Operações com Logaritmos - Exercícios

log 2 8  log10 100 3  2 5


log10 30 log10 3 10  log10 3  log10 10
0, 477  1 1, 477
log10 50 log10 5 10  log10 5  log10 10
0, 6989  1 1, 6989

334
Função Logarítmica
Logaritmo: Mudança de Base

log b1 x
 Exemplo log b x 
log b1 b

log 2 14
log10 14 
log 2 10

335
Função Logarítmica

 Dado a   , com 0  a 1 , chamamos Função Logarítmica de


base a a função

*
f :    , sendo, f ( x) log a x

 Pela definição de logaritmo, o conjunto Imagem da Função


Logarítmica são os Reais maiores que zero.

336
Função Logarítmica
Representação Gráfica base > 1

y = log b x
y log 2 x
y log 4 x

337
Função Logarítmica
Representação Gráfica 0 < base < 1

y = log b x

y log 1 x
4

y log 1 x
2

338
Função Logarítmica
Representação Gráfica

y log 3 ( x)

y log 1 ( x)
3

339
Função Logarítmica
Representação Gráfica

y log x

y log( x  1)

340
Função Logarítmica
Representação Gráfica

y  log 3 x  1
y log 3 x

341
Função Logarítmica
Função Exponencial - Representação Gráfica
y 2 x

y log 2 x

y=x

342
Função Logarítmica
Logaritmo Neperiano

 O logaritmo neperiano, denotado por ln, é o logaritmo na base e

b
b ln a  e a
 O número irracional e, conhecido como número neperiano, vale
aproximadamente 2,71828...

343
Função Logarítmica
Logaritmo Neperiano

y = ln(x)

344
Funções Exponencial e Logarítmica Base Neperiana

 A função exponencial de base neperiana é definida como


 Gráfico:

f ( x) e x

345
Funções Exponencial e Logarítmica Base Neperiana

y ln x
y e x

y x

346
Função Exponencial
Base Neperiana - Gráfico

x y e x
 1
y   e x
 e

y  e x

347
Função Logarítmica
Base Neperiana - Gráfico

y ln x
y ln  2x 

348
Logaritmo Neperiano - Representação Gráfica

y ln(1  x)

y  ln(1  x)

y  1  ln(1  x)

349
Caso LCL Móveis Ltda.

 A LCL Móveis Ltda. modelou as funções de oferta e demanda de


seu sofá mais vendido. Essas funções são utilizadas para
determinar o ponto de equilíbrio de mercado. Dadas as funções
abaixo, determine o ponto de equilíbrio, sendo x a quantidade
(em milhares de unidades), e y o preço (em milhares de reais).
Esboce o gráfico da oferta e da demanda e faça sua
interpretação econômica.

Preço de Oferta 9quantidade


Preço de Demanda 729 3 quantidade

350
Caso LCL Móveis Ltda. - Ponto de Equilíbrio
 No ponto de equilíbrio de mercado, a demanda e a oferta têm
preços e quantidades iguais.

729 3-x 9 x  36 3 x 32 x


36-x 32 x  6 - x 2 x  3x 6  x 2
Preço 92 81

 Ponto de equilíbrio: x = 2 e y = 81.

351
Caso LCL Móveis Ltda. - Representação Gráfica

 O gráfico das funções de oferta e demanda no mesmo sistema


de eixos

Oferta

Ponto de Equilíbrio

Demanda

352
Caso LCL Móveis Ltda. - Interpretação Econômica

 A análise econômica do problema:

0 x  2 excesso de demanda

x=2 oferta = demanda

x>2 excesso de oferta

353
Caso LCL Móveis Ltda. - Interpretação Econômica

Oferta

Excesso Excesso
Demanda Oferta

Demanda

354
Caso LCL Pesquisas Ltda.

 A LCL Pesquisa Ltda. foi contratada para estimar a quantidade


de cabeças de gado necessária para alimentar a população
brasileira no ano de 2020. A população brasileira, levantada
pelo censo 2000 do IBGE, era de 169.799.170 pessoas e uma
taxa de crescimento populacional de 2% ao ano é esperada para
de 2000 a 2020. Em 2004, o rebanho brasileiro era de
150.000.000 cabeças e FAO sugere uma relação de 1,0 cabeça
de gado por habitante/ano. Calcule a taxa de crescimento anual
do rebanho a partir de 2004, necessária para que a relação
recomendada seja alcançada em 2020.

355
Caso LCL Pesquisas Ltda.
Modelo de Crescimento Populacional

 Como a taxa de crescimento populacional é de 2% ao ano, a


população pode ser estimada pela equação abaixo:

(ano  2000)
População (ano) 169.799.170 (1,02)

356
Caso LCL Pesquisas Ltda.
Modelo de Crescimento do Rebanho

 A taxa de crescimento, r, do rebanho é a variável que desejamos


encontrar.
 O modelo de crescimento do rebanho é dado por:

(ano  2004)
Cabeças de Gado (ano) 150.000.000 (1  r )

357
Caso LCL Pesquisas Ltda. - Ponto de Equilíbrio

 No ponto de equilíbrio a população em 2020 deve manter a


relação de 1,0 com o tamanho do rebanho.
 Logo,

População (2020) Cabeças de Gado (2020)


(2020  2000) (2020  2004)
169.799.170 (1,02) 150.000.000 (1  r )
169.799.170 (1,02)20 150.000.000 (1  r )16

358
Caso LCL Pesquisas Ltda.
Ponto de Equilíbrio - Solução

169.799.170 (1,02) 20 150.000.000 (1  r )16


252.312.634,5 150.000.000 (1  r )16
16 252.312.634,5
(1  r )  1, 68875
150.000.000
r 16 1, 68875  1 1, 0333  1 0, 0333
r 3,33% a.a.

359
Exercícios Propostos

 CD-ROM do Livro-texto 1 – Matemática I


 Capítulo 6 – Funções Exponenciais e Logarítmicas
 Exercícios
 Exercício Conceitual

360
Matemática I
Seção 7

361
Conteúdo da Seção

 Aplicação
 Arranjo Simples
 Permutações Simples
 Fatorial
 Combinação Simples
 Permutações Simples com repetição
 Permutações Circulares
 Arranjos Completos
 Combinação Completa

362
Aplicação

 Dados dois conjuntos A e B, chamamos de aplicação f de A em


B toda correspondência em que a cada elemento a  A se
associa um único elemento b  B .

A B Aa 1
B
a1 b1
b1
b2
a2 b2
a2
a3 b3

Aplicação 1 Aplicação 2

363
Aplicação

 A aplicação f de A em B é o conjunto de pares ordenados em


que o 1º elemento é a origem da flecha ( a  A) e o segundo
elemento é o final da flecha (b  B).

a , b , a , b , a , b 
1 1 2 2 3 2

A B
a1 b1
b2
a2
a3

Aplicação 1

364
Tipos de Aplicação

 Uma aplicação f de A em B é dita injetora se, e somente se,


cada elemento b  B for imagem de um único elemento a  A
pertencente ao domínio de f .

 Uma aplicação f de A em B é dita bijetora se, e somente se, a


todo elemento a  A pertencente ao domínio de f existir uma
correspondência a um único elemento b  B pertencente a
imagem de f e vice-versa.

365
Arranjo Simples

 Sejam os conjuntos
A 1, 2,3,..., p e
B  b1 , b2 , b3 ,...bn  , com n elementos distintos
n p
 Chama-se arranjo simples dos n elementos de B, tomados p a p,
a imagem de qualquer aplicação injetora f de A em B .
 O número de todos os arranjos simples de n elementos distintos
tomados p a p é representado por An,p .

366
Arranjo Simples

 Sejam os conjuntos A 1, 2 e B  a, b, c


 Os arranjos simples de 3 elementos tomados 2 a 2 são:

b a , b 
a
c a , c 

a b, a 
b
c b, c  A 3,2 3 2 6

a c, a 
c
b c, b 

367
Fatorial

 Seja n um número inteiro positivo.


 O fatorial de n representado por n! é dado por:
n
n ! 12 ... n i
i 1

 Por definição o fatorial de 0 (zero) é igual a 1.

0! 1

368
Fatorial - Exercício

 Utilize o conceito de fatorial para simplificar a seguinte


expressão.

n  2 !  n !
n  3! n  1!

369
Fatorial - Exercício (Solução)

n  2 !  n ! n  2 (n  3)!  n!



n  3! n  1! n  3! n 1n !

 n  2

1

 n  2 n  1  1

1 n 1 n 1

 n  2 n  1  1 n 2  2n  n  2  1 n 2  n  3
 
n  1 n 1 n 1

370
Arranjo Simples e Fatorial

 O número de todos os arranjos simples de n elementos distintos


p
tomados p a p é representado por A n .

n!
A p
n n  1n  2 ... n  p  1
n
n  p !

onde n  p

371
Arranjos Simples - Exercícios

 Quantos são os números compreendidos entre 1000 e 2000,


formados por algarismos distintos, escolhidos no conjunto
{1,3,5,7,9}?

372
Arranjos Simples - Exercícios

 Solução
 Os números são compostos de 4 algarismos começando pelo
algarismo 1 e mais três algarismos escolhidos entre {3,5,7,9}.

 Portanto, a solução é:

3 4!
A  4 3 2 24
4
4  3!

373
Permutação Simples

 Sejam os conjuntos
A 1, 2,3,..., n e
B  b1 , b2 , b3 ,...bn  , com n elementos distintos
 Chama-se permutação simples dos n elementos de B, a imagem
de qualquer aplicação bijetora f de A em B .
 O número de todas as permutações simples dos n elementos
distintos de B é representado por Pn .

Pn A nn n !

374
Permutação Simples

 Sejam os conjuntos A 1, 2,3 e B  a, b, c


 As permutações simples dos 3 elementos de B são:

b c a, b, c 
a
c b a , c , b 
P3 3 2 1 6
a c b, a, c  n!
3
b
b, c, a  P3 A  6
c a 3
n  p !
a b c, a, b 
c
b a c, b, a 

375
Permutação Simples - Exercícios

1. Qual o número total de anagramas que podem ser formados a


partir da palavra REPÚBLICA?

2. Qual o número total de anagramas que podem ser formados a


partir da palavra REPÚBLICA que terminam com a letra A?

3. Qual o número total de anagramas que podem ser formados a


partir da palavra REPÚBLICA que começam com a letra R e que
terminam com a letra A?

376
Permutação Simples - Exercícios

1. Qual o número total de anagramas que podem ser formados


a partir da palavra REPÚBLICA?

Solução

 O total de anagramas é igual ao número de permutações simples


das letras distintas R,E,P,U,B,L,I,C,A

P9 9!

377
Permutação Simples - Exercícios

2. Qual o número total de anagramas que podem ser formados


a partir da palavra REPÚBLICA que terminam com a letra A?

Solução

 O total de anagramas é igual ao número de permutações simples


das letras distintas R,E,P,U,B,L,I,C

P8 8!

378
Permutação Simples - Exercícios

3. Qual o número total de anagramas que podem ser formados


a partir da palavra REPÚBLICA que começam com a letra R e que
terminam com a letra A?

Solução

 O total de anagramas é igual ao número de permutações simples


das letras distintas E,P,U,B,L,I,C

R A
P7 7!
379
Combinação Simples

 Seja o conjunto
B  b1 , b2 , b3 ,...bn  , com n elementos distintos

 Chama-se Combinação Simples dos n elementos de B, tomados


p a p (com p ≤ n), todo subconjunto de B formado por p
elementos distintos.
p
p A n!
Cn  n

Pn p !(n  p )!

380
Combinação Simples - Exercícios

1. Quantos resultados distintos podemos obter pelo produto de


três elementos do conjunto {2,3,5,7,9}?

2. Quantas comissões de 5 membros podem ser formadas em uma


sala de 15 alunos?

381
Combinação Simples - Exercícios

1. Quantos resultados distintos podemos obter pelo produto


de três elementos do conjunto {2,3,5,7,9}?

Solução

 A ordem dos fatores de um produto não altera o seu resultado.


Logo, a solução é dada por:

3 5! 5 4 3 2 1
C   10
3!(5  3)! 3 2 12 1
5

382
Combinação Simples - Exercícios

2. Quantas comissões de 5 membros podem ser formadas em


uma sala de 15 alunos?

Solução

 A ordem de escolha dos membros de uma comissão não altera o


grupo formado. Logo, a solução é dada por:

5 15! 15 14 13 12 11 10! 14 13 12 11


C    3003
15
5!(15  5)! 5 4 3 2 110! 4 2 

383
Permutações Simples com Elementos Repetidos

 Quantas “palavras” distintas, com ou sem significado, podem


ser escritas com todas as letras da palavra ARARA?

 Repare que a letra A tem três repetições e a letra R tem duas


repetições.

1 AAARR 6 RARAA
2 RAAAR 7 RAARA
3 RRAAA 8 AARRA
4 ARAAR 9 AARAR
5 ARRAA 10 ARARA

384
Permutações Simples com Elementos Repetidos

 Sejam n o número de elementos dos quais:


 n1 são iguais a a1
 n2 são iguais a a2
 n3 são iguais a a3
: :
 nr são iguais a ar
 O número total de permutações simples com elementos
repetidos distintas entre si:
 r 
(n1  n2  ...  nr )!   ni  !
N=   i 1 
r
(n1 !) (n2 !) ... (nr !)
n !
i 1
i

385
Permutações Simples com
Elementos Repetidos - Exercícios

1. Quantos são os anagramas da palavra ARRASADO?

2. De uma urna com 3 bolas brancas e 4 bolas pretas, de quantas


maneiras pode ser feita uma extração das 9 bolas, uma por
vez?

386
Permutações Simples com
Elementos Repetidos - Exercícios

1. Quantos são os anagramas da palavra ARRASADO?

Solução

Letra Qtde.
A 3
N=
3  2  1 1 1!  8!

8 7 6 5 4 3!
3360
R 2
3! 2! 1! 1! 1! 3! 2! 3! 2
S 1
D 1
O 1

387
Permutações Simples com
Elementos Repetidos - Exercícios

2. De uma urna com 3 bolas brancas e 4 bolas pretas, de


quantas maneiras pode ser feita uma extração das 9 bolas, uma
por vez?

Cor Qtde.
branc 3 N=
3  4 !

7!

7 6 5 4!
35
a 3! 4! 3! 4! 6 4!
preta 4

388
Permutação Circular

 De quantas maneiras podemos dispor 4 pessoas em torno de


uma mesa?

389
Permutação Circular

 O número de maneiras que podemos dispor n pessoas ou


objetos em torno de círculo é dado por:

PC n n  1!

390
Arranjos Completos

 Sejam os conjuntos
A 1, 2,3,..., p e
B  b1 , b2 , b3 ,...bn  , com n elementos distintos
 Chama-se arranjo completo dos n elementos de B, tomados p a
p, a imagem de qualquer aplicação f de A em B .
 O número de todos os arranjos completos de n elementos de B
tomados p a p é representado por...

 Note que AR np n p
n  p ou n  p ou n  p

391
Arranjo Completos

 Sejam os conjuntos A 1, 2 e B  a, b, c


 Os arranjos simples de 3 elementos tomados 2 a 2 são:
a a , a 
b a , b 
a
c a , c 
a b, a 
b b b, b  2
AR 3 9 2
3
c b, c 
a c, a 
c b c, b 
c c, c 

392
Arranjos Completos - Exercícios

1) Quantas “palavras” de 5 letras podemos formar com as 10


primeiras letras do alfabeto?

2) Quantos números naturais de 4 algarismos apresentam


algarismos repetidos?

393
Arranjos Completos - Exercícios

1) Quantas “palavras” de 5 letras podemos formar com as 10


primeiras letras do alfabeto?

Solução

 “Palavras” com letras repetidas ou não.


 A ordem das letras diferencia a “palavra”.

5
AR10 105 100.000

394
Arranjos Completos - Exercícios

2) Quantos números naturais de 4 algarismos apresentam


algarismos repetidos?
– 0

Solução

Os números naturais de 4 algarismos são arranjos completos dos


dez dígitos, tomados 4 a 4, não tendo zero no algarismo mais
significativo: 4
AR10 3
 AR10 104  103 9.000
Os números naturais de 4 algarismos sem repetição são arranjos
simples dos dez dígitos, tomados 4 a 4, não tendo zero no
4 3
algarismo mais significativo: A 10  A 9 4.536

Os números naturais de 4 algarismos com algarismos repetidos é


dado por: 9.000  4.536 4.464

395
Combinações Completas

 Seja o conjunto
B  b1 , b2 , b3 ,...bn  , com n elementos distintos

 Chama-se Combinação Completa dos n elementos de B,


tomados p a p , todo conjunto formado por p elementos de B,
repetidos ou não.
p(n  p  1)!
CR n C np p  1
p !(n  1)!

396
Combinações Completas - Exemplo

 Dado o conjunto F={a,b,c,d}, as combinações completas que


podemos formar com os elementos de F tomados 2 a 2 são:

{a,a} {b,b} {c,c} {d,d}

{a,b} {b,c} {c,d}

{a,c} {b,d}

{a,d}

2 (4  2  1)! 5!
CR 
4  10
2!(4  1)! 2! 3!

397
Combinações Completas - Exemplos

 Determine o número soluções da equação.

x1  x2  x3 4 sendo x1 , x2 , x3  

x1 x2 x3 x1 x2 x3
0 0 4 3 1 0
0 4 0 3 0 1
4 0 0 1 1 2
(3  4  1)!
4 6!
0 1 3 1 2 1 CR  3  10
0 3 1 2 1 1
4!(3  1)! 4! 2!
1 0 3 2 2 2
1 3 0 10 soluções

398
Combinações Completas - Exercícios

1) De quantos modos podemos colocar 50 alunos em 3 salas de


aula?

2) De quantos modos podemos dividir 40 moedas de um real entre


4 alunos?

399
Combinações Completas - Exercícios

1) De quantos modos podemos colocar 50 alunos em 3 salas de


aula?

Solução

 O que desejamos é saber quantos alunos colocaremos em cada


uma das salas ( x1 , x2 , x3  ).
 Sendo x1  x2  x3 50

50(3  50  1)! 52! 52 51


CR 
3   1326
50!(3  1)! 50! 2! 2

400
Combinações Completas - Exercícios

2) De quantos modos podemos dividir 20 moedas de um real


entre 4 alunos?

Solução

 O que desejamos é saber quantas moedas daremos a


cada aluno ( x1 , x2 , x3 , x4  ).
 Sendo x1  x2  x3  x4 20

20 (4  20  1)! 23! 23 22 21


CR 4    1771
20!(4  1)! 20! 3! 3 2

401
Exercícios

 CD-ROM do Livro-texto 1 – Matemática I


 Capítulo 11 – Combinatória
 Exercícios
 Exercício Conceitual

402

Você também pode gostar