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Peeling Químico: Tipos e Aplicações

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Priscila Telles
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PEELING QUÍMICO

Aplicação tópica de
determinadas substâncias químicas.

Provocam leve descamação até


necrose da derme, com remoção da
pele em diferentes graus.

tratamento de manchas, acne e


envelhecimento cutâneo.
Os peelings são classificados, conforme
sua capacidade de penetração:

• Superficiais
• Médios
• Profundos

Esse critério, porém, não é absoluto, pois o


mesmo agente pode ser superficial para
uma pele grossa, sem preparo, e médio
para uma pele mais fina, muito preparada.
PEELING SUPERFICIAL

Age na epiderme, que é a camada mais


superficial da pele, não apresenta
grandes problemas após sua aplicação.
PEELING MÉDIO
Provoca a destruição dos tecidos
removendo parcial ou totalmente a
epiderme, atingindo o nível da derme
papilar. Apresenta poucos riscos e
complicações.
PEELING PROFUNDO
Destrói totalmente a epiderme e sua
profundidade atinge até o nível da derme
reticular.
Apresenta riscos maiores de complicações,
como hipocromias (manchas claras),
hipercromias (manchas escuras), cicatrizes.
Ácido Glicólico
ÁCIDO GLICÓLICO
• O ácido glicólico é um alfa-hidroxiácido (AHA), que pode
causar tanto descamação superficial como profunda.

• Ele é um peeling que chamamos de tempo-dependente se não


neutralizar, penetra irregularmente.

• É derivado da cana-de-açúcar, solúvel em água, na qual tem


menor peso molecular de todos os AHAs, e causa
epidermolise entre três a seis minutos , dependendo dá:
concentração do ácido, biodisponibilidade, frequência de
aplicação, condições da pele e tempo de permanencia na pele,
PIMENTEL, (2008).
• O ácido glicólico causa frost, que é a penetração maior do
ácido, podendo ocorrer coagulação de proteínas e
queimaduras localizadas.
• O ácido glicólico causa frost, que é a
penetração maior do ácido, podendo ocorrer
coagulação de proteínas e queimaduras
localizadas.
ÁCIDO GLICÓLICO
• Quando usado regulamente age como esfoliante, promovendo a
remoção dos corneócidos, e permite que as células mais jovem
emerjam a superfície, permitindo a penetração de outros
princípios ativos associados a ele.

• Produz compactação do extrato córneo, produz espessamento


da epiderme, produz deposição de mucina e colágeno dérmico, á
medida que aumenta a concentração e diminui o pH , e devido
possuir uma menor molécula e por isso é aquele que possui
maior emprego na indústria cosmética. PIMENTEL (2008).

• Clinicamente podemos interpretar a intensidade e a profundidade


dos peeling com ácido glicólico, pelo nível de coloração da
superfície da pele que pode variar de um eritema róseo
( vasodilatação), à intensidade mais forte de vermelho .
A IMPORTÂNCIA DO PRÉ PEELING
O preparo da pele, é de duas a três semanas
antes do peeling com o objetivo de:

• Reduzir o tempo de cicatrização da lesão.

• Permitir a penetração mais uniforme do agente


químico.

• Enfatizar a necessidade do uso de manutenção,


e testar se o paciente apresenta algum tipo de
alergia.

• Diminuir o riscos de hiperpigmentação pós-


inflamatória KEDE, 2004.
MODO DE APLICAÇÃO
• Higienização da pele e desengorduramento da região
da face e do pescoço com substancia adstringente.

• Após, começamos a passar o gel de acido glicólico


com pincel seguindo um parâmetro para evitar que
alguma área fique sem aplicação como:

Testa, sobrancelha (no sentido inverso do implante


capilar), terços médios em inferior direito, terço médio
inferior esquerdo, nariz e região perioral, pescoço e colo.

PIMENTEL 2008.
INDICAÇÕES E CONTRA-INDICAÇÕES
Indicações
• Ceratoses actínicas e
seborréicas, melasma,
acne, rugas finas,
fotoenvelhecimento, pele
desitratada.

• Contra indicações
Pele negra, gestantes, cicatrizes
hipertroficas, herpes, eritema
persistente.
PERIODO PÓS PEELING
• Após a neutralização do peeling, é utilizado hidratantes
específicos para cada tipo de pele, o paciente deve
hidratar área tratada por dois a três dias, para recuperar
a superfície da pele que foi levemente agredida.

• No tratamento domiciliar é importante a correta limpeza


da pele, com sabões com pH neutro, para pele sensível,
peles normais sabões que com concentração de 4% a
10% de acido glicólico. Já para peles resistentes ou
oleosas com tendência a acne, utilizamos sabões com
concentração de 10% a 20% de ácido glicólico.
CUIDADOS GERAIS
• Usar filtro solar com fator 20 no mínimo, rotineiramente.

• Não se expor ao sol.

• Não ficar em contato com o fogo, principalmente no


primeiro dia pós-peeling.

• Não usar produtos que contenham álcool.

• Usar o acido domiciliar somente no outro dia.

• É importante que o acido glicólico tenham pH em torno de


3,5 para o pré-peeling e 1,8 para uso em consultório
medico.
Ácido Mandélico
Ácido mandélico é um acido orgânico obtido do
extrato de amêndoas amargas , é
farmacologicamente mas utilizados em
tratamentos anti-acne, anti-hipercromias e de
renovação celular.

É considerado um dos AHAs de maior peso


molecular o que significa que a pele o absorve
lentamente ,favorecendo um efeito uniforme e
minimizando os transtornos comuns na
aplicação de ácidos. (PIMENTEL, 2008).
Ácido Mandélico
Formas de Apresentação e concentração
Como creme rejuvenescedor em combinação com
vitaminas A,C e E ;
Geis;
Loção.

Concentração
De 5 a10%.

Ph ideal : de 3,0 a 3,5

Obs: é parcialmente solúvel em água e livremente solúvel


em álcool isopropílico e etanol.
Passo a passo da aplicação do ácido mandélico
Quinze dias antes, começamos o preparo da pele, o pré-
peeling. Receitamos o ácido glicólico 10% e a
hidroquinona 2% uma vez ao dia para provocar
esfoliação a fim de que, ao passarmos o ácido, ele
possa penetrar mais uniformemente e com melhores
resultados.

No dia da aplicação do peeling, começamos com a


higienização e desengorduramento da região da face e
do pescoço com substancias adstringentes.

Em seguida começamos a passar o ácido mandélico


com pincel, seguindo um parâmetro para evitar que
algumas áreas fique sem aplicação.
 Após a aplicação aguardamos de três a cinco minutos, observando
sempre o paciente, pois, se começar a aparecer o frost, devemos
neutralizá-lo com bicarbonato de sódio, que pode ser líquido ou em
pó, ou com água.

 Depois de decorridos os cinco minutos, caso o frost não apareça e o


paciente não relate ardência, podemos deixar por mais cinco
minutos e, depois disto, lavar bem seu rosto com água corrente .

 Esse procedimento é parecido com o do ácido glicólico.

 Após lavarmos bem o rosto do paciente, fazemos uma mascara


descongestiva e o liberamos com a recomendação de hidratar bem
o rosto durante os dois próximos dias e voltar a usar no segundo dia
o pré-peeling até o próximo peeling.

 Nunca esquecer de recomendar uso de filtro solar com FPS acima


de 20 diariamente, de três em três horas. (PIMENTEL, 2008)
O ácido mandélico é menos irritante para a pele, em
comparação com outros ácidos já conhecidos;

Os peelings com ácido mandélico provocam menor grau de


descamação, acelerando consideravelmente o tempo de
recuperação da pele;

Ajuda a combater os agentes inflamatórios e infecciosos


responsáveis pela instalação do processo acneico na pele.
Auxilia na diminuição das hipercromias retidas na epiderme,
bem como, na remoção da capa córnea envelhecida);

Promove peeling de ação superficial à medida com total


uniformidade.
Quando aplicado topicamente ,reduzem a espessura do
extrato córneo hiperceratotico reduzindo a coesão dos
corneócitos nos níveis mais baixos do extrato córneo.

Quando aplicado em concentrações mas altas e em


baixos valores de pH podem causar epidermólise ,pois
agem nos locais de ligação dos desmossomos da camada
basal. Esses efeitos provocam esfoliação na pele
permitindo que as células mortas acumuladas se
desprendam e haja a renovação celular.
Duração do Contato:

Cada ácido possui seu tempo de atuação na pele e, para determinar


este tempo, é necessário a avaliação dos seguintes aspectos :
concentração, pH e peso molecular do ácido em questão.

O local de aplicação também influencia na determinação deste tempo,


pois regiões mais delicadas sugerem menor duração de contato.

É muito importante respeitar a indicação do tempo de contato do ácido


com a pele, pois este fator possui relação direta com o efeito e
também com o aparecimento de reações adversas. Quando a
indicação é excedida, a possibilidade de complicações é muito maior.

A maioria dos ácidos possui tempo de aplicação padrão de dois a


quinze minutos e sua neutralização é realizada geralmente com água
ou com algum álcali específico.

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