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Programação Ladder em CLPs: Fundamentos e Aplicações

CLP básico-apresentação de aulas
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CLP-CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL

CURSO: ELETROTÉCNICA CETAM-TABATINGA

PROFESSOR: WELLINGTON B. CABRAL


LINGUAGEM LADDER

 A linguagem Ladder foi a primeira que surgiu na programação dos Controladores Lógico Programáveis
(CLPs), pois sua funcionalidade procurava imitar os antigos diagramas elétricos, utilizados pelos Técnicos
e Engenheiros da época. O objetivo era o de evitar uma quebra de paradigmas muito grande, permitindo
assim a melhor aceitação do produto no mercado.
 O diagrama de contatos (Ladder) consiste em um desenho formado por duas linhas verticais, que
representam os pólos positivo e negativo de uma bateria, ou fonte de alimentação genérica. Entre as
duas linhas verticais são desenhados ramais horizontais que possuem chaves. Estas podem ser
normalmente abertas, ou fechadas e representam os estados das entradas do CLP. Dessa forma fica
muito fácil passar um diagrama elétrico para linguagem Ladder. Basta transformar as colunas em linhas,
como se mostra nas figuras 2.1 e 2.2, para o caso de uma simples partida direta.
DIAGRAMA LADDER
LIGAÇÃO FÍSICA

 Não se deve esquecer de ligar as botoeiras e contatores, que são os elementos de comando, externamente
ao CLP. Para o caso deste comando as ligações elétricas são mostradas na figura 2.3.
 É importante observar que o relé foi colocado para permitir a existência de dois circuitos diferentes, o de
comando composto por uma tensão contínua de 24 V, e o circuito de potência, composto por uma tensão
alternada de 220 V.
 Ainda no CLP a letra “I” significa entrada (Input) e a letra ”O” significa saída (Output).
 Deve-se lembrar sempre que em painéis elétricos o CLP está inserido na parte de comando do mesmo.
 Deve-se lembrar de configurar as entradas e saídas; Tipo sink recebe sinais PNP e source para receber sinais
NPN;
LIGAÇÃO FÍSICA
PARTIDA COM REVERSÃO
 O mesmo procedimento de conversão pode ser feito com para uma partida de motores com reversão,
como mostram as figuras 2.4 e 2.5 a seguir
PARTIDA COM REVERSÃO
ELEMENTOS DE LADDER
 Observando os dois exemplos dados, pode-se definir agora os elementos essenciais em uma programação
Ladder:
FUNCÕES LÓGICAS EM LADDER
 Com os elementos básicos montam-se diversas combinações importantes, mostradas nos próximos itens.
 As funções lógicas são estudadas em todos e quaisquer elementos. A combinação entre os contatos NA e
NF servem de importante orientação para o projetista e programador de circuitos lógicos.
FUNCÕES DE LÓGICA EM LADDER
FUNÇÕES DE LÓGICA EM LADDER
FUNÇÕES DE LÓGICA EM LADDER
CIRCUITOS DE SELO
 Os selos são as combinações mais básicas entre elementos, destinados a manter uma saída ligada,
quando se utilizam botoeiras.
CIRCUITOS DE SELO
INSTRUÇÕES SET E RESET
 A instrução de “SET” liga uma saída e mantém a mesma ligada mesmo que a alimentação da entrada seja
retirada. Para se desligar a saída utiliza a instrução “RESET”. A figura 2.8 mostra um exemplo da utilização
destas instruções na partida direta de um motor. O programa na figura 2.8 é equivalente ao programa
mostrado na figura 2.7.
CIRCUITO DE DETECÇÃO DE BORDA
 Existem situações em que é necessário registrar não o estado da entrada, mas sim o instante em que
essa entrada comuta. Isso é realizado pelos circuitos de detecção de borda, que podem detectar o flanco
ascendente (instante de ativação da entrada) quanto o flanco descendente (instante de desativação da
entrada). Estes circuitos se aproveitam do modo de operação do CLP onde a varredura é feita através de
uma linha de cada vez. A figura 2.9 mostra o exemplo de detecção de borda durante a subida.
CIRCUITO DE DETECÇÃO DE BORDA

 Uma aplicação prática deste circuito é quando se deseja ativar e desativar uma saída com um único

pulsador (ou botoeira). O circuito completo para este tipo de operação de operação é mostrado na figura

2.10.

 É importante notar que no programa da figura 2.10 nota-se que utilizou-se a letra “R” na saída e não “O”. A

diferença é que “R” significa “Relé de contato auxiliar”, ou seja quando se aciona “R” nenhuma saída

externa ao CLP é ligada. Este relé representa uma “memória” interna do CLP e como o próprio nome já diz,

serve somente para auxiliar na lógica do programa. Este elemento é muito utilizado em programação com

diagramas de contato.
CIRCUITO DE DETECÇÃO DE BORDA
CIRCUITOS DETECÇÃO DE BORDA
 Para facilitar a programação, o CLP apresenta as funções de detecção de borda e acionamento com um
único pulsador. A tabela 2.2 apresenta os símbolos destas funções.
TEMPORIZADORES EM LADDER

 Os temporizadores são contadores de unidades de tempo selecionáveis. Um temporizador pode apresentar

opções para seleção do tipo de operação, origem do valor máximo de contagem, origem de parada de

contagem e “reset” da contagem.

 Temos três tipos principais:

 TON- temporiza na energização;

 TOF-temporiza na dezenergização;

 TP- temporizador de pulso;


TEMPORIZADORES EM LADDER

• IN (Input) – Sinal lógico digital para ativação do temporizador.


• PT (Preset Time) – Valor inteiro (normalmente de 16 bits) para especificar o limite de contagem de tempo.
• Q (Output) – Sinal lógico digital de saída do temporizador.
• ET (Elapsed Time) – Tempo decorrido desde a ativação do temporizador.
TEMPORIZADOR DE PULSO
TEMPORIZADOR TON
TEMPORIZADOR OFF
CONTADORES

 Os contadores contam e acumulam a quantidade de eventos. Um contador pode apresentar opções para

seleção do tipo de operação, origem do valor máximo e mínimo de contagem, origem de parada de

contagem e “reset” da contagem.

 Existem três tipo:

CU – contagem progressiva;

CD – contagem regressiva;

CUD – contagem progressiva e regressiva;


CONTADORES

• CU (Counter Up) – Sinal lógico digital para contagem progressiva.

• CD (Counter Down) – Sinal lógico digital para contagem regressiva.

• R (Reset) – Sinal lógico digital para zerar a contagem.

• LD (Load) – Sinal lógico digital para carregar o acumulador com o valor de PV.

• PV (Preset Value) – Valor inteiro (normalmente de 16 bits) para especificar o limite de contagem de eventos.

• Q (Output) – Sinal lógico digital de saída do contador.

• CV (Current Value) – Valor de contagem no acumulador.


Contador Contador regressivo Contador progressivo e
progressivo regressivo

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