CUIDADOS
PALIATIVOS
Prof.ª Brenda Rios
• Cuidado paliativo é um tratamento multiprofissional, uma
abordagem de cuidados que visa a melhoria da qualidade de
vida de pessoas com doenças graves. Disso resulta que não
O que são existem pacientes paliativos, assim como não existem
pacientes diálises, ou mesmo pacientes quimioterapias.
Cuidado Paliativo, diálise ou quimioterapia são tratamentos, e
cuidados não diagnósticos. Todos os pacientes com doenças graves
podem se beneficiar dessa abordagem de cuidados. Pacientes
Paliativos ? com doenças cardíacas, oncológicas, pulmonares,
neurológicas, AIDS, diabetes, síndromes das mais diversas e
outras condições médicas podem se beneficiar desse
tratamento, estejam ou não lidando com o fim de suas vidas.
• Cuidado Paliativo não é um diagnóstico médico,
nem uma fase da doença, mas uma abordagem de
cuidados, e portanto um tratamento, o que inclui
uma série de medidas específicas, um conjunto de
dimensões a serem precisamente avaliadas e um
conjunto de ações a serem implementadas, por
vezes bastante complexas, se considerarmos
algumas condições igualmente complexas. Disso
tudo resulta que uma pessoa pode ter uma doença
absolutamente avançada, incurável, gravíssima, e
ainda assim não estar recebendo nenhum Cuidado
Paliativo. Cuidado Paliativo pode ser oferecido
inclusive no curso do tratamento curativo de uma
doença potencialmente curável, e auxiliar o
paciente e sua família a terem seus sofrimentos
administrados e cuidados por uma equipe
multiprofissional, mesmo que o desfecho dessa
história seja a cura.
• Cuidado Paliativo não é uma possível última
alternativa para a vida de alguém, e não
significa morte certa. Cuidado Paliativo não
significa retirar tratamentos médicos, nem
negar às pessoas o melhor que a medicina e
as demais ciências da saúde podem lhe
oferecer, mas ajudar a pensar em tratamentos
hierarquizados e proporcionais entre os
benefícios a ser buscados e os malefícios a
serem evitados em cada fase da doença.
Quem são os • Todos os pacientes que são portadores de doenças graves,
pacientes que que ameacem a continuidade da vida e que apresentem
sintomas de sofrimento se beneficiam do atendimento de
se beneficiam uma equipe de Cuidados Paliativos, desde o diagnóstico
da doença, passando por todos os tratamentos que
de Cuidados busquem a cura ou o controle da doença, bem como os
cuidados intensamente necessários na finitude humana.
Paliativos? Aqui se encaixam todas as doenças com este perfil de
gravidade e não somente o câncer!
• Os Cuidados Paliativos atuam nas necessidades do
Como e o paciente e de sua família, comprometendo-se a avaliar e
tratar os sintomas físicos de desconforto, como dor,
trabalho de fadiga, cansaço, falta de ar e outros que possam causar
sofrimento e piora da qualidade de vida. Ao mesmo
cuidado tempo em que trata os sintomas da dimensão física,
orienta-se no sentido de avaliar e cuidar das
paliativo ? necessidades emocionais, sociais, familiares e espirituais
do paciente e de sua família, respeitando seus valores e
crenças.
• Os profissionais que compõem a equipe são os que
controlam os sintomas do corpo – dimensão física –
(todos os profissionais de saúde podem ajudar neste
controle!), da mente – dimensão emocional –
(psicólogo, psicoterapeuta, psicanalista, psiquiatra), do
espírito – dimensão espiritual – (padre, pastor, rabino,
guru, sacerdotes das diferentes crenças religiosas
professadas pelos pacientes) e do social e familiar
(assistente social, voluntário, psicólogo).
• Os tratamentos curativos e paliativos são
complementares entre si, pois com um melhor controle
de sintomas o paciente e sua família podem passar pelo
tempo de tratamentos curativos de maneira mais
efetiva, mesmo que estes tratamentos sejam mais
agressivos. O que ocorre em geral, é que à medida que
a doença apresenta progressão, percebe-se uma maior
necessidade dos cuidados paliativos; sendo possível
que, em algum momento da evolução da doença de
base, a prioridade de cuidados visa o conforto e
qualidade de vida exclusivamente.
1. Respeitar a dignidade e autonomia dos pacientes.
Fazem
2. Honrar o direito do paciente de escolher entre os tratamentos, incluindo
aqueles que podem ou não prolongar a vida.
3. Comunicar-se de maneira clara e cuidadosa com os pacientes, suas famílias
parte dos e seus cuidadores.
4. Identificar os principais objetivos dos cuidados de saúde a partir do ponto
princípios de vista do paciente.
5. Prover o controle impecável da dor e de outros sintomas de sofrimento
dos físico.
6. Reconhecer, avaliar, discutir e oferecer acesso a serviços para o
cuidados atendimento psicológico, social e questões espirituais.
7. Proporcionar o acesso ao apoio terapêutico, abrangendo o espectro de vida
paliativos:
através de tratamentos de final de vida que proporcionem melhora na
qualidade de vida percebida pelo paciente, por sua família e seus
cuidadores.
8. Organizar os cuidados de modo a promover a continuidade dos cuidados
oferecidos ao paciente e sua família, sejam estes cuidados realizados no
hospital, no consultório, em casa ou em outra instituição de saúde.
9. Manter uma atitude de suporte educacional a todos os envolvidos nos
cuidados diretos com o paciente.