EDUCAÇÃO FÍSICA- SAÚDE E ASPECTOS
MULTIFATORIAIS.
Professor Romilson Mariano
O QUE É SAÚDE?
A saúde é a ausência de doenças.?
Mas será que é isso mesmo?
O que é ser saudável?
Para responder a essa pergunta, é importante
considerar e ter um olhar mais amplo e crítico sobre
uma série de fatores e situações que podem afetar
e/ou determinar as condições de saúde de um
indivíduo ou mesmo de um grupo de pessoas.
A reflexão sobre o conceito de saúde pode
desencadear um processo de observação da
qualidade de vida no cotidiano do sujeito e de sua
comunidade.
Assim sendo, dependendo do modo
como as pessoas entendem ou
concebem o que é saúde, elas
podem observar e avaliar se de fato
têm ou não saúde.
Evolução dos Conceitos de saúde no
século XX
A Organização Mundial da Saúde (OMS, 1948) ampliou a
definição de saúde para além do organismo como corpo
físico e a dimensionou para as condições psicológicas ou
emocionais e para os aspectos sociais, que deveriam atingir
tal ponto de equilíbrio que proporcionasse o estado ideal do
estar completamente bem. Saúde é um bem-estar físico,
mental e social.
ALMA-ATA
A I Conferência Internacional sobre Atenção
Primária à Saúde ocorreu em Alma-Ata, Rússia,
em 1978, e teve papel muito significativo para a
saúde pública. O documento resultante desse
encontro recomendou a adoção de um conjunto
de medidas, entre outras, no campo da
educação em saúde, prevenção de doenças e
agravos, saneamento básico e prioridade para a
atenção à saúde do grupo materno-infantil.
VIII CONFERÊNCIA NACIONAL
DE SAÚDE
Em 1986 foi realizada em Brasília a VIII
Conferência Nacional da Saúde, um grande marco
na área da saúde no País. Essa conferência teve
papel fundamental para o fortalecimento do
conceito ampliado de saúde, ratificado em 1988 na
Constituição Federal.
DIFERENTES CONCEPÇÕES DE SAÚDE
CONCEPÇÃO ASSISTENCIALISTA DE SAÚDE
Pensar a saúde do ponto de vista da ausência de
doença é uma concepção assistencialista, que
coloca em evidência a necessidade de afastar a
doença que acomete o indivíduo, pressupõe um
diagnóstico, feito mediante exames clínicos e
laboratoriais, para que se possa prescrever, de
pronto, remédios e, assim, curar a pessoa daquela
doença.
CONCEPÇÃO PREVENTIVA DE SAÚDE
Por conta da necessidade de diagnóstico e
tratamento adequado de doenças, alguns outros
avanços importantes passaram a influir, na
concepção de saúde, a ação de prevenção. Ela
parte do princípio de que é importante evitar que os
indivíduos adoeçam; portanto, enfatiza ações de
detecção precoce e controle dos fatores que
causam as doenças ou dos riscos que o indivíduo e
a população têm de adoecer.
Embora ainda reforce como objeto principal evitar a
doença, esse modelo amplia o olhar da saúde para
o coletivo e apresenta medidas e recursos
importantes para proteger o indivíduo de adoecer,
evitando danos à sua saúde como:
• Uso adequado de vacinas;
• Incentivo ao aleitamento materno;
• Vigilância nutricional;
• Uso de preservativos;
• Adoção de medidas de segurança que evitem
acidentes e vítimas;
• Opção por alimentação saudável;
• Maior socialização de informações;
• Abertura de espaços de reflexão em oficinas com
práticas educativas.
CONCEPÇÃO DE PROMOÇÃO DE SAÚDE
Nessa forma de conceber saúde, o foco das ações se
desloca efetivamente da doença e se volta para a vida do
indivíduo e da comunidade. Assim, na concepção de
promover saúde busca-se modificar as condições de vida
para que sejam dignas e adequadas. Estimulam-se as
tomadas de decisões, individuais e coletivas, investindo no
sentido de que sejam favoráveis à saúde e à qualidade de
vida das pessoas e comunidades. Essa concepção de
saúde se consolida pela implementação de políticas
públicas saudáveis.
Bibliografia consultada:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento
de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde do adolescente: competências e
habilidades. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2008. SÃO PAULO
(Cidade). Secretaria da Saúde. Coordenação de Desenvolvimento de
Programas e Políticas de Saúde-CODEPPS. Manual de atenção à saúde do
adolescente. São Paulo: SMS, 2006.