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Resposta à Prática Educativa

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Rabechy Souza
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© All Rights Reserved
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ZABALA, Antoni.

A prática
educativa: como ensinar.

Existem duas formas de desenvolver


a prática educativa:
O professor que empreende uma
pesquisa sobre um problema prático.
Quando o professor modifica algum
aspecto de sua prática docente como
resposta
a
a um problema prático.
Catalão, formado em Filosofia e Ciências da Educação pela Universidade de
Barcelona, na Espanha. Responsável pela maior transformação do sistema de
ensino espanhol, o educador tornou-se uma referência internacional na educação.

Estudioso e mestre dos diferentes aspectos do desenvolvimento curricular e da


formação de professores.

Zabala presta consultorias a escolas e ministérios da educação de diferentes países


na América Latina.

Nos últimos oito anos, tem ministrado palestras e conferências em diferentes


instituições de ensino por todo o mundo.

Defende a criação de provas orais dentro do exame vestibular e de cargos de


tutores para o ensino fundamental e médio.

Para o educador uma boa escola é aquela que prepara o aluno para a vida e não
para uma prova "elitizada" que pauta, inclusive, a vida de quem nem sequer terá
acesso às universidades.
Os conteúdos de aprendizagem não se reduzem
unicamente às contribuições das didáticas: também
serão conteúdos de aprendizagem todos aqueles que
possibilitem o desenvolvimento das capacidades
motoras, afetivas, de relação pessoal e de inserção
social. APRENDIZAGEM GLOBALIZADA.

As aprendizagens dependem das características


individuais;
a forma como se aprende e o ritmo da aprendizagem
variam segundo as capacidades. Assim, a maneira e
a forma como se produzem as aprendizagens são o
Zabala adota o modelo de aprendizado da
educação infantil. Onde as crianças não
ficam sentadas em fileiras em sala de
aula ouvindo o educador, elas são
dinâmicas. Desenvolvem-se em grupos,
um observando o outro e aprendendo, o
que sabe mais ajuda o que sabe menos. O
educador não é transmissor de
conhecimento, ele ajuda a todos,
avaliando quem realiza e quem tem
dificuldades. Portanto o enfoque
O modelo de avaliação também é formativo.
Os professores não avaliam seus alunos pelos seus erros,
e sim pelos seus acertos, e são orientados em suas
necessidades.

A espontaneidade da criança lhes beneficiam, não é


constrangedor dizer que não sabe.

Quanto adolescentes e jovens, este processo não


acontece, por temerem o constrangimento. Para Zabala
(2010) “Está claro que devemos ir de um modelo seletivo
para um modelo orientador, centrado no que o aluno sabe e
não naquilo que ele não sabe; na sua capacidade e
potencialidade”.
AS VARIÁVEIS QUE CONFIGURAM A PRÁTICA EDUCATIVA

A prática educativa é complexa, fluida e difícil de limitar com


coordenadas simples e nela se expressam múltiplos fatores, hábitos
pedagógicos e ideias. Cada aula pode ser vista como um
microssistema, onde há seu espaço, suas relações interpessoais, e
seus recursos didáticos, por isso devem ser avaliadas individualmente.

Cada aula é única.


A função do saber, dos conhecimentos e das disciplinas, seguem
sua finalidade e sua função social. Outras fontes são a psicologia
e a didática. A didática pergunta “Como ensinar?” e a psicologia
trata de “Como as aprendizagens se produzem?”. Essas três
linhas são os pontos de partida para se estabelecer critérios que
nos permitem tomar decisões em aula. Somente na psicologia é
possível dissociar o processo de aprendizagem do processo de
ensino, na prática pedagógica é impossível.
O PAPEL DOS OBJETIVOS EDUCACIONAIS

capacidades pretende-se desenvolver com nos alunos.

Essas capacidades podem ser cognitivas ou intelectuais, motoras, de equilíbrio e


autonomia pessoal e relações e inserções sociais.

Até hoje: capacidade cognitiva, mas na atualidade devemos considerar que a escola deve
abranger também todas as outras capacidades, promovendo uma educação integral.

Sendo assim é preciso definir corretamente os conceitos de “equilíbrio”, “autonomia”,


“relações sociais”, entre outros, dentro da escola.

Como professores a nossa intervenção deve ser o mais benéfica possível, e devemos
avaliar se a nossa intervenção é coerente com esta ideia de função da escola. É preciso
compreender que tudo que fazemos em aula incide na formação dos alunos.
OS CONTEÚDOS DE APRENDIZAGEM: INSTRUMENTOS
DE EXPLICITAÇÃO DAS INTENÇÕES EDUCATIVAS

A definição dos objetivos ou finalidades da Educação é


o ponto de partida para qualquer análise da prática.

É comum dizer que algo está cheio de conteúdo quando


oferece muita informação. Porém tudo que desenvolve
as capacidades motoras, afetivas e sociais também
pode ser considerado conteúdo, até mesmo o currículo
oculto.

Ao tentar definir a finalidade da educação chegamos a


três pontos básicos: o saber (conteúdo conceitual) o
APRENDIZAGEM DOS CONTEÚDOS SEGUNDO SUA TIPOLOGIA

• A tendência habitual é encontrar os conhecimentos separados por disciplinas, como português, matemática, etc... E criar certas didáticas para
cada uma delas. Mas podemos mudar o ponto de vista e ao invés de nos fixar em cada matéria, utilizar a tipologia - conceitual, procedimental
e atitudinal - e perceber diferentes formas de aprender e ensinar cada conteúdo.

A APRENDIZAGEM DOS CONTEÚDOS FACTUAIS


• Por conteúdos factuais compreende-se os conhecimentos de fatos concretos, como acontecimentos e situações. Consideremos que um aluno
aprendeu um conteúdo factual quando ele o reproduz, mas como a reprodução as vezes se trata mais de memorização do que de
aprendizagem é importante que ela seja o mais fiel e próximo do literal possível.

APRENDIZAGEM DOS CONCEITOS E PRINCÍPIOS


• Conceitos e princípios são termos abstratos, conceitos são conjuntos de fatos, objetos, situações ou símbolos e princípios são mudanças que
se produzem em um objeto, situações ou símbolo, como as regras ou as leis.

A APRENDIZAGEM DOS CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS


• O conteúdo procedimental é o fazer, mas torna-se difícil abranger este conteúdo em âmbito escolar quando as aulas se baseiam em textos e
memorizações.

APRENDIZAGEM DOS CONTEÚDOS ATITUDINAIS


• Os conteúdos atitudinais englobam valores, atitudes e normas. As características da aprendizagem do conteúdo atitudinal estão muito ligadas
aos componentes afetivos, pois é necessário um vínculo afetivo para que aquilo que se aprendeu seja interiorizado.
• Resumindo não há um formato de aprendizagem que sozinho seja o melhor, qualquer um que trabalhe de fora mecânica um conteúdo sem
significado será ruim, por isso o ideal é focar não no melhor entre eles e sim na melhora da prática como um todo, que utilizará todos os
formatos e tipologias de fora a sempre acrescentar na construção do conhecimento do aluno.
O CONSTRUTIVISMO: CONCEPÇÃO SOBRE COMO SE PRODUZEM OS PROCESSOS DE
APRENDIZAGEM
Podemos fazer uma comparação entre a aprendizagem cotidiana e a aprendizagem escolar: Para o
processo de aprendizagem escolar é preciso que cada aluno, ao encontrar um novo conhecimento,
possa compará-lo, identificar as semelhanças e diferenças e integrá-lo ao seu esquema prévio,
construindo assim uma aprendizagem significativa.

AS SEQUÊNCIAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM OU DIDÁTICAS


Essa proposta estereotipada de um modelo tradicional expositivo
traz pouca interação, portanto não constrói relacionamento entre
professores e alunos.

É necessário refletir e julgar se a sua aula necessita de mudanças


para obter resultados melhores na aprendizagem dos alunos.

QUATRO UNIDADES DIDÁTICAS COMO EXEMPLO-


segue ex
A estrutura e a organização da escola como grupo se define
pelo tipo de organograma da escola e pelo grau de
envolvimento, atribuição e responsabilidades dos professores e,
também, dos alunos, pois quando os alunos participam da
construção de seu percurso escolar se dá chance para que
assumam um conhecimento mais profundo de seu processo

Aeducacional.
atenção à diversidade envolve formas de ensinar complexas pois elas têm
que responder a variáveis interrelacionadas. Isso nos leva a perceber a
necessidade de se utilizar formas de intervenção extremamente flexíveis, que
integrem todos os meios que potencialmente ajudem a aprender.
Três graus de relações disciplinares:

a multidisciplinaridade, é a organização de conteúdos mais tradicionais: os


conteúdos são apresentados por matérias independentes umas das outras, trata-
se de uma organização somativa;

a interdisciplinaridade é a interação entre duas ou mais disciplinas, que pode


ir desde a simples comunicação de ideias até a integração recíproca dos
conceitos fundamentais e da teoria do conhecimento, da metodologia e dos
dados da pesquisa;

a transdisciplinaridade é o grau máximo da relação entre as disciplinas e


supõe uma integração global dentro de um sistema totalizador.
A avaliação é considerada como um instrumento sancionador e
qualificador, em que o sujeito da avaliação é o aluno e somente o
aluno, e o objeto da avaliação são as aprendizagens realizadas
segundo certos objetivos mínimos para todos. Podemos
distinguir dois processos avaliáveis: como o aluno aprende e
como o professor ensina.

A avaliação é um processo em que sua primeira fase se denomina


avaliação inicial e não pode ser estática, de análise de resultado.
Uma das primeiras fases do processo consiste em conhecer o que
cada um dos alunos sabe, o que sabe fazer e o que pode chegar a
saber e como aprendê-lo.

Avaliação somativa ou integradora é entendida como um informe


global do processo que, a partir do conhecimento inicial,
manifesta a trajetória seguida pelo aluno, as previsões sobre o
que é necessário continuar fazendo ou o que é necessário fazer de
novo.

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