Alterações Respiratórias:
Doença Pulmonar Obstrutiva
Crônica (DPOC)
Profª: Karyne Negromonte
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
(DPOC)
A DPOC é um estado patológico caracterizado
pela limitação do fluxo de ar, que não é
totalmente reversível.
Em geral, a limitação ao fluxo de ar é progressiva
e está associada a uma reposta inflamatória
anormal dos pulmões a partículas ou gases
nocivos (principalmente fumaça de cigarro).
◻ A DPOC é uma causa importante de
morbidade crônica e mortalidade,
aparecendo como a 4ª causa principal
de morte nos EUA e Europa.
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
(DPOC)
◻ A incidência da DPOC é maior em homens
do que em mulheres e aumenta
acentuadamente com a idade.
◻ A prevalência varia entre 6% e 16% da
população com idade igual ou superior a
40 anos.
◻ 80-90% dos casos da doença são
causados pelo tabagismo.
Fatores de risco para DPOC
Fatores externos: Fatores individuais:
❑Tabagismo ❑Deficiência de
❑Poeira alfa-1 antitripsina
ocupacional (predisposição de
❑Irritantes jovens a
químicos desenvolver
enfisema na
❑Infecções
ausência de
respiratórias
tabagismo)
graves na
infância. ❑Prematuridade
Fisiopatologia
Limitação ao fluxo de ar
Alterações
Estreitamen Hipersecreç na
to das vias ão vascularizaç
respiratória
de muco ão
s
pulmonar
Fisiopatologia
DPOC
Bronquite
Enfisema:
crônica:
perda da
obstrução das
elasticidade
vias
pulmonar
respiratórias
Fisiopatologia
◻ Enfisema
O comprometimento na troca de O2 e CO2
resulta na perda da elasticidade pulmonar com
destruição das paredes alveolares.
◻ O aumento dos espaços aéreos no enfisema resulta em
hiperinsuflação dos pulmões;
◻ Esse processo provoca aumento do espaço morto (área
pulmonar que não ocorre troca gasosa) e
comprometimento da difusão de oxigênio, levando à
hipoxemia.
Enfisema Pulmonar
Dilatação
dos espaços
aéreos
Hiperinsufla
ção
pulmonar
Presença de
ar após
expiração
Hipoxemia
importante
Enfisema pulmonar
❑ Nos estágios mais avançados:
Eliminação HIPERCAPN
ACIDOSE
de CO2 IA: muito
RESPIRATÓ
compromet CO2 no
RIA
ida sangue
O que causa o enfisema pulmonar?
◻ Tabagismo
◻ Deficiência herdade
de alfa-1 antitripsina.
Fisiopatologia
◻ Bronquite consiste na inflamação da
mucosa dos brônquios.
◻Bronquite crônica
Definida como a presença de tosse produtiva
por um mínimo de 3 meses por ano durante 2
anos consecutivos, na ausência de outras
causas clínicas.
Bronquite crônica
Irritação da
mucosa
brônquica
Excreção
excessiva de
muco 🡪 tosse
produtiva
Estreitamento
do lúmen
brônquico
OBSTRUÇÃO
DO FLUXO
AÉREO
Bronquite Crônica
◻ O tamponamento da via respiratória pelo muco diminui
a função ciliar, e as paredes brônquicas tornam-se
espessadas, com estreitamento do lúmen brônquico;
◻ Os alvéolos adjacentes aos bronquíolos podem sofrer
lesão e fibrose, resultando em função alterada dos
macrófagos alveolares🡪 cliente mais suscetível à
infecção respiratória;
◻ Recomenda-se a vacinação (incluindo pneumocócica e
vacina anual contra influenza) para todos os clientes
com 65 anos de idade ou mais que apresentam DPOC🡪
reduz morbidade por influenza e pneumonia
O que causa a bronquite crônica?
◻ Tabagismo é o principal
fator etiológico.
❑Outras causas: poluentes
aéreos e exposição a nitrogênio
e óxido de enxofre.
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
(DPOC)
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
(DPOC)
Manifestações Clínicas
◻ Tosse crônica
◻ Produção de catarro
◻ Expectoração
◻ Dispnéia aos esforços
◻ Perda de peso
◻ A hiperinsuflação crônica🡪 “tórax em
barril”
◻ Uso dos músculos acessórios durante a
inspiração
Manifestações Clínicas
Manifestações clínicas
ENFISEMA PULMONAR BRONQUITE CRÔNICA
SOPRADOR ROSADO PLETÓRICO CIANÓTICO
Dispnéia precoce, Cianose;
progressiva e grave;
Sem tosse ou Tosse produtiva;
expectoração;
Sem cor pulmonale; Sinais de cor pulmonale
(turgência jugular, ascite,
edema de MMII)
Na Ausculta pulmonar há Na Ausculta pulmonar os
diminuição dos murmúrios murmúrios vesiculares
vesiculares e, geralmente, também estão diminuidos,
ausência de ruídos mas há presença de ruídos
adventícios. adventícios (roncos,
Complicações
Insuficiênc
ia e
Falência
Respiratór
ia
Pneumotó Pneumoni
rax a
Atelectasi
a
Diagnóstico
◻ História clínica
◻ Exame Físico
◻ Espirometria
🞑 É a medida mais objetiva da limitação do fluxo
de ar.
🞑 É realizada em pacientes com tosse crônica e
produção de escarro, mesmo sem dispnéia.
◻ Gasometria arterial
◻ Raio X de tórax
◻ Tomografia de tórax
Assistência de Enfermagem
◻ Histórico
🞑 Exposição a fatores de risco.
🞑 História clínica pregressa.
🞑 História familiar de DPOC ou outras
doenças respiratórias.
🞑 Desenvolvimento dos sintomas.
🞑 História de hospitalizações prévias por
distúrbios respiratórios.
🞑 Tratamento atual.
Assistência de Enfermagem
◻ Exame Físico
🞑 Presença cianose;
🞑 Anormalidades do tórax;
🞑 FR e padrão respiratório, uso de
musculatura acessória (esforço respiratório);
🞑 Murmúrio vesicular diminuído, presença de
sibilos;
🞑 Presença de tosse produtiva;
🞑 Avaliar presença de edema, turgência de
jugular;
Tratamento farmacológico
◻ Inclui principalmente os
broncodilatadores e corticosteroides.
◻ Broncodilatores: maior vantagem por via
inalatória.
🞑 Fenoterol
🞑 Salbutamol
🞑 Brometo de ipratrópio
🞑 Teofilina
Tratamento não farmacológico
◻ Oxigenoterapia.
◻ Supressão dos fatores de risco (cessação
do tabagismo)
◻ Nutrição adequada.
◻ Reabilitação pulmonar.
◻ Tratamento cirúrgico (transplante
pulmonar)
Manejo de Enfermagem
Referências
◻ BRUNNER & SUDDARTH. Manual de
Enfermagem Médico-Cirúrgico. 13ª
Edição. 2016.