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Necessidades Educativas Especiais e Acessibilidade

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NECESSIDADES

EDUCATIVAS
ESPECIAIS
NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS

 As necessidades educativas referem-se a um conjunto de condições que podem afectar o


processo d aprendizagem dos alunos. Essas necessidades podem surgir em diversas razões,
incluindo dificuldades da aprendizagem, deficiências físicas, emocionais, ou
comportamentais, e exigem adaptações específicas no ambiente educacional para garantir
que todos os alunos tenham acesso a oportunidades do aprendizado.

 As necessidades educativas especiais (NEE) são um termo frequentemente utilizado para


descrever essas situações. Elas abrangem não apenas alunos com deficiências, mas também
aqueles que enfrentam desafios temporários ou contextuais que dificultam o seu
aprendizado.
DEFICIÊNCIA FÍSICA MOTORA

 A deficiência física se refere ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema


Osteoarticular, o Sistema Muscular e o Sistema Nervoso. As doenças ou lesões que afetam quaisquer
desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem produzir grande (sic) limitações físicas de grau e
gravidades variáveis, segundo os segmentos corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida. (BRASIL 2006,
p. 28 apud SCHIRMER, 2007, p. 23

 As deficiências físicas de origem cerebral são causadas por lesões ocorridas no cérebro que afetam
diferentes segmentos do corpo, causando monoplegia quando afeta um membro; diplegia quando afetam
dois membros; triplegia se afetarem três membros; quando atingem quatro membros será quadriplegia; e
hemiplegia quando todo um lado do corpo é afetado. (DIEHL, 2008 apud COSMO, 2008, p.10)
ASPECTOS RELACIONADOS ÀS
BARREIRAS ARQUITETÔNICAS
 As barreiras arquitetônicas são os maiores empecilhos para as pessoas com necessidades
educacionais especiais - deficiência física, que fazem uso de cadeira de rodas, bengalas ou
muletas para se locomoverem. Não apenas dificultam, mas, muitas vezes, impedem
completamente sua inserção na sociedade.
 Tais barreiras nem sempre são voluntárias, mas sem dúvida, são fruto do imenso descaso e
da não obediência às leis vigentes. Poucas são as cidades que oferecem condições para
que as pessoas com deficiência física se locomovam com desembaraço e possam, como
todo cidadão livre, exercer suas atividades diárias, num pleno exercício do direito de Ire
vir
CONT:
 As pessoas com deficiência física, como acontece com qualquer deficiente, deparam-se com
muitas e diferentes barreiras: filosóficas, culturais, afetivas, psicológicas, sociais e religiosas.
Podemos considerar que as barreiras arquitetônicas são naturais, ambientais ou resultantes de
iniciativas urbanísticas que impedem a acessibilidade de pessoas que necessitam circular
livremente no meio urbano e principalmente nos edifícios públicos. O conceito de acessibilidade
deve ser respeitado em todas as áreas da sociedade, e a eliminação das barreiras arquitetônicas
deve ser um compromisso de arquitetos, profissionais e autoridades responsáveis pela melhoria
da qualidade de vida e bem-estar do povo. As pessoas com alguma limitação ou deficiência
devem ter liberdade de ir e vir.
TIPOS DE DEFICIÊNCIA FÍSICO-MOTORA

 Existem diversos tipos de deficiência físico-motora como:

 Paraplegia

 Paraplegia é uma lesão medular. É a perda total das funções dos membros inferiores. Ela
caracteriza uma lesão na coluna lombar ou vertebral. Assim, os movimentos se tornam
limitados, o que exige o uso de equipamentos especiais, como uma cadeira de rodas.

 Paraparesia

 É uma condição neurológica caracterizada pela fraquesa muscular que afecta as pernas,
resultando em dificuldade de movimento.
CONT:

 Monoplegia

 A monoplegia é uma doença em que ocorre a paralisia de apenas um membro superior ou


inferior, ou seja, um único braço ou uma única perna.

 Monoparesia

 Perda parcial das funções de um só membro (inferior ou superior)

 Triplegia

 Perda total das funções de três membros.


CONT:
 Triparesia

 Perda parcial das funções de três membros.

 Tetraplegia

 A tetraplegia é a perda total das funções dos membros inferiores e superiores corre.
Quem têm essa condição também podem desenvolver distúrbios respiratórios, que
ocasionam leves demências.

 Tetraparesia

 Perda parcial das funções dos membros inferiores e superiores.


CONT:
 Amputação

 A amputação acontece quando uma pessoa necessita, por conta de doenças ou acidentes, remover um ou
mais de seus membros superiores ou inferiores.

 Hemiplegia

 Chamamos de hemiplegia a paralisia ou perda total das funções motoras da metade sagital, esquerda ou
direita, do corpo humano. A condição se desenvolve, principalmente, quando alguém sofre um acidente
vascular cerebral (AVC), que paralisa um dos lados do cérebro.

 Hemiparesia

 Perda parcial das funções motoras de um hemisfério do corpo (direito ou esquerdo)

 Nanismo
CAUSAS DA DEFICIÊNCIA FÍSICO-MOTORA

 As causas que ocasionam uma deficiência física motora são diversas. Porém, a maioria dos casos
estão relacionados à genética, aos acidentes e às doenças.

 Genética

 As condições genéticas são aquelas em que as pessoas já nascem com um gene que pode
desencadear algum tipo de deficiência. É o caso de quem tem esclerose múltipla, por exemplo.

 Acidentes

 Os acidentes são as causas mais comuns da deficiência física motora. Ao sofrerem fortes
impactos em acidentes de trânsito, por exemplo, as pessoas podem ter a coluna ou os membros
prejudicados.
CONT:

 Doenças
 Existem doenças que geram a deficiência motora. A paralisia cerebral, a distrofia muscular, a esclerose
múltipla, a espinha bífida, a artrite, o mal de Parkinson, entre outras patologias também podem gerar essas
condições

 Sintomatologia:

 Alterações na postura e no movimento.

 Dificuldades na coordenação motora e na realização de actividades diárias.


CONT:
 Fisiologia da Actividade Motora

 Segundo Neumann (2017) a fisiologia da actividade motora envolve o estudo dos processos
neuromusculares que possibilitam o movimento. Ele descreve que a actividade motora é gerida pelo sistema
nervoso central, que transmite sinais para os músculos através dos nervos.
 Barreiras Arquitectónicas

 Murray (2018) define barreiras arquitectónicas como obstáculos físicos no ambiente que dificultam a
acessibilidade e a mobilidade para pessoas com deficiência. Essas barreiras podem ser tanto arquitectónicas
quanto urbanísticas. EXEMPLO Escadas sem rampas,Portas estreitas, Banheiros inadequados.
INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA
FÍSICO-MOTORA NO PROCESSO DE ENSINO-
APRENDIZAGEM
 A Convenção Interamericana para a Eliminação de todas as formas de discriminação contra as pessoas com
deficiência,de 1999 diz que: "As pessoas portadoras de deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdade
fundamental que as outras pessoas e que estes direitos, inclusive o direito de não serem submetidas à
discriminação com base na deficiência, emanam da igualdade e dignidade que são inerentes a todo ser humano".

 Define discriminação como:

 toda diferenciação, exclusão ou restrição baseada em deficiência, antecedente de deficiência, conseqüência de


deficiência anterior ou percepção de deficiência presente ou passada, que tenha o efeito ou propósito de impedir
ou anular o reconhecimento, gozo ou exercício por parte das pessoas portadoras de deficiência de seus direitos
humanos e sua liberdade fundamental (...).
CONT:

 Frente a estas reflexões faz-se necessário questionar o papel dos gestores e educadores no sentido de:

 Desenvolver ações que levem a família e a comunidade a acolher a criança com sua diferença, sem
protecionismos.

 Proporcionar à família e à comunidade atividades que favoreçam a convivência e estimulem a confiança.

 Estimulara família a participar da vida da criança, de forma que sua intervenção seja segura e eficaz.

 Estimulara criança a valorizara reabilitação, para que reconheça a importância de uma manutenção
contínua desse processo.É necessário que a criança aprendaa ser cúmplice e aliada de si mesma,no
processo da inclusão.
CONT:
 É um desafio, fazer com que a Inclusão ocorra, sem perdermos de vista que além das
oportunidades, devemos garantir não só o desenvolvimento da aprendizagem, bem como, o
desenvolvimento integral do indivíduo com necessidades educacionais especiais (BRASIL, 2000).
 Algumas estratégias para a inclusão são:

 Adaptações Curriculares

 Ambientes de Aprendizagem Acessíveis

 Métodos de Ensino Diversificados

 Colaboração com Especialistas

 Planejamento individualizado

 Promoção da Inclusão Social

 Algumas tecnologias assistivas:

 Órtese
ACESSIBILIDADES E RECURSOS PEDAGÓGICOS
 Segundo Schirmer et al., (2007) os prédios escolares não apresentam acessibilidade, no qual ainda nos
deparamos com a dificuldade dos arquitectos e engenheiros entenderem que é um direito. E para fazer valer
os direitos à acessibilidade na escola é necessário fazer o uso da legislação para que possamos de fato ver
ambientes escolares se transformando em ambientes acessíveis e acolhedores. Quando o aluno ingressa no
ciclo escolar, nota-se que a falta de acessibilidade é grande, pois a maioria absoluta dos edifícios escolares
são construídos sem considerar as necessidades dos alunos com deficiência física. Para que possa haver
inclusão de qualidade, faz-se necessário um ambiente adequado
 De acordo com Schirmer et al, (2007) alunos com deficiência física possuem dificuldades ao realizar muitas tarefas
rotineiras no ambiente escolar, no qual necessita de um auxílio de outra pessoa. O mesmo que não consegue realizar suas
actividades, fica em desvantagem, pois não tem a oportunidade de criar e desafiar seus colegas. É muito frequente
encontrarmos alunos que não são actores de seu próprio processo de aquisição de conhecimento e descoberta.
CONT:

 Alunos com deficiência física são pessoas que apresentam alteração no aparelho motor e/ou no aparelho
fonador, e em sua grande maioria não apresentam deficiência mental, tendo o cognitivo preservado, não
necessitando, assim, de grandes adequações nos conteúdos curriculares. Entretanto, devido à deficiência
motora, poderão apresentar lentidão na realização das tarefas e das avaliações, necessitando assim de um
maior tempo para concluí-Ias.
CONT:

 Vale ressaltar que alunos que têm deficiência física, causadas por lesão no cérebro - paralisia cerebral,
muitas vezes são erroneamente rotulados como deficientes mentais devido aos movimentos lentos,
descoordenados, imprecisos ou involuntários, que podem se apresentar de três formas:

 (a) rigidez muscular ou espasticidade;

 (b) movimentos involuntários ou atetose;


 (c) equilíbrio precário ou ataxia, acompanhados ou não de dificuldades em articular as palavras
ORIENTAÇÕES TÉCNICAS E DEONTOLÓGICAS PARA
PROFESSORES E EDUCADORES DE ALUNOS COM
DEFICIÊNCIA FISICO-MOTORA

 Orientações técnicas e deontológicas são essenciais para garantir que a inclusão de alunos com
deficiência físico-motora seja eficaz e respeitosa.

 Taylor e Richards (2019) discutem a importância da formação contínua e da empatia no ambiente


educacional. Eles trazem como orientações técnicas a formação contínua sobre necessidades e adaptações
e o desenvolvimento de estratégias individualizadas. E quanto às orientações Deontológicas, nos falam do
respeito pela dignidade e autonomia do aluno e por último, a comunicação aberta com a família e a
equipe de apoio.
A DEONTOLOGIA E A ÉTICA


Contribuem (diferente e decisivamente) para a qualificação da prática profissional. A prática profissional
descontextualizada do quadro normativo deontológico, bem como de considerações éticas, ficaria reduzida a um exercício
técnico automatizado, à margem do relacionamento humano que dignifica profissionais e utentes

 Ética, Deontologia e Prática Profissional Sinopse [Link] fundamentais: ética, moral, direito e deontologia .
CONT:

 Da Ética Profissional à Ética Aplicada à nutrição: do profissional ao utente 3.A moral comum:
teorias éticas e princípios Deontologia – ética profissional (normativa restrita, particular,
corporativista: “Código Deontológico” é um conjunto de normas que incidem sobre obrigações,
responsabilidades, direitos e regulam o exercício de uma profissão, incluindo regras de natureza: -
ética ou moral, que visam assegurar a integridade (carácter) do profissional; - jurídica e
administrativa, que visam assegurar a qualidade (técnica) do exercício da profissão.
 O objectivo é credibilizar e prestigiar a profissão e os seus agentes, através da autoregulação,
atendendo ao reconhecimento do valor social da profissão. Assim as normas: - são consensuais e de
fácil cumprimento, implicando sanções para os prevaricadores; - exprimem uma moral comum e
tendem, cada vez mais, a aproximarem das leis positivas.
 OBRIGADO PELA
ATENÇÃO DISPENSADA!

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