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Apendicite e Dor na Fossa Ilíaca Direita

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APENDICITE

Alunos:
Rebeca Feitosa Dória Alves
Cássio Giovanni Costa Esteves
Isadora Vieira Carozo

Professora:
Luciana Hora Gois

UNIVERSIDADE TIRADENTES - MEDICINA - INTERNATO - URGÊNCIA E EMERGÊNCIA


→ Definição
É a inflamação do revestimento interno do apêndice
vermiforme
O apêndice cecal:
→ estrutura tubular alongada
→ aproximadamente 9 cm
→ base no ápice do ceco na
confluência das tênias
colônicas
→ Classificação anatômica

As localizações mais habituais


são a retrocecal (65%) e a
pélvica (30%)

Posição retrocecal
retroperitoneal ascendente e/ou
submucosa em cerca de 2% a
5% dos casos
→ Epidemiologia

É a principal causa de abdome agudo cirúrgico não traumático

Mais frequente no adulto jovem e no sexo masculino (3:2)

A incidência durante a vida gira em torno de 9% no sexo masculino e


7% no sexo feminino
→ Fisiopatologia
Causa primária do desenvolvimento: obstrução da luz apendicular

Geralmente
→ hiperplasia dos folículos linfoides de origem
infecciosa

Outros:

Mais comuns: Raramente:


→ fecalito → neoplasias (destaque para tumor carcinoide)
→ sementes
→ fibras vegetais
→ áscaris
→ Fisiopatologia
FASES:
SIMPLES OU CATARRAL

Proliferação bacteriana e acúmulo de GANGRENOSA


secreção. Aumento da pressão
intraluminal, distensão, compressão
Piora do edema, compressão
venosa e edema do apêndice. Inicia
arterial, isquemia e necrose.
dor visceral
Liberação de substâncias tóxicas e
bacteremia, febre e leucocitose
SUPURATIVA

Processo inflamatório atinge a


serosa e o peritônio parietal
Inicia dor na fossa ilíaca direita
(dor parietal)
→ Quadro Clínico
Dor abdominal leve ou moderada, principalmente em
INÍCIO epigástrio ou mesogástrio, associada a anorexia e,
eventualmente, diarreia

Dor localizada no quadrante inferior direito, no ponto de


6-12H APÓS McBurney, náuseas, vômitos e constipação. A febre baixa (<
38,5°C) normalmente está presente

Mudança na intensidade da dor e da febre. Pode ocorrer


24-72H APÓS perfuração do apêndice para a cavidade abdominal e o
surgimento de peritonite generalizada
→ Diagnóstico
Sinais para pesquisa:

→ Sinal de Blumberg: descompressão brusca dolorosa no ponto de McBurney

→ Sinal de Rovsing: dor em fossa ilíaca direita (FID) durante compressão da fossa ilíaca esquerda

→ Sinal de Lapinsky: dor em FID durante compressão leve seguida do erguimento do membro
inferior esticado

→ Sinal de Lennander: temperatura retal maior que 1°C em relação à temperatura axilar

→ Sinal do obturador: dor em hipogástrio causada pela rotação interna passiva da coxa direita
flexionada com o paciente em posição supina

→ Sinal do psoas: dor causada pela extensão da coxa direita, seguida de abdução com o paciente
em decúbito lateral esquerdo
→ Diagnóstico
Leucometria está elevada de A urina tipo I → excluir infecção do
LABORATÓRIO 12.000 a 18.000 e com desvio à trato urinário
esquerda, geralmente na peritonite

Apêndice com diâmetro > 6 mm; apêndice não compressível; presença


USG ABDOMINAL de apendicolito; ausência de peristaltismo; ausência de gás em interior;
alteração da gordura periapendicular; alteração do fluxo vascular do
apêndice inflamado

Uso se LAB e US confusos: TC com contraste retal: um apêndice com


TC COM
diâmetro > 6 mm; densificação dos planos gordurosos cecoapendiculares;
CONTRASTE
presença de apendicolito; líquido periapendicular; presença de ar
extraluminar; abscesso local; não contrastação do apêndice
→ Diagnóstico diferencial

Os principais diagnósticos diferenciais são:

→ Linfadenite mesentérica
→ Doença inflamatória pélvica
→ Torção de cisto de ovário
→ Gastroenterocolite aguda (Geca)
→ Gravidez tubária rota
→ Enterite regional (Crohn)
→ Diverticulite de Meckel
→ Escore de risco: Alvarado

Interpretação:
Se resultado entre 4-7 -
investigação/tratamento conservador
Se resultado > 7 - tratamento cirúrgico

Atenção: boa sensibilidade,


especialmente em homens,
porém baixa especificidade
→ Tratamento
CONSERVADOR CIRÚRGICO

→ Não é um consenso → Apendicectomia aberta ou laparoscópica


(padrão ouro)
→ Uso para casos de baixa
gravidade → Laparoscópica: menor índice de
infecção de ferida operatória (50%), menor
→ Realizado com antibióticos dor pós-operatória, menor tempo de
endovenosos por 24 a 48 internação e o retorno precoce às
horas e completados via oral atividades diárias e ao trabalho
por mais 8 a 10 dias
→ Técnica: remoção do apêndice
cecal, que é seccionado na base, junto ao
ceco, após dissecção do mesoapêndice e
ligadura da artéria apendicular
→ Referências
FERREIRA, Lydia M. Guia de Cirurgia: Urgências e Emergências. [Digite
o Local da Editora]: Editora Manole, 2011. E-book. ISBN 9788520452295.
Disponível em:
[Link] Acesso
em: 08 jun. 2023

JUREMEIRA, Layane Thainá Silva et al. APENDICITE AGUDA: REVISÃO DE


LITERATURA. Revista Ensaios Pioneiros, v. 6, n. 1, 2022.

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