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Teoria do Produtor e Funções de Produção

Economia

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Tiago Santos
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TEORIA DO PRODUTOR

Neste ponto do programa


vamos estudar o
comportamento do produtor
Condições para a Existência de
Concorrência Perfeita
 As empresas vendem um produto
homogéneo
 As empresas são tomadoras de preço
 Existe mobilidade perfeita dos
factores produtivos no longo prazo
 As empresas e os consumidores
possuem informação perfeita
TEORIA DO PRODUTOR
 Quando um produtor faz as suas escolhas
enfrenta restrições impostas pelos seus
clientes, pelos seus concorrentes e pela
natureza.
 Vamos começar por discutir as condições
tecnológicas que estão subjacentes ao
processo de produção, a natureza impõe
restrições de ordem tecnológica, isto é,
existem apenas certos métodos de produção
de “outputs” a partir de “inputs”.
TEORIA DO PRODUTOR
 Os “inputs” de produção são chamados de
factores de produção e são classificados em
categorias, terra, trabalho, capital e
matérias-primas.
 Bens de capital (capital físico) são aqueles
“inputs” que já passaram por um processo
de transformação e que servem para
produzir determinados bens, como por
exemplo: computadores, edifícios,
máquinas, etc.
TEORIA DO PRODUTOR
 Quer os “inputs” quer os “outputs”
devem ser encarados como fluxos
 O estado de desenvolvimento
tecnológico de uma sociedade impõe
restrições tecnológicas ao produtor,
apenas certas combinações de “inputs”
são admissíveis para se produzir uma
dada quantidade de “output”
TEORIA DO PRODUTOR
 O produtor deve limitar-se aos
“planos de produção”
tecnologicamente admissíveis

 Ao conjunto de todas as
combinações tecnologicamente
possíveis de “inputs” e “outputs” é
chamado “conjunto de produção”
TEORIA DO PRODUTOR
 Suponhamos que y=f(x) Função Produção

temos apenas um
“input” medido por
x, e um “output”
medido por y Conjunto de Produção

x
TEORIA DO PRODUTOR
 A função de produção mede o
máximo de “output” que é possível
produzir a partir da utilização de uma
dada quantidade de “input”. De
outra forma, a função de produção
exprime o conjunto de planos de
produção que são tecnologicamente
admissíveis e de eficiência máxima.
TEORIA DO PRODUTOR
 Os pontos acima da função de
produção não são tecnologicamente
admissíveis, os pontos abaixo da
função de produção são ineficientes.

 No caso de dois “inputs” necessários


para se produzir um “output” a
função de produção é dada por
y=f(x1, x2).
TEORIA DO PRODUTOR
 Existem semelhanças entre a função de
utilidade estudada na teoria do consumidor
e a função de produção, do ponto de vista
formal os dois tipos de função são
equivalentes. Mas existem diferenças
significativas, por exemplo, no que toca ao
significado económico, o “output” tem
significado enquanto a utilidade não o tem
no contexto da utilidade ordinal.
Isoquantas
 Considerando a utilização de dois
“inputs” e uma função de produção
y=f(x1, x2), a relação técnica pode
ser representada por “curvas de
níveis”, que são projecções da
função de produção no espaço de
duas dimensões, formado pelas
variáveis x1 e x2
Isoquantas
 Essas “curvas de níveis” são designadas por
Isoquantas, a isoquanta indica o conjunto de
todas as combinações possíveis dos inputs x1
e x2 que são suficientes para se produzir uma
dada quantidade de output.
 Existe portanto uma semelhança entre as
curvas de indiferença que estudámos e as
Isoquantas, mas a diferença está no valor da
produção que é expresso por cada isoquanta.
EXEMPLOS DE TECNOLOGIAS

 As diferentes tecnologias podem ser


apreendidas pelo grau de substituibilidade
ou de complementaridade, dos inputs
associados à produção de um determinado
produto. O grau de substituibilidade ou de
complementaridade, pode ser apreendido
pela configuração da isoquanta, que
descreve o conjunto de técnicas eficientes
para a produção de um dado nível de
produto.
Proporções Fixas
( y= min{ x1, x2} )

x2

x1
Substitutos Perfeitos
( y = x 1 + x2 )

x2

x1
Funções Cobb-Douglas
 Neste tipo de funções
de produção,
parâmetro A mede a
o
a
y  Ax x b
escala de produção,
os parâmetros a e b 1 2
medem a forma
como a quantidade
de output responde a
alterações dos
inputs.
PROPRIEDADES DA
TECNOLOGIA
 Monotonia – se aumentarmos a utilização de
um input deverá ser possível produzir pelo
menos a mesma quantidade de output.
 Convexidade – se tivermos duas formas de
produzir y unidades de output, (x1, x2) e (y1, y2),
a média ponderada deve produzir pelo menos
as mesmas y unidades. Ou seja, a combinação
linear de dois processos de produção que estão
na mesma isoquanta permite gerar um nível de
output igual ou superior ao indicado pela
isoquanta.
Isoquantas

x2

X1
PRODUTO MARGINAL

 Supondo que estamos a operar com o


nível de inputs (x1, x2) e que estamos
a pretender utilizar mais do factor x1,
mantendo a utilização do factor x2.
Quanto output vamos obter por cada
unidade adicional do input x1,
designamos isto por produto
marginal(Pmgx1) .
PRODUTO MARGINAL
A produtividade marginal de
um factor define-se como
sendo a variação de output
que resulta de uma variação
marginal deste factor,
mantendo todos os outros
factores constantes.
y f ( x1  x1, x2 )  f ( x1, x2 )

x x
1 1
PRODUTO MARGINAL
 Matematicamente,
a produtividade dy
marginal de um
factor é a derivada dx1
parcial da função
produção em dy
relação ao factor
de produção. dx2
A lei da produtividade marginal
decrescente

 À medida que aumentamos a


utilização de um factor produtivo o
produto marginal do factor irá
diminuir (mantendo o outro factor
produtivo constante).

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