TEORIA DO PRODUTOR
Neste ponto do programa
vamos estudar o
comportamento do produtor
Condições para a Existência de
Concorrência Perfeita
As empresas vendem um produto
homogéneo
As empresas são tomadoras de preço
Existe mobilidade perfeita dos
factores produtivos no longo prazo
As empresas e os consumidores
possuem informação perfeita
TEORIA DO PRODUTOR
Quando um produtor faz as suas escolhas
enfrenta restrições impostas pelos seus
clientes, pelos seus concorrentes e pela
natureza.
Vamos começar por discutir as condições
tecnológicas que estão subjacentes ao
processo de produção, a natureza impõe
restrições de ordem tecnológica, isto é,
existem apenas certos métodos de produção
de “outputs” a partir de “inputs”.
TEORIA DO PRODUTOR
Os “inputs” de produção são chamados de
factores de produção e são classificados em
categorias, terra, trabalho, capital e
matérias-primas.
Bens de capital (capital físico) são aqueles
“inputs” que já passaram por um processo
de transformação e que servem para
produzir determinados bens, como por
exemplo: computadores, edifícios,
máquinas, etc.
TEORIA DO PRODUTOR
Quer os “inputs” quer os “outputs”
devem ser encarados como fluxos
O estado de desenvolvimento
tecnológico de uma sociedade impõe
restrições tecnológicas ao produtor,
apenas certas combinações de “inputs”
são admissíveis para se produzir uma
dada quantidade de “output”
TEORIA DO PRODUTOR
O produtor deve limitar-se aos
“planos de produção”
tecnologicamente admissíveis
Ao conjunto de todas as
combinações tecnologicamente
possíveis de “inputs” e “outputs” é
chamado “conjunto de produção”
TEORIA DO PRODUTOR
Suponhamos que y=f(x) Função Produção
temos apenas um
“input” medido por
x, e um “output”
medido por y Conjunto de Produção
x
TEORIA DO PRODUTOR
A função de produção mede o
máximo de “output” que é possível
produzir a partir da utilização de uma
dada quantidade de “input”. De
outra forma, a função de produção
exprime o conjunto de planos de
produção que são tecnologicamente
admissíveis e de eficiência máxima.
TEORIA DO PRODUTOR
Os pontos acima da função de
produção não são tecnologicamente
admissíveis, os pontos abaixo da
função de produção são ineficientes.
No caso de dois “inputs” necessários
para se produzir um “output” a
função de produção é dada por
y=f(x1, x2).
TEORIA DO PRODUTOR
Existem semelhanças entre a função de
utilidade estudada na teoria do consumidor
e a função de produção, do ponto de vista
formal os dois tipos de função são
equivalentes. Mas existem diferenças
significativas, por exemplo, no que toca ao
significado económico, o “output” tem
significado enquanto a utilidade não o tem
no contexto da utilidade ordinal.
Isoquantas
Considerando a utilização de dois
“inputs” e uma função de produção
y=f(x1, x2), a relação técnica pode
ser representada por “curvas de
níveis”, que são projecções da
função de produção no espaço de
duas dimensões, formado pelas
variáveis x1 e x2
Isoquantas
Essas “curvas de níveis” são designadas por
Isoquantas, a isoquanta indica o conjunto de
todas as combinações possíveis dos inputs x1
e x2 que são suficientes para se produzir uma
dada quantidade de output.
Existe portanto uma semelhança entre as
curvas de indiferença que estudámos e as
Isoquantas, mas a diferença está no valor da
produção que é expresso por cada isoquanta.
EXEMPLOS DE TECNOLOGIAS
As diferentes tecnologias podem ser
apreendidas pelo grau de substituibilidade
ou de complementaridade, dos inputs
associados à produção de um determinado
produto. O grau de substituibilidade ou de
complementaridade, pode ser apreendido
pela configuração da isoquanta, que
descreve o conjunto de técnicas eficientes
para a produção de um dado nível de
produto.
Proporções Fixas
( y= min{ x1, x2} )
x2
x1
Substitutos Perfeitos
( y = x 1 + x2 )
x2
x1
Funções Cobb-Douglas
Neste tipo de funções
de produção,
parâmetro A mede a
o
a
y Ax x b
escala de produção,
os parâmetros a e b 1 2
medem a forma
como a quantidade
de output responde a
alterações dos
inputs.
PROPRIEDADES DA
TECNOLOGIA
Monotonia – se aumentarmos a utilização de
um input deverá ser possível produzir pelo
menos a mesma quantidade de output.
Convexidade – se tivermos duas formas de
produzir y unidades de output, (x1, x2) e (y1, y2),
a média ponderada deve produzir pelo menos
as mesmas y unidades. Ou seja, a combinação
linear de dois processos de produção que estão
na mesma isoquanta permite gerar um nível de
output igual ou superior ao indicado pela
isoquanta.
Isoquantas
x2
X1
PRODUTO MARGINAL
Supondo que estamos a operar com o
nível de inputs (x1, x2) e que estamos
a pretender utilizar mais do factor x1,
mantendo a utilização do factor x2.
Quanto output vamos obter por cada
unidade adicional do input x1,
designamos isto por produto
marginal(Pmgx1) .
PRODUTO MARGINAL
A produtividade marginal de
um factor define-se como
sendo a variação de output
que resulta de uma variação
marginal deste factor,
mantendo todos os outros
factores constantes.
y f ( x1 x1, x2 ) f ( x1, x2 )
x x
1 1
PRODUTO MARGINAL
Matematicamente,
a produtividade dy
marginal de um
factor é a derivada dx1
parcial da função
produção em dy
relação ao factor
de produção. dx2
A lei da produtividade marginal
decrescente
À medida que aumentamos a
utilização de um factor produtivo o
produto marginal do factor irá
diminuir (mantendo o outro factor
produtivo constante).