TEMA: ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL – AVC
Técnicos de Medicina Geral
Membros do Grupo:
Delmira Jerónimo Manguele
Domingas maia Tembe
Vasco Armando Manguele
Joyce Isaias Xadreque
Serafina Helena Tomé
Esmeralda Ricardo Cau
Introdução
Neste presente trabalho iremos abordar sobre acidente
vascular cerebral – AVC onde acontece quando vasos que
levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem,
provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem
circulação sanguínea. É uma doença que acomete mais os
homens e é uma das principais causas de morte,
incapacitação e internações em todo o mundo.
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL – AVC
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL – AVC
É o termo usado para referir as síndromes de
comprometimento de irrigação sanguínea do Encéfalo, que
resultam na perda da função neurológica do território
encefálico específico onde ocorre o défice de aporte sanguíneo.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
As manifestações clínicas e sequelas desta síndrome
dependerão da extensão e do território encefálico que é
afectado pela falta de irrigação arterial. Os neurónios
alimentados pela artéria atingida ficam sem oxigenação e
morrem, estabelecendo-se uma lesão neurológica irreversível.
A percentagem de óbitos entre as pessoas atingidas por AVC é
de 20 a 30% e, dos sobreviventes, muitos passam a apresentar
problemas motores e de fala.
SINTOMAS
Existem alguns sinais que o corpo dá que ajudam a
reconhecer um Acidente Vascular Cerebral.
Os principais sinais de alerta para qualquer tipo de AVC são:
fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna,
especialmente em um lado do corpo;
confusão mental;
alteração da fala ou compreensão;
alteração na visão (em um ou ambos os olhos);
alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no
andar;
dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.
OS PRINCIPAIS FATORES DE RISCO PARA DESENVOLVER UM AVC
Existem diversos fatores que aumente a probabilidade de ocorrência de um
AVC, seja ele hemorrágico ou isquêmico. Os principais fatores causais das
doenças são:
Hipertensão;
Diabetes tipo 2;
Colesterol alto;
Sobrepeso;
Obesidade;
Tabagismo;
Uso excessivo de álcool;
Idade avançada;
Sedentarismo;
Uso de drogas ilícitas;
Histórico familiar;
Ser do sexo masculino.
PATOGÉNESE DO AVC
Trombos: arteriosclerose arterial e ou coágulos formados no canal de artérias
ao nível da irrigação cerebral.
Embolismo (êmbolos): são quaisquer massa sólida ou coágulo com origem nas
cavidades cardíacas e grandes vasos (Ex. Artérias carótidas) no contexto de
doenças das válvulas cardíacas, fibrilação auricular e endocardites, que
percorram a circulação sanguínea para irem finalmente ocluir o canal das
artérias cerebrais.
Ruptura de vasos sanguíneos: ruptura de aneurismas das artérias encefálicas,
malformações arteriovenosas, geralmente no contexto de hipertensão arterial
severa.
Espasmos arteriais e destruição das paredes arteriais por: arterite temporal –
de células gigantes e arterites sifíliticas,
Hipoperfusão cerebral prolongada: choque hipovolemico prolongado ou
cardiogénico,
Causas hematológicas: anemia falciforme, policitêmia (glóbulos vermelhos
aumentados), estados de hipercoagulabilidade – coagulação intravascular
disseminada da sépsis.
CLASSIFICAÇÃO FISIOPATOLÓGICA DOS AVCS
AVC Isquémico - no AVC isquémico ocorre oclusão arterial que pode ser:
Trombótica – o trombo material que oclui na artéria é formado na respectiva
artéria Encefálica, sendo causa principal a ateroesclerose; ou
Oclusão arterial embólica - a massa ou material que oclui na artéria encefálica
tem origem em um vaso distante (cavidades ou válvulas cardíacas ou artéria de
grande calibre).
Acidente Isquémico Transitório (AIT)
É um tipo de AVC isquémico em que, por causa de oclusão arterial parcial ou
por espasmo transitório ou reversível, não evolui com enfarto (morte)
neuronal. Assim, as manifestações clínicas (sintomas neurológicos como
paralisia) são reversíveis porque não chega a ocorrer a morte (enfarto) cerebral
extensa ou significante na área afectada e duram menos de 24 horas. O
diagnóstico é geralmente retrógrado (na altura de alta).
AVC HEMORRÁGICO
Ocorre secundariamente à ruptura da artéria de um território encefálico
específico. A hipertensão arterial maligna e ruptura de aneurisma arterial são
as principais causas. Pode ser subclassificada em:
Hemorragia Subaracnoidea: o derrame sanguíneo ocorre difusamente no
espaço subaracnóide. Causada principalmente pela ruptura de aneurismas ou
malformações arteriovenosas.
Hemorragia Intraparenquimatosa Encefálica
(Cerebral/Troncocerebral/Cerebelar): o derrame de sangue ocorre dentro da
massa cinzenta ou branca do encéfalo. É mais relacionada à hipertensão
arterial.
EXAMES AUXILIARES E DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de AVC é clínico (Anamnese e Exame Físico). Na hemorragia
subaracnoideia, a punção lombar não traumática mostrará LCR francamente
sanguinolento, que não se torna clareado com gotejamento progressivo do
LCR.
CONDUTA
Consiste em medidas de suporte de vida, fisioterapia e educação ao paciente e
familiares sobre modificação de factores de risco modificáveis como tabagismo,
alcoolismo, colesterol alto, obesidade, controlo de HTA e doença cardíacas.
Controlo de factores de risco modificáveis:
Abster-se do Tabagismo;
Abster-se do Alcoolismo;
Controlo da Diabetes;
Controlo da HTA;
Controlo da Doença cardíaca;
Controlo do Colesterol alto;
Controlo das Anemias e de doenças sanguíneas;
Controlo da Obesidade - perder peso
QUADRO CLÍNICO DO AVC
A apresentação clínica do paciente com AVC pode ser muito
variável, já que os sintomas dependem região acometida. Porém
sempre devemos suspeitar de AVC em:
Déficit neurológico, súbito ou com rápida progressão
Paralisia em um lado do corpo
Dificuldade para falar ou compreender a fala
Perda de visão em um ou ambos os olhos
Tontura ou vertigem súbita
Dificuldade de marcha
CONCLUSÃO
Durante esta breve apresentação concluímos que o diagnóstico do
AVC é baseado no exame físico, história clínica direcionada e
exame de imagem, sendo a tomografia de crânio o mais utilizado.
O exame de neuroimagem é fundamental para estabelecer o
diagnóstico e a partir daí, iniciar as condutas terapêuticas desses
pacientes.
E como recomendação a conduta perante o AVC consiste em
medidas de suporte de vida, como a fisioterapia e educação ao
paciente e familiares sobre modificação de factores de risco
modificáveis tais como o tabagismo, alcoolismo, colesterol alto,
obesidade e doença cardíacas.
Agradecemos pela atenção dispensada.
O Grupo agradece!